sexta-feira, maio 02, 2008

A EDUCAÇÃO NA SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIM


A EDUCAÇÃO NA SOCIOLOGIA DE ÉMILE DURKHEIM - No pensamento sociológico o filósofo francês Émile Durkheim (1858-1917), a educação tem papel fundamental na própria constituição e manutenção da sociedade, pois é fundamental, uma vez que é por ela que o homem se socializa, se constitui enquanto ser social. Na sua idéia, a educação é entendida como fenômeno social, considerando que os indivíduos, ao nascerem, encontram a sociedade já composta por normas morais e legais, costumes, cultura e outros elementos que a compõem e, para a integração destes indivíduos ao mundo social. Neste sentido, a educação passa a ser instrumento impositivo do já estabelecido pela sociedade. Para ele a educação é definida como a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontrem ainda preparadas para a vida social; tem por objetivo suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo meio especial a que a criança, particularmente. Portanto, a educação, para Durkheim, tem a finalidade de formar o ser social, que se distingue do ser individual, sendo aquele o ser que se relaciona com outros seres na construção social de forma solidária, solidariedade mecânica constituída pelas sociedades menos desenvolvidas e solidariedade orgânica nas sociedades mais desenvolvidas. Conclui-se que a educação consiste numa socialização metódica das novas gerações. Outro é um sistema de idéias, sentimentos e hábitos, que exprimem em nós, não a nossa individualidade, mas o grupo ou os grupos diferentes de que fazemos parte; tais são as crenças religiosas, as crenças e as práticas morais, as tradições nacionais ou profissionais, as opiniões coletivas de toda espécie. Seu conjunto forma o ser social. Constituir esse ser em cada um de nós – tal é o fim da educação: “É uma ilusão pensar que educamos nossos filhos como queremos. Somos forçados a seguir as regras estabelecidas no meio social em que vivemos”, diz ele que concebe a educação como fato social, portanto, ela não poder ser tomada como responsabilidade privada, mas sim, de âmbito coletivo. Sendo a educação essencialmente social, o Estado tem papel fundamental. O autor ao se referir a papel do Estado na educação, afirma que tudo o que seja educação, deve estar até certo ponto submetido à sua influência. Isto não quer dizer que o Estado deva, necessariamente, monopolizar o ensino. Pode-se acreditar que o progresso escolar seja mais fácil e mais rápido onde certa margem se deixe à iniciativa privada. O indivíduo é sempre mais renovador que o Estado. Mas, o fato de dever o Estado, no interesse público, deixar abrir outras escolas que não as suas, não se segue que deva tornar-se estranho ao que nelas se venha a passar. Pelo contrário, a educação que aí se der deve estar submetida à sua fiscalização. Não é mesmo admissível que a função de educador possa ser preenchida por alguém que não apresente as garantias de que o Estado, e só ele, pode ser juiz. O autor, mesmo concebendo a possibilidade da iniciativa privada a abrirem escolas, estas não tem o direito de ensinar o que lhe convém, pois elas sempre devem estar sob a fiscalização do Estado, garantindo que o ensino das escolas estatais e privadas atenda as necessidades da sociedade determinada historicamente. Veja mais aqui e aqui.




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