segunda-feira, maio 05, 2008

CICERO & A REPÚBLICA, BESTA FUBANA, DORO, TOLINHO & BESTINHO & MUITO MAIS!!!!!



PERNSAMENTO DO DIA - Quando você estiver assim na veneta bem desprevenida e com os miolos nas nuvens da casa de caixa-pregos e, de repentemente, dos cafundós entrantes das paradoxalidades da porra, algo, meio que do inopinado, pegá-la, assim assim – sabe? -, com um bafo na cacunda, uma segurada na micula e uma chave beliscada de jeito sem-saída e rendida de quatro, não esquente, é o boitatá mesmo que está lhe enrabando, somente. Aí use do conselho da Ministra gostosona Marta Suplicy: Relaxe e, se der, goze. Depois avalie o estrupício e o vício, viu? Serve para ambos os sexos, tá?



JORNAL DA BESTA FUBANA – Estréia nesta segunda-feira oficialmente a mais grandiosa de todas as publicações de todos os tempos: o Jornal da Besta Fubana. Para ficar por dentro de tudo, é só acessar agora: http://www.luizberto.com/ e você poderá ficar familiarizado com a nova roupagem dada com a permanente atualização dessa gazeta da bixiga lixa, editada pelo papa D. Berto I da ICAS. O Ministério da Saúde adverte: Não ler diariamente o Jornal da Besta Fubana causa danos irreparáveis à saúde de qualquer cristão, além de deixar o cara por fora das últimas e chato pra caralho.



AS CAÇAROLAS DO LOMBRETA BOCA-DE-FRÔ - Enquanto vai anotando amiudadamente os depoimentos de Tolinho & Bestinha, o culinarista juramentado Lombreta boca-de-frô vai preparando as condimentadas receitas dos seus regabofes, sempre muito bem dosados de uma fartura inusitada de ingredientes catados a dedo dos manuais místicos, alguímicos, totêmicos e da mitificação sacrossanta da Secreta e Colenda Ordem dos Mestres Gourmets da Macaxeira Azul. Agora, a partir deste instante, o chefe Boca-de-frô disponibilizará aqui as mais conceituadas e retumbantes receitas para manter os casados em eterno idílio, para os atoleimados parar de caiar, para as reboculosas manterem a forma em dia, os adoentados pularem de saúde, os apaideguados se livrarem das gaias, os desafinados cantarem qual rouxinol galante, os desprovidos aumentarem o pingolin, os desafortunados acertarem na sorte grande, os iletrados tomarem sapiência e, para encurtar o rol dos benefícios, enfim, salvar pro céu quem estiver condenado aos quintos dos infernos. Tudo isso ou não, talvez. Isso aprendido e anotado das lições saudáveis e bestificantes do famigerado profeta do século XXX, padre Bidião. Imperdíveis! Aguarde o primeiro capítulo da novela: As caçarolas do Boca-de-frô. E veja mais aqui.



DA REPÚBLICA - No Livro Primeiro do livro “Da República”, do filósofo, orador, escritor, advogado e político romano Marco Túlio Cícero, (106 – 43aC), se propõe abordar questões acerca do Estado, forma de governo e as conseqüências da monarquia, da aristocracia e da democracia. Inicia ele chamando a questão do amor pátrio, asseverando que “[...] o homem veemente prefere, embora seja chamado de louco e a necessidade não o obrigue, arrostar as tempestades públicas entre suas ondas, até sucumbir decrépito, a viver no ócio prazenteiro e na tranqüilidade. [...] Afirmarei, sim, que tamanha é a necessidade de virtude que o gênero humano experimenta por natureza, tão grande o amor à defesa da saúde comum, que essa força triunfa sempre sobre o ócio e a voluptuosidade” (p. 139). Desta forma, chama atenção para a necessidade de um amor pátria que leve o homem a se destinar pelos interesses coletivos e anseios gerais. É nessa condução que Cícero observa que: “[...] A pátria não nos gerou nem educou sem esperança de recompensa de nossa parte, e só para nossa comodidade e para procurar retiro pacífico para nossa incúria e lugar tranqüilo para o nosso ócio, mas para aproveitar, em sua própria utilidade, as mais numerosas e melhores faculdades das nossas almas, do nosso engenho, deixando somente o que ela possa sobrar para nosso uso privado” (p. 140). Isto quer dizer, que o homem deve estar voltado para o sacrifício de participar da coisa pública como um bem comum de todos, nunca de interesses particulares. Fala Cícero, portanto, da questão sóbria que é a destinação do ser humano em partilhar com todos da coisa pública ao demonstrar que: “[...] Feliz o homem que pode verdadeiramente gozar do bem universal, não por mandamento das leis, mas em virtude de sua sabedoria; não por um pacto civil que com ele se queria celebrar, mas pela natureza mesma que dá a cada um o que julga que pode saber, usar e ser-lhe útil” (p. 144). Nesta condução, chama atenção Cícero para a República em comparação com a monarquia, a aristocracia e a democracia, assinalando que: “É, pois, a República coisa do povo, considerando tal, não todos os homens de qualquer modo congregados, mas a reunião que tem seu fundamento no consentimento jurídico e na utilidade comum [...] na monarquia, a generalidade dos cidadãos toma pouca parte no direito comum e nos negócios públicos; sob a dominação aristocrática, a multidão goza de muito pouca liberdade, pois está privada de participar nas deliberações e no poder; por último, quando o povo assume todo o poder, mesmo supondo-o sábio e moderado, a própria igualdade se torna injusta desigualdade, porque não há gradação que distinga o verdadeiro mérito. [...] Quase sempre o pior governo resulta de uma confusão da aristocracia, da tirania facciosa do poder real e do popular, que às vezes faz sair desses elementos um Estado de espécie nova; é assim que os Estados realizam, no meio de reiteradas vicissitudes, suas maravilhosas transformações” (p. 147). Observando as formas de governo, Cícero intui que “Cada forma de governo recebe seu verdadeiro valor da natureza ou da vontade do poder que a dirige.A liberdade, por exemplo, só pode existir verdadeiramente onde o povo exerce a soberania; não pode existir essa liberdade que é de todos os bens o mais doce, quando não é igual para todos” (p. 148) Prosseguindo com sua análise acerca de Estado, governo e formas de governo, Cícero enfatiza que: “Quando, numa cidade, dizem alguns filósofos, um ou muitos ambiciosos podem elevar-se, mediante a riqueza ou o poderio, nascem os privilégios de seu orgulho despótico, e seu jugo arrogante se impõe à multidão covarde e débil. Mas quando o povo sabe, ao contrário, manter suas prerrogativas, não é possível a esses encontrar mais glória, prosperidade e liberdade, porque então o povo permanece árbitro das leis, dos juízes, da paz, da guerra, dos tratados, da vida e da fortuna de todos e de cada um; então, e só então, é a coisa pública coisa do povo [...] O Estado que escolhe ao acaso seus guias é como o barco cujo leme se entrega àquele dentre os passageiros que a sorte designa, cuja perda não se faz esperar. Todo povo livre escolhe seus magistrados e, se é cuidadoso de sua sorte futura, elege-os dentre os melhores cidadãos” (p. 148). E ressalta ainda para a fragilização das escolhas pelo poder e riqueza, mencionando que: “[...] porque as riquezas, o nome ilustre, o poderia, sem a sabedoria que ensina os homens a se governar e dirigir os outros, nada mais são do que uma vergonhosa e insolente vaidade; não há no mundo espetáculo mais triste que uma sociedade em que o valor dos homens é medido pelas riquezas que possuem. [...] As dificuldades de uma sábia determinação fazem passar o poder das mãos dos reis para as da aristocracia, da mesma forma por que a ignorância e a cegueira dos povos transmitem a preponderância da multidão à de um pequeno número [...] Quanto à igualdade de direito ou da democracia, é uma quimera, e os povos mais inimigos de toda dominação e todo jugo conferiram os poderes mais amplos a alguns de seus eleitos, fixando-se com cuidado na importância das classe e no mérito dos homens. Chegar, em nome da igualdade, à desiguldade mais injusta, colocar no mesmo nível o gênio e a multidão que compõem um povo, é suma iniqüidade a que nunca chegará um povo em que governem os melhores, isto é, uma aristocracia. [...] a monarquia nos solicita pela afeição; a aristocracia, pela sabedoria; o governo popular, pela liberdade, e, nessas condições, a escolha se torna muito difícil” (p. 149). Mediante tais conclusões, Cícero chega a observar que “[...] Assim, ao rei sucede o tirano; aos aristocratas, a oligarquia facciosa; ao povo, a turba anárquica, substituindo-se desse modo umas perturbações a outras”. (p. 153). No seu discurso, encontra-se que Cícero é favorável à monarquia, no entanto, a grandiosidade de sua meditação e a sobriedade de sua análise torna importante nos dias atuais, as reflexões acerca da forma de governo, da razão e fins do Estado, da liberdade e construção social dos homens nas suas relações humanas. Veja mais aqui, aqui e aqui.


A ÚLTIMA DO DORO - O Doro não tinha o que fazer além de ajeitar os culhões dum lado pro outro. Foi quando lhe caiu no colo uma máquina fotográfica. Igi! A eureka logo acendeu um neurônio oriundo de uma das pregas do seu cu e ele se viu fotógrafo. Pode? Então, se prepare: eis a primeira foto dele:




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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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