É o beija-flor \ E aqui dentro vai guardando o medo \
Mantendo em segredo o que deve mostrar \ Pois já tem medo de se ver sozinho \
Perder o caminho por compartilhar \ E vai voando de flor em flor \ Feito o
beija-flor, sem se apaixonar \ E pouco a pouco vai perdendo o medo \ De se ver
do avesso, por saber amar \ E voa mais que eu \ Seu beija-flor sou eu \ Além de
nós, um eu \ Pra que eu seja todo seu \ E nunca mais seguir sozinho \ Construiu
seu ninho, vai acreditar \ Sorrir com o choro do primeiro filho \ E servir de
abrigo sem sequer chorar \ Pois foi voando de flor em flor \ Feito beija-flor,
até se apaixonar \ E pouco a pouco foi perdendo o medo \ De se ver do avesso
por saber amar... Pra que eu seja todo seu (aí, ó!)...
Ao som dos álbuns Dominguinho (Vol. 1 – Olinda, 2025
& Vol. 2 – Salvador, 2026), aclamado projeto acústico que une o compositor
cantor de píseiro/forró, João Gomes (João Fernando Gomes Valério), o
cantor, compositor e violonista Jota.pê (João Paulo Gomes da Silva) e o
sanfoneiro, cantor, compositor e arranjador Mestrinho (Erivaldo Júnior
Alves de Oliveira), com a participação do violonista Vanutti e da percussão
inventiva de Gilú Amaral, homenageando o legendário sanfoneiro Dominguinhos,
com repertório dos três artistas e releituras de clássicos. Veja mais aqui
& aqui.
O bufo garçom
na festa do céu... – Luzantoinho era
bandoleiro de nascença. Desde bruguelo pirrototinho, bastava mãos ou braços que
fossem e lá pulava, dele sair dando chau, com os dentes de fora. Já rapazote parecia
ter tomado jeito de gente no baque das ondas pelas batucadas dos mulungus de
Chico de Itá, no Maracatu Porto Rico, então apelidado já de Cutiliquê. Vôte! Foi
aí, cheio das loas, o despranaviado: viu-se acometido pela síndrome da Tourette.
E agora? Foi sacudido aos empurrões pra fora: Sai pra lá, cururu! Nisso ficou:
liso e lesado, a coçar cocuruto. Num estalo deu o pira aos pinotes, montando
com uma tocha de fogo no rabo dum porco ronceiro, dele ganhar rumo pra meter
uma lança em África. Foi-se. Parecia: era uma vez... Qual nada, rasgou foi a
boca. Nada, não. Aí penteou a gaforinha e foi ser aprendiz de feiticeiro com Tó Zeca: descobriu o rato dentro do queijo, o segredo da abelha, o dente de
coelho, o elefante branco, o estômago de avestruz, a formiga de asa – tanajura?
-, os gansos do Capitólio, as lágrimas do crocodilo, o leão-de-chácara, o leite
de pato, as macacas de auditório, os olhos de lince, o asno de Buridan, o
carneiro de Panúrgio, o cisne negro e a mula de Tales de Mileto que fez Him e
voou sem cabeça por aí. Eita, bagaceira! Viu que a jaboticaba era pouca, nem
dava pro gasto. Queixou-se ao bispo, arrumou os mijados e zarpou: Isso num vale
um peido! Mandou tudo pras urtigas, ora. Nem acenou, mal-agradecido. Num vupe
era o bei de Tunes e tinha de passar pelo sacrifício de Cúrcio, quando o galo
cantou fora de hora atrapalhando tudo, de findar na garapa azeda pelo labirinto
de Creta e, vexado, botou o ovo de Colombo na justiça de Cambises. Que aperto,
meu! Quebrava a cabeça. E enquanto o diabo esfregava o olho, determinou-se
agarrando no fio de Ariadne, com a lanterna de Diógenes e as muletas de Xisto.
Valeu-se das cebolas do Egito e das cobras que perderam o veneno, dobrou o
beiço e o rumo da venta pras galinhas dos ovos de ouro pelos jardins das
Hespérides. Foi trupé. Mas, não: teve de encarar o bafo do Cérbero, a espada de
Dâmocles no toitiço, a chuvada de canivetes. Que coisa! Nem mel nem cabaça na
noite de Walpurgis, outros galos cantarão. Será? Isso se não desse em Lua cheia
de saci correr bicho, com os relinchos da mula-sem-cabeça, os assobios da
Curupira e agouros de Boitatá. Quem mexeu o angu é que sabe da bronca. Até aí
já tinha morrido o burro atrepado no telhado e escapava tirando fino no bafo da
onça. Por pouco, hem? Só voltas e revoltas às lonjuras, pertinho de nada, suas
aporias. Suava muito a camisa pra tirar o pé do lodo e bote monturo nisso. Até
que caiu do céu a sorte vocacional: garçom de ocasião festejado por clientela batucando
em seu louvor A conversa de botequim do Noel & Vadico. Arrocha! Foi
o que deu na beira de lagoa e ele só: Foi, foi, foi! Aprumou-se dedicado e
passou a adivinhar pedidos dos paroquianos, oxe, metido a guardião Le Cordon
Bleu, o faz-tudo inventava cardápio como se servisse deliciosa culinária de Cápua, dos
fregueses lambuzarem-se de chupar os dedos e lamber os pratos. Eba! Virou casa
de Orates. Com o tempo tornou-se confidente de
solitários – teve de acalmar Alceste, alcovitar Alfeu e Aretusa, amansou Xatipa,
até descobriu o anel de Polícrates e o escambau. Tô feito! Psiu! Tá dando em
cima? Saideira. Tirava foto dos corujões e flagrava o anjo da guarda mangando
dele, os 10%, folgado, bobão. Ainda apartou brigas de Chimangos e Maragatos,
deu paradeiro ao dinheiro de sacristão, exaltou pretensos lotários, guardou a
lista negra de sicários, até consolou o doutor da mula ruça chorando a morte da
bezerra e escorado na mãe de Pedro, avalie. Com o tempo sabia de tudo: o
resultado do bicho, o horóscopo do dia de cada signo, o prêmio da loteria, a
manchete de amanhã, todas as fofocas, eventos, até da verdadeira e quilométrica
lista dos propineiros do Banco Master e doutras escusas tramoias judiciais. Ora,
se. E viu sucumbir os castelos no ar de muito soberbo que foi com muita sede ao
pote e findou na Canosia, hem hem, para não dizer de quem pediu penico, abriu
da vela e cagou fora do caco, maior meladeiro repugnante. Sacou? Foi nesse
ínterim que ele foi escolhido pra servir na festa do céu. Eita! Viva! Maior
badalação de soçaites embecados e noticiários retumbantes. O cara ajeitou-se
todo na pinta e bancou profissa de responsa. Chegando lá estavam aboletados,
entre os convivas, o cachorro Kratin-Qitmir-Al-Raqim dos 7 companheiros da
caverna adormecidos em Éfeso, a jumenta falante de Balaão, a camela prenhe de
Salé, Naqat Allah, que saiu de dentro duma rocha com bençãos gerais e leite em
abundância; a baleia jactante que engoliu o profeta Jonas, a formiga de
Salomão, o carneiro do Monte Moriá sacrificado por Abraão, o pássaro de
Balgis-Belquisse da rainha Sabá, o bezerro de ouro de Moises, o burro
Buraque-Al Borak de Maomé e a pomba do ramo de oliveira da arca de Noé. É mole?
Só. Que marmota é essa, hem? Sou mais o criatório de Zeca Biu! Cadê o
povo todo? Psiu. Foi empurrado entre bandejas e uma tuia de pratos agigantados,
afora terrinas e travessas da muita, tudo fumegante e aos reclamos. Fui
engalobado; mas, fiquei famoso. No outro dia, lá estava ele recolhido à Tebaida
com cara de quem levou xexo e perdeu a mão na roda da fortuna, piongo de quase
invisível. Foi então surpreendido por uma rabiçaca do destino: Era ela. Vixe! Um
achado, ruidoso milagre. Jeitoso da gema, tirou da manga do colete toda
sagacidade e: A-rá! E partiu pra melindrosa todo fogueteiro. Madame? Tenho
esmola agora não. Posso servi-la? Passe outra hora. A bicuda olvidava e ele
insistente no encalço, suspirava com os seus redondos seios, a diferente alvura
dos seus dentes, a morenice brejeira, o cheiro fresco, seus gestos inéditos, sacudida
de beleza vistosa, oooooooh, dele estouvar recreando-se ousada estimação nas
pernas bambas, ah, danada, nela daria jeito. Ah, se. Poetou e fez figa: Lá vai
a água descendo sem dizer nada. Já vai tarde. Aí arretou-se, pegou no bico da
chaleira fervendo, pintou o caneco e pôs as tripas ao Sol: A senhora dá-me a
honra desta dança? Ela virou a cara. Ele lá só conjugando: o nariz de
Cleópatra, as orelhas de Midas, as joias de Cornélia, não há lindeza maior no
mundo. Ela passou um rabo de olho e ele agitou as mãos, sorridente: Há um dia
para o caçador e a caça fazerem a festa! Ela achou graça. Ih, deu mole, tô
dentro! E não teve papas na língua, mandou ver nas razões chacoalhando aranzel
chavecado no juízo dela, num esforço repuxado pelas pataratices, amabilidades aos
bocados, até que, lá pras tantas, viu-la perder a paciência e deu o tiro de
misericórdia, dela dar-se por vencida: Só uma valsa! E saiu com ele pelo salão
dois pra lá e pra cá. Esmerou-se no gingado. No enfim, ela destrancou-se,
entressorriram-se. Ele destampou seus segredos exagerando-se no macio como quem
folheia abusado o Kama Sutra, venceu-lhe a pirraça, ancho como o homem da capa
preta descabaçando a donzela de Orleães, nem se dando conta de tão enredado
pela teia de Penélope, tecida e destecida, no de antes emprestado ao depois, nem
desconfiava das astúcias dela, a ponto de emplacar sobrenome em agoniado cerimonial.
Hoje é de vê-lo todo pabo pula-pula lavando a jega com suco de jurubeba ou
gengibre, escanchado na porta de casa. Como vai sua patroa? E ele torando aço: Cala
boca, a perereca tá lá dentro virada no créu, deixa quieto. Ih! Até mais ver.
Zezé Motta: É preciso ter coragem para viver... Não fico presa nessa ideia de lutar contra o tempo. Faz parte da vida... O palco, a música, o cinema, o carinho das pessoas. Tudo isso me mantém viva, ativa, com brilha no olhar. Trabalhar com o que amo há tantos anos também é combustível... Veja mais aqui, aqui & aqui.
Efraim Medina Reyes: A vida tem muitas dimensões, mas estamos condenados a
escolher uma e ignorar as outras. Estamos condenados a sentir que, por melhor
que estejamos, nossa escolha foi errada. Estamos condenados a viver com alguém
enquanto desejamos outros dia após dia. Estamos condenados a mentir, a dar
beijos frios, a continuar tateando no escuro, fingindo uma paixão que se
desvaneceu há anos. Por que fazemos isso? O medo de aceitar o fracasso pode ser
uma das razões... Sabe, você me lembra um poema que não
consigo recordar, uma canção que nunca existiu, e um lugar onde não tenho
certeza já estive... Nada que se move está isento de falhas... Veja mais aqui.
Anna Akhmatova: É
insuportavelmente doloroso para a alma amar em silêncio... Você ouvirá trovões
e se lembrará de mim, e pensará: ela queria tempestades... Durante os terríveis
anos do terror de Yekhov, passei dezessete meses nas filas da prisão em
Leningrado. Um dia, alguém me "identificou". Então, uma mulher com os
lábios azulados de frio, que estava atrás de mim e, claro, nunca tinha ouvido
falar do meu nome, saiu do torpor que nos afetava a todos e sussurrou no meu
ouvido (todos falávamos em sussurros): "Você poderia descrever
isso?". Eu disse: "Posso!". Então, algo parecido com um sorriso
surgiu no que antes era o seu rosto... Veja mais aqui, aqui, aqui &
aqui.
DOIS POEMAS
Imagem: Acervo ArtLAM.
FOGO - Uma mulher não pode sobreviver apenas com a
própria respiração; ela precisa conhecer as vozes das montanhas, precisa
reconhecer a eternidade do céu azul, precisa fluir com os corpos fugazes dos
ventos noturnos que a acolherão em seu interior. Olhe para mim: eu não sou uma
mulher separada; sou uma continuação do céu azul; sou a garganta das montanhas,
um vento noturno que queima a cada respiração.
ESTA TERRA É UM POEMA - Esta terra é um poema de ocre e
areia queimada que eu jamais conseguiria escrever, \ a menos que o papel fosse
o sacramento do céu, e a tinta a linha quebrada de \ cavalos selvagens
cambaleando no horizonte a quilômetros de distância. Mesmo assim, \ será que
algo escrito importa para a terra, o vento e o céu?
Poemas da escritora, musicista, dramaturga e poeta
estadunidense Joy Harjo, que se inspira nas histórias e narrativas das Primeiras Nações, bem como nas
tradições poéticas feministas e de justiça social, incorporando mitos, símbolos
e valores indígenas: Sinto fortemente que tenho uma responsabilidade para
com todas as fontes que sou: para com todos os ancestrais passados e futuros,
para com minha terra natal, para com todos os lugares que piso e que fazem
parte de mim, para com todas as vozes, todas as mulheres, toda a minha tribo,
todas as pessoas, toda a Terra e, além disso, para com todos
os começos e fins. De uma forma estranha, me liberta para acreditar em mim mesma,
para poder falar, para ter voz, porque preciso; é a minha sobrevivência... Entre seus álbuns
musicais, o Red Dreams, A Trail Beyond Tears (2010), o espetáculo solo, Wings
of Night Sky, Wings of Morning Light (desde 2009) e a peça musical, We
Were There When Jazz Was Invented. Também é membro fundadora do
conselho da Native Arts and Cultures Foundation.
BLASFEMO -
[…] Aqueles que são chamados de
revolucionários e rebeldes, ou seja, aqueles que escaparam desse
condicionamento, movidos pela vontade de viver, de refletir, de compreender uns
aos outros e de explorar a vida e suas nuances. [...] É um grito de
alarme que corro para salvar a inocência de crianças ameaçadas pela loucura e
pela raiva. E é na escola e na mesquita que elas são moldadas para se tornarem
criminosas! Porque no meu país e em outros, os principais fornecedores de
terroristas são as mesquitas. [...]. Trechos extraídos da obra The
Blasphemer: The Price I Paid for Rejecting Islam (Arcade, 2017), do escritor
palestino Waleed Al-Husseini, que foi preso em 2010 sob a acusação de
difamação, fugiu para a França onde obteve asilo. É autor dos ensaios
publicados no seu blog Noor al-Aqel (Iluminação da Razão) e em língua
inglesa no Proud Atheist (O ateu orgulhoso), descrevendo Alá como
"um deus primitivo, beduíno e antropomórfico, e Maomé como um
"maníaco sexual", o que lhe valeu antipatias de familiares e
conterrâneos, afora ameaças de morte. Para ele todas as religiões são: um
amontoado de lendas incríveis e uma pilha de disparates que competem entre si
em estupidez. Ele critica o tratamento dado pelo Islã, a supressão da
criatividade humana e as alegações de que o Alcorão contém milagres
científicos. Fundou em 2013 o Conselho dos Ex-Muçulmanos de França. É também autor
de The collaborationists of radical Islam unveiled (2017), Blasphémateur
! Les Prisons d'Allah (2015) e Une trahison française: Les
collaborationnistes de l'islam radical dévoilés (2017). Para ele: É
verdade que nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos os terroristas
são muçulmanos. O problema no Islã está no conteúdo do Alcorão, e isso é
absolutamente cristalino. Quem defende o contrário está cego... Não
dizer nada é tolerar o intolerável. Não temo aqueles que me chamarão de
“islamofóbico” quando denunciar o seu fundamentalismo: a sua chantagem com a
islamofobia nunca funcionou comigo... O véu nada mais é do que um
símbolo do islamismo político, assim como as braçadeiras eram para os nazistas!...
DOR DE MÃE
CORAGEM & AS FILHAS DA DOR - [...] O dia
3 de abril de 2002 foi o dia mais triste da minha vida. Nunca me esquecerei
desse dia, pois foi quando a vida da minha filha foi destruída [...] Essa
é uma dor terrível que carrego permanentemente na minha alma. Quase me
acostumei a viver com ela. [...] Quando Marita não voltou naquele dia,
meu marido e eu sentimos que algo terrível tinha acontecido. Como pais, a gente
simplesmente pressente essas coisas [...] Havia cerca de 60 mulheres,
todas com roupas sumárias. Marita não estava entre elas. Eu disse a essas
mulheres que quem estivesse ali contra a sua vontade, deveria se apresentar e
vir conosco. Imediatamente, uma jovem correu para os meus braços e não me
soltou até sairmos daquele lugar [...] Eu não era uma figura pública na
época, então isso facilitou as coisas. Nem sequer contei ao meu marido que ia
fazer isso. [...] Cada uma tinha um preço. Havia até meninas menores de
idade, algumas com apenas 14 anos. Todas pareciam aterrorizadas. Quando você
olhava para elas, baixavam o olhar e tentavam cobrir seus corpos quase nus com
as mãos [...] A linguagem grosseira dessas meninas demonstrava o terror
e a dor que elas estavam passando [...] Foi então que decidi criar uma
fundação [...] Também vou continuar lutando na rua, nos meios de
comunicação e onde quer que seja contra a exploração sexual, por minha filha
Marita e por todas as moças que passam e passaram pela que ela sofreu...
[...] Aqui, no meu peito, sinto que ela está viva e meu desejo mais profundo
é o de abraçá-la forte... [...] Techos da entrevista Enfrentando os
traficantes de pessoas na Argentina (BBC News, 2012), da ativista argentina
Susana Trimarco, mãe de Marita Verón e fundadora da Fundación María de los
Ángeles.
Marita (María de los Ángeles Verón Trimarco) tinha 23 anos, em 2002,
quando desapareceu em San Miguel de Tucumán,
negociada por uma rede de tráfico de mulheres. A luta da mãe viúva e ex-funcionária
pública argentina para encontrar sua filha, levou-a a se vestir de cafetina em
prostíbulos, infiltrando-se em quadrilhas de tráfico humano, contando com a
participação direta de sua neta, a adolescente Micaela Sol Trimarco. Ela
sobreviveu a duas tentativas de assassinato, sua casa foi incendiada, ela
recebeu inúmeras ameaças de morte, mas nada a impediu de procurar por sua filha
desaparecida. Até hoje ela continua a denunciar fortemente a cumplicidade entre
redes de tráfico humano, policiais e o poder político. Veja mais aqui, aqui,
aqui, aqui, aqui & aqui.
O UNIVERSO
LITERÁRIO DE JOÃO GUIMARÃES ROSA - A
vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí
perde o poder de continuação – porque a vida é mutirão de todos, por todos
remexida e temperada... O mais importante e bonito do mundo é isso: que
as pessoas não estão sempre iguais, mas que elas vão sempre mudando... Só
se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a
gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na
loucura... Viver – não é? – é
muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o
viver mesmo... Viver é etecetera... Trechos extraídos das obras do escritor,
diplomata e médico João Guimarães Rosa (1908-1967). Veja mais aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
BRINCANTES DA MATA SUL
[...] Escrever esta obra foi caminhar por um mapa de
afetos. A motivação veio do desejo de honrar aqueles que guardam o brilho da
nossa cultura no corpo e na voz. [...].
Trecho da apresentação da obra Brincantes da Mata Sul:
mapeamento da tradição popular pernambucana (Arranco-PNAB, 2022), da produtora
cultural Maria Clara Catende (Maria Clara Mendes) e Flor das Chagas, resultado de
uma pesquisa de campo realizada nas cidades de Catende e Palmares, marcadas por
uma rica tradição de folguedos populares que atravessa gerações, na Mata Sul de
Pernambuco. Durante a pesquisa de campo, a equipe percorreu engenhos, feiras,
distritos e comunidades rurais, indo de porta em porta para ouvir, registrar e
compreender os brincantes que mantêm vivas as manifestações como a Mazuca, o
Guerreiro, o Caboclinho e o Bumba Meu Boi. A obra reúne registros fotográficos,
entrevistas e um mapeamento detalhado das expressões culturais dos dois
municípios. Veja mais aqui.
EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, PERNAMBUCANIDADE NA HISTÓRIA:
ENTRE VERSOS, BACAMARTES & FOGUEIRAS – O CICLO JUNINO
COMO EXPRESSÃO DA LITERATURA, DAS TRADIÇÕES E IDENTIDADE CULTURAL PERNAMBUCANA
Dia 25 de junho na Biblioteca Fenelon Barreto, Palmares
(PE). Veja mais aqui.
E veja mais Pernambuco
aqui.






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