quinta-feira, abril 09, 2020

SVETLANA ALEKSIÉVITCH, ROBERTO ARLT, ANDREA DWORKIN, LORNA SIMPSON, LAÍS DOMINGUES, NANÁ SODRÉ & LUIZ MARINHO


A VIDA PASSA E VOU VIVENDO - UMA: APRENDENDO NO TEATRO DA VIDA – Lá em casa tinha muitas estantes com livros, muitos. Como eu vivia entre o quintal, a escola e o escritório do meu pai, no dia que eu saí desse trajeto numa fugida da boa, fui parar na Biblioteca Fenelon. Era o que eu mais queria, estava nos meus planos e lá tive a primeira sensação de menino que ganha um castelo de brinquedos e cheio de guloseimas. Nossa! Fiquei um tempão só correndo os olhos para muitas aventuras. Jessiva me pegou pela mão e me revelou toda a magia fantástica de viajá-los. Nada melhor para um fujão reincidente. Foi numa fuga desta que dei de cara pela primeira vez com a obra de Maria Clara Machado: Aprendi que amadurecer dói, mas o fruto pode ser bom. Na hora, ainda menino, não entendi muito esta frase. Só com o tempo, na idade que hoje, dela constato: Verifiquei na pele que o começo da velhice não é obrigatoriamente o abandono da criatividade. Sou prova viva disto, atesto. DUAS: PARA QUEM VIVEU A VIDA TODA NO MUNDO DA LUA, NENHUMA REALIDADE É DESESPERADORA – Logo que aprendi a ler estreitei o convívio com os livros, maior viagem. Como eu disse: a minha vida era entre os meus amigos invisíveis do quintal, os livros das estantes de painho e a adoração pela professora do primário. Adorava contar histórias pros amigos invisíveis e pras coleguinhas da rua, inventando outras tantas na hora e dizendo que era de um livro tal. Inventava muitas, era assim que seduzia tias, madrinhas e vizinhas, o meu álibi. Hoje sei o que queria dizer Charles Baudelaire: A imaginação é positivamente aparentada com o infinito. Ainda hoje, a minha forma de mentir porque ainda não morri. TRÊS: ATÉ QUE NEM TANTO NOSTÁLGICO ASSIM - Como falei de infância, imaginações e mentiras, uma pasta dos meus arquivos caiu-me ao pé. Doeu. Pasta volumosa. Sabia do recheio, mas não lembrava. Fui ver: fotos, recortes de jornais, publicações, rascunhos, cartas, coisas de ontem e do tempo do ronca. Um bocado de fotografias. Por isso que Eadweard Muybridge sempre disse ao meu ouvido: Somente a fotografia conseguiu dividir a vida humana em uma série de momentos, cada um com o valor de uma existência completa. É, ainda estou vivo e nem morri mesmo, hehehehehe! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Muitos médicos, enfermeiras e, sobretudo, as auxiliares daquele hospital, depois de algum tempo, começaram a adoecer. Mais tarde morreriam. Mas na época ninguém sabia disso… [...]. Trecho extraído da obra Vozes de Tchernóbil (Companhia das Letras, 2016), da escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Aleksiévitch, que desabafou após o seu lançamento: A Humanidade não estava pronta. Eu não sou jornalista. Não permaneço no nível da informação, mas exploro a vida das pessoas, sua compreensão da vida. Também não faço o trabalho de um historiador, porque tudo começa, para mim, no ponto de término da tarefa do historiador: o que se passava pela cabeça das pessoas após a batalha de Stalingrado ou após a explosão de Chernobyl? Eu não escrevo a história dos fatos, mas a história das almas. Veja mais aqui.

VIDA & MORTE - [...] É assombroso entender que o lugar onde uma mulher mais está em perigo é, de fato, sua própria casa. [...] Quase tudo o que sabemos agora sobre como ajudar as pessoas que foram torturadas em prisões em situações de repressão política vem do que aprendemos estudando o que é feito com mulheres espancadas — porque no lar a situação é praticamente a mesma. [...] Há uma ideologia para romantizar aquilo que diz que o uso da força é uma expressão de forte sentimento a uma mulher: quando um homem usa várias gradações de força contra ela, o que ele está fazendo é expressar seu profundo desejo por ela. [...] O problema da liberdade humana nunca foi considerado do ponto de vista da vida de uma mulher. [...] As mulheres nunca serão livres a menos que não sejam mais tratadas como objetos, o que inclui objetos sexuais. [...]. Trechos extraídos da obra Life and Death (Free Press, 1997), da escritora estadunidense Andrea Dworkin (1946-2005).

O TEATRO DE ROBERTO ARLT
O teatro completo do dramaturgo, escritor e jornalista argentino Roberto Arlt (1900-1942). Veja mais aqui.
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A ARTE DE NANÁ SODRÉ
Nós somos ancestrais, intuição, isso é poder.
NANÁ SODRÉ - A arte da atriz, professora, diretora e produtora cultural Naná Sodré, fundadora do grupo e espaço cultural O Poste Soluções Luminosas. Veja mais aqui.

A FOTOGRAFIA DE LORNA SIMPSON
A arte da fotógrafa e artista multimídia afro-americana, Lorna Simpson.
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A ARTE DE LAÍS DOMINGUES
A arte da artista visual Laís Domingues que trabalha com fotografia, vídeo e bordado. Ela desenvolve o projeto Bordando o Feminino, intercâmbio cultural com as bordadeiras de Passira, no agreste pernambucano. Veja mais aqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
O TEATRO DE LUIZ MARINHO
A arte do teatrólogo Luiz Marinho (1926-2002), com sua obra voltada para os costumes recolhendo histórias, situações e personagens do convívio cotidiano e familiar aqui e aqui.
A literatura de Djanira Silva do Rego Barros aqui.
A obra do professor, advogado de formação, teatrólogo, ator e animador cultural Miguel Jasseli (1902 - 1964) aqui.
A poesia do poeta popular João José da Silva aqui.
Pesadelo: rememorando uma prisão política, de José Nivaldo aqui.
A música de Félix Porfírio aqui.
Os quadrinhos de Sandro Marcelo aqui.
A cidade, a urbanização e as enchentes aqui.
A cantiga do mamoeiro aqui.
Rio Formoso aqui & aqui.
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OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


MARTIN AMIS, PHYLLIS A. WHITNEY, ROSANA PALAZYAN & PAULA BERINSON

    Ao som dos álbuns Violão Popular Brasileiro Contemporâneo (1985), Camerístico (2007), Original (2002) e Dois Destinos (2016), do vio...