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quinta-feira, março 07, 2013

MAIAKOVSKI, FOCILLON, KEPLER, EDITH DERDYK, FECAMEPA, PSICOLOGIA ESCOLAR, SONHOTERAPIA, DIREITO & FAMÍLIA MUTANTE


O FECAMEPA DE LUIZ ALBERTO MACHADO, POR MARISTHER MOURA VASCONCELLOS* - Estudar a origem da sociedade brasileira, leva a remontar uma série de estudos já realizados por historiadores brasileiros, portugueses, holandeses, franceses, espanhóis e ingleses, devendo-se considerar todas as narrativas encontradas de cunho histórico, literário e de pesquisa realizadas sobre esse universo temático.
Recentemente foi encontrada uma série de artigos, resenhas e livros publicados pelo escritor, poeta, compositor musical e pesquisador pernambucano, Luiz Alberto Machado, fruto de uma laboriosa pesquisa realizada durante 25 anos, envolvendo uma extensa bibliografia com milhares de referências acerca do universo de Pernambuco antes e depois da colonização portuguesa em 1500. Os estudos começaram a partir do inicio da década de 80, quando o autor passou a realizar pesquisas em bibliotecas, arquivos públicos, fundações e entidades de pesquisa de Pernambuco e Alagoas, bem como acervos de bibliotecas de outros estados, com o objetivo de levantar, histórica e literariamente, como se deu o processo da intervenção portuguesa, espanhola, francesa, alemã e holandesa nas terras de Pernambuco durante o século XV-XVI, quando se deu a ocorrência das grandes navegações européias pelo Atlântico. Nesse contexto, o autor atenta para o fato de que o nome Brasil existe há milênios, notadamente entre os hebreus quando o termo assumia o sentido de paraíso terrestre. Para chegar a isto, o autor discorre sobre os estudos de lingüistas, etimologistas, bibliográfos, pesquisadores e historiadores que assinalam sentidos e raízes diversas para o termo, incluindo-se o de nossa herança primitiva: ameríndia. No caso, tupi-guarani. Tal condução tem articulação nos textos da série Fecamepa, onde o autor faz uma bem humorada narrativa acerca dos primórdios antes da invasão portuguesa até o século XX brasileiros, refletindo de que forma as várias nomeações brasileiras, primeiro Pindorama dada pelos nativos, e as outras nomeações Ilha de Santa Cruz e Terra de Vera Cruz redundaram na nomeação de Brasil, explicitando casos como o da sentença religiosa de que abaixo do Equador não existia pecado, como da ilha Hy-Breazil imaginária no Atlântico fundada pelos irlandeses místicos, e de como a idéia de Eldorado, Éden terrestre e Paraíso já existiam desde milênio anteriores.  Tais nomeações são também indicadas no livro infantil Alvoradinha – calango verde do mato bom, quando o autor narra a viagem espacial, geográfica, histórica, lendária e econômica do cururim caeté sobre a região hoje compreendida pelos estados de Pernambuco e Alagoas, onde este curumin chama aa localidades pelos nomes dados pelos primitivos aborigenes. Observa-se com isso, a preocupação do escritor em delinear uma plataforma que implique num contexto de identidade, acompanhando o processo civilizatório que se estabeleceu antes e depois da invasão portuguesa e do tráfico dos negros africanos escravizados. Com isso, o autor vai observando como se deu o processo de miscigenação, observando a questão comportamental de mamelucos, cafuzos e outros mestiços, todos submetidos ao mando branco, inferiorizados e de forma contumaz estigmatizados ao longo dos séculos de colonização e formatação do processo de independência e autonomia cidadão brasileira. Nos textos observa-se de que forma tal processo ocorrido no século XVI marca de forma profundamente as questões da contemporaneidade brasileira, ajudando a efetuar uma interpretação da atualidade do Brasil pela minudência dos fatos ocorridos naquela época, chegando-se à significativa conclusão da influência ainda hoje existente no processo de transformação atual brasileira, tendo em vista que a sociedade em sua grande maioria se comporta ainda da mesma forma como o da época do principio da colonização, apesar dos avanços ocorridos. Luiz Alberto Machado traz de forma simples, bem humorada quando rebusca termos e condições hiperbólicas dos acontecimentos reais, erudita quando empunha uma vasta bibliografia com detalhamento de fatos e minudências de estudos e interpretações, bem como de forma cristalina quando confronta o séc. XVI com os comportamentos do séc. XXI no Brasil.

REFERÊNCIAS
MACHADO, Luiz Alberto. Alvoradinha: calango verde do mato bom. Maceió: Nascente, 2001.
_____. Fecamepa: uma espiadela aprumada no século XVI. Ultra Portal e TV. Edição 01/09/2006. (Consult, 29 de maio de 2008). Dipsonivel em http://www.ultraportal.com.br/modules/news/article.php?storyid=759.
_____. Por que Brasil, hem? In: MAIA-GUEDES, Clarisse, org. – Guardados e contextos. Rio de Janeiro: Guarajás, 2005.

* MARISTHER MOURA VASCONCELLOS é funcionária pública federal exercendo a função de arquivista na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), graduada em História pela UFS, especialista em Arquivologia pela UFBA e em História do Brasil pela Ufal, e mestranda em Gestão de Empresas pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL).



DITOS & DESDITOS – Não nos perguntamos qual o propósito últil dos pássaros cantarem, pois o canto é seu praer, uma vez que foram criados para cantar. Similarmente, não devemos perguntar por que a mente humana se inquieta com a extensão dos segredos dos céus... a diversidade dos fenômenos da natureza é tão vasta e os tesouros escondidos nos céus tão ricos, precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimento. Pensamento do matemático e astrônomo Johannes Kepler (1571-1630). Veja mais aqui.

ALGUÉM FALOU - [...] A vida das formas não tem outra finalidade que não ela mesma e sua renovação. A forma pode-se tornar formula e cânone, isto é, pausa brusca, tipo exemplar, mas ela é, em primeiro lugar, uma vida móvel em um mundo mutável. As metamofoses recomeçam infindavelmente. É o principio dos estilos que tende a coordená-las e a estabilizá-las. [...]. Extraído da obra Vida das formas (Zahar, 1983), do historiador e teórico francês Henri Focillon (1881-1943). Veja mais aqui.

SER HUMANO – [...] O ser humano é um atributo de distinção do hmem em relação ao universo. O homem descobre o homem ao acenar um redondo não à natureza, partido para o caminho em busca de si mesmo. Oprocesso da afirmação do ser no mundo acaba por gerar conhecimento e poder. O homem reinventa o universo, e a história é a medida de sua invenção. [...] Trecho extraído da obra O desenho da figura humana (Scopione, 2003), da pintora, desenhista, designer gráfico e escritora Edith Derdyk.

UM POEMA - Na primeira noite / eles se aproximam / e colhem uma flor do nosso jardim / e nós não dizemos nada / Na segunda noite / eles já não se escondem / pisam as flores, matam nosso cão / e não dizemos nada / Até que um dia / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa, / rouba-nos a lua e,  / conhecendo nosso medo, / Arranca-nos a voz da garganta / E, porque não dissemos nada, / Já não podemos dizer nada. Poema do poeta, dramaturgo e teórico russo Vladimir Maiakovski (1893-1930). Veja mais aqui.


PSICOLOGIA ESCOLAR – O livro Psicologia escolar: em busca de novos rumos (Casa do Psicólogo, 2004), organizado por Adriana Marcondes Machado e Marilene Proença, aborda temas como a queixa escolar e o predomínio de uma visão de mundo, as crianças excluídas da escola: um alerta para a psicologia, o que toca à Psicologia Escolar, crianças portadoras de queixa escolar, reflexões sobre o atendimento psicológico, intervenção psicológica em creche e pré-escola, professora desesperada, pré-escola terapêutica, grupos de crianças com queixa escolar, compreensão do fracasso escolar no Brasil, para além dos muros da escola, as repercussões do fracasso escolar na vida de crianças reprovadas, mães contemporâneas e a orientação dos filhos para a escola, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

A FAMÍLIA MUTANTE – O livro A família mutante: sociologia e direito comparado – inclusive o novo Código Civil brasileiro (Renovar, 2005), do magistrado e professor Semy Glanz, aborda sobre mudanças na família, conceitos e espécies, teorias sociológicas da família, novos enfoques sociológicos, família e globalização, antigas e novas teorias jurídicas e afins, estudo das causas, a família nas constituições, novas classificações de família, a Europa ocidental e oriental, Ásia e Austrália, África, família nas Américas, igualdade dos sexos no Brasil, novo Código Civil, a união estável e o direito comparado, uniões e parcerias registradas, uniões e pactos no Brasil, casamento ou matrimonio, requisitos, impedimentos e vícios do casamento, direitos da criança, igualdade dos filhos e adoção, dissolução da sociedade, parentesco e filiação, poder-dever parental ou poder familiar, regime patrimonial do casal, bem de família, alimentos, tutela e curatela, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

ELEMENTOS DA SONHOTERAPIA – O livro Elementos da sonhoterapia (Ediouro, 1993), do psicólogo Strephon Kaplan-Williams, aborda temas como a jornada do sonho, os elementos básicos da sonhotearpia, o ego do sonho, sonhos e relacionamento, sonhos e cura, os principais métodos e níveis da sonhoterapia, entre outros assuntos. 


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Samira, a ruivinha sardenta, Yann Martel, Philippe Blasband, Cristina Braga, Tom Tykwer, Franka Potente, He Jiaying, August Macke, Hernani Donato, Interatividade na Ciberarte, Ana Bailune & Susie Cysneiros aqui.

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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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terça-feira, agosto 30, 2011

FOCILLON, PAUL KLEE, BAKHTIN, MARIA LUGONES, VIRGILIO PIÑERA, TRACEY EMIN, HEREDIA, PESADELO, LITERÓTICA & JOSIELE CASTRO

 
A arte da artista inglesa Tracey Emin. Veja mais aqui.

LITERÓTICA: QUARTO POEMA DE AMOR PARA ELA – Art by Tracey Emin - O quarto poema de amor nasceu numa noite fria. Nasceu duma fantasia que eu sonhava então. Apesar de ser verão, chovia longamente. Foi então no de repente que sonhei, ave-Maria. Eu já sabia porque ela passeia nua de dia e na noite da minha vigília e nos capítulos dos meus sonhos mais medonhos. Sempre nua e minha e toda etérea, vem pousando toda aérea na atmosfera que anoitece. Aí o seu encanto me embevece e tudo em nós nos apetece, nada engilha, tudo enrijece, sorvo muito e bocadão. É de endoidar qualquer cristão porque o beijo da sua boca é o mais gostoso. O seu jeito a se entregar é tão demais delicioso, chega perco a vida e a noção. Isso é só provocação. Aí me torno cativo do carinho, ela faz com que amocegue o seu caminho e lhe sirva de escravo e servil. Estou a mais de mil e faço o que ela quiser. Dou-lhe tudo que tiver, dou-lhe posse e poder. Até não ter mais o que e me tenha despojado, réu confesso e condenado, dela todo poderio. Que desvario! Ela me soma em seus beijos quando em meus desejos ela se subtrai. É tudo demais! A gente se enrosca e se retalha em posta para servir de prazer. A gente abre as comportas, escancara todas as portas, todo limite a vencer. Aí me chama na grande e brame louca a valer, me explora pra sobreviver, a me fazer servo e senhor. E me faz seu pirão, me chama de bestão e me joga no seu balaio. Inda diz: ai, ai, meu papagaio! E a coisa dá na canela, de apertar todas as costelas, de desmaiar de paixão. E me faz seu refrão e quero que ela me ame como a musa de Modigliani, se entregue ronronando entrecortadas frases, feito Amy Winehouse com toda inquietude e deixe a minha morenice na sua branquitude sem que me visse pelas pernas entreabertas, eu que sentisse minha farra ereta no seu corpo lavado pelo estupor e o meu cio a chave certa, o seu grunhido e o seu sabor. Isso é que é show! Ela é linda e nua na minha loucura! É de fato. É como um retrato de valor que emoldura com torpor a candura do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


DITOS & DESDITOS - Tomando em sua mão algumas sobras do mundo, o homem pode inventar um novo mundo que é todo dele. A arte começa pela transmutação e continua pela metamorfose. Pensamento do historiador e teórico francês Henri Focillon (1881-1943). Veja mais aqui e aqui.

ALGUÉM FALOU: PESADELO –[...] De acordo com a visão dialética do mundo, a contradição é o núcleo da vida. [...] Somos todos seres humanos. Nas ditaduras, alguns são algozes ou cúmplices. Outros, mártires ou heroius. A maioria, radicalmente vítimas. [...]. Trechos extraído da obra Pesadelo: rememorando uma prisão política (Bagaço, 2003), de José Nivaldo, relatando as agruras vividas por uma família após o sequestro de um filho pelos militares em 1973, com depoimento pungente do pai, que sofreu um calvário no Recife, simultaneamente ao que acontecia com milhares de outras famílias no resto do país.

A ARTE – [...] A obra de arte também é em primeira instancia gênese, nunca pode ser vivenciada (puramente) como produto [...] o visível não passa de um exemplo isolado, em relação ao universo todo, e de que outras verdade, latentes, encontram-se em maior número. As coisas assumem um sentido mais amplo e variado, que parece muitas vezes contradizer a experiência racional de ontem. É preciso que haja uma substancialização do ocasional. [...] A arte como uma parábola da criação. Ela é sempre um exemplo, assim como o terrestre é um exemplo do cósmico. [...] Não é fácil encontra seu caminho num todo que se compõe de membros pertencentes a dimensões diferentes. E tanto a natureza quanto o seu reflexo transformado, a arte, constituem um todo composto dessa maneira. [...] Trechos extraídos da obra Sobre a arte moderna e outros ensaios (Zahar, 2001), do pintor e poeta suíço naturalizado alemão Paul Klee (1879 - 1940). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

VIAJAR NO AMOR – [...] Acredito que a maioria de nós, de fora, por exemplo, da tradição de construção ou organização de vida dominante nos Estados Unidos, somos “viajantes do mundo” por uma questão de necessidade e sobrevivência. Parece-me que habitar mais de um “mundo” ao mesmo tempo e “viajar” entre “mundos” faz parte de nossa experiência e de nossa situação. Podemos estar ao mesmo tempo num “mundo” que estereotipicamente nos constrói como Latino/a, por exemplo, e num “mundo” que nos constrói como Latino/a. Ser estereotipicamente Latino e ser simplesmente Latino são formas diferentes e simultâneas de construção da pessoa que fazem parte de “mundos” diferentes [...] A passagem entre ser uma pessoa e ser outra pessoa é o que chamo de “viagem”. Essa passagem pode não ser desejada ou mesmo consciente (...) Não é uma questão de representação. Não se assume a postura de outra pessoa, não se finge ser, por exemplo, alguém com uma personalidade ou caráter diferente, ou ainda alguém que usa o espaço ou a linguagem de forma diferente. O que se pode ser, na verdade, é alguém com esta personalidade ou caráter, ou alguém que usa o espaço e a linguagem de um modo específico. Não há como se referir a um certo “eu” essencial oculto. Não se experiencia um “eu” profundo. [...] Trechos de Brincadeira, mundo: viajar e percepção amorosa (Hypatia, 1987), da filósofa, ativista e professora argentina Maria Lugones.

A POESIA – [...] É só na poesia que a língua revela todas as suas possibilidades, pois ali as exigências que lhe são feitas são as maiores: todos os seus aspectos são intensificados ao extremo, alcançam seus limites, é como se a poesia espremesse todos os sucos da língua que, aqui, se supera a si mesma. O artista liberta-se da língua na sua determinação linguística não ao negá-la, mas graças ao seu aperfeiçoamento imanente. [...]. Trecho extraído da obra Questões de literatura e estética (Hucitec, 1988), do filósofo e pensador russo teórico da cultura e das artes Mikhail Bakhtin (1895-1975). Veja mais aqui e aqui.

A CARNE DE RENÉ – [...] O grande dilema era se comunicavam a Ramón que seu filho tinha sido expulso da escola ou se apresentavam, na cerimônia, sua carne analfabeta. Era ultima opção era possível: o objetivo da cerimônia era precisamente demonstrar aos pais e professores que os corpos dos novatos estavam perfeitamente dotadas para o serviço da dor. [...] Trecho extraído da obra A carne de René (ARX, 2003), do escritor cubano Virgilio Piñera (1912-1979).

SOL OCÍDUO - O tojo, que na rocha, enfeitando-a, se apruma, / Redoura os alcantis, que o sol poente ilumina; / Longe, eterno, a alvejar numa franja de espuma, / O mar sem fim começa onde a terra termina. / Tudo em torno é silêncio, e se apaga, e se esfuma; / O homem recolhe à choça, o pássaro não trina; / Somente um campanário, em vibração na bruma, Junta ao rumor do oceano a prece vespertina. / Do vale, da planície e da quebrada, estranho, / Sobe, agora, um confuso e longínquo murmúrio / De pastores levando ao redil o rebanho. / Roxo manto de sombra o horizonte recama / E o sol poente, num céu angustiado e purpúreo, / Fecha as palhetas de ouro ao seu leque de chama.
Poema do poeta cubano José Maria de Heredia (1842-1905).


A arte da artista inglesa Tracey Emin. Veja mais aqui.


Imagens recolhidas no blog Canto Paisano.


MUSA TATARITARITATÁ: JOSIELE CASTRO – A bela gaúcha Josiele Castro é produtora cultural e advogada pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil. Ela edita o blog Canto Paisano dedicado à cultura gaúcha. Hoje é o aniversário dela, por isso ela foi eleita pela torcida do Flamengo, do Sport Clube do Recife e de toda galera ginocrata daqui como a Musa Tataritaritatá de Agosto.












Veja mais Musa Tataritaritatá e outras homenagens no Crônica de amor por ela e na campanha Todo dia é dia da mulher.



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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Leitora Tataritaritatá!!!
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RAQUEL VARELA, OMAIMA AL-KHAMIS, OLIVE SENIOR & SANDRA RIBEIRO

  Imagem: Contornos da ubiquidade , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM .   Ressaca aluada de panacei...