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Episódios do Fecamepa aqui e aqui.
A bicharada da enrolação aqui.
O esporte é espórtula aqui.
Aprumando a conversa aqui.
A Fúria dos Inocentes aqui.
Kid Malvadeza aqui.
Veja mais:
Os índios caetés, Plauto, Montserrat Figueiras, Teatro Francês, Miklos Mihalovits, Acmeísmo, Paulo & Virgínia, Luis Mandoki, Jennifer Lopez, G Linsenmayer & Débora Novaes de Castro aqui.
Arthur Schopenhauer, José Cândido de Carvalho, Victor Brecheret, Johann Nikolaus Forkel & Bestiário Alagoano de Iremar Marinho aqui.
Big Shit Bôbras, Mike Featherstone, Machado de Assis, Bocage, Pablo Picasso, Milton Nascimento, Visconde Taunay, Alessandra Maestrini, Julia Broad & Maria Martha aqui.
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Morte di Cleopatra, do pintor do Barroco italiano, Giovanni Lanfranco (1582-1647). Veja
mais aqui e aqui.
Curtindo o álbum When Night Falls (Sony Records, 1999), da mezzo-soprano austríaca Angelika Kirchschlager.
PENSAMENTO DO DIA – Tudo
que digo deve ser entendido não como uma afirmação, mas como uma pergunta.
Pensamento do físico e Prêmio Nobel de 1932, Werner Heisenberg, laureado pela criação da mecânica quântica,
cujas aplicações levaram à descoberta, entre outras, das formas alotrópicas do
hidrogênio.
OBJETIVIDADE X
SUBJETIVIDADE – [...] Do ponto de vista do conhecimento, a fissura
entre objeto e sujeito não condena o pensador ao círculo vicioso da procura de
uma “objetividade” situada fora do sujeito, nem à prisão de uma subjetividade
alheia à realidade. Desemboca ao contrário na síntese que permite integrar,
superando-a, a clássica oposição entre “subjetividade” e “objetividade”.
Trecho extraído da obra O ser da compreensão
(Vozes, 1996), da psicóloga francesa Monique
Augras.
NEUROPSICOLOGIA E AS INTERFACES COM AS NEUROCIÊNCIAS – O
livro Neuropsicologia e as interfaces com
as neurociências, organizado por Eliane Correa Miotto, Mara Cristina Souza
de Lucia e Milberto Scaff, reúne diversos autores e estudiosos que abordam
questões como aspectos neuropsicológicos das afecções do sistema nervoso
central, as base fisiológicas do sistema límbico e lobos frontais, aplicações
da ressonância magnética funcional em neurociências, classificação das
demências, doença de Alzheimer, taupatias, afasia progressiva primária,
epilepsia, acidente vascular cerebral, distúrbios da fala e da linguagem,
tratamento das manifestações não motora da doença de Parkinson, avaliação e
intervenção neuropsicológica e psicológica em adultos, memória, neuropsicologia
no contexto hospitalar, terapia comportamental cognitiva e esclerose múltipla,
pseudo-epilepsia, reabilitação neuropsicológica, psicanálise, processamento
auditivo, avaliação e intervenção clinica em crianças, transtorno do déficit de
atenção, hiperatividade, avaliação do desenvolvimento da competência de
leituras em ouvintes e surdos de escolas especiais e comuns, dislexia, novo
paradigma de avaliação neuropsicológica na analise dos movimentos oculares e
avaliação dos transtornos invasivos do desenvolvimento, avaliação dos problemas
de aprendizagem, método ramain-thiers no tratamento do TDAH, bateria Nepsy na
avaliação da dislexia do desenvolvimento, entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIA:
MIOTTO, Eliane; LUCIA, Mara; SCAFF, Milberto
(Orgs.). Neuropsicologia e as interfaces com as neurociências. São Paulo: Casa
do Psicólogo, 2007. Veja mais aqui.
O INSTINTO DA LINGUAGEM – A obra O
instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem, de Steven Pinker aborda questões acerca do
instinto para adquirir arte, tagarelas, mentalês, funcionamento da linguagem,
palavras, os sons do silêncio, cabeças falantes, a Torre de Babel, o bebê nasce
falando, órgãos da linguagem e genes da gramática, o Big Bang, os craques da
língua, o design da mente, entre outros importantes temas. REFERÊNCIA: PINKER,
Steve. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem. São Paulo:
Martins Fontes, 2004. Veja mais aqui e aqui.
EUTERPE - Euterpe, em grego, é aquela que sabe
agradar, presidindo a música e a invenção da flauta. Ao seu lado estão papéis
de música, oboés e outros instrumentos. Veja mais aqui.
PSICODRAMA: CIÊNCIA E ARTE – No livro Moreno em ato: a construção do psicodrama a partir das práticas, de
Anna Maria Antonia Abreu Costa Knobel, aborda temas como percursos existenciais
e certo de constituição do eu, o teatro de improviso e drama da existência,
demonstração estética da liberdade, os conflitos da atriz, efeitos do método,
construção cênica do método psicodramático, a construção da sociometria, o jogo
dos afetos, testes de espontaneidade, situação e role-playing, análise dos
jogos espontâneos com foto na espontaneidade, nas situações e nos papéis, o
psicodrama clínico, o método psicodramático, processo de reorganização
psicodramática do paciente, o grupo, as questões do debatedor e as respostas de
Moreno, entre outros assuntos. REFERÊNCIA: KNOBEL, Anna Maria. Moreno em ato: a
construção do psicodrama a partir das práticas. São Paulo: Ágora,2004. Veja
mais aqui.
A MENINA – [...] Ela era bela, prendada e virgem, como se esperava numa época em que a
pílula anticoncepcional ainda não fora adicionada ao menu da burguesia. Ele também
fazia o que dele se esperava, ou seja, nada. Era um playboy rico e ignorante
que havia abandonado a universidade e vivia em bordeis e boates; um homem de
direita como o seu pai, e que no futuro viria a ser uma autoridade menor da
ditadura militar que assolaria o Brasil. [...] De Eduarda se esperava que seguisse os pais da mãe, e de Roberval, os
do pai. Tanto o pai dela quando o dele faziam gosto, pois o casamento dos
filhos lhes era conveniente. Amor? Dihamos que ela o atraía, pois era bonita e
bem feita de corpo. Mas o que um rapaz de 28 anos, com dinheiro no bolso,
acostumado com artistas argentinas e prostitutas polonesas, uma amante fixa –
moda da época – e garçonière, poderia achar de interessante numa virgem
inexperiente? Ela, por sua vez, já despachara vários pretendentes, mas como o
príncipe encantado com o qual sonhara não aparecia, deixou-se cortejar pelo
rapaz baiano. Se não era bonito – um nariz excepcionalmente grande e tão peludo
que só não tinha cabelos nas unhas – era másculo e divertido. Casaram-se com
pompa e circunstancia na Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso, e foram passar
a lua-de-mel em Punta del Este. Para Eduarda a primeira experiência sexual foi
dolorida, triste, e nada excitante. Para Roberval, acostumado à expertise das
profissionais, uma obrigação a ser cumprida. Dessa falta de amor, dessa egoística
manipulação a dois, resultaria Lisa, nove meses mais tarde. Menos de uma semana
depois, Eduarda encontrou o marido conversando com uma mulher num dos jardins
do hotel. Tratava-se da amante do playbloy, que seguira o casal e se hospedara
no mesmo hotel. Na mesma noite em que
Lisa foi concebida, com a desculpa de ir ao cassino, Roberval meteu-se na cama
da amante onde ficou quase até o amanhecer. Dividiria as próximas duas semanas
entre as duas camas. Eduarda só viria a saber disso mais de um ano depois
[...]. Apesar das objeções de ambas as
famílias, Eduarda tomou a única atitude corajosa e independente da sua vida:
desquitou-se do marido e foi morar com a filha num apartamento em Copacabana. Arranjou
um emprego de secretária e um auxílio mensal do pai, pois do ex-marido não
queria nada. Quase trinta anos mais tarde, Lisa, de lindos, tristes olhos
castanhos (como a mãe, casaria com um jovem que tinha uma amante à época do
casamento; como a mãe, teria uma filha; e como a mãe, se desquitaria em
seguida) diria a um namorado. – Não tenho inclinação nem jeito para ser feliz.
[...]. Como Eduarda não aparecera, uma
das freiras arranjou-lhe, à última hora, calcinhas brancas de uma menina um
pouco maior, de modo que o elástico não prendia bem em volta da cintura. Mas Lisa
estava muito feliz – sua mãe deveria estar escondida em algum lugar da plateria
– para se preocupar com isso. Quando, finalmente, dançava contente na ponta dos
pés com as outras libélulas, suas calcinhas caíram. Na pressa de levantá-las,
acabou tropeçando e se viu no chão. As outras meninas continuaram dançando. Segurando
as calcinhas com as mãos e tentando acompanhar as outros, provocou o riso da
plateia. Fosse menos triste, fosse mais amada, fosse a filha querida que
ansiava ser, não teria se importado com as gargalhadas. Afinal, nós adultos
sabemos, não riam dela, mas da cômica situação que dera alguma graça à
chatíssima apresentação. [...] Pararam
num restaurante para almoçar, onde Eduarda encontrou alguns amigos do Iate que
a convidaram para a mesa deles. – Lisinha, por que você não vai tomar um
sorvete enquanto a mamãe conversa com os amigos dela? Lisa foi, daquele seu
jeitinho sério e decidido. Sabia que só podia confiar nela. Fora traída pelo
pai e pela mãe ao mesmo tempo. Seu coraçãozinho se encheu de medo e o medo se
transformou em rancor. Sim, agora ela estava preparada para o mundo. Preparada para
duvidar. Preparada para fazer sofrer a quem quer que ousasse amá-la.
Trechos extraídos da obra Melhores contos (Global, 2007), do jornalista e
escritor Fausto Wolff (1940-2008). Veja mais aqui.
NÃO ME LAMENTEIS – Não,
não me lamenteis porque a luz deste dia / já próximo do fim não anda mais no
céu. / Nem porque a beleza ao passar me fugia / pelos campos, no bosque
enquanto o ano correu. / Não, não me lamenteis porque é imigrante a lua /
porque vão-se as marés no oceano sem fim, / porque o humano desejo após chegar
recua, / porque não mais olhais com o mesmo amor para mim. / Sempre soube
senhora o amor – não me admira / é florada que a brisa arrasa num momento / não
mais que o vagalhão que sobrer a praia atira / destroços do naufrágio apanhados
do vento. / Não, não me lamenteis porque só tarde sabe / o nosso coração do que
na mente cabe. Poema da poeta lírica e dramaturda estadunidense Edna St. Vincent Millay (1892-1950).
Veja mais:
Os índios caetés, Plauto, Montserrat Figueiras, Teatro Francês, Miklos Mihalovits, Acmeísmo, Paulo & Virgínia, Luis Mandoki, Jennifer Lopez, G Linsenmayer & Débora Novaes de Castro aqui.
Arthur Schopenhauer, José Cândido de Carvalho, Victor Brecheret, Johann Nikolaus Forkel & Bestiário Alagoano de Iremar Marinho aqui.
Big Shit Bôbras, Mike Featherstone, Machado de Assis, Bocage, Pablo Picasso, Milton Nascimento, Visconde Taunay, Alessandra Maestrini, Julia Broad & Maria Martha aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
CANTARAU
TATARITARITATÁ
Recital
Musical Tataritaritatá - Fanpage.