Art by Victor Garduno

PENSAMENTO DO DIA - Não busques nunca, ó Poeta, o favor popular cessará breve o som das
louvações fulgentes terás do néscio o aviso, dos outros mofa. Estás contente,
Artista puro, preciso sutil? Se estás, deixa que a turba insulte e até espume
vá cuspir no altar onde brilhe teu lume e tua efigie derrube sua fúria inútil.
Pensamento do poeta russo Alexander
Pushkin (1799-1837).
AS MULHERES - [...] sob a perspectiva das mulheres, não há
grande diferença entre monogamia e poligamia, uma vez que ambas são regimes que
operam dentro de um contrato heterossexual, que tem por finalidade a submissão
das mulheres à dominação masculina [...]. Trecho extraído da obra Todas as letras (Universidade
Mackenzie, 2012), de Anselmo Peres Alós.
A ESCRAVA – [...] Ontem
à noite encontrei seu nome num jornal e li notícias dele. Logo depois saí de
casa, vaguei pelas ruas, e só voltei de manhã. Talvez tenha dormido em algum
lugar, ou então me sentei numa escada, sem forças para continuar a andar: nem
eu mesma sei. Li a noticia, hoje, outra vez. Mas foi ontem à noite, quando
voltei para casa, que li pela primeira vez. Comecei a apertar as mãos, depois
me sentei numa cadeira. Pouco depois me sentei no chão, encostando-me na
cadeira. Batia no chão com as palmas das mãos enquanto pensava; mas sentia um
zumbido surdo na minha cabeça, e estava atordoada. E foi então que me levantei
e saí. Lembro-me que na esquina, dei uma moeda à velha mendiga, dizendo: - Da
parte daquele senhor vestido de cinzento que já conhece. – Decerto é seu noivo?
– perguntou. Respondi: - Não. Sou sua viúva... E perambulei depois pelas ruas
até hoje de manhã. E agora li mais uma vez. [...]. Trecho extraído do conto
A escrava, do escritor norueguês e Prêmio Nobel de Literatura de 1920, Knut
Hamsun (1859-1952). Veja mais aqui.
MIGNON – Conheces a região
do laranjal florido? / Ardem, na escura fronde, em brasa os pomos de ouro, / No
céu azul perpassa a brisa num gemido, / A murta nem se move e nem palpita o
louro… / Não a conheces tu? Pois lá… bem, longe, além, / Quisera ir-me contigo,
ó meu querido bem! / A casa, sabes tu? Em luzes brilha toda, / E a sala e o
quarto. O teto em colunas descansa. / Olham, como a dizer-me, as estátuas em
roda: / – Que fizeram de ti, ó mísera criança! / Não a conheces tu? Pois lá…
bem, longe, além, / Quisera ir-me contigo, ó meu senhor, meu bem! / Conheces a
montanha ao longe enevoada? / A alimária procura entre névoas a estrada… / Lá,
a caverna escura onde o dragão habita, / E a rocha donde a prumo a água se
precipita… / Não a conheces tu? Pois lá… bem, longe, além, / Vamos, ó tu, meu
pai e meu senhor, meu bem! Poema do poeta,
filósofo e cientista alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832). Veja
mais aqui e aqui.
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