sábado, outubro 03, 2026

GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

 Imagem: Arrostar aporias, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.

 


Fábula dos embeiçados desavindos... - Cachucha passeava nos olhos de Pimpão, era a mais faceira entre as tais dali – a bela majestosa pras capas de sua revista predileta. De tocaia, não perdia qualquer aparição dela; vigilante, esperava sua vez. Ela lá indiferente, à toa, arrodeada por gracejos, desembaraçada, voluptuosa, sonsa que negava visivelmente todas as suas fechaduras - já havia rechaçado tantos adiantados, coitado dele, só fitando-a por diferentes ângulos: paixão profusa alinhavada no jato da gamação vertiginosa, de quase não acabar mais. E se ressentia pela impotência, se esvaindo entre quatro paredes; crescia assim, mesmo além da percepção: sonhava porque era possível e desacertava. No começo a paixão por debaixo de 7 capas, ninguém podia saber: conter-se a si e aos seus anseios. Veio a chance, propícia ocasião: precipitou-se, nada por interditar. Foi empurrado pelo estímulo, ziguezagueando, voltava do meio pra trás: não conseguia sequer falar, nó no juízo; muito menos se expressar, as palavras se dissolviam, sobrevivia atravessando as horas, até onde nem podiam ir. Penava lá nele, o peso na cacunda, mais de mês e meio na pelejada, segurando na sem graceza, embirrado; mas, obstinava, acossado pela aflição de detê-la, fustigado pela ânsia. Na segunda oportunidade, não havia mais como voltar, a ocasião deu-lhe uma providente dedada à socapa, ôpa! E o entusiasmo interpôs-se à secreta paixão. Diante dela, não havia como precisar o certo, exato, onde botar as mãos, como encolher os pés, enfim, atarantado. Da luz dos olhos dela colhia diamantes nunca vistos, tesouros inenarráveis nas barrocas das bochechas, os olhos agateados, toda cheirosa e bacana, o cangote moreno faceiro, só às espiadelas sonsas, às gaitadas, refestelada, toda mansa, bonita que só ela, que quartuda, minha nossa! Acorda! Hem? Ela envolvida num xale, desprotegida; qual nada, uma frieza despótica - ao lado dela sentia-se uma indesejável mosca, asqueroso mosquito, ou inseto qualquer desprezível: Sai pra lá, encosto! Eita! Não ia perder a viagem, né? O tabaréu tomou coragem, baldeou o arraial e chegou-se esfregando as munhecas, todo tinindo de si, exibindo muque fuba, patético, pra mor de lhe dizer, despenteado pelo alvoroço, quase aloprado: queria era impressionar, falar bonito, haja folga, foi de araque todo encalombado, desdobrou a astúcia e pariu lábia doida, com a gola levantada e as mangas dobradas no vinco da camisa listrada, a calça pegando borboleta de tão coronha e por fora da galocha, tal quilômetro de lonjura, fungando suas dores e premências - seria célebre no ímpeto de tangê-la, nada. Aí, puxou proseado, as léguas do escabroso desinretado e caprichou nas boas maneiras, tentou, foi a conta: encolheu-se, depois espichou, estirou-se estendido, a calça caiu, enfezou-se, passou maior vergonha, arre! Segura a coisa! Que é que ouve? Ele soletrou aos engasgos. Ah, é? Apertou-se todo. Vai cagar? Um peido revelador e cerrou as pálpebras, torando aço, esperou pelo pior: Seja lá o que Deus quiser! Ela se riu, que coisa! Já se virando desenganado, nem ouviu o que ela disse: Como é que é? Sim. Ora, a ficha caiu: Sim? Sim. Oxe, ele ousou levitar, por que não? E desafiou os boatos inaugurando nassoviano a festa dos holandeses do Recife à ilha de Antônio Vaz: era mais fácil um boi voar do que aquilo dar certo. Mas, deu, por enquanto. Larga de ser besta, cara! Ah, embriagado com o aroma da presença inevitável dela, ele danou-se a beijá-la e lambeu-se todo folgazão. U-hu! E foram dengos mútuos, chega chupava os beiços, empinado, babava pelas vistas, aos solavancos, do jeito que se ajuntou se espalhava, mormente os regalos do aboio triunfal sobre o sátiro e a ninfa. Ela então montou no seu dorso e foram terra afora, mar adentro, em jubilosa paixão. Os amigos dela, agora dele. Lá estava inchado entre o casal Adamastor e Quelidônia, familiares, parentes, simpatizantes. E ficou assim: pronde Pimpão ia, lá estava ao seu braço Cachucha, atrás. Engrenou o namoro, já cobrança por noivado. Como é que é? A primeira a exigir foi Audumbla, desconfiada a chamá-lo na grande, qual era a dele: Vai enrolar não, né? Que pressa é essa, hem? Nem deu conta, do outro lado, a madrinha dela, Glas Gaibhnenn, anunciando a data, acompanhada da Birog da Montanha, iniciando ao ensaio do canto das açafatas na Praia dos Lençóis: Lá vem ele, o noivo! E rompeu a sala Balor gritando: Vamos levá-lo pra onde a Beócia se deitou para fundar Tebas. Hem? Ele: E é sangria desatada, é? Mal terminou de inquirir, a Hator atacou com alegria da música e nem aliviou, já Lulubelle III distribuía cogumelos mágicos - O que é isso? Psilocibina! Logo a companhia de Kāmadhenu Surabhi, a fragrante, para dar-lhe prosperidade perfumada. Pronto! Depois Prithvi, a Vasta, que trazia a Ibu Pertiwi pra ser ordenhada: Pra se fortificar, meu filho! Agora, deu! A Antevorta trazia o futuro; a Postvorta, o passado. Foi chegando Carmenta Nicóstrata, a imperatriz Sissi, a Gau Mata, a ninfa Io, seguida da Hera boōpis homérica que contou d’O Lamento da Vaca, com a proteção de Gopala e a alegria de Charalambos. É festa pra casório! Estou ferrado! Quantos rumores rondavam e ele lá: Tô frito! Mal piscou o olho e os convidados. Vixe, quanta gente! O primeiro deles, Gavaevodata zoroastriano, a saudar Nandi de Shiva, que chegava enturmado com Tarvos Trigaranus, Vṛṣabha, Mnévis Kemwer e Heliópolis; depois, Ápis de Ptah que se juntou ao sumério Iškur Adad, com Lamassu, Auroque, Marduk Amar-Utu, todos queriam trazer das terras azuis das dunas do outro mundo, o padrinho Pretão, com a estrela brilhante na testa: Mas não é sexta sem lua! Pras suas núpcias, bestão! É? Tais por fora! Vamos desencantá-lo! Será o dilúvio? Logo emergiu da cidade encantada o Bumba-meu-boi, com o Tambor de Mina e os bois de Gerião, mais fujões e bravios. Parecia mais o folguedo estrondoso do boi do Barão caga-raio! Ah, vai ter o sacrifício da heroína & as façanhas acanhadas do mancebo? Destá! No meio do rebuliço apareceu o da Mão de Pau, que veio com Surubim e Calemba; o Barroso com Pai Francisco e Mãe Catirina, um laço de fita amarela pro garrote Jauaraicica, que puxava o rabicho da Geralda, com Pintadinho, Serapião, Espácio, Canastra, Bruchis dos famosos Hermonthis e o de Creta que encantou Pasífae, mais Mansinho e o Vaquim com fogo pelas ventas, mais barbatões e os rebanhos de Sísifo, um aboio no curral, a apartação, as manadas, os cascos brutos, vassourando a cauda para espantar os mosquitos, era cerimônia de esponsal. Tá cá gota! É gente como a praga! Ainda apareceu Agamedes e Trofônio que davam um grau no espaço ritualístico, anunciando a promessa do boi de ouro: Qual o dedo de moça que cabe neste anel? É agora! A noiva primeiro exigiu os 3 desejos, não ia casar-se com o próprio pai, nem com o ourives, e confirmou as suas núpcias com Pimpão! Vivaaaaa! Tome! E a celebração correu solta pelos ervais e altas macegas dos campos das vacas brancas. Anunciaram o Boi-na-vara – O crime na farra do sacrifício, isso não! Parou, parou! Nada de tauroctonia, nem Búfago atroz. Veio, então, o boi-de-mamão – a cena corria: caiu morto na frente de Mateus, com a Bernunça a devorar todo mundo e a espalhafatosa Maricota: Vai chamar a benzedeira para mode ele ressuscitar! Renasceu Boi-de-Reis, com o da Promessa do Garantido de Parintins e o bumbá do tesouro de Anicuns. Deu-se a apostasia do bezerro de ouro de Arão: Vamos brincar! Era o caminho das boiadas, na cantoria: Ê vaca Estrela, ô boi Fubá! No meio do zoadeiro, ninguém dava conta das profecias de Cassandra, alertando não se sabe o quê! Como é? Deix’ela pra lá, tá é doida! Vamos festar! Ah. E recomeçou o incesto de Anat e Baal: o rito cananeu de Ugarit, com uma chuvarada repentina, temporal de mesmo, valei-me! E, depois um estiadão, a devastadora seca. Danou-se! Foram pro monte Safão e lá, a destruição de Mot: foi tudo restaurado, colheita de vida! Vida os casados! Já? Viva! Era chegada a hora da Mattu Pongal e o festival seguia encarreado pelos 4 dias de janeiro, na temporada de monções e a colheita de Paddy. Vamos comer! Quando menos se esperava, o incêndio de Karaqosh! Ih! Foi o tal do japonês Kawata? Não! Então tá! Viva São João! Aí o píer ruiu, todo mundo dentro d’água, timbungue! Eita, o menino pajem tá morrendo afogado, socorre! Pra relaxar, teve quem quisesse brincar de roleta-russa. Valha-me! Toma essa arma! Pega! E o sonso se esquivava, aí foi marrada certa: de susto, desmaiou. Teve um ataque epilético, foi? Nada, munganga só. Bota tição no cu dele que levanta! Ele se fez de morto. E ela danou-se de raiva e atochou impropérios, mostrando os peitos por desaforo, jogando o buquê pro alto - logo tragado pela turbina dum avião que passava ali do nada e teibei! Maior escarcéu. Fodeu! Ninguém previa o vaticínio da desgraça. O desfalecido deu sinal de vida: ai, hemorroidas! Um padre bigodudo: Tá com a braguilha aberta, infeliz! Vai casar ou não? Hum? Não tem mais casamento! Pronto, acabou-se o que era doce. E ele frustrado na paixão, ousou, Pimpão, poetar na maior caratonha: O destino fez o que quis comigo. Todos foram embora seguindo-a. Findou ele esborrachado pela aquerúsia, na sua angústia muda, ao sabor das estações e deboches, touceiras, moitas, gravetos, voando entre urubus: Pra lá, pestes! Aqui é o inferno, avisaram. Carecia mesmo era de se empanturrar duns heléberos pra consertar sua doidice. Quer morrer é? Não, ficar doidão, só, para não findar como Iphis que se matou de amor, rejeitado pela Anaxarete. Ele, não! Variava: Onde sequazes solarpunks? Birutou, mesmo. Nada, solidão braba. Logo ele que fora empurrado sempre, nunca ninguém com conselhos, fixado na programação da tevê, nenhum amigo, nem saía de casa à noite, medo de ser emboscado pelo inopinado, dormindo cedo para trabalhar, era só o que restava, um trapo. Mas, tá! Mergulhou na sua abissal escuridão e ainda havia o inédito fôlego: quem sonhou com a eternidade e não era mais. Desapontou-se. Um estalo segurou a baba dos olhos – ganhava topografia e não tinha que dar cabo da vida, seguia era em frente, isso sim, sem saber como: É a catábase!... Ih! E se deixou levar, estrela cadente, não era tarde, nem ainda mais... Até mais ver.

 

Harold Pinter: Há algumas coisas que se lembra, mesmo que nunca tenham acontecido... Quando a tempestade acaba e a noite cai e a lua está fora em toda a sua glória e tudo o que você fica é o ritmo do mar, das ondas, você sabe o que Deus pretendia para a raça humana, você sabe o que é o paraíso... O passado é o que você se lembra, imagina se lembra, convença a si mesmo que se lembra ou finja que se lembra... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Nora Roberts: Você pode consertar qualquer coisa, menos uma página em branco... A magia existe. Quem poderia duvidar disso, quando existem arco-íris e flores silvestres, a música do vento e o silêncio das estrelas? Quem já amou foi tocado pela magia. Ela é uma parte tão simples e tão extraordinária das vidas que vivemos... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

Jazz Jennings: Os odiadores são a nossa munição. Eles nos motivam a continuar lutando por nossos direitos. É por isso que continuo a partilhar a minha história... Quero mostrar às pessoas que não têm de ter medo de serem diferentes... Não me importa o que as pessoas pensam de mim... Veja mais aqui.

 

DOIS POEMAS

Imagem: Celebração autopoiética, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.

OS OUTROS - os outros \ ter caminhado \ nesta neve \ mas não são \ nas proximidades \ agora \ apenas eu \ a neve ainda descendo \ e as árvores \ mas estes não são \ outros \ o outro \ É o único \ que pode fazer perguntas.

FELIZ FIM - o filme \ foi sobre a guerra \ já tinham largado a bomba \ e não havia jeito \ poderíamos fugir \ Todos nós sabíamos \ Nós deveríamos morrer \ em 10 minutos \ ou talvez 20 \ no dia seguinte, na melhor das hipóteses \ Isso faz alguma diferença \ quando não há esperança \ de fuga \ então de repente \ as luzes apagaram-se \ O filme parou \ e eu percebi \ a salvação às vezes pode vir \ o exato momento \ você abre mão de suas esperanças...

Poemas da poeta, ensaísta e colunista armênia Marine Petrossian.

 

AMIGOS MORTOS - [...] na arte não há nada mais complexo do que a simplicidade, e por isso ela ocupa o topo da hierarquia. Apenas para os avançados. Um príncipe não consegue alcançá-la. Ninguém pode levá-la até a plebe para que todos possam se beneficiar dela igualmente; não existe democracia capaz de elevar alguém a qualquer lugar por meio da arte. Cada um precisa amadurecer até alcançar sua própria simplicidade, viver e trabalhar no vácuo por muito tempo, e isso exige coragem. Sem coragem, não há arte. Coragem é necessária em uma monarquia, coragem é necessária em uma ditadura, até mesmo em uma maldita democracia ou plutocracia, porque na arte a opinião da maioria não vale nada e nem mesmo a coragem é suficiente. [...]. Trechos extraídos da obra Halott barátaim (Sárközy & Co, 2025), do escritor e dramaturgo húngaro, Péter Nádas (1942-2026), que noutra sua obra, A Book of Memories (Vintage, 1998), expressa que: […] Se alguém pudesse aprender as coisas mais importantes da vida, ainda teria de aprender a guardar silêncio sobre elas. [..] A harmonia de dois corpos expressa naquele único toque — superando diferenças e dobrando a reserva moral de cada um — era tão poderosa e indomável quanto a plenitude física; contudo, não havia falsidade nessa harmonia, nem a ilusão de que, apenas pelo toque, nossos corpos pudessem expressar sentimentos que a racionalidade nos impedia de tornar permanentes. Eu diria até que nossos corpos preservavam friamente o bom senso, tramando e mantendo um ao outro sob controle, como se dissessem: "Vou me entregar sem reservas à loucura do momento, mas apenas se — e quando — você fizer o mesmo". No entanto, esse apelo físico que unia paixão e razão, espontaneidade e cálculo, proximidade e distanciamento, levava nossos corpos além do ponto em que, aferrados ao desejo e em busca da gratificação imediata, eles passariam a almejar uma harmonia nova e mais completa. [...] Minha insensatez me levou a acreditar que eu era a história, e que aquela noite fria e sombria era apenas o cenário; mas, na verdade, minha história real desenrolou-se quase independentemente de mim ou, mais precisamente, ocorreu em paralelo às minhas próprias pequenas aventuras. [...]. Ele também é autor de livros como Szépírás mint hivatás (2023), Parallel Stories (2005), Own Death (2004) e The End of a Family Story (1977).

 

MACROFILOSOFIA & POESOFIA - [...] Não pode haver liberdade se interpretarmos que o marionetista coage, domina e força o marionetista a fazer o que ele quer através dos fios que todos nós vemos. Assim, os sucessivos marionetistas (porque se salienta que há mais de um) negam os princípios da liberdade de seus marionetistas subordinados e, em última análise, do marionetista (que não é mais o marionetista de ninguém). Porém, o que aconteceria se os vários marionetistas se limitassem a fortalecer seus subordinados e o boneco? É uma hipótese um pouco mais plausível que não se encaixa com a experiência habitual na vida real. Mas não é descartável porque os fios podem forçar as mãos a se mover contra sua própria vontade e ajudá-los a ter mais força e a fazer coisas que queremos fazer, mas que - sem os fios - nos faltaria poder. Segundo essa possibilidade, os vários bonecos se limitariam a seguir a vontade do boneco, por exemplo como faria uma espécie de robô de controle remoto. Depois, os fios que amarra as mãos do marionetista aos do marionetista (e este a outro sucessivamente) não seria para coagir ou dominar, mas – pelo contrário – perceber e melhorar suas decisões. [...] Na hipótese desses marionetistas empoderamento, robótico ou benevolentes, o boneco seria livre e capaz de fazer a sua vontade – tornar-se juiz – graças ao apoio do Marionetista. Este não o coagiria o boneco e respeitaria tanto a autonomia quanto a liberdades negativas e positivas. Além disso, então a série aberta de marionetistas seria muito apropriada e útil. Quando a tarefa ou a vontade do pobre boneco seria difícil o suficiente para que a ajuda do primeiro não fosse suficiente boneketer, há fios superiores e mais poderosos "justiciadores" bonequeiros que garantiriam cotas crescente liberdade positiva. [...] É apenas uma fábula ou metáfora que acabamos de inventar? Ou existem tais marionetistas, justiços e garantias de liberdade empoderadores pessoas positivas? [...] Penso que tradicionalmente os Totens, os Deuses, a Magia, o Estado, a Nação, a Ideologia, são entidades, seres, mecanismos ou possibilidades que ajudariam a humanidade a atingir seus objetivos sem coagir e garantir sua liberdade. São certamente esperanças ou perspectivas reconfortantes. E é por isso que a humanidade tem muitas vezes acreditado neles. [...] Se atendermos à história, então, nossa hipótese de os marionetistas empoderadores parece confirmada ou muito plausível. Se existissem, graças à sua capacidade de capacitação. Por outro lado, pais e mães muitas vezes se vêem como os marionetistas capacitadores de nossas crianças. Vamos imaginar que estamos - como na imagem inicial- alguns gigantes que imparavelmente levam seus filhos ao objetivo que merecem. Muitas crianças, no entanto, descobrem que muitos pais - carregados pelo seu "céu excessivo" - acabam se tornando ditadores tão amorosos quanto os castradores. Ainda mais perigoso seria o suposto “empoderamento”, dos totens acima mencionados ao progresso, que muitas vezes se tornaram mestres inclementes, totalitário e destrutivo. Há sempre o perigo de que “o empoderador” seja tornar-se um mero imperador – Imperator – caprichoso, intolerante e Alibidor da liberdade. A humanidade tem uma enorme tendência a imaginar poderes superiores de vários tipos como os que temos apontado. É uma constante histórica e um elemento chave da condição humana. [...] Por isso escrevemos uma série de poemas que se referem às liberdades em muitos aspectos semelhantes, mas também com elementos muito opostos. E vemos que as profundas diferenças que resultam e seus efeitos em nossas vidas não podem ser ignoradas. [...]. Trechos extraídos do artigo Empoderando bonecos: eles existem? (2020), do filósofo e ensaísta espanhol, Gonçal Mayos Solsona, que cunhou o termo macrofilosofia no artigo Limites da hiperespecialização: Necessidade da macrofilosofia (Revice, 2021): [...] A macrofilosofia não é a cura para essa cegueira culpável — como diria Kant — mas aponta o caminho para recuperar antigas e virtuosas trilhas. Pois a filosofia — que foi a mãe de todas as ciências — conserva a memória da emancipação e especialização de todas elas. Portanto, sabe que hoje não pode mais realizar essa tarefa sozinha; precisa da colaboração de todas as ciências, que devem assumir sua parcela de responsabilidade, e das reflexões em nível macro de que a humanidade necessita. [...]. Neste sentido, a Macrofilosofia emerge no cenário contemporâneo como resposta à fragmentação do saber, propondo uma retomada da visão de conjunto, com a perspectiva investigativa de como ética, política, ciência e metafísica se entrelaçam na estrutura das civilizações. Em contraposição à ultraespecialização, busca uma compreensão holística do real, integrando os diversos campos do pensamento para examinar tendências amplas e seus impactos de longo prazo, estruturando-a a partir de três eixos: sistematicidade, perspectiva de longa duração e transversalidade. Ao articular diferentes saberes em modelos interdisciplinares, o autor reflete sobre os desafios do nosso tempo, ao reafirmar a necessidade de um pensamento capaz de reconectar o todo. [...]. Já a poesofia inscrita no seu artigo Poesofemes (Associació Cultural de Poesia Pont del Petroli, 2020), no qual expressa: [...] Porque a poesia vem do grego poiesi, a criação contemplativa que se distingue e se diferencia da arte mecânica. Na Grécia clássica, mas também em Hölderlin, Hegel, Nietzsche ou Heidegger, a poesia é a primeira companhia da filosofia. É a base de toda criação filosófica e certamente de todas as abordagens macrofilosóficas. [...] Já no texto Necessitat de 'filosofia de guàrdia' i de poesofemes (2020), ele expressa que: [...] Um poema visual filosófico é uma criação que propõe uma provocação intelectual e incentiva a reflexão. Lembre-se da poesia que você vê da Grécia, pois ela será a sua criação. Este é um poema baseado em uma metáfora disruptiva capturada em imagens, e não em parágrafos. Além disso, os poemas ou poesias são criações metafóricas e provocativas, mas – em sua essência – são expressos linguisticamente a partir de palavras, argumentos, conceitos, narrativas, ideias, falácias, contradições e todos os paradoxos lógicos possíveis. Esses elementos são mais importantes do que a métrica, a rima e outras estratégias poéticas clássicas. [...] são criações poéticas que rompem e propõem uma ruptura com a realidade cotidiana. Implicam uma ruptura com o “senso comum” e até mesmo com uma impossibilidade ontológica que força cada um que contempla (visual ou conceitualmente) a criar uma explicação que ultrapasse as “regras”. São criações poéticas porque resistem a se tornarem uma explicação científica ou mesmo filosófica definitiva. Pelo contrário, as gaudeixen persistem à vontade das perguntas e das questões não resolvidas. Mantêm-se no nível da criação, do poema, com uma tentativa invariavelmente aberta de expressar sentimento ou uma história com um “final feliz” que faça sentido. Porque se nega que a tensão interrogativa se dissipe, precisamente quando a cortina se fecha para que todos se submetam rapidamente à experiência, a fim de poderem voltar para casa amnésicos... sem fazer quaisquer observações significativas. Pensemos! [...] Ligados à filosofia da guarda, os poemas respondem à necessidade humana de encontrar o sentido, rapidamente, em plena luz e percepção, contra toda esperança e diante da inexplicável explicação. [...] Ela deve se manifestar com a filosofia orientadora que reside na essência de todo pensamento autêntico. [...]. Estes artigos são resultados da conferência do autor sobre Urgence of philosophy in human reptes with Covid-19. Necessitat de poesofemes and philosophical visual poetry (VilaPensa, 2020).

 


ARTE NA ESCOLA – Reunião de sugestões para atividades artísticas que possam ser desenvolvidas em sala de aula, sejam nos ensinos Fundamental ou Médio, ou em formações pedagógicas, a partir da obra de autores como Clarice Lispector, Adélia Prado e Conceição Evaristo, ou das reflexões de Gloria Mark, Françoise Vergès, Martha Gabriel, Kananda Eller, Xiye Bastida e Kate Kretz, como também das recreações propostas por Danica McKellar, Zadie Smith, Mel Robbins & Giva Silva. Confira aqui.


 

TEATRO LAM – Reunião de textos, estudos, cursos e montagens, desde os primeiros momentos de contato com a obra de Fenelon Barreto, o primeiro texto encenado O Prêmio, A viagem noturna do Sol, a montagem de João Sem Terra, de Hermilo Borba Filho; o infantil Lobisomem Zonzo, o Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas, além de formações, teatro na escola, entre outros. Confira aqui.

 


O LIVRO DAS JANELAS – (Imagem: Acervo ArtLAM) Reunião de contos, crônicas, narrativas, textos e outras poemagens prosaicas, com foco na perspectiva das possibilidades, as alternativas de apreensão e percepção, a visualização do universo, o olhar sobre o mundo e todas as coisas a partir da janela. Confira aqui.

 


CAETÉS – Trata-se do 6º episódio das aventuras do Nitolino no Valuna, desta feita, no território de Caetés, no qual visualiza-se gente de Ponto Alegre, Atoleiro, Barriguda, Bastões, Vila Araçá, Várzea Comprida, Várzea Suja e Queimada Grande, bem como da criação do Romance do Pavão Misterioso, do cordel que ninguém sabe direito se é de Melchíades ou de Camelo, e que conta a história de Evangelista e Creusa. Confira aqui.

 


POEMANDANTE, PALÁVORAS – Reunião de colagens autorais (COLAM), com poemagens e versagens do acervo ArtLAM, sobre o tema musical autoral Abandono. Confira aqui.

 

A arte do premiado ator Irandhir Santos (Irandhir Santos Pinto), graduado em Artes Cênicas pela UFPE e que atuou em espetáculos, como Liberdade, liberdade (1996), bem como filmes como Cinema, aspirinas e urubus (2005), Baixio das Bestas (2007), Febre do Rato (2012), Tatuagem (2013), Aquarius (2016), entre outros aplaudidos trabalhos na televisão. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

 


domingo, setembro 27, 2026

GLAUCE ROCHA, KRISZTINA TÓTH, JERRY JENKINS, JACQUES VALLÉE & OLINDA.

 

 Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.


Do lançamento TTTTT e exposição Gentamiga Ateliê... – Depois de desenrolada entrevista na emissora de rádio, em que fui peitado: aqui se faz, aqui se fala; botei os pingos em todos os iiis, isso no dia anterior, em cima da bucha, tintim por ditos e senões, virando a página, pronto para mais um episódio. Chegava a horagá e já era quinta, 24 de setembro, todo embecado na biblioteca, lugar mais que apropriado para recepção. Era, finalmente, o lançamento do livro Tataritaritatá, celebrando o percurso de mais de 20 anos de artevismo deste semanário virtual – que um dia já foi diário e que teve início como fanzine impresso, lá pelos idos de 2002; transformou-se depois neste zineblog em 2006 e, por tabela, tornou-se programa radiofônico; em 2008, folheto de cordel; em 2009, num cantarau – show poético-musical; e, em 2026, finalmente a publicação livresca. Diga-se: uma modesta publicação em que botei todos os comparsas na roda, registrando a trajetória de mais de 20 anos pelejando na vida. Trata-se de um opúsculo de pouco mais de 300 páginas, dividido em três partes: na primeira, o repertório do cantarau, partituras, letras de músicas, crônicas, ilustrações, colagens e as homenagens: Ascenso Ferreira, Hermilo Borba Filho, Darel Valença Lins e Tunga, além de comemorar os mais de 9 milhões de acessos. Na segunda parte, prosas memoriais, tons & versos, incursões e pelejadas com toda trupe, pelas áreas de radialismo, jornalismo, circense, teatral e quadrinhos. Na terceira e última parte, a trajetória de mais de 40 anos de artevismo traquino e participante, com partituras, poemas, crônicas, glossário e atividades de produção cultural, tudo com muito humor. Para recepção pública, uma exposição e lançamento coletivo do livro-catálogo, Gentamiga Ateliê, que organizei e participo, com os artistas de São Paulo, Márcia Gebara, Ricardo Aidar, Cibele Sarkis e Rubens Cunha Lima, publicação esta com as honrosas apresentações dos professores da USP, Evandro Nicolau e Renata Sant’Anna. A coisa toda foi uma iniciativa do Itinerarte Coletivo, com apoio da Biblioteca Fenelon Barreto, Semed-Palmares, Observatório de Leitura e Instituto Pernambucano de Heráldica, Colecionística, Ciências Humanas e Sociais. A exposição teve curadoria meticulosa do artista plástico e ator, Rolandry Silvério, sob a supervisão geral do diretor da Biblioteca, João Paulo Araújo, que envolveu todos os funcionários na ajeitada pra que tudo saísse nos conformes. E ficou tudo nos trinques mesmo, contando com a presença da comunidade estudantil e de personalidades da vida cultural e artística do lugar, a exemplo de integrantes da Academia Palmarense de Letras (APLE), do ator Mano Germano, entre outros comparecentes. Entre os estudantes, o destaque para os alunos do professor e radialista, Caio Vitor Lima, do Colégio Dimensão, e do estudante Miguel Arcanjo, do Cenesj, acompanhado pelo membro fundador do Instituto Pernambucano antes mencionado, Patrício Diógenes, e que, a certa altura da festividade, o referido discente me pegou pelo braço e encarou solenemente: “Precisamos de mais malucos como você por aqui!”. Deu pra sentir o clima de repleta alegria e descontração, num foi? O melhor: revi amigos que não davam as caras há décadas, entrei no fuzuê da estudantada, encarnei o homem da cobra, mandei ver tagarela no breve discurso improvisado e saí dali com alma lavada e a sensação do dever cumprido. Grato pela presença de todos. (Veja detalhes da comemoração mais abaixo e aqui). Até mais ver.

 

Elie Wiesel: O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença... Jurei nunca ficar em silêncio quando e onde quer que seres humanos suportassem sofrimento e humilhação... Esquecer as vítimas significa matá-las uma segunda vez... Veja mais aqui & aqui.

Leïla Slimani: As pessoas não nascem mal, embora todos nós tenhamos o mal dentro de nós... Tenho plena consciência de que, se não fosse a leitora que sou, não seria a pessoa que sou hoje. A leitura foi fundamental para moldar minha bússola moral, quem sou como cidadã, como mulher. Sei o quão visceral pode ser a relação que se tem com a literatura, a ponto de ela se tornar parte de você, um órgão por si só... Veja mais aqui, aqui & aqui.

Plínio Marcos: Nenhum tesouro está seguro em seus cofres, quando um pai escuta o filho chorando de fome... Eu, como repórter de um tempo mau, fiz a terra tremer várias vezes... A esperança é a presença de Deus no coração dos homens... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

DELTA

Imagem: Tráfego dos simulacros & platitudes, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.

Se você passou dos quarenta anos, \ seu corpo de repente começará a falar de si mesmo, \ e cada imagem oculta, \ que os anos um dia tatuaram em sua memória, \ será revelada através da sua pele. \ Como quando o sol projetava o padrão de uma cortina no chão. \ Você observa a lenta procissão de cada veia, \ como seu corpo desvenda uma nova superfície que se aproxima. \ Você se deita, de olhos bem abertos, \ e a menor das coisas lhe vem à mente. \ De como você estava em uma exposição de museu com seu filho, \ ambos observando a água escorrer lentamente \ de um cano sobre a areia achatada. \ Você vê, você disse, ela se divide em pequenos ramos. \ Ao que ele perguntou: Sim, sim, mas onde está o mar?

Poema da escritora e tradutora húngara Krisztina Tóth.

 

ESCOLHIDO – […] Tudo é possível agora! […] E oro para que, se algum dia duas crianças vierem visitar a minha casa aqui, Você lhes dê coragem para dizer shalom, para que saibam que não precisam permanecer escondidas. Amém. [...]. Trechos extraídos da obra The Chosen: I Have Called You By Name (Jaico Publishing House, 2021), do escritor estadunidense Jerry B. Jenkins, autor de obras como The Sword of the Wormling (2007), The Book of the King (2007), The Changeling (2007), Writing for the Soul: Instruction and Advice from an Extraordinary Writing Life (2006), Though None Go with Me (2006), Wind Chill (2006), Grave Shadows (2005), Canyon Echoes (2005), Deceived (2005), Arrived (2005), Shaken (2005), Hidden (2004), Taken (2003), The Vanishings: Four Kids Face Earth's Last Days Together (2001), Tribulation Force (1996) e Left Behind (1995).

 

O SEGREDO MAIS BEM GUARDADO - [...] O policial Zamora, de trinta e um anos na época, prestou depoimento várias vezes (33) e suas declarações foram sempre consistentes com o que ele disse a seus colegas e ao FBI quando foi interrogado imediatamente após o avistamento, no final da primeira noite, e novamente a Hynek nos dias seguintes. [...] O Projeto Serpo é um suposto programa de intercâmbio ultrassecreto entre os EUA e um planeta alienígena com o mesmo nome. Detalhes sobre ele apareceram em histórias de conspiração sobre OVNIs, incluindo um incidente em 1983 no qual um homem que se identificou como o Sargento da Força Aérea Richard C. Doty contatou Linda Moulton Howe, oferecendo registros da Força Aérea sobre o intercâmbio para um documentário da HBO. [...]. Trechos extraídos do livro Trinity: The Best-Kept Secret (Independently, 2021), do cientista da computação, astrofísico, escritor, ufólogo e astrônomo francês Jacques F. Vallée e pela jornalista investigativa italiana Paola Leopizzi Harris, investigando a suposta queda de um objeto voador não identificado, em 1945, no Novo México (EUA), ocorrido dois anos antes do famoso incidente de Roswell. A obra traz reflexões profundas sobre o fenômeno e a reação pública, destacando como o público anseia por revelações governamentais sem questionar a manipulação de fatos ou as motivações políticas envolvidas. O livro inclui o relato de testemunhas oculares que presenciaram a colisão de um objeto estranho próximo à região do primeiro teste atômico (Trinity Test), a correlação entre o teste atômico e a aparição do objeto sugerindo o interesse do fenômeno por marcos tecnológicos humanos e a percepção pública, na qual analistas apontam que os dados levantados reforçam o debate sobre a possível ocultação de evidências de tecnologia não humana. O autor também já publicou as obras Revelations (1992), Dimensions: A Casebook of Alien Contact (1988), Messengers of Deception: UFO Contacts and Cults (1979), The Invisible College (1975) e Passport to Magonia: From Folklore to Flying Saucers (1969).

 


GLAUCE ROCHA – Destaque para a trajetória da saudosa e belíssima atriz Glauce Rocha (Glauce Eldé Ilgenfritz Corrêa de Araújo Rocha – 1930-1971), sua cinematografia, o palco e a sua arte dramatúrgica no teatro e na televisão, os livros e os curtas metragens celebradores de sua premiada e aplaudida arte. Confira aqui.


NEUROCIÊNCIAS – Reunião de reflexões acerca da temática das neurociências e perspectivas neurofilosóficas, neuropsicológicas e neuropsiquiátricas, abordadas por Mayim Bialik, Patricia Smith Churchland, Nita Farahany, Sam Harris, Susan Greenfield, Anna Lembke, Alice Flaherty, Brenda Milner, Diana Aurenque, Lina Meruane & Cida Bento. É só clicar aqui e conferir.



 

DOIS ZECAS – Reunião da hilária hestória de dois sebosos descarados: o Tó Zeca, a cara lisa de maior mentiroso de Alagoinhanduba; e o acaiporado Zeca Biu, o único Benedito que virou Zeca, filho da Adélia, a caçula das Meninas do Sobrado do Hermilo. Os dois não se conheciam, nem nunca se viram, até então. Como os dois se cruzaram? Só vendo pra crer aqui.



 

A PEDRA FURADA DE VENTUROSA – Este o 5º episódio das Aventuras do Nitolino no Valuna, com hestórias ancestrais, casamentos, causos, de Jequitiranabóia, muita conversa e festança. Está tudo aqui.



 

CRÔNICA DE AMOR – Reunião de canções, poemas & prosas autorais oriundas do show poético musical Crônica de amor por ela, realizado no Teatro Linda Mascarenhas, Maceió – AL, em 2011. Tasque aqui.

 

ISTO É PERNAMBUCO

Documentário curta-metragem Os Arcos Dourados de Olinda (2025), escrito e dirigido por Douglas Henrique, no qual a cidade é palco de uma guerra fria tardia entre a primeira prefeita comunista do Brasil e o primeiro fast-food vitrine internacional a falir no mundo, combinando política e memória urbana no contexto sociopolítico que moldaram a vida cotidiana local nos anos 2000. Veja mais aqui.

 

EXPOSIÇÃO & LANÇAMENTO DOS LIVROS TTTTT & GENTAMIGA ATELIÊ

Foram lançados na última quinta-feira, dia 24 de setembro, na Biblioteca Municipal Fenelon Barreto, em Palmares (PE), o livro Tataritaritatá & o livro-catálogo da exposição Gentamiga Ateliê. Veja todos os detalhes aqui e aqui.



sábado, setembro 19, 2026

TATIANA DE ROSNAY, VERONIKA KIVISILLA, NIALL FERGUSON & MARIA LAURA LOPES

 

Imagem: Fluxo dos devires, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.



 

Fábula porcina na cabeça!... -  Piau ali, viola ao peito, alentava: Vou ser artista! E foi. Logo amealhou a simpatia da Tannakin Skinker, que estava louca pra casar - foi maior puxa-encolhe, óinc-óinc, teibei! Depois, os mimos da rubicunda e endeusada Varahi do Nepal. E disso, ora, foi um salto para a tietagem de farroupos, leitãozinhos, leitoazinhas, varrões, matrizes, cerdos, chanchos, perdigotos, marrãs, javalis, chacins, catetos e queixadas. Fez sucesso até como minipig entre os simpatizantes suínos e a Henwen pelas Tríades Galesas. Engrossou o grunhido da vara com os achegamentos da perfumada Marie Darrieussecq. Daí vieram mais com Ceridwin, quando foi ungido pela reencarnada Dorje Pakmo que era Sera Kandro, a gloriosa Durga, aos guinchos dos aplausos efusivos de Bola de Neve e do gordo Piggy de Golding. Foi tomado por Artemis, no meio do maior ronar espalhafatoso da suinaria. E foi eleito pelo Landrace como o maioral da porcada toda! O Large White levou-o para a oferenda de Ceres e o Pietrain além dos alfeires, para ser embalado pela Demeter nas Tesmoforias. Logo recebeu elogio do Marcial: Esse irá proporcionar uma grande Saturnália! Logo passou a ser cultuado pelos sino-vietnamitas, sagrado pelos de Creta e representante lídimo da ataraxia e aponia do rebanho de Epicuro. No meio do maior persigal, o Velho Major dava as ordens, organizando o teitei. Tornou-se o roliúde mesmo, quando o agalegado Duroc estrondou com veemência com seus abastados sifrões saindo dos bolsos: Você é meu e será o maior do mundo! Êêêêêê! Agora vai. Em confidência com o Moura, no meio do tumulto, Piau segredou: Nunca tinha visto mais gordo! É o manda-chuva, sempre esteve aqui! Mesmo? Ora, se. Foi quando descobriu o que era escorregar por ter levado rasteira numa passada de perna, cama-de-gato, enrolações, maracutais, falcatruas. O que virá pela frente, hem? Só Deus sabe... E lá vinha a puxada da corda-de-guaiamum, o enterro voltando. E aí, xará? Ficou para amanhã ou depois. Vixe! Que é que é isso? Ninguém é inocente! E escapou da piara pelo erudito Learned de Bisset: Precisamos fazer alguma coisa! Hem? Logo foi surpreendido com a companhia nababesca da imperatriz de Blandings de Wodehouse: foram sequestrados. Mas que porra é essa? A ameaça em riste, a emboscada. Nas paradas, o fã clube histérico - não faltava mais doido neste mundo! Oxe, tem mais estúpido esborrando por aí. O tempo foi passando no cativeiro e o Zhu Bajie chamou a todos pra jornada de Wu Cheng'em! Ora, vamos é pra cidade de Platão, aqui não tem segurança alguma! Sonhavam com Grizedale, Swilland, Swindon e Swineford. É uma fraude! Todos caíram na lábia do grulha Garganta e a mentira venceu. Era o golpe de Napoleão: a repressão e o terror, uma ditadura medonha. A coisa degringolou mesmo quando baixaram o 1º Ato Institucional antes doutros 5 e Jude tentou matar a criação de Thomas Hardy: Que brutalidade! E piorou com a punição de Twrch Trwyth e do guru sábio Brihaspati. Como é que pode! Tudo comunista! E o julgamento e a condenação do de Pont-de-l'Arche ao enforcamento. Lascou. Bola de Neve foi banido, o Sucio sequestrado e o trio Alexander, Pigling Bland e Pig-wig foram pegos. Ué, num foram só no mercado? Ora, foram trancafiados, subversivos! Eita! Robinson também, as tias de Beatrix às lamúrias. O demônio Hiranyaksha, com seus olhos verdes, foi jogado nas profundezas do mar, sob o pretexto de salvar o Mundo, o que não era, de fato era trapaça, na verdade. Ah! E as pocilgas ficaram abarrotadas por muitos canastras de Saint-Hilaire e os tantos que chegavam aos milhares de Etrúria - todos amaldiçoado pela Odisseia dos amantes da feiticeira Circe, a maga, no lodo dos fragmentos de Heráclito. E agora? Do lado de fora Nut amamentava sua prole, engolia os astros matutinos e os cuspia ao crepúsculo. A vida seguia com a esperança no espinho do dilema de Schopenhauer, o inventor do fogo dos kikuyus e dos poderes divinatórios dos ekois da Nigéria do Sul. Ouviram zunzunzum: Pigs on the Wing... Voam o céu de Clazomenae? Se voam é sinal de perigo às escondidas. Estamos no ponto cego? A oracular Hen Wen de Lloyd Alexander deu o tom da tragédia: Depois da engorda, cevados serão todos abatidos, a festa comensal do sacrifício: a matança! O mata-bicho da cabeça aos pés, tudo aproveitado: o sangue para morcelas, gordura para conservas, carnes para defumação; imobilizados, sangrarão e serão chamuscados para raspá-los e preparar a desmancha: as linguiças de Nuremberg, as tortas de Melton Mowbray, a mortadela de Bolonha e Modena, na acrasia do ceticismo pirrônico pelos bacons, presuntos, salsichas, salames, torresmos, pururucas. Que situação! Columela gritou: Se deixá-los beber água, a carne estraga! E serviram a Manannan, como se fossem Saehrimmir das Valquírias, que os tornava mágicos para serem ceifados todos em um só dia e, no dia seguinte, renasciam e estavam prontos de novo para serem abatidos e consumidos, com uma maçã na boca para a celebração do Yuletide e pros banquetes de Alexandre Grande, a fortuna dos Matarazzos e findarão apenas efígies de moedas da Gália antiga ou nos cofrinhos do Euricão ou de Java, da Cosa coreana, ou do Feng Shui. A lavagem entupia os chiqueiros abominados pelos quirquizes, a maior porcaria. Ficaram para trás. Vale a pena viver? Alguém reclamou: É tudo muito horrível, todos são detestáveis, como achar qualquer coisa ótima neste estado de coisas? Piau fez um muchocho e ouviu: Você é quase uma boa risada, mas, na verdade, você é de chorar, Pink Floyd! Que Elédè de Obaluaiê nos redima! Olha a hora do Bagá! A vida passa, a Terra em transe, pálin!... Até mais ver.

 

T.S. Eliot: Somente aqueles que se arriscam a ir longe demais podem descobrir até onde se pode ir... Não cessaremos de explorar, e o objetivo final de toda a nossa exploração será chegar ao ponto de partida e conhecer o lugar pela primeira vez... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Cherríe Moraga: A passagem é através, não por cima, não ao lado, não em torno, mas através... Lembre-se de que você vive em uma comunidade. Você tem a responsabilidade de prestar contas à sua família, à sua comunidade e a si mesmo... A revolução começa em casa... Veja mais aqui.

William Faulkner: Nunca tenha medo de levantar a sua voz em defesa da honestidade, da verdade e da compaixão contra a injustiça, a mentira e a ganância. Se as pessoas em todo o mundo fizessem isso, o mundo mudaria... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

[ESTOU EM CASA À ESPERA DE UM DEUS]

Imagem: Acervo ArtLAM.

Estou em casa à espera de um deus \ à espera junto a uma janela aberta \ o meu próprio pequeno deus \ que deve estar chegando em casa agora mesmo \ os cômodos estão arejados \ uma refeição simples, feita de quase nada, solta fumaça sobre a mesa \ à nossa espera \ (é fim de mês e minha carteira \ também foi efetivamente arejada) \ mas sei que \ o vazio é muitas vezes uma bênção \ e o pouco é tudo \ e lá vem o meu deus pequenino \ com tudo esvoaçando ao seu redor \ em alegre despreocupação \ abas do casaco, cadarços do tênis, cachecol, mochila \ aberta e escancarada \ ele arrasta um graveto pelas estacas da cerca \ e elas cantam \ e só um deus pequenino \ sabe fazer tal música \ ele entra \ e vejam só: traz uma casquinha de sorvete \ enfeitada com agulhas tenras de pinheiro \ diz que é porque sabe: \ é bom quando algo não é apenas doce \ mas também um pouco azedo e amargo \ e então ele me conta \ sobre esquilos, gaios e tico-ticos \ e sobre como brinca de um jogo secreto \ que eu também brincava \ lá quando eu era uma deusa pequenina: \ se você vir um pica-pau \ será um bom dia \ contamos um ao outro exatamente as mesmas  histórias \ repetidas vezes \ e nunca nos cansamos delas \ "mamãe, conta de novo \ como foi segurar o dom-fafe \ quando ele bateu na janela da cozinha, aquela vez, \ e ficou caído no chão, inconsciente" \ Eu o observo e penso: \ meu deus cresceu \ jogou as meias num canto \ e, sozinho, tenta tirar com determinação \ lascas do dedão do pé usando uma pinça \ mas esse deus ainda não gosta de lavar os pés \ vejo isso à noite, quando ele dorme \ as solas arranhadas despontando debaixo do cobertor \ mas isso não me impede \ de me curvar e beijá-las \ meu deus encolhe os dedos dos pés por um instante quando faço isso \ e depois continua dormindo profundamente \ enquanto eu permaneço na beleza desse movimento divino \ por um longo \ longo \ longo tempo.

Poema da poeta, cantora, instrumentista e crítica literária estoniana Veronika Kivisilla, autora de obras como Kallis kalender (2011), Cantus Firmus (2015), Kuni armastus peale tuleb (2018) e Salutatio (2019).

 

FLORES DA SOMBRA - [...] De que são feitas as nossas vidas? De um mosaico de ternura, desejos, arrependimentos, momentos fugazes e os vestígios que este mundo deixa nas nossas emoções, na nossa intimidade, nos nossos sonhos. [...] A seus pés, um abismo colossal se abria, delimitado por prédios destruídos. As poucas paredes que ainda restavam estavam cobertas de pedaços de papel de parede, portas rangentes davam para o vazio e degraus levavam diretamente para lugar nenhum. Aquele imenso campo de ruínas a abalou profundamente. Da vizinhança pacífica que ela conhecia tão bem, dos amplos bulevares ladeados por tílias e castanheiros, restavam apenas entulho no fundo de um enorme fosso. Ao longe, os restos da Torre da Tortura pareciam se contorcer em agonia sob o céu chuvoso. [...] Toda a vida sentira esse desconforto, a sensação de não pertencer a uma pátria, de não poder reivindicar uma origem. Ela era dual. Tinha duas línguas maternas, dois mundos, dois países. [...] Pessoas de todas as idades, origens e nacionalidades postaram vídeos de seus suicídios. Era um desfile frenético, um reality show horripilante, incompreensível. A literatura não tinha mais lugar nesse bombardeio de transmissões ao vivo; a imagem reinava suprema, obscena e sempre insatisfatória. Quando escritores tentaram abordar os ataques, seus livros permaneceram praticamente inéditos. As pessoas podiam assistir a palestras ou apresentações, mas comprá-los era outra história. Ler não oferecia mais conforto. Ler não curava mais. [...] Ler livros levava tempo. E escrevê-los também. E agora ninguém parece ter tempo nem para ler nem para escrever. [...] A maioria das pessoas não lia mais. Ela já havia percebido isso há algum tempo. Estavam grudadas em seus celulares, em seus tablets. As livrarias estavam fechando uma após a outra. [...] As pessoas tiram fotos bonitas de livros e as postam nas redes sociais com as hashtags certas, mas ninguém os lê. Ou muito poucos leem. Os livros se tornaram objetos decorativos. [...]. Trechos da obra Les Fleurs de l'ombre (Pocket, 20021), da escritora francesa Tatiana de Rosnay, também autora de livros como Elle s'appelait Sarah (2007). Veja mais aqui.

 

RUÍNA: A POLÍTICA DA CATÁSTROFE - [...] Até o momento, cerca de 99,9% de todas as espécies que já habitaram a Terra foram extintas. [...] A realidade, como veremos, é que a história é um processo complexo demais para ser modelado, mesmo pelas formas informais defendidas por Turchin e Dalio. Além disso, quanto mais sistemática for a modelagem de fenômenos históricos — notadamente pandemias, mas também mudanças climáticas ou degradação ambiental — mais fácil se torna passar de uma previsão aproximada para uma previsão precisamente errada. [...] O advento da internet ampliou enormemente o potencial de disseminação de informações falsas e enganosas, a ponto de podermos falar de duas pragas gêmeas em 2020: uma causada por um vírus biológico, a outra por concepções errôneas e falsidades ainda mais contagiosas. Esse problema poderia ter sido menos grave em 2020 se reformas significativas nas leis e regulamentações que regem as grandes empresas de tecnologia tivessem sido implementadas. Apesar das amplas evidências, após 2016, de que o status quo era insustentável, quase nada foi feito. [...] Reconheça que você está em crise, seja você um indivíduo ou uma nação. Aceite sua responsabilidade pessoal/nacional de fazer algo a respeito da situação. Construa uma cerca [não necessariamente física] para delimitar os problemas individuais/nacionais que precisam ser resolvidos. Envolva-se nos aspectos materiais e emocionais. [...]. Trechos extraídos da obra Doom: The Politics of Catastrophe (Penguin, 2021), do historiador escocês Niall Ferguson (Niall Campbell Ferguson). Veja mais aqui.

 

MARIA LAURA LOPES

[...] A vida não é só ciência, o que vale mais é a realização como ser humano. E isso, felizmente, eu consegui. [...] Eu errava muito nas contas, ficava até com dor de cabeça [...] as meninas falavam francês desde o primário e tinham aulas de latim. E eu, coitadinha? Onde é que eu podia me salientar? [...] Vocês pensam que a Matemática é aquela coisa imutável? Não é não! A história da matemática é muito cheia de conquistas e diferenças, há uma evolução muito grande [...] E hoje, o que temos? Computador que levamos no bolso. Mas e o ensino? Será que evoluiu na mesma escala? [...] Mas se por um lado houve esse movimento a favor da pesquisa, por outro lado houve uma desvalorização muito grande do ensino de graduação e, em particular, das licenciaturas [...] Porque se o professor não é competente, não adianta. E não há varinha de condão: é um processo longo e dinâmico. [...] ‘A alma do aluno não é um vaso que se deve encher, mas uma lareira que se deve acender [...] Aceitem os desafios, porque só a partir deles é que vocês poderão realmente ser grandes pessoas [...].

Trechos do depoimento (Notícias do Academia Brasileira de Ciências – ABC, ‘2011), concedido pela matemática e professora Maria Laura Lopes (Maria Laura Moura Mouzinho Leite Lopes ou Maria Laura Mouzinho Leite Lopes – 1917-2013), a primeira doutora em matemática do Brasil, especializada em Educação Matemática. Ela combateu a ditadura e articulou a criação de instituições de pesquisa, fazendo parte da articulação e fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Em 1969 foi aposentada compulsoriamente pela ditadura militar, o que a forçou ao exílio. No exterior, ela passou por universidades nos Estados Unidos e na França, onde redirecionou seu foco de pesquisa de matemática pura para a educação matemática. Retornando ao Brasil, dedicou-se à formação de professores e fundou o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática (GEPEM), além do inovador Projeto Fundão na UFRJ, revolucionando o ensino básico de matemática através da união entre a universidade e a escola pública no estado do Rio de Janeiro. Vários estudos dão conta da relevância da professora, a exemplo do Ditadura, repressão e resistência: o caso de Maria Laura Mouzinho Leite Lopes: 1919-2013, (Revista de Ciências Humanas, 2024) e Ditadura militar e educação: a trajetória de Maria Laura Lopes (Nexo Acadêmico, 2025), ambo de Lucas Barroso Rego. Também Um elo perfeito: Maria Laura Mouzinho Leite Lopes e a educação matemática Vida y obra (Revista Científica, Bogotá, 2015), de Pedro Carlos Pereira; e A organização do arquivo pessoal de Maria Laura Mouzinho Leite Lopes: desafios e perspectivas (OFFICINA: Revista da Associação de Arquivistas de São Paulo, 2022), de Lorena dos Santos Silva. Veja mais aqui.



O QUE É CAOSMOSE? – (Imagem: Pulsações do efêmero, da série Caosmose & o poema nasce do visinvisível, acervo ArtLAM). – Trata-se de um conceito que foi popularizado a publicação da obra Caosmose: Um Novo Paradigma Estético (Ed. 34, 1992), do filósofo e psicanalista francês Félix Guattari, obra esta que se tornou um marco fundamental para se repensar os processos de produção de subjetividade, em um mundo cada vez mais marcado por fluxos de informação, mutações tecnológicas e rearranjos políticos. Trata-se de um chamado para o engajamento com o caos criativo do mundo, utilizando-se dessa energia para criar novas formas de vida, novas subjetividades e novas maneiras de nos relacionar com o planeta. Veja detalhes aqui.


 

A ARTE DE SILVIO TENDLER – Trajetória do premiado e aclamado cineasta, documentarista, historiador e professor Silvio Tendler (1950-2025), que ficou conhecido como "o cineasta dos vencidos" ou "o cineasta dos sonhos interrompidos", relacionando os seus longas, médias e curta-metragens, que tanto registraram a vida do Brasil e do povo brasileiro, relativos a personagens e personalidades de relevo dos períodos históricos entre as décadas de 1950 e 2010. Confira aqui.




WYNA & GABRIELE SAPIO – Entrevista com o escritor, advogado e professor italiano radicado no Brasil, Gabriele Sapio, autor do livro de ficção científica, Wyna, daqui a três estrelas (Dialética, 2023), no qual explora as fronteiras entre o conhecimento científico e a espiritualidade, com uma escrita que privilegia a sensibilidade e a profundidade dos sentimentos humanos frente ao desconhecido. Na entrevista ele fala sobre o processo de criação e a motivação que levou à publicação da obra. Confira aqui.



TERRA DA AMIZADE – Este é o 5º episódio das Aventuras do Nitolino no Valuna. Desta feita, a meninada, guiada por Pai Lula, vão conhecer a Terra da Amizade e, ao mesmo tempo, o lugar da abelha zangada, em que a vaca amarela pulou a janela pra ir pro rastapé da quadrilha na praça, comendo queijo com leite. Mas que lugar é este? Confira aqui.



POEMAGENS & OUTRAS VERSAGENS – Reunião CoLAM (colagens), sob a temática de Poemagens & outras versagens, com o tema musical autoral Quando te vi. Veja aqui.

 

ISTO É PERNAMBUCO

A arte do pintor, escultor, entalhador, compositor e músico Pedro Índio. Veja mais aqui.

 

GENTAMIGA EXPOSIÇÃO & LANÇAMENTO

Veja detalhes aqui.




 


GONÇAL MAYOS, MARINE PETROSSIAN, PÉTER NÁDAS & IRANDHIR SANTOS

  Imagem: Arrostar aporias , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Fábula dos embeiçados desavindos... ...