
PENSAMENTO DO DIA - As
memórias são a reelaboração de um mundo extinto, mas nem por isso menos real. Pensamento
do advogado e escritor Afonso Arinos (1868-1916). Veja mais aqui.
ESTÉTICA & FILOSOFIA – [...] Mas o que é, então, o Belo? Nãoé uma ideia ou um modelo. É uma
quantidade presente em certos objetos – sempre singulares – que nos são dados à
percepção [...]. Pensamento extraído da obra Estética e filosofia (Perspectiva, 1998), do filósofo e esteticista
francês Mikel Dufrenne. Veja mais aqui.
O TRAPICHE – [...] Sob a lua, num velho trapiche abandonado, as crianças dormem.
Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do
trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosoas, ora vinha se bater mansamente.
A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora,
iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros
carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura
das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte
de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério
do mar-oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras,
daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite. [...]. Trecho extraído
da obra Capitães de areia (Record,
1996), do escritor e dramaturgo Jorge Amado (1912-2001). Veja mais aqui.
LADAINHA - Por
que o raciocínio, / os músculos, os ossos? / A automação, ócio dourado. / O
cérebro eletrônico, o músculo / mecânico / mais fáceis que um sorriso. / Por
que o coração?/ O de metal não tornará o homem / mais cordial, / dando-lhe um
ritmo extra- / corporal? / Por que levantar o braço / para colher o fruto? / A
máquina o fará por nós. / Por que labutar no campo, na cidade? / A máquina o
fará por nós. / Por que pensar, imaginar?/ A máquina o fará por nós. / Por que
fazer um poema? / A máquina o fará por nós. / Por que subir a escada de Jacó? /
A máquina o fará por nós. / Ó máquina, orai por nós. Poema do poeta e
jornalista, representante do grupo Verde-Amarelo do Modernismo, Cassiano
Ricardo (1895-1974). Veja mais aqui.
EROS
E CIVILIZAÇÃO – A obra Eros e civilização: uma interpretação
filosófica do pensamento de Freud, do sociólogo e filosofo alemão pertencente
à Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse
(1898-1979), na primeira parte aborda sobre o domínio do princípio de
realidade, a tendência oculta na psicanálise, o princípio do prazer e da
realidade, repressão genética e individual, retorno d reprimido na civilização,
racionalização da renúncia, civilização e carência, recordação de coisas
passadas como veiculo de libertação, a ontogênese e origem do individuo
reprimido, o aparelho mental como união dinâmica de opostos, estágios na teoria
dos instintos de Freud, a natureza conservadora comum dos instintos primários,
a possível supremacia do principio do Nirvana, Id, ego e supergo, a
corporalização da psique, caráter reacionário do superego, avaliação da
concepção básica de Freud, análise da interpretação da história na psicologia
de Freud, distinção entre repressão e mais-repressão, trabalho alienado e o
princípio de desempenho, organização da sexualidade, tabus sobre o prazer,
organização dos instintos de destruição, dialética fatal da civilização, a filogênese
e a origem da civilização repressiva, heramnça arcaica do ego individual,
psicologia individual e grupal, a horda primordial, rebelião e restauração do
domínio, conteúdo dual do sentimento de culpa, retorno do reprimido na
religião, o malogro da revolução, mudanças nas imagens do pai e da mãe, a
dialética da civilização, necessidade de defesa contra a destrução, a
existência de sublimação, dessexualização, enfraquecimento de Eros e os
instintos de vida, livberação da destrutividade, progresso em produtividade e
dominação, controles intensificados na civilização industrial, declínio da luta
com o pai, despersonalização do superego, contração do ego, alienação,
desintegração do princípio de realidade estabelecido, interlúdio filosófico, a
teoria da civilização de Freud na tradição da filosofia oriental, o ego como
sujeito agressivo e transcendente, logos como lógica de dominação, o protesto
filosófico contra a lógica de dominação, ser e devir, pernamencia versus
transcendência, o erteno retorno em Aristótles, Hegel, Nietzsche e Eros como
essência de ser. Na segunda parte, o autor trata além do princípio de
realidade, os limites históriscos desse princípio, obsoletismos da carência de
dominação, hipótese de um Novo Princípio de Realidade, a dinâmica instintiva
do sentido da civilização não-repressiva, o problema de verificação da
hipótese, fantasia e utopia, a fantasia versus razão, preservação do pasado
arcaico, o valor de verdade da fantasia, a imagem da vida sem repressão nem
ansiedade, possibilidade de liberdade autêntica em uma civilização madura,
necessidade de uma redefinição de progresso, as imagens de Orfeu e Narciso,
arquétipos de existência humana na civilização não-repressiva, Oferu e Narciso
contra Prometeu, luta mitológica de Eros contra a tirania da razão, contra a
morte, reconciliação do homem e da
natureza na cultura sensual, dimensão estética, a estética como ciência da
sensualidade, reconciliação entre prazer e liberdade, instinto e moralidade, as
teorias estéticas de Baumgarten, Kant e Schiller, elementos de uma cultura
não-repressiva, transformação do trabalho em atividade lúdica, a transformação
da sexualidade em Eros, a abolição da dominação, efeito sobre os instintos
sexuais, auto-sublimação da sexualidade de Eros, sublimação repressiva versus
livre sublimação, aproveitamento das relações sociais não repressivas, o
trabalho como ação livre das faculdades humandas, a possibilidade relações
libidinais de trabalho, Eros e Thanatos, a nova ideia de razão, racionalidade
da gratificação, moralidade libidinal, a luta contra o fluxo de tempo, mudança
na relação entre Eros e o instinto de morte e critica ao revisionismo
neofreudiano. REFERÊNCIAS: MARCUSE,
Herbert. Eros e civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de
Freud. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. Veja mais aqui.

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