terça-feira, abril 28, 2020

HARPER LEE, NICOLE GARCIA, MARIANNE PERETTI & WANDA STANG


O TERMÔMETRO DA DESGRAÇA SUBINDO E A GENTE SÓ DE MUTUCA – DE PRIMEIRA: Ih, algo deu errado (Grande novidade no Brasil de hoje, hem). Mas, aí é só sacar a tuia de palavra, palavrinha e palavrão e pronto! Resolvido. Não? Ora, qualquer que seja o aperto, o sopapo ou topada, derrapagem na maionese ou ingresiento trinca-colhão, bug ou desconfiguração geral, camisa de força que seja, não dá outra, meu. Nessa hora a Eneida de Moraes dá o exemplo e solta o verbo: Eu só sei quatro palavrões, e quando vem a dor eu emprego esses quatro palavrões o dia todo. Já pedi aos meus amigos para me ensinarem outros, mas eles não me ensinam, então eu uso os quatro. Ninguém vai me dizer que o palavrão não alivia, porque alivia sim. Ora, ora. Qualquer um pode se valer do Grito de Munch ou os Uivos de Ginsberg, do esparro na cena de Plinio ou a sacanagem de Lucinda, Shout de Tears for Fears ou o Fuck you da Lily Allen, um soneto de Mattoso ou Comer o coração de Mantero, os grafites de Bansky ou os murais de Kate DeCiccio, seja o que for, dá tudo no mesmo! Quer melhor ajuda que a do D.H. Lawrence: Para o puritano tudo é impuro. Principalmente nesses tempos em que a mentira é repetida e motorizada massivamente só para acobertar a hipocrisia. Como não faço distinções, digo logo: quando não dá mais para segurar o insuportável, não adianta maquear nem dar um banho de loja. Simplesmente, desça do tamanco e aperte o pitoco, nada mais aliviante que um foda-se bem dado. Ufa! Estava mais do que na hora! DE SEGUNDA, SÓ QUE HOJE JÁ É TERÇA – Ah, claro, tem quem viva às mil maravilhas, oxe! Conheço gente do bem (e muitas, por sinal) que está sempre com um riso largo acima de qualquer circunstância, encaram tudo com naturalidade, compreensivas, amáveis, afetuosas. Tive a sorte de ter por parte da minha mãe, gente dessa natureza. Esses familiares me deram a compreensão do olhar para sacar a do Yves Klein: O mundo é azul. E o melhor dele foi poetizar: O espaço está esperando nosso amor, como eu estou desejando por você; vá comigo, viajando pelo espaço... Vou nessa sempre, vamos? DE TERCEIRA PORQUE TERIA MAIS, MAS JÁ ESTÁ BOM DEMAIS - É com o tempo que a gente aprende a agir do melhor modo e maneira. Pode não ser de primeira, mas da segunda em diante, tirante o que ronda de fortuito, leva-se na maior. Experiência calejada prevê um bocado de coisa. Já dizia Ralph Waldo Emerson: Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem. Mas, em cima da bucha, ele adverte: O bom senso é tão raro quanto o gênio. Aí, sim. Isso porque têm uns poucos que se banham com a sabedoria, outros não possuem a mesma sorte: quanto mais envelhecem, mais ranzinzas e retrógrados. Eu mesmo pensava que depois de 1988, o Brasil havia evoluído. Ledo engano, menos de 20 anos depois isso foi por terra e jogou na cara o que dizia Maquiavel: Um povo corrompido que atinge a liberdade tem maior dificuldade em mantê-la. Sou forçado, mesmo que a contragosto, a ter que considerar isso nesse tempo de estupidez coisonária. Vamos aprumar a conversa, gente! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela. [...] – Se não era, deve ter ficado. Nunca sabemos como realmente vivem as pessoas. O que acontece por trás das portas fechadas, os segredos. [...] mas às vezes temos que encarar as coisas da melhor maneira possível e saber como nos comportar quando as coisas vão mal… [...] Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar [...] E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo. Você raramente vai vencer, mas às vezes vai conseguir. [...] a gente pode escolher os amigos, mas não nossa família, que nossos parentes continuam sendo parentes, quer a gente queira reconhecê-los quer não. E que não aceitar isso nos faz parecer todos. [...] Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros? [...]. Trechos extraídos da obra O sol é para todos (José Olympio, 2006), da premiada escritora estadunidense Harper Lee (1926-2016), reunindo as memórias familiares e que, transformado para o cinema, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962.

O CINEMA DE NICOLE GARCIA
Não sou romântica, gosto é do romanesco, não é a mesma coisa. É que o romanesco pode ser áspero, violento e duro.
NICOLE GARCIA – A arte da cineasta, atriz, roteirista e diretora francesa Nicole Garcia, diretora de filmes como Mal de Pierres (2016) Un Beau Dimanche (2013), Selon Charlie (2006), L’Adversaire (2002), Place Vendôme (1998), Le Fils préféré (1994), Um week-end sur deux (1990) e 15 août (1986), entre outros em que atuou como atriz ou roteirista. Veja mais aqui.

A ESCULTURA DE WANDA STANG
Sonhos e desejos caracterizar o humano. Todo mundo tem uma força motriz dentro. É preciso reconhecer e entender que é capaz de seguir seu próprio caminho.
WANDA STANG - A arte da artista visual e escultora alemã Wanda Stang, cuja obra reflete suas ideias, seja no desenho, seja na escultura ou na pintura, experimentando uma diversidade de sensações, explorações e invenção, ao abordar questões de observação, distância, compartilhamento e as fronteiras entre as esferas pública e privada. Veja mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Minha mãe pensava que eu ia todo dia ao liceu, mas, na verdade, eu ia desenhar num lugar chamado La Grande-Chaumière. Ficava o dia inteiro lá. Depois de um momento, naturalmente, ela percebeu e achou que eu fosse repetir o ano… Uns amigos diziam, ‘deixa ela desenhar, fazer como ela quer’. Eles me salvaram.
A arte da artista Marianne Peretti, a mais importante vitralista do Brasil e a única mulher a integrar a equipe de artistas da construção de Brasília.
A literatura de Raimundo Carrero aqui & aqui.
A música de Luiz Bandeira aqui.
A poesia de Telma Brilhante aqui.
Quadrinhos: a nona arte aqui.
Os índios caetés aqui, aqui & aqui.
Das quedas, perdas e danos aqui.


MÓNICA OJEDA, BORA CHUNG, AZA NJERI & DÉBORA LAÍS FERRAZ

  Imagem: Acervo ArtLAM . Ao som dos concertos Nights from the Alhambra (2007), A Mediterranean Odyssey (2010), Troubadours On The Rhine...