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domingo, fevereiro 08, 2026

FRANCES HARDINGE, KATHERINE FREESE, ANNEMARIE JACIR, SAMICO & SETIGONISTAS

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns reEncanto - Live at Union Chapel (2024), Manga (2019), Lovely Difficult (2013), Studio 105 (2010), Stória, stória... (2009) e Navega (2006), da cantora e compositora cubana Mayra Andrade.

 

A folia de 1 dia por 5 até o ano inteiro!... – Ao soarem as 18 badaladas daquela sexta de pré alvoraçada, o céu escureceu de repente, as luzes acenderam os bombos e ao primeiro toque das baquetas, todas as almas foram sacudidas e os defuntos despertaram abrindo suas covas para atormentarem todos os vivos, atendendo ao chamado da deusa Melinoe com sua legião de fantasmas para atormentar todos os viventes da hora. Logo se viram envolvidos pelo ritmo do frevo e se deixaram levar pelo balanço das pedras do calçamento, bambeando todo o asfalto para a correria arrepiada, que logo tomou vulto aos pulos e saltos naquela noite. A cidade então entrou em polvorosa trazendo o céu de Madalena, como se pretendesse barrar tudo e suplantando juntas todas as festividades do Rio, de Salvador e Recife. Tudo seguia embalado pelas batucadas das bochechas sopradoras dos Assassinos do Frevo, logo aparecendo atrás da orquestra insidiosa a primeira agremiação carnavalesca, Buzuntões de Catuama, com o bordão: Vou com tudo! O seu desfile trouxe uma cópia monumental do Galo da Madrugada, que encantou de tão real e arrastou todo mundo com o Frevo de Rua: Se deu nó cego, bora desatar! Foi tão desproporcional que logo caíram no passo do bloco da Escola d’Os Descontentes do Fecamepa com o enredo: Antes que os USA fodam tudo! Engrossando o caldo com a ala: Todo mundo nu por Abya Yala!, seguida do Reino da Caquistocracia! Em seguida atravessou o coreto a trupe Néstogas que chegava com o tema: Entre os devires e distopias, uma alegoria dos Lábios da Sibila e a salvação da Pítia, com a ala das baianas destacando as 4 bailarinas de Opuntia & Peyotl, que os deixou ainda mais doidões, levados pelos da Musa do Grand Guignol: a mulher muitas vezes morta, pra grande estardalhaço e comoção popular! Aí veio a ala da Mulher do pôr do Sol com as Claras e Marias do Tejucupapo, puxada pelo Jesuisis do Jegue de Paul, as evoluções de Aijuna e o Amor Imortal, o Rei Momo arrodeado de arlequins com o pinto de fora, o Pierrot Vampiro atrás da Colombina sedutora para mordê-la nua cheia de confetes e serpentinas. Logo vieram cordões de caboclinhos, maracatus, folia de Olinda & o escambau! No cortejo apareceu um trio elétrico fenomenal com a cantora Kantocu dos Tasvirs puxando gente até de um olho só, para logo embocar na avenida um outro com os solos rasgados da Bia Villa-Chan, endoidando a rapaziada e mexendo com o esqueleto de tudo que houvesse. Ninguém dormia, ninguém se escorava, porque a Corja das Bombas levantou a poeira com o carnaval 2 caras, muito óleo de peroba no Bumba da Patetada, o Papa-Figo & a viúva Alma Penada, a La Ursa quer dinheiro quem não dá é pirangueiro, logo atrás a troça do Fabo, com os kamikazes Cabeças de Fósforos e um Coisonário todo presidiário e fazendo arminha: tatatatá! E gritavam: Segura a gaia, camboio de corno! E seguiam súcias, récuas, catervas, maltas e bandos. Ao dobrarem a esquina logo se anunciou a cambada do Bicho do Vau que veio fantasiada de despenteados tortos Jânios, com faixa presidencial falseada amarrando seus amarrotados conjuntos pijânios, colarinho aberto sem gravata, um sanduiche de mortadela no bolso, caspas de talco nos ombros e o refrão do Varre, varre, vassourinha, Che Guevara! & a ala: Em 2026 vamos varrer os golpistas inimigos do Brasil do Congresso Nacional! Nem deu tempo fungar ou cochilar direito, logo o bloco da Muriçoca desfilava com todo mundo nu, usando apenas um tapa-sexo e bunda inflável: Vou picar todo mundo! O negócio foi tão barulhento e tantas Alvoradas se passaram que ninguém sabia mais se já era Sábado de Zé-Pereira, Domingo-de-Aleluia, Segunda da Ressaca ou Terça-Feira Gorda. Só se via a multidão solta que nem se dava conta das bizarrices mais insólitas, como a incursão duma desorientada tripulação de um porta-avião do Turcomenistão, enganchados ao passeio de dois turistas do Kiribati, que se extraviaram da rota e deambulavam à toa, no encalço de um paciente terminal que escapuliu proibido de morrer de Longyearbyen e empurrava numa mão o suporte do soro e, na outra, o cilindro de oxigênio móvel, até quem já morreu há séculos ali ressuscitou misturando-se ao mar de foliões exaltados, acompanhados de um astronauta desgarrado à cata do foguete de resgate, um escafandrista que não sabia onde ficava o rio mais próximo, um paraquedista à procura da Base Aérea, um desenvultado dipsomaníaco agarrado aos goles da Teibei, e, no rabinho quilométrico da turba um trio de marcianos saídos dum ménage, um casal de rinocerontes empurrando às pontadas toda bagaça, sob as ordens atiçadoras do urso Wojtek com sua farda do exército polonês: Bora! Bora! Quando enfim, a troça da Tanajura Raimunda levou todo mundo pro Baile de Carnaval já tarde da noite. Foi aí que o Padre Bidão deu as caras anunciando a Santa Folia e foi saudado como sempre: Salve o homem da bimba santa! Viva!!! Atrás dele um Séquito de Vestais convocando os não foliões prum retiro, enquanto se saiam soltas na frevada. No meio delas Biritoaldo fantasiado de shiTrump, segurando uma bandeira com a inscrição USA-ME que sou teu!, a ponto de nem ouvir os apupos e questionamentos: Será o Coisonário agalegado? Os biriteiros seguiam-no: Justiça é uma só! Pra quê Tribunal Militar, só pra perpetuar as benesses das herdeiras dos generais! Também Mamão injuriado por perder a hora apaixonado pela morta, arretou-se e bancou a fantasia do Marja duodecimano xiita Ali Khamenei, ostentando o balsão tricolor islâmico: Sou pelo Irã! Que é que é isso, véi! Tô mordido do porco, sai pra lá! Nem ele sabia o que era. E veio a turma do Agente Secreto com a camisa da Pitombeiras, ostentando o lábaro: Ainda estou aqui! E os do Viva Galateia, a Vênus do Quintal!, o da Rainha de Caudales com o Anel de Giges, outros fantasiados de médico: Saúde é negócio, salvo vidas, me dá uns dólares aí! Um ou outro: Sai da frente que sou juiz! Para encurtar a hestória: o furdunço só parou de madrugada quase amanhecendo, quando o Bacalhau do Batata retomou as atividades da quarta-feira de cinzas e se estendeu alucinadamente até o amanhecer da quinta de branco, ao que todo mundo resolveu: Pernas pro ar que ninguém é de ferro. E assim o frevo comeu no centro de Alagoinhanduba e pipocou pelo ano inteiro! E bastou a certa altura do campeonato ouvirem as 18 badaladas daquele outro dia qualquer e que nem se sabia mais qual era, todos caíram no sono, de só despertarem no reino do Sol amanhecido dum dia perdido e com uma única certeza: Se houver fim será sempre recomeço!...

 

Katharine Ross: A idade é tão imaterial. Não é tudo só o piscar de olhos?... O inferno com o processo de envelhecimento. Isso acontece com todos - você apenas mantém sua mente ativa, você se mantém fisicamente ativo... O tempo é uma criação humana - nenhuma mulher jamais teria inventado o tempo... Veja mais aqui & aqui.

Åsne Seierstad: Não crescemos isolados. Crescemos em sociedade... sei que as guerras raramente resolvem os problemas... Não dizer nada significa dar o seu consentimento... Veja mais aqui & aqui.

Judy Blume: Nossas impressões digitais não desaparecem das vidas que tocamos... Meu único conselho é: fique atento, ouça com atenção e peça ajuda se precisar.... Acredite em si mesmo e você poderá alcançar a grandeza em sua vida... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 

SORVETE DE PISTACHE

Imagem: Acervo ArtLAM.

Disseram-me que os \ árabes deram nomes às estrelas \ Algol, Sirius, Aldebaran… \ Os olhos em forma de azeitona da minha mãe \ os pés calçados em sandálias \ me conduziram a séculos \ de vastos impérios \ tesouros esquecidos \ Agora, só restam ruínas. \ Este foi o verão em que me banhei em azeite \ e me sentei nas calçadas de Jerusalém \ comendo sorvete de pistache \ com o velho \ cujo rosto antigo \ tentava me explicar \ que lutávamos com o coração \ e não com a cabeça \ — portanto, nunca venceríamos. \ Estou morta para a minha tribo \ nunca aprenderei \ todos os seus segredos salgados \ Então, esta noite, \ quero dormir com Vega, Deneb, Altair… \ porque eles desaparecerão \ com o sol da manhã,  e só restarão ruínas.

Poema da cineasta, fotógrafa e poeta palestina Annemarie Jacir.

 

UMA PELE CHEIA DE SOMBRAS - [...] Se alguém deixa de lado o orgulho e implora de todo o coração, e se o faz em vão, então nunca mais será a mesma pessoa. Algo dentro dela morre, e algo mais nasce. [...] Os humanos são animais estranhos e adaptáveis, e eventualmente se acostumam a tudo, até mesmo ao impossível ou insuportável. ... O terror é cansativo e difícil de sustentar indefinidamente, então, mais cedo ou mais tarde, precisa ser substituído por algo mais prático. [...] Mas, por outro lado, os mortos costumam ser mais fáceis de elogiar do que os vivos. [...]. Trechos extraídos da obra A Skinful of Shadows (Macmillan Children's Books, 2017), da escritora britânica Frances Hardinge, autora de obras tais como: Fly by Night (2005), The Lie Tree (2015), Well Witched (2007), A Face Like Glass (2012) e The Lost Conspiracy (2009).

 

MATÉRIA ESCURA - […] a matéria escura compõe a maior parte da massa do universo. Nossos corpos, o ar que respiramos, a cadeira em que estou sentado, as estrelas, os planetas, tudo… é feito de átomos, que são feitos de quarks. Mas tudo isso representa apenas 5% do conteúdo do universo. Os outros 95% são o lado escuro. São 25% de matéria escura e 70% de energia escura. Acreditamos que a matéria escura seja composta de partículas fundamentais cuja identidade ainda não descobrimos. E essas partículas fundamentais estão por toda parte, bilhões delas atravessando nossos corpos a cada segundo. É importante entender do que são feitos os 95% restantes do universo. [...] em princípio, poderíamos usar estrelas escuras para identificar a natureza da matéria escura, que tem sido um mistério por 90 anos. [...]. Trechos da entrevista QnAs with Katherine Freese (Proceedings of the National Academy of Sciences - PNAS, 2024), concedida pela física estadunidense Katherine Freese, que em seu artigo On Dark Matter Developments (Sean Carroll, 2014), acrescenta que: [...] A maior parte da massa das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, não é composta de material atômico comum, mas sim de matéria escura ainda não identificada. O objetivo dos caçadores de matéria escura é resolver esse enigma. [...]. Veja mais aqui.

 

A ARTE DE GILVAN SAMICO

[...] É um pouco o que acontece com alguns artistas que, abordando mais de uma técnica, são mais reconhecidos em uma, em detrimento das outras. Eu gostaria de ter o prestígio que tenho, não só como gravador, mas também como pintor. Se não tenho como mostrar minha pintura, boto cor na minha gravura. [...] Não foi um trajeto racional. Até hoje, tenho um processo de criação que escapa ao raciocínio [...] Não tinha intenção de fazer arte religiosa, mas os temas litúrgicos me atraíam. Santo é de todo mundo, e eu gravei as interpretações caboclas de todos eles [...] Pois é, eu inventei uma lenda que eu estava andando na rua, distraído, e bati a cabeça no poste, daí desandei a falar [...].

Trechos da entrevista O Ser e o Tempo de Gilvan Samico (Big Mouth Strikes Again!, 2009), do editor, professor e escritor Artur Dantas, concedida pelo gravurista, desenhista, pintor, professor e xilogravurista Gilvan Samico (Gilvan José Meira Lins Samico  - 1928-2013), destacando-se os livros Samico (Bem-Te-Vi, 2012), Samico: 40 anos de gravura (CCBB, 1997) e Samico - Do desenho à gravura (Pinacoteca, 2004). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

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AS SETIGONISTAS AO QUADRADO: UMA DANÇA POÉTICA

Registramos o lançamento do livro As Setigonistas ao quadrado uma dança poética (2026), das poetas jaque monteiro e noi soul. Trata-se de um livro de setígonos, um novo gênero poético brasileiro criado em Pernambuco, por Admmauro Gommes, Cícero Felipe e José Durán y Durán. Veja detalhes do livro aqui & mais a respeito aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

Hermilo Borba Filho aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Bete Gouveia aqui.

Kleber Mendonça Filho aqui, aqui, aqui & aqui.

Ezter Liu aqui & aqui.

Zé Dantas aqui, aqui & aqui.

Rachel Daisy Ellis aqui.

Evaldo Cabral de Mélo aqui & aqui.

Camila Sales Luna aqui.

Newton Moreno aqui & aqui.

Inalda Xavier aquí.

&

O frevo em pesquisa: folia & carnaval aqui.



sábado, janeiro 03, 2026

YURIKO SAITO, MICERE MUGO, DIANA GABALDON, CATADUPAS & SONHO DA CIGARRA

 

 Imagem: AcervoLAM.

Tenho esperança nas pessoas, nos indivíduos. Porque não se sabe o que vai surgir das ruínas... O perdão de si mesmo é o mais difícil de todos os perdões...

Pensamento ao som do álbum Whistle Down the Wind (Razor & Tie, 2018), da cantora, compositora e ativista estadunidense Joan Baez (Joan Chandos Baez). Veja mais aqui.

 

Na pisada do toré (Uma canção pra cunhantã Chenoa) – Vivos olhos nativos afagam meu coração mestiço. Eram faróis na majestosa acangatara e com a graça de suas pestanas suspensas exalando o cheiro quente do afeto. E a sua delicada voz a me embalar num tapete mágico feito de nuvem baixinha passageira. É ela minha filha vestal com seu penacho de fogo, uma estrela Maire-monã que me diz da criança ainda por nascer na gravidez dos caminhos. E da sua boca juvenil os cantares semeiam anunciando os festivos renascimentos com todo brilho da palavra perdida e nela ascendemos pela chuva a lavar dentro de mim o que rega a terra e amadurece ao paladar os doces frutos e inebria com o bálsamo das flores ao olfato, abraça saberes e sabores sem que haja explicações. Não há porquês, tudo é onde qualquer domicílio e quando todos os momentos do visinvisível na festa dos milagres, que nem são só mais desdobramentos do que é uno e suas tantas outras metades pelos grãos, chuviscos, ondas do mar, remoinhos dos rios, faíscas do fogo, a brisa dos ventos, a poeira do chão abrigo dos meus mortos sagrados, o arco-íris e o avesso do ermo: oásis se expande sorridente para a profusão dos dançares das plantações, dos brincares de véspera das colheitas, dos teceres e as parições da vertigem da vida pelos abismos, o botão de rosa, as flores do jardim, o voo dos pássaros, os galhos das folhas, as pedras do caminho, o alto da montanha, os nomes chamados e as celebrações dos estiares na plenitude do Sol. E os falares reluzem as pálpebras pros olhos serenos, ternura de mãe. E o eco da voz é minha e a de todos os ninguéns, porque a Lua alumia as noites na palma da mão e revela as linhas dos recados ancestrais Quechuas, Mapuche, Navajo, Maia, Guarani, Yanomami, Haudenosaunee e de todos os originários de Abya Yala que somos. E suas mãos desenham no ar todas as fábulas do imaginário pela magia invisível das sombras das fruteiras, das oferendas dos pomares e pelos passos das estradas, contando a distância limítrofe do que há por trás de todos os mistérios: as águas são espelhos e tudo respira mostrando as coisas secretas para a alma atenta, que sente as sutis emanações pelas brechas que guardam as vozes escondidas de Iara que é Boiúna, a Cobra-Grande, com seus olhos de fogo e chifres refulgentes de quem vive no fundo dos rios e Jaci já vem com um buriti, o cipó dos sonhos, a nos avisar que Ceiuci anda faminta e não amedronta, não mais que as mais de quinhentas vagantes inexatidões mais esgarçadas, dos desfeitos laços e a esperança fugidia à espera, como uma criança desolada por ver nossos extravios, a ameaça do medo e a culpa imposta. Não mais a casa da infância destruída e os que procuram por si próprios e não se encontram, tontos com as voltas do mundo nas longas noites asfixiantes dos que ganham e perdem entre os que foram caraíbas perós e outros invasores. Porque no espelho das águas o outro lado escondido das coisas: a casca de ovo se quebra para realizarmos o dia inventando a noite enluarada, um canto proutrantos e todocês. Até mais ver.

 

Rigoberta Menchú: Os povos indígenas nunca tiveram, e ainda não têm, o lugar que deveriam ter ocupado no progresso e nos benefícios da ciência e da tecnologia, embora representassem uma base importante para esse desenvolvimento... Que haja liberdade para os indígenas, onde quer que estejam no Continente Americano ou em outro lugar do mundo, porque enquanto estiverem vivos, um brilho de esperança estará vivo, bem como um verdadeiro conceito de vida... Veja mais aqui.

Patti Smith: Liberdade é... o direito de escrever as palavras erradas... Acredito que nós, este planeta, ainda não vivemos nossa Era de Ouro. Todos dizem que acabou... a arte acabou, o rock and roll morreu, Deus morreu. Que se dane! Esta é a minha chance no mundo. Eu não vivi lá na Mesopotâmia, não estive no Jardim do Éden, não estive com o Imperador Han, estou aqui e agora e quero que agora seja a Era de Ouro... se ao menos cada geração percebesse que o momento para a grandeza é agora, enquanto estão vivos... o momento de florescer é agora... Faça com que suas interações com as pessoas sejam transformadoras, e não apenas transacionais... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Simone de Beauvoir: Mude sua vida hoje. Não jogue no futuro, aja agora, sem demora... A palavra amor não tem de modo algum o mesmo sentido para ambos os sexos, e esta é uma causa dos graves mal-entendidos que os dividem... Desejo que cada vida humana seja pura liberdade transparente... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

QUERO QUE VOCÊ SAIBA

Imagem: AcervoLAM.

Quero que você saiba \ com que cuidado? \ Reguei os brotos tenros. \ você plantou \ no meu pequeno jardim. \ Agora, flores enfeitam o chão. \ As frutas estão maduras. \ Venha \ Traga uma cesta de vime resistente \ e traga consigo também \ o melhor vinho de palma \ que seu especialista em tapping \ possa preparar \ Devemos festejar e beber vinho \ até altas horas da madrugada \ dos nossos breves dias juntos \ Alegria e amor \ será o nosso dia a dia \ canções de colheita.

Poema da escritora, dramaturga, editora, professora e ativista queniana Micere Githae Mugo (Madeleine Micere Githae – 1942-2023), que foi perseguida, prasa e exilada em 1982, por conta da ditadura que se instalou em seu país, coibindo sua luta contra os abusos aos direitos humanos. A partir de 1984 tornou-se cidadã do Zimbábue: Sou filha do universo, já morei em quase todos os continentes. Escrever pode ser uma tábua de salvação, especialmente quando sua existência foi negada, especialmente quando você foi deixado à margem, especialmente quando sua vida e processo de crescimento foram submetidos a tentativas de estrangulamento.

 

VÁ DIZER ÀS ABELHAS QUE EU FUI EMBORA - [...] Você não deixa de amar alguém só porque essa pessoa morreu [...] As refeições eram o meu tormento diário; não tanto o trabalho constante de colher, limpar, picar e cozinhar — embora essas atividades fossem bastante desagradáveis por si só mas principalmente a tarefa interminável de lembrar o que tínhamos à mão e equilibrar o esforço necessário para tornar a comida comestível com a consciência do que poderia estragar se não a comêssemos imediatamente. [...] Mas cada um de nós é chamado a viver a vida nos pequenos momentos; a praticar a bondade, a arriscar nossos sentimentos, a dar uma chance a alguém, a atender às necessidades das pessoas que amamos. Porque Deus está em toda parte e vive em todos nós. Esses pequenos momentos são Dele. [...] O corpo forma cicatrizes internas, assim como cicatrizes superficiais, quando uma ferida cicatriza — e o mesmo acontece com a mente. [...] O perdão faz com que as coisas desapareçam. [...] Ao longo dos anos, vi muitos pacientes doces, amáveis e dóceis, que sucumbiram em poucas horas às suas doenças. Os filhos da puta raivosos, irascíveis e difíceis (de ambos os sexos) quase sempre sobreviviam. [...] Quando se tem filhos, existe aquele pequeno período em que você é tudo o que eles precisam. E então eles saem dos seus braços e você fica com medo de novo, porque agora você sabe todas as coisas que poderiam machucá-los, e você não consegue protegê-los. [...]. Trechos extraídos da obra Go Tell the Bees That I am Gone (Century, 2021), da escritora estadunidense Diana Gabaldon (Diana Jacqueline Gabaldon), que também expressa: O que está subjacente à grande ciência é o que está subjacente à grande arte, seja ela visual ou escrita, e essa é a capacidade de distinguir padrões fora do caos... Veja mais aqui, aqui & aqui.

 

O PAPEL DA EDUCAÇÃO ESTÉTICA NO COTIDIANO - [...] A educação estética em nosso cotidiano é, portanto, inestimável para questionar várias premissas estéticas que regem nossas vidas e sociedade, desenvolvendo o que pode ser chamado de alfabetização e vigilância estética, ao estarmos cientes das consequências dessas premissas, direcionando nosso poder reside na criação de um mundo justo, humano e sustentável, e na promoção de uma vida sustentada e enriquecida pelas relações estéticas que formamos com os outros, sejam pessoas, natureza ou mundo artefatual. Somos empoderados e responsáveis por moldar o mundo por meio de nossas práticas cotidianas, e a estética desempenha um papel surpreendentemente significativo. [...]. Trecho extraído do estudo The Role of Aesthetic Education in Everyday Life (Philosophy of Education Society of Great Britain, 2025), da filósofa e professora japonesa Yuriko Saito, que é autora da obra Everyday Aesthetics ( Oxford University Press, 2010), no qual analisa a sensibilidade aos objetos e às pessoas em uma ampla gama de artes e ofícios japoneses, incluindo paisagismo, haicai, pintura, cerâmica e culinária, enfatizando que o cultivo de uma atitude moral em relação às coisas é frequentemente praticado por meio de recursos estéticos. Veja mais aqui & aqui.

 

JAQUE MONTEIRO & I OFICINA DE CATADUPAS DO BRASIL

Foi lançado o livro da I Oficina de Catadupas do Brasil - 2025, uma parceria das poetas jaque monteiro, a criadora do gênero poético, ministrante e coordenadora da Oficina, e noi soul, do Projeto Pulsão Poética, que passou a ser a Madrinha da Catadupa e coordenadora da Oficina. Trata-se de um puro movimento, assim como uma cachoeira, representando inovação no cenário literário brasileiro e um gesto de amor pela língua portuguesa. O livro reúne poemas dos primeiros poetas catadupistas brasileiros. Confira a entrevista com os poemas de Jaque Monteiro aqui e detalhes sobre o livro aqui. E mais aqui.

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ADMMAURO GOMMES & O SONHO DA CIGARRA

O professor de Teoria Literária, poeta, cronista e membro da Academia Palmarense de Letras (APLE), Admmauro Gommes, comenta a publicação do livro infantil O Sonho da Cigarra (Asinha, 2025), da palmarense Taciana Cruz e de sua filha Kristina Cruz, nascida na então República Theca, hoje Tchéquia. Confira aqui & mais aqui.

 

A poesia de Manuel Bandeira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Ana Lins & a Revolução Pernambucana aqui.

A pedagogia de Paulo Freire aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

A arte de Tereza Costa Rego aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

A arte de Abelardo da Hora aqui, aqui, aqui & aqui.

A arte de Geninha da Rosa Borges aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

A música de Moacir Santos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

A poesia de Cida Pedrosa aqui & aqui.

A arte do Mestre Vitalino aqui, aqui & aqui.

A arte de Bia Villa-Chan aqui.

Veja Portfólio aqui.

 


HILDA HILST, HANNAH CRITCHLOW, DANIELLE STEEL & ONILDO ALMEIDA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   Fábula hodierna ... - Dois irmãos uterinos, duas irmãs órfãs consanguíneas. Assim: Prometeu brechava fascín...