segunda-feira, dezembro 24, 2012

MITO DE FAUSTO, CASSIANO RICARDO, FREDERICO SPENCER, FECAMEPA & PALMARES CITY!


CRÔNICAS NATALINAS – Reunião de crônicas bem humoradas para você curtir durante o seu Natal, veja abaixo. O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: Cuidado para não se engasgar ou se embolar de rir até morrer enquanto estiver curtindo essas crônicas impagáveis na hora do jantar de Natal. Quem avisa amigo é. Depois não diga que não alertei, viu?


FECAMEPA – Num é que depois da minha participação na mesa de debates Temáticas e Linguagens na Prosa Lusófona Contemporânea no III Encontro Luso-Brasileiro de Escritores, ocorrido em 2008 na cidade de Blumenau, Santa Catarina, promovido pelo PortalCEN e Sociedade de Escritores de Blumenau, ocasião que tracei uma linha acerca do desenvolvimento do processo civilizatório no Brasil, desde da chegada dos portugueses até os tempos atuais, sob a ótica literária das obras A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro e o Romance da Besta Fubana, de Luiz Berto, que o negócio do Fecamepa pegou e, agora, virou até análise acadêmica, quando a mestranda da Universidade Autónoma de Lisboa, Maristher Moura Vasconcelos teceu comentários a respeito. Confira aqui no Pesquisa & Cia.


FAUSTO, VAIDADE E VINGANÇA DO POVO ESCANDINAVO – Junto com o orgulho caminha a inclinação pelo fausto, espadas de ouro niqueladas, selas luxuosas, calções de linho, cinturões de prata, casados de pele, gorros de pelo de cordeiro, capas de peliças, rendas e pesados anéis, moveis esculpidos, tapeçarias e baixelas de prata. O orgulho também é acompanhado do horror à sátira e à qualquer critica. E como diz o Havamal, “ponto fraco desses homens fortes, a quem, no entanto, não falta o senso de humor. Matam por causa de um dito espirituoso: não existe pior desgraça para o homem inteligente, do que não estar satisfeito consigo mesmo. [...] A fama não morrerá jamais e a que se fez for boa”. Fazer com que falem dele é crucial para o nórdico, cuja honra é realização e reputação. A censura e a vergonha destroem o sentido da vida; e as ocasiões de desonra são muitas: jurar em falso, fugir, e mesmo suportar um insulto ou ainda não matar um adversário. No cerne da moral viking encontra-se a vingança, porque o homem não tem direito de perder o prestigio. A vingança é um dever imediato. “Não se vingar é passar para a classe do homem de segunda categoria”. (Fonte: PATRICK, Louth. A civilização dos germanos e dos vikings. Rio de Janeiro: Otto Pierre, 1979). Enquanto isso, veja a mulher escandinava no Crônica de Amor Por Ela.


PALMARES CITY – Já cantavam os amigos Marko Ripe & Juhareiz Correya: “Preciso urgentemente voltar pra Palmares City, dundarunderadedê, preciso dessa urgência como de uma meningite! Ruas, gentes coisas, retratos ilusões, doces vidas bestas se dispõem, põe, põe, põe!”. E enquanto o Marko solfejava a melodia ao violão, o Juareiz ufanava: “Melhor do que Palmares, só Paris e de noite, porque de dia, a gente mata a pau!”. Veja mais Crônicas Palmarenses e Poetas de Palmares.


ELEGIA, DE CASSIANO RICARDO – “[...] (Ah, enquanto houver uma criatura humana que mereça ser levada ao patíbulo e outra, que lhe dê um nó à garganta, não poderemos nos tratar por irmãos) [...] Que haverá de mais doloroso que este estado de graça criado em nós por aqueles que foram os escolhidos do destino, pra perseguir, matar; pra que não fôssemos nós os escolhidos? Por aqueles que só conseguem ser felizes desde que os outros não o sejam? Por aqueles que expulsaram os seus próprios irmãos para além da fronteira – feridos a caminhar sobre suas feridas – por aqueles que lá se foram, rútilos, triunfantes, arrastando o rumor das máquinas de guerra por um campo de luto? Ah, por todos, sem exceção, que contribuíram para faer crescer a árvore da injustiça e das lágrimas e arrancaram os filhos pequenos às mães, e as flores aos altares? [...]”. (do livro A flauta que me roubaram, coletânea poética de Cassiano Ricardo, por Julio Ottoboni, 2001).


FREDERICO SPENCER & ABRIL SITIADO – O poeta, sociólogo e psicopedagogo Frederico Spencer, é autor do livro Abril Sitiado, obra que me trouxe a satisfação de reviver memórias do meu Recife. Confira aqui no Varejo Sortido.



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