quinta-feira, abril 16, 2020

BECKETT, KIKI DE MONTPARNASSE, MATILDA JOSLYN GAGE, ALINE BRANT, FERNANDA MAFRA & GRAÇA CARPES


OS MEUS TANTOS EUS – O que aprendi da solidão, nada mais que a descoberta para conviver com meus tantos eus. Uma barra. Um a um aparecendo e se firmando, dizendo ao que veio e impondo-se ora enraivecido, ora entediado, ou largado ao pleno abandono, enquanto apenas eu só queria paz. Imagina. Qual nada, assaltado entre o grito e o silêncio, demolido e esquartejado. É que Deus deu-me nozes e eu sem dentes. Fiz o que pude, ainda faço o que posso. De primeira o poetastro se insurgiu com seus pseudepinícios feitos madrigais e loas vociferadas. Depois, o plumitivo, as escrituras definitivas quando imbróglios espalhafatosos. E veio o tocador metido a lirista com pandorgas aos trololós e charivaris de sol-e-dó; quanta ideia, nada que valha, só inventando mel-de-pau de puro engodo ou a pólvora para incendiar-me desvalido – como se fossem originais o que já sabido e ressabido. Um desfiado de rosário, apenas, um destampatório de asneiras, e eu xexéu fugindo das injúrias e imundícies. O pior quando se insinuavam todos ao mesmo tempo, explosivos, preponderantes, confusão dos diabos. Desgraça pouca é bobagem. E todos me habitam qual rã da fábula pretendente de se tornar robusto bovino: não cabendo na pele, inchava todo, a cantar cigarra até a ecdise. Como se não soubesse que nunca o mel será para a boca de asno, talvez por nunca me ter dado por achado, avalie. Coabitam-me para que aprenda o ambíguo, o ambivalente, essa dicotomia que sou a me rasgar: voo sorridente, você nem sabe, uma guerra troa dentro de mim. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: A civilização avança com o pensamento livre, a liberdade de expressão, os homens livres. O Estado, agente e escravo da Igreja, há muito tempo se une a ele na supressão da inteligência da mulher, há tanto tempo pregando poder somente ao homem, que criou uma tendência herdada, uma linha inata de pensamento em relação à repressão. Pensamento da ativista abolicionista e livre pensadora estadunidense Matilda Joslyn Gage (1826-1898), que atuou na defesa do sufrágio universal, pelos direitos dos nativos estadunidense e autora prolífica autointitulada “nascida com ódio pela opressão”.

KIKI MONTPARNASE - Sinto uma dor no coração ao pensar que hoje à noite você estará sozinho em sua cama, eu te amo demais, seria bom se eu te amasse menos porque você não foi feito para ser amado, você é muito calmo. Às vezes eu tenho que te implorar por uma carícia, por um pouco de amor... Mas eu tenho que te aceitar como você é, afinal você é minha amante e eu te adoro; você vai me fazer morrer de prazer, amor e dor. Eu mordo sua boca até que sangre e fico bêbado com seu olhar indiferente e às vezes malvado. Tudo o que preciso é de cebola, pão e uma garrafa de vinho tinto, e sempre haverá alguém disposto a me oferecer. Pensamento da cantora, atriz, memorista, modelo e pintora francesa Kiki de Montparnasse, pseudônimo adotado pela lindíssima Alice Ernestine Prin (1901-1953), a Rainha de Montparnasse, uma das mais importantes representantes da cultura liberada de Paris na década de 1920, cantada, decantada e retratada por artistas como Man Ray, Francis Picabia, Jean Cocteau, Alexander Calder, Ernest Hemingway, Samuel Putnam, Chaim Soutine, Julian Mandel, Arno Breker, Per Krohg, Hermine David, Pablo Gargallo, Mayo, Tono Salazar, Moïse Kisling, Sanyu, Tsuguhary Foujita, Constant Detré, Fernand Léger, Mahlon Blaine, Samuel Roth, Gustav Gwozdecki, José-Louis Bocquet e Catel Muller, entre outros, todos reunidos por seus biógrafos Bilie Klüver e Julie Martin. Na sua filmografia constam L'Inhumaine (1923), de Marcel L’Herbier; Le Retour à la Raison (1923), curta-metragem de Man Ray; Ballet Mécanique (1923), curta-metragem de Fernand Léger; Entr'acte (1923)m, curta-metragem de René Clair; La Galerie des valsa monsters (1923), de Jaque Catelain; Emak-Bakia (1926), curta-metragem de Man Ray; L'Etoile de mer (1928), de Man Ray; Paris express ou Lembranças de Paris (1928), curta-metragem de Marcel Duhamel; Le Capitaine jaune (1930), de Anders Wilhelm Sandberg; e Cette vieille canaille (1933), de Anatole Litvak. Veja mais aqui.

O TEATRO DE SAMUEL BECKETT
A arte sempre foi isto - interrogação pura, questão retórica sem a retórica - embora se diga que aparece pela realidade social. Os moralistas são pessoas que coçam onde os outros têm comichão. As palavras são manchas desnecessárias sobre o silêncio e o nada. As palavras são só o que temos.
SAMUEL BECKETT - A arte do escritor e dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1969, é autor do Teatro do Absurdo que se tornou minimalista, um dos escritores mais influentes do século XX, influenciado por James Joyce e considerado um dos últimos modernistas e um dos primeiros pós-modernistas. Veja mais aqui e aqui.
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A ARTE DE GRAÇA CARPES
Estar vivo é acumular sóis!
GRAÇA CARPES - A arte da poeta, atriz, clown e produtora cultural, Graça Carpes que escreve poesias, contos, roteiros, histórias infantis e atua na pintura, escultura e audiovisual. Veja mais aqui e aqui.

A FOTOGRAFIA DE ALINE BRANT
Me apaixonei pela prática da intervenção em fotografia impressa e passei a utilizar linhas nesta composição. Fui usando práticas que sempre utilizei livremente, como a costura, o macramê, o crochê e o tricô. Mais tarde encontrei no bordado livre um formato ideal para ilustrar as fotografias e nortear um caminho de comunicação artística.
ALINE BRANT – A arte da fotógrafa Aline Brant que trabalha com utilização do retrato coo ferramenta para criação de obras, integrante da vertente da intervenção analogica em fotografia, aplicando técnicas como bordado livre. Veja mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Minha relação com a fotografia começou dentro de casa, – não sei exatamente em que parte da vida, se no final da infância ou no começo da adolescência – meu avô e minha mãe sempre gostaram muito de fotografar, e os álbuns de família, de viagens, sempre tiveram lugar garantido nos armários. Acabei criando o hábito de (re)visitar sempre esses álbuns, sejam os que eu fazia parte ou os que eu ainda nem sonhava em nascer. Viajava nas memórias e nas lembranças que eu não vivi. E do hábito surgiu o apego e o prazer pela imagem fotográfica.
A arte da fotógrafa Fernanda Mafra.
A poesia de Gilmar Leite aqui.
O cordel de Caetano Cosme da Silva aqui.
A música de Rosana Simpson aqui.
A peça teatral Ana Ferro, a Raínha dos Tanoeiros aqui & aqui.
As trelas do Doro aqui.
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Riachão do Gama, Cachoeirinha aqui & aqui.


MARTIN AMIS, PHYLLIS A. WHITNEY, ROSANA PALAZYAN & PAULA BERINSON

    Ao som dos álbuns Violão Popular Brasileiro Contemporâneo (1985), Camerístico (2007), Original (2002) e Dois Destinos (2016), do vio...