terça-feira, maio 06, 2008

FECAMEPA - QUANDO A COISA SE DESARRUMA, ATÉ NA DESCIDA É UM DEUS NOS ACUDA!


QUANDO A COISA SE DESARRUMA, ATÉ NA DESCIDA É UM DEUS NOS ACUDA!


Gente, muvuca braba só dá revertério. E num adianta ajeitar o cabelo, pigarrear, ficar nos trinques, falar sério, dar uma de que não está sabendo, adianta nada, se ficou desajeitado logo revira num cacete-à-4 e não dá outra: o circo pega logo fogo. E como desmantelo só presta grande, não adianta assoprar que não passa: quanto mais abana, mais as labaredas comem no centro.
Pois é, quando se desapruma, valha-me todo panteão hagiológico da minha descrença iconoclasta, lascou do salseiro sair desenfreado, u-hu, lá vai jeringonça estabanada relando tudo ribanceira abaixo. É nessa hora que o cara diz, desdiz, volta atrás, conserta o que disse, passa a borracha em tudo, chama na grande com maior palavreado e, no fim das contas, nada se esclarece. Tudo quando não é patético, se mostra caótico e vai desalinhavando até sobrar somente fiapos da realidade. E o cara apenas com o ar nas mãos e a lata lisa mais sem-vergonha de anjo que buliu na boceta de Pandora e sta sonso como quem não fez nada.
Isso mesmo é o que está acontecendo com o nosso excelentíssimo companheiro, LulInácio da Silva. Até agora o que ele disse só desdisse, voltou atrás, deu um passo a frente e recuou, fez que ia e não foi, mandou ver e retrocedeu para que o enterro não voltasse, afinal, o Brasil quando se enrola nas peiticas dos políticos só sai capenga da gente só ver a notícia boa nos ares e nada de chegar no prato da gente. Eu mesmo não entendo como é que se tem tanto superávit e batida de record, quando só vejo tudo na mesma merda desde que me entendo por gente. Coisas da política, né? O panorama deles deve estar apresentado à base de uísque 50 anos quando a gente só vê a pinga amargosa na nossa frente. Conversa fiada mesmo.
O ditado popular diz que mentira tem pernas curtas. E é verdade, quando a gente constata o engodo, é maior desapontamento. Mas no Brasil não só a mentira tem pernas compridas e muitas, como tem o poder de se regenerar, a ponto de se camuflar noutra peta que será encoberta por outra patranha e assim vai avolumando os imbróglios que finda numa história de despautérios, que mesmo quem comer bosta de cigano, jamais adivinhará a verdade verdadeira. A terra do miolo de pote, ou do faz-de-conta!
Pois é, de mentira em mentira os caras se sustentam no poder até serem desmascarados pela história que tenderá para outra mentira e a coisa fica nisso mesmo. Dá no mesmo: todo mundo é levado no papo.
Não sei porque, mas acho que não tem repimboca da parafuseta nem pencó ineivado, nem conta de chegada, nem prova dos nove, nem passado a limpo, nem parafernália num baticum de bateria de escola de samba, nem todos os santos descendo no terreiro que dê jeito na coisa daqui. O que sei de mesmo é que quando a bomba estoura, eles metem o pé na bunda e nós que agüentamos os estilhaços na caixa dos peitos.
A gente devia mesmo pegar o exemplo dos hermanos argentinos. Pois quando se arretam, as mulheres vão bater panela no juízo dos salafrários e os marmanjos inventam festival de merdazo. Isso mesmo: jogam a bosta nos políticos. Aí a gente devia parodiar Chico Buarque e cantar: joga a bosta nos feladaputa dos políticos! Acho que só assim a coisa ou desapruma de vez findando numa anarquia tropical, ou se reapruma e renasce a esperança de que isso aqui um dia pode dar certo.
Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui

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