quinta-feira, dezembro 20, 2012

CLARICE, FIAMA HASSE, YURIKO SAITO, CAGE, LAMONT, BENJAMIN, MARTEL, DANTO, SAGAZAN & LITERÓTICA

 

[...] Perceber, ver, tocar, sentir. Ou seja, toda percepção, compreenda bem, é também uma autorrevelação. Uma revelação de si para si. E uma revelação de si pelo mundo. Tu tens um enrolamento, assim, permanentemente. E é isto o grande valor ontológico do corpo, é que ao contrário da mesa - a mesa toca o solo, a mesa não toca o solo, a mesa está sobre o solo - mas os meus pés tocam o solo. Ou seja, que eu faço uma experiência sensível do solo me tocando e de mim tocando o solo. Assim permanentemente, tem este movimento de ir e vir do próprio corpo a partir das suas próprias percepções do mundo. [...]

Trechos da entrevista Interfaces da carne (Urdimento, 2012), concedida pelo artista, escultor e performer congolês-francês Olivier de Sagazan para a jornalista Elisa Schmidt.


 

LITERÓTICA: É NELA QUE SOU DELA - Ela me olha como se testemunhasse a flagrante paixão nos meus olhos abissais e se levanta com a cadência sensual de suas formas esculturais, como quem se dá por refém pra minha caçada incontinenti. E chega mais perto com seu hálito quente de loba insaciável para esfregar seu ventre ao meu, como se desse ao carrasco o direito imolá-la impiedosamente. Ao meu ouvido recita poemas com poses provocantes que se insinuam estirada e seminua aos meus braços agasalhadores e requerentes, como quem se dispõe inteiramente à redoma dos meus desejos. E me beija de mil formas como se sua língua apropriasse do meu sabor no suor que aflora e banha sua carne febril e arrebatada a se desnudar pelo afeto das minhas mãos buliçosas. E se refugia tépida no que sou massageando sua pele acetinada, como se deixasse transportar alucinada por minha língua flutuante na sua carne esbelta e nisso experimentasse embalada as minhas descobertas mais ousadas no que é de seu. E se refaz incontida às carícias refugiantes coração descompassado a transbordar no que é meu, como uma navegante em transe pronta para usufruir das nossas loucas fantasias pecaminosas. E me sente nela implorando perturbadora possessão de sua coreografia alucinante, enquanto rebola serpenteante e se vira e revira na dança inquieta quase a desmaiar úmida pela vertiginosa entrega mais despudorada. E arqueia e queda às escâncaras pra minhas investidas de entronizado cavaleiro armado pela vida restaurada no seu ressurgente amor que transforma tudo em felicidade e me faz sentir endeusado no ápice do seu maiúsculo orgasmo interminável. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Nos últimos anos, questões relacionadas ao desempenho e a sua avaliação têm recebido maior proeminência acadêmica e social. O crescente interesse na prática da avaliação também se manifesta em estudos sobre a desigualdade e a meritocracia: nas sociedades industriais avançadas, pais de classe média apresentam maior propensão a preparar seus filhos para um mundo de competição mais acirrada, e para isso, investem recursos significativos em educação suplementar e em atividades extracurriculares que consideram essenciais para garantir a reprodução de suas posições de classe. Na verdade, a coexistência de matrizes múltiplas de avaliação é uma condição significativa para uma maior resiliência social (associada a uma melhor distribuição de recursos), especialmente em um contexto onde um número cada vez menor de indivíduos pode almejar alcançar os padrões de sucesso socioeconômicos que são associados ao mito nacional e dominante. Pensamento da socióloga canadense Michèle Lamont. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O pensamento é uma coisa corrosiva. É destrutivo em si mesmo. Construir e destruir, construir e destruir. Mas nesse processo corrosivo não é algo que possa ser avaliado em pouco tempo. Acho que os efeitos ou o processo que pode gerar. Meu cinema é assim, um fragmento de um processo de pensamento. Não é nem um pensamento, apenas um processo. É o processo de pensar sobre algo. E isso é algo solto e vivo, porque não é um pensamento acabado. Então, o efeito que isso pode ter fora eu não saberei agora, não sei se um dia saberei. Talvez algum dia eu encontre alguém que depois de 20 anos serviu assistindo ao filme, talvez eu não encontre ninguém e sinta que minha vida foi um verdadeiro desperdício de celulóide. O que questiono sobre o meu trabalho agora é que acho que é muito caro pelo escopo que tem. Acho que você tem que ser mais eficaz. Mais eficaz no combate ao moral. Pensamento da cineasta argentina Lucrecia Martel. Veja mais aqui.

 

RITOS DE PASSAGEM – [...] Ritos de passagem – assim se denominam no folclore as cerimônias ligadas à morte, ao nascimento, ao casamento, à puberdade etc. Na vida moderna, estas transições tornaram-se cada vez mais irreconhecíveis e difíceis de vivenciar. Tornamo-nos muito pobres em experiências limiares. O adormecer talvez seja a única delas que nos restou. (E, com isso, também o despertar.) E, finalmente, tal qual as variações da figura do sono, oscilam também em torno de limiares os altos e baixos da conversação e as mudanças sexuais do amor. [...] Não é apenas dos limiares destas portas fantásticas, mas dos limiares em geral que os amantes, os amigos, adoram sugar forças3. As prostitutas, porém, amam os limiares das portas do sonho. – O limiar [Schwelle] deve ser rigorosamente diferenciado da fronteira [Grenze]. O limiar é uma zona. Mudança, transição, fluxo estão contidos na palavra schwellen (inchar, entumescer), e a etimologia não deve negligenciar estes significados. Por outro lado, é necessário determinar o contexto tectônico e cerimonial imediato que deu à palavra o seu significado. Morada do sonho. [...]. Trechos extraídos da obra Passagens (UFMG/IOESP, 2007), do filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940). Veja mais aqui e aqui.

 

ARTE & ESTÉTICA – [...] Mesmo que a dimensão estética de nossa vida, profundamente enraizada em nossos assuntos cotidianos, possa ser influenciada pela arte, ela opera muito independente de nossa experiência da arte. […]. Trecho extraído da obra Everyday Aesthetics (Oxford University Press, 2007), da filósofa, professora e pesquisadora japonesa Yuriko Saito. Veja mais aqui.

 

A BELEZA - [...] A beleza pode ser uma das modalidades, entre muitas que existem, por meio das quais pensamentos sao apresentados a sensibilidade humana e explicam não só a relevância da arte para a existência humana, mas tambem por que e preciso encontrar um lugar para eles em uma definição adequada de arte. [...]. Trecho extraído da obra O abuso da beleza (Martins Fontes, 2012), do filósofo e crítico de arte estadudinense Arthur Danto (1924—2013). Veja mais aqui.

 

MÚSICA – [...] Eu tive que fazer algo, para fazer uma música que consistia apenas em sons, sons livres de juízos sobre o que era ‘musical’ ou não. Porque a teoria da música convencional é um conjunto de leis referidas exclusivamente a sons ‘musicais’, não tendo nada a dizer sobre o barulho, sobre a não legalidade do barulho. Tendo feito essa música anárquica, nós éramos capazes de incluir mais tarde, na sua execução, os assim chamados sons musicais. Os próximos passos eram sociais, e ainda estavam sendo dados. Precisamos antes de tudo de uma música em que não apenas os sons são sons, mas em que pessoas são só pessoas, não sujeitas a leis estabelecidas por uma delas, mesmo que seja o ‘compositor’ ou o ‘maestro’. Finalmente nós precisamos de uma música que não mais provoque debates de participação do público, porque nela a divisão entre músicos (performers) e público não mais existe: uma música feita por todos. O que precisamos é de uma música que não requeira nenhum ensaio [...]. Trechos extraídos Writings (Wesleyan University Press, 1973), do compositor, escritor e teórico musical estadunidense John Cage (1912-1992). Veja mais aqui e aqui.

 

GRATIDÃO À MÁQUINA - Uso uma máquina de escrever portátil Olympia que é leve bastante para o meu estranho hábito: o de escrever com a máquina no colo. Corre bem, corre suave. Ela me transmite, sem eu ter que me enredar no emaranhado de minha letra. Por assim dizer provoca meus sentimentos e pensamentos. E ajuda-me como uma pessoa. E não me sinto mecanizada por usar máquina. Inclusive parece captar sutilezas. Além de que através dela, sai logo impresso o que escrevo, o que me torna mais objetiva. O ruído baixo do seu teclado acompanha discretamente a solidão de quem escreve. Eu gostaria de dar um presente à minha máquna, mas o que se pode dar a uma coisa que modestamente se mantém como coisa, sem a pretensão de se tornar humana? Essa tendência atual de elogiar as pessoas dizendo que são ‘muito humanas’ está me cansando. Em geral esse ‘humano’ está querendo dizer ‘bonzinho’, ‘afável’, senão ‘meloso’. E é isso tudo o que a máquina não tem. Sequer vontade de se tornar um robô sinto nela. Mantêm-se na sua função, e satisfeita. Texto da escritora e jornalista Clarice Lispector (1920-1977). Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ROSAS - Admiro a tecedora porque tem consentido que a assemelhem à poesia. / Mesmo com os cílios a perturbar-lhe o movimento dos fios e os dedos tocados por uma estranha resignação, / ela tece os caudais líquidos que escorrem na sensibilidade do poeta desde que era criança. / Aqueles que não imaginaram na ceifeira de uhland o cântico mais remoto da nova ceifeira de fernando pessoa / podem agora começar a imaginá-lo. / Mas eu admiro sobretudo a injustiça para com a tecedora, / a de atribuir aos seus dedos esfacelados a incipiência do poema. / Ela soube ser responsável pela perdição ou a desaparição dos homens nas palavras, / até estes voltarem a emergir dessas palavras alteradas e inalteradas. / A poesia iludira-se ao pensar que a alteração que atingira os objetos / deixara ser idêntico, até nova comparação, o poeta. / O próprio termo poesia pudera orientar a sua sombra no sentido de manter cintilante a metáfora da tecedora, / até terminar e recomeçar a teia, com o ritmo passando a tempos regulares os fios obliquados pela luz. / Toda a crítica tem exaltado o poema como uma produção da mecânica manual oposta à idade do amor espontâneo, os jorros do lirismo. / Eu abjuro da tecedora porque muitas vezes tem correspondido / a quem lhe diz que a harpa produz estopa. / Se nem um tecido é rigoroso com traços / e sombreados quando muito harmoniosos, nunca simétricos, como o pode ser a soldagem / dos termos lexicais ligados continuamente por espaços brancos. / Como evitar que o fim da página se ligue ao cosmos materialmente / e, em vez de tornar-se um tecido tranquilo, o poema se desagregue, / repetindo assim o movimento de que nascera e fora contrariado pela escrita. / Ao chocalhar todas as frases, os versos caem uns dentro dos outros, / e o poeta vê-se perante a impotência de os refazer sílaba a sílaba. / Só a tecedora tem o privilégio de romper os fios pelo fogo. Poema extraído de Obra Breve (Assírio & Alvim, 2006), da escritora e dramaturga portuguesa Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007). Veja mais aqui.

 



A VIOLÊNCIA NA ESCOLA – O livro A violência na escola (Summus, 1989), de Claire Colomber, Gilbert Mangel e Marguerite Perdriault, trata sobre cenários de violência, violência no cotidiano, contra as paredes, a palavra, reprises, Abdel, da violência selvagem à violência simbólica, do cão de guarda à garantia da Lei, estratégia de formação, punir ou sofrer, grupos para durar, entre outros assuntos, observando que: [...] A violência que as crianças e os adolescentes exercem, é antes de tudo, a que o seu meio exerce sobre eles. Podemos ver que durante um ano, as situações ficam bloqueadas, aparecem atos de vingança, como se alguma coisa não chegasse a ser dita. Sabemos muito bem como a escola-caserna é vivida como um lugar trancado, que impõe aos corpos uma ordem uniforme, hierarquizada, à qual não há meio de fugir: regras, controles, punições, dominação, são os meios habituais de disciplina. Professores, educadores em contato diariamente com todas as formas de violência, gostaríamos de dizer aqui como tentamos enfrentar, como resistimos a estas forças de morte. Palavras autorizadas não por um saber universitário sobre a questão, que se satisfaria com a elegância de seu ponto de vista sobre o conjunto da situação ou com a pertinência de suas análises, mas palavras que se sustentam com as praticas sempre em questão, com as hesitações e os esforços de teorização [...]. Veja mais aquiaqui, aqui, aqui e aqui.

PSICOLOGIA DA SAÚDE – O livro Psicologia da saúde: especificidades e diálogo interdisciplinar (Vetor, 2007), organizado por Sonia Grubits e Liliana Andolpho Magalhães Guimarães, trata de conceitos e evolução do campo, reflexões sobre os sentimentos encontrados em mães e crianças com paralisia cerebral no contexto familiar, contribuições da psicologia para a odontopediatria, a contribuição da identidade em crianças com câncer, aspectos psicodinâmicos e psicossociais, programa de saúde no tratamento da depressão, obesidade, pacientes hipertensos, dores lombares, melhoria da qualidade de vida do doente falcêmico, portadores de diabetes, esclerose múltipla, representações sociais, estigma de hanseníase, entre outros assuntos. Veja mais aqui, aqui e aqui.

UNIÃO ESTÁVEL E FAMÍLIA HOMOAFETIVA – Para desenvolver um trabalho acadêmico sobre esta temática, faz-se necessário efetuar uma abordagem sobre a família com seus antecedentes históricos e fundamentação conceitual, tratar acerca da entidade familiar, o casamento e a união estável, efetuar uma abordagem conceitual e caracterização da união estável, para daí tratar acerca do reconhecimento da união estável, os conviventes, a união homoafetiva e a união estável. Veja mais aquiaqui e aqui.



CPI DO CACHOEIRA – Ainda ontem encontrei o Doro resmungando bravo:
- Já tô empanzinado de engolir pizzas de todo jeito goela adentro!
- Qué que houve, Doro?
- Essas CPI todas!
- Que é que tem, Doro?
- Só finda em pizza! Essa da Cachoeira mesmo foi uma vergonha! Se fosse eu o envolvido, com certeza eu já estaria amaldiçoado de cabeça pra baixo nos quintos dos infernos! Mas como são os graudões, passa ano, passa governo e nada muda na sem-vergonhice!!!! Quero mesmo ver quando o Brasil será levado a sério.


FIM DE ANO, FIM DE MANDATO E O MUNDO CAI NA CABEÇA DO CIUÇO PREFEITO DE MACEIÓ – O hômi ficou 8 anos no poder e só agora acharam de acertar a tampa dele. Só esse mês ele recebeu duas condenações por improbidade pelo TJ-AL. A primeira pelo envolvimento na Operação Taturana. A segunda, pela contratação do Núcleo de Cultura Afro Brasileura Lyá Ogun-Té, inicialmente por R$ 194 mil e, depois, remendado para R$ 501 mil. Por essas duas improbidades, foi condenado a perder os direitos políticos por 5 anos e multa de 3 vezes o seu salário. Aí, meu, abriu a buceta de pandora: o TRF da 5ª Região decidiu liminarmente atender o recurso do MPF de bloquear 3 milhões de suas contas. Dizem que ele cobriu desvio de rombo do erário com verda do próprio erário. Contabilidade de doido, né não? Aí lascou. O CGU reprovou a sua prestação de contas. Vixe! Mas, rapaz, só deixaram a eleição passar, foi? Aproveito e convido para conferir esse papo de Direitos Políticos.


APAGÃO DA DILMA – Gente! O problema da energia elétrica está um caso sério. Ô dona Dilma puxa aí a orelha desse Lobão! O caso tá sério demais no Brasil todo! Aqui mesmo em Alagoas, a Eletrobrás deixa faltar energia de hora em hora! Confira, então, Mungangas no Reino da CEAL (ôps, leia-se Eletrobrás!).


COMEMORANDO OS 30 ANOS DE ARTE CIDADÃ – Naquela do Jair Rodrigues de “Deixa que digam, que pensem, que falem. Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que que tem ? Eu não estou fazendo nada, você também, faz mal bater um papo assim gostoso com alguem ?”, que tal você conferir como anda a nossa comemoração de 30 anos de arte cidadã, hem? É só clicar aqui.



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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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MÓNICA OJEDA, BORA CHUNG, AZA NJERI & DÉBORA LAÍS FERRAZ

  Imagem: Acervo ArtLAM . Ao som dos concertos Nights from the Alhambra (2007), A Mediterranean Odyssey (2010), Troubadours On The Rhine...