quinta-feira, abril 02, 2020

ÁTILA IAMARINO, LATOYA RUBY FRAZIER, JENNIFER WEINER, MARIA DE LOURDES HORTAS, FLAVIO DE SOUZA & PSEUDOPATAFÍSICOS DO FECAMEPA


PSEUDOPATAFÍSICOS DAQUI, Ó! - Os patafísicos daqui do Reino do Fecamepa são assim: só um rótulo mesmo. Como é que é? Dentro do frasco, só fumaça ou catinga de soretes! Talqualzinhos a maioria dos “istas” todos que povoam o panteão de patetas engomadinhos metidos a besta do Brasil: feitos nas coxas dos daqui, ao seu modo – capazes de plagiar batendo o pé por originalidade, o real expediente da cópia malfeita, borrada, corrompida. Pato o quê? Sequer leram os de lá e, contraditoriamente, batem no peito como se seguissem ao pé da letra, como se manjassem do riscado. Para ver qual a deles é só perguntar se sacaram a do Alfred Jarry? Quem? A da magnificência de Sandomir? Nunca vi mais gordo. E a do Luc Etienne? Nunca ouvi falar! Julien Torma? Oxe! Nem sequer sabem de Queneau e o grupo da OuLiPo, Miró, Boris Vian, Max Ernst, Man Ray e oulipoetas que estudaram as leis das exceções e jogaram belotas antes que o absurdo desabasse. Nem sabem que aqui é a terra do patafísico, ora! Que doidice é essa, meu? Ué? Nada, não manjaram. Qual é? Execram quem os coloca em palpos de aranha, amaldiçoam. Os daqui? Oxe, nem só isso: o absurdo fica por conta das suas patacoadas! Ora, se! São pródigos em dar cabeçadas, cair no ridículo e armar o grotesco quando não o impensável dos absurdos. Misturam-se às tribos parasitárias com pose santificada e, ao mesmo tempo, com falácias do tempo do ronca, arrotando verdades como oráculos pós-modernos e vociferando como profetas escatológicos virados da breca! Vixe! Que é que é isso, meu? Ninguém ainda não viu nada, enrustidos entre fabos, cafos & outras tranqueiras, camuflados na pele de pastores, apóstolos, videntes e outros tipos de pseudopitonisos! Já empestaram os canais de tevê aberta e fizeram fortuna como se construíssem templos suntuosos e o marketing na ponta da língua! O que levam a sério? Nem eles mesmos, ora. Afinal, nem sabem que se passam por pseudopatafísicos do Fecamepa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: Às vezes, a pior coisa que acontece com você, a coisa à qual você pensa que não pode sobreviver... é aquilo que te torna melhor do que costumava ser. Pensamento da escritora judia estadunidense Jennifer Weiner, que escreveu a coluna regular Geração XIII, do Center Daily Times, de State College, até se tornar repórter freelancer do The Philadelphia Inquirer e para outras publicações. Ela é autora dos romances Good in Bed (Bons de cama, 2001), In her shoes (Na sua pele, 2002), Little Earthquakes (2004), Goodnight Nobody (2005), The Guy Not Taken (2006), Certain Girls (2008), Best Friends Forever (2009), Fly Away Home (2010), Then Came You (2011), The Next Best Thing (2012), All Fall Down (2014), Who Do You Love (2015) e Hungry Heart: Adventures in Life, Love, and Writing (2016). O romance Em seu lugar (2002) foi transformado em longa-metragem. No total ela já publicou oito romances e uma coletânea de histórias curtas. Ela também é co-criadora e produtora executiva de série da ABA, State of Georgia, e conhecida por live-twittar que se autodenomina de feminista.

O QUE SERÁ DE NÓS... – [...] Após o coronavírus, o mundo não voltará a ser o que era [...] Não tem como retomar o que existia antes. Precisamos nos adequar a uma nova economia e ao trabalho remoto. Todos os países estão fazendo alguma coisa. É uma questão de tempo. O tempo é daqui para agosto. Mais do que o teto de mortes, que pode ser um desastre, o intervalo para agir é curto. É urgente e isso dá ânsia para avisar. Felizmente, a maioria dos estados aderiu à quarentena ou reduziram a circulação. Uma ou duas semanas mais pra frente poderiam representar dezenas de milhares de mortos que não precisavam morrer. [...] Quem nega o aquecimento global vai ver os efeitos em 30 anos. Os afetados não serão eles. Quem não vacina os filhos, provoca um surto dez anos depois. Com a covid-19, a consequência virá rapidamente. Quem está negando, só tem que esperar. A situação vai mudar em duas ou três semanas. [...] Faltam ações. Quem trabalha com epidemiologia já fala que são possíveis epidemias sérias. Torço para que este seja um preparo. Não é a pior epidemia possível. Podemos ter epidemias que cheguem aos números de hoje em um mês. É uma possibilidade concreta. [...] Vemos um desprezo pelas ciências humanas. Elas que poderiam mostrar aonde ações deveriam ser aplicadas. O melhor cenário é renovar o respeito [...] Temos duas ferramentas que estavam em descrédito. É bom renovar a confiança. A imprensa, que vem sendo atacada, é de extrema importância, é confiável gente competente que apura informação. A outra é a ciência. Seja histórica, para reconstruir e construir cenários, ou para prever, como a biologia [...]. Trechos extraídos da entrevista concedida pelo biólogo e pesquisador doutor em virologia, Átila Iamarino, ao programa de TV Roda Viva, da TV Cultura. Ele apresenta o canal Nerdologia e integra o grupo Jovem Nerd, uma plataforma digital de cultura pop, jogos eletrônicos e conteúdo jovem, e trabalha na Pró-Reitoria de Pesquisa da USP como designer institucional, no desenvolvimento de cursos online.

O LIVRO DO ATOR, FLAVIO DE SOUZA
[...] eu conto minhas aventuras como ator de teatro, televisão e cinema (além de explicar algumas coisas sobre essa profissão, é claro). O caso é que os atores estão sempre num palco, quando representam. Mesmo quando estão em estúdios de cinema ou televisão, numa praia, numa rua, num beco sem saída ou numa cidade cenográfica. Palco é aquele lugar onde você finge que é outra pessoa e quem assiste finge que acredita. [...]
O LIVRO DO ATOR - A obra O livro do ator (Companhia das Letrinhas, 2001), do escritor e roteirista Flavio de Souza, é uma publicação que alterna relatos autobiográficos com um apanhado histórico do teatro no mundo e no Brasil, acrescido de um depoimento sobre a profissão de ator e apresentação de uma galeria de profissionais que se tornaram "monstros sagrados", além de revelar quem são os seus "deuses pessoais". O autor também é conhecido como criador e roteirista de séries para a TV - Mundo da lua e Castelo Rá-Tim-Bum, entre outros. Veja mais aqui, aqui & aqui.

A FOTOGRAFIA DE LATOYA RUBY FRAZIER
Eu me identifiquei com a luta social e econômica dela por causa de onde eu sou. O nome dela era Florence Owens Thompson. Então comecei a me fazer uma pergunta: se Florence Owens Thompson pudesse fazer seus próprios auto-retratos, como eles seriam? Comecei a colaborar e a fazer retratos com minha mãe e minha avó, pensando em como recuperar nossa agência e como impactar a narrativa e a história que sai de Braddock. Historicamente, não há histórias sobre mulheres - e muito menos mulheres afro-americanas - nas cidades siderúrgicas. Elas não existem.
LATOYA RUBY FRAZIER - A arte da fotógrafa, artista e professora estadunidense LaToya Ruby Frazier, que trabalha na Escola do Instituto de Arte de Chicago. Ela começou a fotografar sua família e cidade natal aos 16 anos, revisando o documentário social tradicional de Walker Evans e Dorothea Lange para imaginar a documentação de dentro e pela comunidade e a colaboração entre o fotógrafo e seus súditos. Inspirada por Gordon Parks, que promoveu a câmera como uma arma para a justiça social, ela usa seu foco para tornar aparente o impacto de problemas sistêmicos, do racismo à desindustrialização e degradação ambiental, em corpos, relacionamentos e espaços individuais. Em seu trabalho, ela se preocupa em trazer à luz esses problemas, que ela descreve como questões globais. Veja mais aqui.
  
PERNAMBUCO ART&CULTURAS
É sempre o mundo / que em nós principia / nas fundas grutas / de fontes secretas: / faíscam lumes de estrelas bravias / deliram rosas plenamente abertas.
MARIA DE LOURDES HORTAS
A poesia da poeta, ficcionista, ensaísta e advogada Maria de Lourdes Hortas aqui, aqui & aqui.
A música do pianista, maestro e compositor Marlos Nobre aqui, aqui & aqui.
A arte do artista plástico Luiz Barreto aqui, aqui & aqui.
Palmarinalidades poéticas, do escritor e pesquisador Bhasílio Santtos aqui.
Arte na Usina aqui.
Os índios caetés aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Artes pegando fogo aqui.
A barragem de Serro Azul aqui.
O município de Jupi aqui & aqui.
&
OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


MÓNICA OJEDA, BORA CHUNG, AZA NJERI & DÉBORA LAÍS FERRAZ

  Imagem: Acervo ArtLAM . Ao som dos concertos Nights from the Alhambra (2007), A Mediterranean Odyssey (2010), Troubadours On The Rhine...