segunda-feira, outubro 01, 2007

BRASIL-SIL-SIL-SIL-SIL!!!!!



FECAMEPA: POR QUE BRASIL, HEM?


O FECAMEPA - Festival de cagadas melando o país, o mais afuleirado genérico do legendário Febeapá -, passando a limpo tudo daqui, resolve, então, saber: por que Brasil, hem? Isso mesmo: por que Brasil?

Bem, pelo menos se propõe a esclarecer a origem, razão e significado do nome, ou não, sempre levado pelo estímulo da doctilóquia sentença chacrínica: vim para confundir e não para explicar.

De antemão, eita, parece que esta é mais uma lorota danada, daquelas só para provar que tudo aqui ou não se deve levar realmente a sério, ou como tudo que planta dá, sem ter mesmo razão de ser ou jeito, melhor deixar como estar, num é? É, mas vamos lá!

Para começar, melhor esclarecer a origem do nome Brasil.

Ih, depois que botei as ventas na direção de tão nobre empreitada, de uma coisa, precavido, eu me certifiquei: nossa, é uma confusão dos diabos. E olhe que quase que me arrependo desde o dia que nasci quando me deparei com todo nó-cego ajudado pela empáfia e esquisitice dos pesquisadores e pedantes de sempre.

Foi mesmo, é que esses caras se empolgaram tanto, mas tanto tanto que hoje a gente sabe que tem muita fuleragem e precisa checar direitinho, conferir no amiudado. Mas olhe só, nem esquente. Tudo isso se deu porque várias cordas de guaiamum puxaram cada uma das teorias para a sua banda, coisa bastante comum, né não? Inclusive e indubitavelmente é isso que caracteriza tudo daqui, num é mesmo? Apois, então.

De antemão, uma coisa eu confesso: o buruçu é tão de tão que não sei como tudo num se estraçalha de vez na puxada. A corda só agüenta porque o arrumadinho é tão levado no empinado do nariz e na empolgação que, no ajeitado da pinóia, tudo vira carnaval, maior mangação.

Pois bem, para se ter idéia, de primeira, uns assinalam ser o Brasil de origem celta, breasail, significando príncipe. Eita, será? Hum, sei não. Vamos nessa.

Outros acham que veio do sânscrito bradshita, palavra que não se deve repetir porque pode dar um nó na língua, xá pra lá.

Ou do grego brázein, que signfica ferver (hum... tá esquentando!).

Ou também do baixo latim brasile que significa pegando fogo, em brasa mesmo (eita, tá melhorando!).

Ou ainda do toscano verzino, representando pequenas lascas ou cavacos de pau-brasil, na expressão verzino di brasili e do vêneto berzi (hum.... sei não!).

Achando pouco, remexem dizendo que não é nada disso, pois que veio do genovês brazil ou brezill que significa coisa fragmentada (ah, agora vai!).

Para esculhambar tudo e muito mais, dizem que procede do germânico bras, que quer dizer carvão ardente (lascou, tição!).

Moendo mais ainda empestam tudo alegando ser oriundo do aríaco parasil, que significa terra grande (êta, mundo véio, arrevirado e de porteira escancarada, sô! Talqualzinho mermo, oxente!).

Para embananar mais, arrotam ser mesmo proveniente da expressão Hy-Brazail, uma ilha do Atlântico povoada pelos índios vermelhos, referida pelos antigos irlandeses (ah, agora sim!).

Mas estão pensando que findou a remoeta toda, é? Nada, para ainda mais aumentar o cu-de-boi todo, vem os que defendem ser o nome vindo do tupi ibira-ciri (que significa pau eriçado, ôpa! pau arrepiado, eita!), isso por causa da Caesalpina echinata, uma madeira vermelha mais popularmente conhecida como pau-brasil que, por sinal, também é cheia de espinhos e eriçada. E, também, porque a citada madeira servia para a fabricação de corantes de tinturaria, nada mais raiz carnavalesca, né?

Também insistem mesmo assim ainda ser do tupi-guarani, paraci, que significa mãe do mar, mãe da água. É mole? E não bastando mesmo, tudo sem considerar as lengalengas de Pindorama, Vera Cruz e Terra de Santa Cruz.

Ufa, enfim, o que existe na verdade é uma porrada de hipóteses que ninguém sabe mesmo de onde é que vem o raio de nome.

Para deixar tudo às claras, é importante frisar, portanto, que tudo no nome gira em torno de pau, ou de arrepiado ou de vermelho, fato que é considerável tendo em vista que quando o brasileiro não bota o pau nos outros, significa que eventualmente é enrabado.

De outra, o que fica de mesmo, para mim, é que vem de Hy Breazil, a lendária ilha do Atlântico, porque li não sei onde nem me pergunte, que Brasil sempre trouxe a idéia de paraíso terrestre por causa da crença de que todos viviam felizes na misteriosa e paradisíaca ilha. E é natural enfatizar isso porque os europeus já sabiam muito antes de Cabral & Cia., do topônimo Brasil. E também é pertinente porque os maiorais da nação sempre tiverem quizília com qualquer relação avermelhada na nossa vida, por isso os aborígines da ilha em referência serem escanteados daqui: são conhecidos como os vermelhos, fato que enfurecia, enraivece e agoniará de chapa a mania anti-comunista daqui (como se a nossa índole anarquista desse nisso um dia).

E para acabar com a confusão, eu digo duas coisas: a primeira, na maior, é que o bom dessa zorra toda é a misturada dando caldo grosso na sopa apetitosa daqui. E, a segunda, digo sem perder a piada na bucha: que é mais preferível admitir que o nome Brasil surgiu mesmo, digamos assim, como de costume, pela mesma circunstância que ele foi descoberto, colonizado, virou republica, eternizou a zona e é conduzido até hoje: por uma cagada da porra! É ou num é? Pronto, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá. E ponto final.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Croniqueta publicada na antologia Guardados e contextos, organizada por Clarisse Maia-Guedes. Rio de Janeiro: Guarajás, 2005. Veja mais Fecamepa!

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