
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje
na Rádio Tataritaritatá especiais com a música do compsitor alemão Max Bruch (1838-1920): Scoth
Fantasy e Concert Violin 1 com Janine Jansen; a pinista Ligia Moreno interpretando Etude Poétique de Scriabin, Concerto
para piano de Grieg & Etude Chopin; cantor, compositor e ator
da cena underground brasileira, Carlos Careqa com seus álbuns Palavrão: múisica infantil para adultos, Os homens são todos
iguais e Um pouco de veneno; e a cantora e compositora Luiza Possi com os álbuns Seguir cantando, Sobre o amor e o tempo
& Bons ventes sempre chegam. Para
conferir é só ligar o som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA - O homem é uma criação do desejo, não uma criação
da necessidade. [...] É preciso que cada
um destrua mais cuidadosamente as suas 'filias' que suas fobias e suas
simpatias pelas intuições primeiras [...] o
amor é a primeira hipótese científica para a reprodução objetiva do fogo [...] Estas correspondências das imagens com a palavra
são as correspondências verdadeiramente salutares., A cura para um psiquismo
dolorido, para um psiquismo desorientado, para um psiquismo vazio será ajudada
pela frescura do riacho ou do rio. Mas é preciso que esta frescura seja falada.
É preciso que o ser infeliz fale com o riacho. Venham, meus amigos, na clara
manhã, cantar as vogais do riacho! Onde nosso sofrimento primeiro? É que nós
temos hesitado em dizer... Ele nasceu naquelas horas em que acumulamos em nós
muitas coisas silenciadas. O riacho lhes ensinará a falar apesar de suas dores
e suas recordações, ele lhes ensinará a euforia pelo eufemismo, a energia pelo
poema. Ele lhes dirá, a cada instante, alguma bela palavra bem redonda que rola
sobre pedregulhos. Trechos extraídos da obra A psicanálise do
fogo (Martins Fontes, 1999), do
filósofo, crítico literário e epistemólogo francês Gaston Bachelard (1884-1962). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.
HISTÓRIA DA MÚSICA - A vida é som. Continuamente estamos cercados
de sons e ruídos oriundos da natureza e das várias formas de vida que ela
produz. O homem fala e canta há incalculáveis milhares de anos e, graças ao seu
ouvido maravilhosamente construído que se parece a uma harpa com infinidades de
cordas, percebe sons e ruídos, embora apenas uma parte insignificante da
imensidão de tudo quanto soa [...] Talvez
cantassem os raios de sol nas montanhas que se aqueciam todas as manhãs, como
ainda hoje cantam misteriosamente nas colunas egipcias de Memnon; durante
tempos sem fim deve ter ressoado o órgão natural da gruta de Fingal, muito
antes que os celtas lhe chamassem Ilgaimh bin, gruta da música, e muito antes,
ainda, que um compositor romântico, Mendelssohn, transferisse aqueles sons
naturais para a moderna orquestra. É o estranho ouvido de Dionísio, da Sicilia,
aumentou, com certezas, todos os sons que o penetravam, muito antes que um ser
humano lá se achasse para comprovar o milagre. A terra a abrir-se na mocidade,
as fontes a jorrar, os vulcões e as montanhas a explodir, as águas do dilúvio a
subir, tudo deve ter constituído gigantesca sinfonia que ninguém nos descreveu.
[...] Davi toca harpa para afugentar os
maus pensamentos do Rei Saul; Farinelli, com o auxilio da música, cura a
terrível melancolia de Filipe V. Timoteo provoca, por meio de certa melodia, a
fúria de Alexandre, o Grande, e acalma-o por meio de outra. Os sacerdotes
celtas educam o povo com a música; somente eles conseguem, abrandar os costumes
selvagens. Diz-se que Terpandro, tocando flauta, abafou a revolta dos
lacedemônios. [...]. Trechos da obra História Universal da Música (Melhoramentos, 1944), do compositor, musicólogo e regente austríaco Kurt Pahlen. Veja mais aqui.
RUÍNAS DA ALMA - [...]
Fechou os pequenos ataúdes com pregos.
Rezou. Os meninos respiravam,, fiapos de respiração, respiravam. Ismael
colocou=os nos braços, pesados, eram bem pesados, ele não imaginava que
pesassem daquela forma. Andou, atravessou o mangue, entrou no rio, soltou dos
dois brancos, branquíssimos, empurrou-se para longe, para onde ninguém pudesse
alcançá-los. Entrou no caixão, exímio artesão, parafusou por dentro. Suor e
cansaço. Agora só a lembrança dos meninos nas águas. Dois belos e perfeitos
ataúdes correndo para o mar. [...]. Trecho da obra As
sombrias ruínas da alma: ficções (Iluminuras, 1999), do premiado escritor,
crítico, editor e jornalista pernambucano Raimundo
Carrero. Veja mais aqui e aqui.
MOTE GLOSADO - Como dois astros banhados / num clarão puro
e divino, / num semblante purpurino, / vi dois brilhantes cravados, / e os
anjos, ali, postados, / como que, a Deus, servindo / e ela contente e rindo, /
como se no paraíso: / mostrando, de Deus, o riso, / num rosto moreno e lindo.
Do poeta-vaqueiro Luís Dantas Quesado
(1850-1930), autor da obra Glosqas sertanejas (1922). Veja mais aqui e aqui.
AGENDA 21 DA CULTURA – Um compromisso das
cidades e dos governos locais para o desenvolvimento cultural - Nós, cidades e
governos locais do mundo, comprometidos com os direitos humanos, a diversidade
cultural, a sustentabilidade, a democracia participativa e a criação de
condições para a paz, reunidos em Barcelona nos dias 7 e 8 de Maio de 2004, no
IV Fórum de Autoridades Locais de Porto Alegre para a Inclusão Social, no marco
do Fórum Universal das Culturas – Barcelona 2004, aprovamos esta Agenda 21 da
cultura como documento orientador das políticas públicas de cultura e como
contribuição para o desenvolvimento cultural da humanidade. I. PRINCÍPIOS 1. A
diversidade cultural é o principal patrimônio da humanidade. É o produto de
milhares de anos de história, fruto da contribuição coletiva de todos os povos,
através das suas línguas, imaginários, tecnologias, práticas e criações. A
cultura adota formas distintas, que sempre respondem a modelos dinâmicos de
relação entre sociedades e territórios. A diversidade cultural contribui para
uma “existência intelectual, afetiva, moral e espiritual satisfatória”
(Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, artigo 3), e
constitui um dos elementos essenciais de transformação da realidade urbana e
social. [...] 35.
Convidar criadores e artistas a comprometerem-se com as cidades e com os
territórios, identificando problemas e conflitos da nossa sociedade, melhorando
a convivência e a qualidade de vida, ampliando a capacidade criativa e crítica
de todos os cidadãos e, muito especialmente, cooperando para contribuir à
resolução dos desafios das cidades.
Veja mais:
Terceira idade aqui.
A música de Max Bruch aqui.
A arte de Carlos Careqa aqui.
Faça seu
TCC sem Traumas: livro, curso & consultas aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.
A ARTE DE MARCEL DUCHAMP