quarta-feira, julho 06, 2016

RESILIÊNCIA, PERSPECTIVAS & FESTAS!

FELIZ ANIVERSÁRIO – Imagem: Alleluia, by Fabrice Du Welz - Hoje eu queria ser um príncipe - mesmo estando cônscio de que não passe de um desafortunado plebeu. Mas, sonhar vale sempre a pena, né não? E, principalmente, sonhando com quem a gente gosta com o maior fervor. Pois bem, queria ser um príncipe mesmo: viril, espadaúdo, compreensivo, lindo de morrer, daquele tipo astro de cinema, um Apolo de capa de revista - mesmo que eu nada mais seja que um ogro destrambelhado e não valha um tostão furado de serventia nenhuma, mas eu queria sim, de mesmo. Sim, queria ser mesmo um príncipe e com todas as medidas possíveis que ocupasse seus anseios, preenchesse seus vazios, desvãos, carências, sótãos, e animasse sua vida, sonhos e desejos - mesmo que eu represente um fragmento mínimo e inútil no seu coração, eu queria sim. Se não um príncipe, me permitisse ao menos "um D´Artagnan para lhe fazer todas vontades"... ou um Lancelot sedutor... ou uma celebridade proeminente - mesmo que me veja como um zé-ninguém, um beócio atarantado, um biltre saliente, mesmo assim, prometo, tornar-me-ia um escravo físico e intelectualmente de você e ao seu dispor para toda precisão. Assim sendo e esse desejo realizado, de primeira, daria meu reinado - mesmo sabendo que eu não tenha nem onde cair morto. Depois, escalaria você como a camisa 10 da minha seleção sentimental - mesmo que eu não esteja na sua preferência, nem no foco do seu zoom, eu conseguiria - sabe-se lá como! -, seu passe para torná-la titular absoluta na minha paixão, ah! e como seria! Daí, eu mostraria por meus versos inauditos e minhas declamações exaltadas que você é a pessoa mais maravilhosa do universo, a mulher mais encantadora de todas arrebatadoras paixões, o ser mais adorável de todas as maravilhas do mundo - mesmo que eu tropece nos solecismos de um poetastro atônito, eu diria e repetiria e reiteraria sim e com todo prazer de minha alma. Olharia para você não desgrudando um segundo sequer do seu olhar na tentativa de adivinhar todas as suas querências - mesmo que eu não mereça sequer seu desconfiômetro de soslaio, eu faria sim! Dedicaria integralmente toda felicidade universal para que você se tornasse a mulher mais feliz, mais realizada e mais completa de todos os tempos - mesmo que eu só possua não mais que duas mãos, um sentimento do mundo e um verso desesperador. Daria minha alma e mais eu tivesse para que jamais sentisse a solidão, o abandono ou a indiferença - mesmo que não me queira ao seu lado e me tenha nas proximidades dos quintos dos infernos de cabeça prá baixo adentro, ah! eu daria sim.... Ah! se príncipe eu fosse, seria festa e fantasia. Como não sou, só posso dar meu coração. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

 Imagem: a arte do pintor espanhol Luis Crump.


Curtindo o álbum Midori's 20th Anniversary ( 2003,), da violinista japonesa Midori Goto que também é psicóloga, professora, diretora e criadora do Centro Midori para Envolvimento da Comunidade na Escola Thornton of Music, da USC, nos USA.

PESQUISA:
O conceito de resiliência ainda parece carecer de definições mais funcionais para que possa ser estudado de forma mais precisa e especifica; contudo, é importante citar que a resiliência é fundamental para proteger o ser humano das adversidades encontradas no nosso meio. A partir do momento em que os pesquisadores e clínicos forem tendo clareza dos fatores que fazem parte da resiliência, podem-se desenvolver estratégias primárias e secundárias de atenção às pessoas e comunidades. [...].
Trecho do estudo Resiliência em transtornos mentais, de Makilim Nunes Baptista, inserido na obra Suicidio e depressão: atualizações (Guanabara Koogan, 2004), organizada pelo autor. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

LEITURA
A vida não é de ninguém, todos somos a vida – pão de sol para os outros, os outros todos que nós somos, - sou outro quando sou, os atos meus são mais meus se são também de todos, para que eu possa ser, hei de ser do outro. Sair de mim, buscar-me entre os outros, os que não são se eu não existe, os outros que me dão plena existência. Não sou, não há eu, sempre nós.
Trecho da obra Libertad bajo palabra (Fondo de Cultura Económica, 1960), do escritor e diplomata mexicano Octavio Paz (1914-1998), reunindo seus poemas escritos no período entre 1935-1957. Veja mais aqui e aqui.

PENSAMENTO DO DIA:
O princípio redentor só se consubstancia coletivamente; não há uma prática libertadora do indivíduo; educar – conduzir para fora – é conduzir para o outro, é, enfim, comu(m)nicar.
Pensamento do educador, pedagogista e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Veja mais aqui, aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA: LUALMALUZ – SEMANA LUCIAH LOPEZ 
... de você eu quero a simplicidade presa num relicário tesouro na palma da mão coração em festa/oração que não se acaba ao cair da noite... (( quero o silêncio dos segredos soprados em bocas de conchas marinhas enquanto a maré recua e desnuda a areia branca)) ...de você quero a leveza em carinhos_____ feito escamas de peixe reluzindo na luz deste seu olhar menino/poeta/ave marinha sobrevoando o horizonte dos meus olhos... (( quero o eco das palavras esculpidas na sua boca ecoando pelo marfim dos seus dentes/sorriso que me encanta)) ...de você quero um pedaço de sonho costurado no meu sonho feito colcha de retalhos que à noite me aconchega, me adormecendo na poesia/você.
Ecos, poema/imagem/foto da escritora, artista visual e blogueira Luciah Lopez. Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre Primeira Reunião, Dalai Lama, Marc Chagall, Toquinho, Gilvan Lemos, Frank Wedekind, Jean Cocteau, Edgar Degas, María Casares & Valéria Tarelho aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Todo dia é dia da atriz, modelo e apresentadora Babi Xavier.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja aqui e aqui.



PAULO FREIRE, LEWIS CARROLL, COOMBS, SILVIO ROMERO, BRECHERET, GUIOMAR NOVAES, SEBASTIÃO TAPAJÓS, FÁBIO DE CARVALHO, ARANTES GOMES DO NASCIMENTO & EDUCAÇÃO

CRIATIVIDADE & INOVAÇÃO NA PRÁTICA EDUCATIVA – Imagem: Luta dos índios Kalapalo (1951), do escultor Victor Brecheret (1894-1955) - A...