terça-feira, agosto 30, 2011

FOCILLON, PAUL KLEE, BAKHTIN, MARIA LUGONES, VIRGILIO PIÑERA, TRACEY EMIN, HEREDIA, PESADELO, LITERÓTICA & JOSIELE CASTRO

 
A arte da artista inglesa Tracey Emin. Veja mais aqui.

LITERÓTICA: QUARTO POEMA DE AMOR PARA ELA – Art by Tracey Emin - O quarto poema de amor nasceu numa noite fria. Nasceu duma fantasia que eu sonhava então. Apesar de ser verão, chovia longamente. Foi então no de repente que sonhei, ave-Maria. Eu já sabia porque ela passeia nua de dia e na noite da minha vigília e nos capítulos dos meus sonhos mais medonhos. Sempre nua e minha e toda etérea, vem pousando toda aérea na atmosfera que anoitece. Aí o seu encanto me embevece e tudo em nós nos apetece, nada engilha, tudo enrijece, sorvo muito e bocadão. É de endoidar qualquer cristão porque o beijo da sua boca é o mais gostoso. O seu jeito a se entregar é tão demais delicioso, chega perco a vida e a noção. Isso é só provocação. Aí me torno cativo do carinho, ela faz com que amocegue o seu caminho e lhe sirva de escravo e servil. Estou a mais de mil e faço o que ela quiser. Dou-lhe tudo que tiver, dou-lhe posse e poder. Até não ter mais o que e me tenha despojado, réu confesso e condenado, dela todo poderio. Que desvario! Ela me soma em seus beijos quando em meus desejos ela se subtrai. É tudo demais! A gente se enrosca e se retalha em posta para servir de prazer. A gente abre as comportas, escancara todas as portas, todo limite a vencer. Aí me chama na grande e brame louca a valer, me explora pra sobreviver, a me fazer servo e senhor. E me faz seu pirão, me chama de bestão e me joga no seu balaio. Inda diz: ai, ai, meu papagaio! E a coisa dá na canela, de apertar todas as costelas, de desmaiar de paixão. E me faz seu refrão e quero que ela me ame como a musa de Modigliani, se entregue ronronando entrecortadas frases, feito Amy Winehouse com toda inquietude e deixe a minha morenice na sua branquitude sem que me visse pelas pernas entreabertas, eu que sentisse minha farra ereta no seu corpo lavado pelo estupor e o meu cio a chave certa, o seu grunhido e o seu sabor. Isso é que é show! Ela é linda e nua na minha loucura! É de fato. É como um retrato de valor que emoldura com torpor a candura do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOS - Tomando em sua mão algumas sobras do mundo, o homem pode inventar um novo mundo que é todo dele. A arte começa pela transmutação e continua pela metamorfose. Pensamento do historiador e teórico francês Henri Focillon (1881-1943). Veja mais aqui e aqui.

ALGUÉM FALOU: PESADELO –[...] De acordo com a visão dialética do mundo, a contradição é o núcleo da vida. [...] Somos todos seres humanos. Nas ditaduras, alguns são algozes ou cúmplices. Outros, mártires ou heroius. A maioria, radicalmente vítimas. [...]. Trechos extraído da obra Pesadelo: rememorando uma prisão política (Bagaço, 2003), de José Nivaldo, relatando as agruras vividas por uma família após o sequestro de um filho pelos militares em 1973, com depoimento pungente do pai, que sofreu um calvário no Recife, simultaneamente ao que acontecia com milhares de outras famílias no resto do país.

A ARTE[...] A obra de arte também é em primeira instancia gênese, nunca pode ser vivenciada (puramente) como produto [...] o visível não passa de um exemplo isolado, em relação ao universo todo, e de que outras verdade, latentes, encontram-se em maior número. As coisas assumem um sentido mais amplo e variado, que parece muitas vezes contradizer a experiência racional de ontem. É preciso que haja uma substancialização do ocasional. [...] A arte como uma parábola da criação. Ela é sempre um exemplo, assim como o terrestre é um exemplo do cósmico. [...] Não é fácil encontra seu caminho num todo que se compõe de membros pertencentes a dimensões diferentes. E tanto a natureza quanto o seu reflexo transformado, a arte, constituem um todo composto dessa maneira. [...] Trechos extraídos da obra Sobre a arte moderna e outros ensaios (Zahar, 2001), do pintor e poeta suíço naturalizado alemão Paul Klee (1879 - 1940). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

VIAJAR NO AMOR – [...] Acredito que a maioria de nós, de fora, por exemplo, da tradição de construção ou organização de vida dominante nos Estados Unidos, somos “viajantes do mundo” por uma questão de necessidade e sobrevivência. Parece-me que habitar mais de um “mundo” ao mesmo tempo e “viajar” entre “mundos” faz parte de nossa experiência e de nossa situação. Podemos estar ao mesmo tempo num “mundo” que estereotipicamente nos constrói como Latino/a, por exemplo, e num “mundo” que nos constrói como Latino/a. Ser estereotipicamente Latino e ser simplesmente Latino são formas diferentes e simultâneas de construção da pessoa que fazem parte de “mundos” diferentes [...] A passagem entre ser uma pessoa e ser outra pessoa é o que chamo de “viagem”. Essa passagem pode não ser desejada ou mesmo consciente (...) Não é uma questão de representação. Não se assume a postura de outra pessoa, não se finge ser, por exemplo, alguém com uma personalidade ou caráter diferente, ou ainda alguém que usa o espaço ou a linguagem de forma diferente. O que se pode ser, na verdade, é alguém com esta personalidade ou caráter, ou alguém que usa o espaço e a linguagem de um modo específico. Não há como se referir a um certo “eu” essencial oculto. Não se experiencia um “eu” profundo. [...] Trechos de Brincadeira, mundo: viajar e percepção amorosa (Hypatia, 1987), da filósofa, ativista e professora argentina Maria Lugones.

A POESIA – [...] É só na poesia que a língua revela todas as suas possibilidades, pois ali as exigências que lhe são feitas são as maiores: todos os seus aspectos são intensificados ao extremo, alcançam seus limites, é como se a poesia espremesse todos os sucos da língua que, aqui, se supera a si mesma. O artista liberta-se da língua na sua determinação linguística não ao negá-la, mas graças ao seu aperfeiçoamento imanente. [...]. Trecho extraído da obra Questões de literatura e estética (Hucitec, 1988), do filósofo e pensador russo teórico da cultura e das artes Mikhail Bakhtin (1895-1975). Veja mais aqui e aqui.

A CARNE DE RENÉ – [...] O grande dilema era se comunicavam a Ramón que seu filho tinha sido expulso da escola ou se apresentavam, na cerimônia, sua carne analfabeta. Era ultima opção era possível: o objetivo da cerimônia era precisamente demonstrar aos pais e professores que os corpos dos novatos estavam perfeitamente dotadas para o serviço da dor. [...] Trecho extraído da obra A carne de René (ARX, 2003), do escritor cubano Virgilio Piñera (1912-1979).

SOL OCÍDUO - O tojo, que na rocha, enfeitando-a, se apruma, / Redoura os alcantis, que o sol poente ilumina; / Longe, eterno, a alvejar numa franja de espuma, / O mar sem fim começa onde a terra termina. / Tudo em torno é silêncio, e se apaga, e se esfuma; / O homem recolhe à choça, o pássaro não trina; / Somente um campanário, em vibração na bruma, Junta ao rumor do oceano a prece vespertina. / Do vale, da planície e da quebrada, estranho, / Sobe, agora, um confuso e longínquo murmúrio / De pastores levando ao redil o rebanho. / Roxo manto de sombra o horizonte recama / E o sol poente, num céu angustiado e purpúreo, / Fecha as palhetas de ouro ao seu leque de chama.
Poema do poeta cubano José Maria de Heredia (1842-1905).


A arte da artista inglesa Tracey Emin. Veja mais aqui.


Imagens recolhidas no blog Canto Paisano.


MUSA TATARITARITATÁ: JOSIELE CASTRO – A bela gaúcha Josiele Castro é produtora cultural e advogada pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil. Ela edita o blog Canto Paisano dedicado à cultura gaúcha. Hoje é o aniversário dela, por isso ela foi eleita pela torcida do Flamengo, do Sport Clube do Recife e de toda galera ginocrata daqui como a Musa Tataritaritatá de Agosto.












Veja mais Musa Tataritaritatá e outras homenagens no Crônica de amor por ela e na campanha Todo dia é dia da mulher.



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Das decepções com as mazelas na vida, Luís da Câmara Cascudo, Noam Chomsky, Hector Babenco, Frieze Magazine, Marília Pêra, Maria Luísa Mendonça, Xuxa Lopes, Sara Bareilles, Danielle Winits, Enki Bilal & O rabicho da Geralda aqui.

E mais:
A explosão do prazer & Zine Tataritaritatá aqui.
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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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sexta-feira, agosto 26, 2011

ROBERTO BOLAÑO, KURZ, PAULO CÉSAR PINHEIRO, MINO MACCARI & A MULHER NO IMPÉRIO

 

A arte do pintor italiano Mino Maccari (1898–1989). Veja mais abaixo.

 



 

LAVRATURA – Eu lavrei a minha vida com sangue e lágrima, luzes e trevas, sementes de nada e de tudo. E o insidioso surpreendente mais acrescentou sangue e lágrima, luzes e trevas e muito mais sementes de nada e de tudo. E o bom é surpreendente, tudo é surpreendente no meu coração, Hy Breazil. Eu lavrei como quem planta chuvas no coração e recolhe terras secas da carne de guerra no meio das decepções. Eu lavrei o meu canto entre acenos de adeus e recepções no meio do meu momento futuro em plena pretérita agonia. E restou tudo e nada. E eu fiquei ruminando nas pedrarias de Pirangi onde as águas borbulham nos meus olhos e fazem a correnteza braba que deságua de mim no incerto preciso. Eu lavrei o meu poema no quebrar da barra quando eu varria os sonhos que as borboletas levavam do meu coração incerto. E quadro cruzaram o arco-íris trouxeram meus sonhos com as tormentas da vida queimando meus pés na hora chegada em Pirangi. Eu lavrei o meu canto e o meu poema no aceno dos rostos presos na tarde da província onde a noite é insidiosa, as pessoas são insidiosas, tudo é insidioso e a pressão da vida é imperativa nas mortes que desabam para não fornecer vantagem para quem fala na calada da noite queimando o pavio da esperança. Eu lavrei o meu canto e o meu poema queimando o pavio da esperança quando eu perdia os sentidos no meio dos diálogos sombrios com as minhas estrelas que quedavam muitas na minha cabeça pela estrada de volta. Eu lavrei o meu canto no poema que se estirou na estrada do canavial onde eu estava perdido no meu coração, Hy Breazil, e planalto central dos anhangás vociferavam a morte de sempre nas palavras suaves que não são a tônica para quem vagueia errante. Eu lavrei o meu canto no poema do silêncio de armas, o silêncio de vida, o silêncio capaz de revolver luzes porque não conhece a primavera na confusão de inverno e verão quando maio é uma estrada empoeirada com os filhos do barro são incólumes escravos que não sabem o calor das pedrarias solidárias na fineza de Pirangi. Eu lavrei o meu canto que caiu no chão como um poema de chaga aberta no meio do esconjuro que o vento soprou no suor do meu dedo sem direção. E no meu canto o poema exorcizou a América do meu peito e conheci a direção de nada porque os sonhos de Bolívar estavam na América do Soul dessas paragens que são a viela da América do Sul que sou. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 


A arte do pintor italiano Mino Maccari (1898–1989). Veja mais abaixo.

 

DITOS & DESDITOS - O desejo de ser outro, diferente daquilo que somos: não pode arder um desejo mais doloroso no coração humano. Pensamento do escritor e jornalista húngaro Sándor Márai (1900-1989). Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O amor que desabrocha tão rapidamente esvai-se com a mesma rapidez. Pensamento do escritor turco e Prêmio Nobel de 2006, Orhan Pamuk. Veja mais aqui.

 

AS DORES DO MARXOFEMINISMO – [...] O sujeito moderno, como é sabido, está tão morto pelo menos como Deus, mas ainda parece viver uma existência zombie, tão irreal como triste e mecânica. Pois afinal também ele faz parte, naturalmente, da constituição vudu da sociedade fetichista ocidental e da sua razão iluminista. E em lado nenhum esse carácter patético do sujeito ilusório há muito falecido parece tornar-se mais evidente do que no debate de gênero. [...] A libertação sexual apenas se tornou um peep show ou um nudismo inibido na televisão familiar; a pseudo-emancipação capitalista acabou por nos trazer a empresária ou a juíza de comarca em minissaia e meias de rede. O debate feminista sobre "igualdade" e "diferença" move-se neste círculo vicioso do mecanismo de dissociação e, portanto, da lógica da mercadoria. A "igualdade" é precariamente realizada nas formas de subjetividade feminina do mercado, e ao mesmo tempo desmente-se precisamente nesta "instrução para a produção feminina de signos no meio que é a corporeidade". Inversamente, a "diferença" fetichistamente constituída e assim socializada, que aparece no mesmo "meio", não pode constituir uma alavanca para a sua superação [...] não só os homens, mas também as mulheres se transformaram em pós-modernos cadáveres de autovalorização, hedonistas e pseudo-soberanos, em cujos contorcidos sorrisos urbanos permanentes já não se encaixa nenhuma crítica da sociedade das mercadorias. É claro que daqui ninguém vai sair de maneira tão barata). Não se pode voltar à comunidade pré-moderna de homens e mulheres, à produção social da cultura agrária do quotidiano [...]. Trechos de Fetichismo Sexual: Notas sobre a lógica de feminilidade e masculinidade (Krisis, 1992), do filósofo alemão Robert Kurz (1943-2012). Veja mais aqui.

 

2666 – [...] Fizeram amor no quarto de Ansky e quem os houvesse visto teria dito que fodiam como se dali a umas horas fossem morrer. Na realidade, Nádia Yurenieva fodia como fazia grande parte das moscovitas durante aquele ano de 1936, e Boris Ansky fodia como se de repente, e já perdia toda a esperança, houvesse encontrado seu único e verdadeiro amor. Nenhum dos dois pensava (ou queria pensar) na morte, mas ambos se mexiam, ou se trançavam, ou dialogavam, como se estivessem à beira do abismo [...] As metáfora são a maneira de nos perdermos nas aparências ou de ficarmos imóveis no mar das aparências. Nesse sentido, uma metáfora é como um salva-vidas. E não se deve esquecer que há salva-vidas que boiam e salva-vidas que vão direto para o fundo. É bom nunca esquecer isso. [...] Tentou dizer alguma coisa num par de ocasiões, mas não conseguiu, o silêncio dela, porém, não era desagradável nem implicava rancor ou tristeza. Não era denso mas transparente. Quase não ocupava espaço. Inclusive, pensou Espinoza, você poderia se acostumar a esse silêncio e ser feliz. Mas ele não se acostumaria nunca, isso ele também sabia. [...]. Trechos extraídos da obra 2666 (Companhia das Letras, 2010), do escritor chileno Roberto Bolaño Ávalos (1953-2003).

 

CANTIGA DO MUNDO - O vento não nasce de nada. / Também ninguém sabe onde finda. / Cheguei com esse vento na estrada. / E vou muito mais longe ainda. / Eu moro no meio da rua, / Do rio, do mar e do mundo. / Se a brisa passar, ela é sua. / Se é o vento, eu mergulho no fundo. / Pra mim não tem vento bravio / Que venha apagar minha brasa, / Pois é com a corrente do rio / Que eu tranco o portão lá de casa. / Tem gente que ouve o meu nome / Gravado em rajada de vento / Porque furacão e ciclone / Me servem de cama e assento. / O vento que faz rodopio / Desata o cordão da sacola. / E uso do seu assovio / A fim de afinar a viola. / Por isso é que eu sou vagabundo. / E o vento que quer que eu prossiga. / Que eu faço a cantiga do mundo / E o vento é que canta a cantiga. Poema do poeta, letrista e compositor Paulo César Pinheiro. Veja mais aqui.

 


A arte do pintor italiano Mino Maccari (1898–1989). 

 

A MULHER NO BRASIL IMPÉRIO - No Império, segundo Bauer (2001) se deu o cenário de profundas mudanças econômicas, políticas e sociais, nas quais a situação social da mulher praticamente manteve-se inalterada na sociedade brasileira durante todo período. Para ele, “[...] operaram-se pequenas e pouco visíveis transformações. Houve, inclusive, mulheres que destacaram-se e enfrentando toda sorte de dificuldades, inscreveram o seu nome na história do país” (BAUER, 2001, p, 127). É que o reafirma Teles (2003), ao considerar que nesta fase histórica, a condição da mulher permaneceu imutável no seu papel de mãe, esposa e dona-de-casa. Os centros de decisão política eram exclusivos dos homens. Mesmo assim, houve mulheres que se destacaram, ao lado de escravos e intelectuais, em lutas sangrentas pela Independência e pela abolição da escravatura. Foi no séc. XIX que as mulheres começaram a reivindicar seu direito à educação. Isso porque em 1827 só era admitido para as meninas a escola de 1º grau, proibida de níveis mais altos. Estas meninas eram preparadas para trabalhos de agulha só podendo aprender as 4 operações. As professoras ganhavam sempre menos. O ingresso da primeira mulher no curso superior se deu em 1881, quando foi graduada doutora em medicina Rita Lobato Velho Lopes, contrariamente a este evento, a mulher competia o papel de dona-de-casa, esposa e mãe. Neste cenário é devido destacar o papel da revolucionária brasileira Anita Garibaldi, que lutou na Guerra dos Farrapos e tombou, ao lado do seu marido Giuseppe, combatendo pela Unificação Italiana, transformando-se em heroína e glorificada naquele pais. É considerável também destacar a figura de Nísia Floresta Brasileira Augusta que defendia a abolição da escravatura ao lado de propostas como educação e a emancipação da mulher, e instauração da República. Dedicou-se ao magistério, publicou e traduziu livros, fundou um colégio para meninas no Rio de Janeiro, mudou-se para Europa, tornando-se adepta e amiga de Auguste Comte. Merece também registro neste período, segundo Teles (2003), o aparecimento do primeiro jornal feminino no Brasil: foi o Jornal das Senhoras, lançado em 1852, editado pela argentina Joana de Paulo Manso, em Santos. Depois outra publicação denominada Belo Sexo, em 1862, editada por Julia Albuquerque Sandy Aguiar. Deu-se também o surgimento da publicação O Sexo Feminino, dirigido por Francisca Senhorinha da Motta Diniz, em Minas Gerais, em 1873, que era destacada lutadora pelo direito ao voto e pela abolição da escravatura. Em 1889, Sexo Feminino vira Quinze Novembro do Sexo Feminino. Veja mais aqui, aquiaqui.
REFERÊNCIAS
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_____. Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Lei 7353/85 alterado pela Lei 8028/90. Atmosfera Feminina, 2010.
_____. Programa de Prevenção, Assistência e Combate à Violência Contra a Mulher – Plano Nacional: diálogos sobre violência doméstica e de gênero: construindo políticas públicas. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2003.
CAMARGO, Marcia; AQUINO, Silvia. Redes de cidadania e parcerias: enfrentando a rota crítica. In: Programa de Prevenção, Assistência e Combate à Violência Contra a Mulher – Plano Nacional: diálogos sobre violência doméstica e de gênero: construindo políticas públicas. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2003.
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SOUSA, Rainer. A situação da mulher na Idade Média. Brasil Escola, 2010.
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2003.
TELES, Maria Amelia de Almeida; MELO, Monica. O que é violência contra a mulher. São Paulo: Brasiliense, 2001.
TOLEDO, Cecilia. Mulheres: o gênero nos une, a classe nos divide. São Paulo: Sunderman, 2008.
VALNÊDA, Cassia Santos Carneiro. Análise conjuntural dos Juizados Especiais de Proteção à mulher e a democratização do acesso à justiça. Brasília, 2010.
ZIMMERMANN, David. Violência: estudos sobre psicoterapia analítica de grupo. Porto Alegre: Artmed, 2001.
 


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