quinta-feira, agosto 06, 2009

FECAMEPA



O FECAMEPA – Festival de Cagadas Melando o País é, nada mais, nada menos, que uma imitação barata do Festival de Besteiras Assolando o País – FEBEAPÁ, do memorável cronista Sérgio Stanislaw Ponte Porto Preta.

É um festival desleixado, indolente, amostrado, aborrecente, indignado, incoerente, obstinado, quase delinqüente e apaideguado que começou exatamente quando os trastes dos portugueses chegaram em 1500 à terrinha de Pindorama, inaugurando a maior zona de todas as histórias do planeta.

Não é vingativo, mas vigilante. Não é revanchista, mas revisitante. Não é sectário, maniqueísta nem vanguardista. É apenas bisbilhoteiro, curioso e brasileiro. Isso sim.

Tudo foi aceso quando um belo dia de não sei quando de inicio da segunda metade da década de 70, depois das provocações das obras de Ascenso Ferreira e Hermilo Borba Filho, inventaram de assanhar a lorota da trombeta perdida. Acontece, como tudo de acidente no Brasil, que a lorota era pura verdade: mais um dos coprólitos e flatulentes desajeitamentos das burradas das elites mandatárias deste Brasilzão véio, arrevirado e de porteira escancarada. Pronto, bastou deixar o rabo enviezado na fresta da portinhola dos idos e acontecidos, que o nariz insolente da peitica resolveu mergulhar por páginas de milhares de livros e publicações impressas e internéticas para, no amiudado frigir dos ovos, ver onde é que é está a mínima silhueta sofismática da, pelo menos, verossimilhança – já que verdade que é bom mesmo por aqui, quem vê morre.

Já que as armações, maracutaias, tapiações, enrolamentos, fuleragens e pisoteios aconteceram a partir da hora que os tais invasores perós botaram suas patas aqui no início do século XVI, iniciadas com engalobações e tripudiagens desumanas pras bandas da nossa indiada ingênua, vulnerável e carnavalesca, que o reino do pandemônio foi instalado e inté hoje perdura como enocegado buruçu que não tem quem dê jeito.

Já que só serve mesmo pra sorrir – porque seria trágico demais se não fosse tão cômica a tragédia -, então o FECAMEPA pretende da forma mais despudorada e indisfarçavelmente clara possível, jogar na cara dos meus irmãos brazucas, como é que é, na verdade, a mangação da nossa mais detestável tragédia.

Então, tudo começa com a confusão do nome que todos os intelectuais enrolam e escondem a sua verdadeira razão.

Depois a gente conta como foi na verdade o trâmite da cagada portuguesa até chegar em Pindorama e começar a zona toda.

Aí, vem o início da tragédia dos caetés e dos negros escravizados, as pelejadas e ineivadas trampolinagens de engalobamento de todo mundo, as inconfidências verdadeiras, os atos heróicos de bodes espiatórios, as expulsões, acoloiamentos e perfidias, das cordas de guaiamuns, dos pipocos e estatelamentos inexoráveis, das pisadas e coiceamentos, dos compadrios e discriminações, das plutocracias e abissais miserabilidades, das doidices e trupés desarrumados, das sandices e despropósitos, dos saculejos e freios-de-arrumação e tataritaritatá!!! Tudo que atravessa esses quinhentos e tantos anos de desvarios, derivas e perdições. Afinal, o Brasil deve ou não ser levado a sério, hem? É isso aí, vamos nessa? Vamos aprumar a conversa e tataritaritatá.Veja detalhes do Fecamepa aqui.

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O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI – Josedácio cometia uns versos brejeiros, coisas de seu; como não tinha escola, era só tirocínio,...