
Abriu, então, ele uma caixa preta, escondida no turbante, e soltou duzentos demônios no ar. Que alvoroço! Um coral funéreo entoava uma fatalidade. Tudo muito sombrio e horripilante. Será que a minha morte se aproximava? Será que eu apagaria a vela da vida e não mais retornaria para a desigualdade dos sobreviventes? Estava mesmo entregue por inteiro, levado pela maré que sempre relutei.
Era tudo muito confuso na minha cabeça. Noite e dia se confundiam sem avisar e eu me perdia da razão. As nuvens escureceram o céu e busquei insistentemente a luz do sol. Relâmpagos, coriscos, trovões. Busquei esconder-me, acaso um raio me atingisse, quem sabe? Lancei um olhar de indagação. Era tudo muito sinistro ali. Tremi.
Fricção nos dedos dele: o sol iluminava num céu azulado lindo de se ver. Vôte! Quem era ele? Puxou-me pela mão, apressado. E levou-me até um arco-íris. Lá, abriu as portas do céu e não havia nem deus, nem anjos, nem arcanjos, nem espírito-santo. No extremo, à direita, havia um pote de ouro. Ao tocá-lo: Abre-te, Sésamo! Viu-se canopos e, no interior deles, vísceras de múmias. Deu-me um asco. Repulsei. Fui levado em direção a uma porta amarela: camas separadas, amantes desencontrados, homens desesperados, corneados, mulheres adúlteras, sacaneadas, chorosas. Era a porta dos infiéis lamentando seus infortúnios. Depois dela, uma alaranjada e constatavam-se casais felizes, cantarolando, empunhando troféus da vida. Bodas de algodão, de cristal, de porcelana, de esmeralda, de ouro e, até, uma de diamante. Desconfiei, será a felicidade verdadeira? Algo estranho, mesmo. Uma outra porta azul mostrava os felizes acariciando seus filhos, suas esposas, suas noras, seus genros, uma placidez de paraíso. Ao lado, a verde, guardava a gente de olhos grandes com mãos espalmadas como na expectativa de um milagre a qualquer momento. Pedintes. Era a porta dos que esperam. Futuro algum visível. Fiquei com os olhos rasos d’água... uma vermelha continha gladiadores, navegantes, homens de coragem expressiva. Musculosos, exercitavam os membros incessantemente. Palavra alguma ouvira deles, apenas sussurros guturais e o massacre de fracos aos seus caprichos. Logo após, uma violeta onde se encontravam os humildes e os tímidos. Era: um olhar no chão, gestos contidos, silêncio absoluto. Soturnidade ímpar. Meu Deus! Pensei, cheguei na última lona: clamar por deus com a profanação de um bestial heterodoxo! Ateu dissimulado. O que se dera comigo? Ultrapassando todas as portas, para meu espanto eu próprio era Sherazade, uma herbolária. Como podia? Intrigou-me um escapulário trazendo a estampa de um lacrau, o artrópode venenoso. Que seria de mim? Onde estava? Estávamos no estreito de Bering, contemplando, agora, eucaliptos, o manjar das saúvas. Inquiri do meu avatar a razão pela metamorfose que ocorrera no meu gênero, fitou-me pelo canto do olho. Ao tentar balbuciar as razões pela qual me encontrava naquele estado, eis que aparecera Eurípedes. Tremi. Ele esbravejava, destilando seu ódio misógino. Deu-me um pânico! Logo Eurípedes! E agora? Na minha sofreguidão, o desafeto sumira talqualmente aparecera. Procurei meu anfitrião pelos quatro cantos e nem sinal dele. Causou-me pavor também sua ausência. Sozinho e sem ter para onde ir, desejava encontrar um buraco e ali me socar, inútil. Atarantado, colhi umas sementes de gergelim e ao levá-las à boca fui assaltado por uma figa oferecida pelo haríolo que reaparecera do nada. Onde andara? Que fizera para sumir e, do inopinado, reaparecer. Desconfiei estar invisível quando queria. "Merece ser redimido quem sempre se esforçou por aperfeiçoar-se!" – disse-me com as feições de Fausto. Assustado, deduzi: todo dia sai um besta e um sabido de casa. Um deles vai chorar. Em relação aos alesados, disse-me que nem Espártaco: "Se sois besta de carga, portai-vos como míseros cevados que aguardam a faca do matador; se, porém, sois homens, segui-me!" Que será de mim naquele estado? A astúcia? A formiga é considerada superior em esperteza. E trabalha. Só trabalha porque não sabe cantar, diz então o grande maluco beleza. Será? Deve só a lei de Gerson vigorar: a vantagem em tudo? Ouvia-me com escárnio. Duvidei. Até de Descartes. Foi aí que ele me mostrou os deva de Zoroastro. E a diferença entre a cicuta e o agrião. E lá estava Molière de cara fechada, os outros se acabando de rir. E o meu mestre tocou-me a mão e lá vinha um bando de capivaras. Segurou-me o braço com força, não permitindo que corresse dali. As capivaras vieram e se foram. Tudo se esvaía assim. E eu sentia as dores do parto, eu que era ainda virgem, mal moçara para a vida, nem debutante e o sangue escorria pelas pernas, quem me ferira? Das minhas entranhas o sangreiro emergia e eu sequer sabia o que fazer, achando pouco tanto infortúnio. Foi aí que no meu sofrimento, rasgando minha integridade, revelando delírios, que vi Sherazade, vinha ao longe para a minha alegria, mais bela que nunca. E eu desinfeliz de sê-la não podia mais amá-la. Ia contra a minha natureza. Tinha de ser. Já me acostumando com a idéia de assim mesmo querer Sherazade a qualquer custo, quando apalpei, assustado, o meu sexo, qual não fora a minha surpresa e felicidade. Já eu mesmo. Uma felicidade inteira recheara minha aura. Sentia agora que Sherazade estivera o tempo todo dentro de mim, comigo ali, a ponto de sermos um só em nossa paixão. Definitivamente estava amando Sherazade, cauterizado pelo fogo do nosso amor. E eu ansiava, ela vinha, de longe, sorrateiramente, num raio de sol, tocando um alaúde para embalar nosso idílio, numa canção transcendente, paparicando o meu coração. Ah! Não poupava gentilezas, mesuras, cortesias. Via-lhe pelo vestido transparente as formas generosas de seu corpo, os seios saborosos, o ventre apetitoso e desnudo a cada passo, pela abertura rasgada do vestido entre as pernas. Ardi de desejo. Cobicei sua alma. Não permitiria que fugisse de novo. O companheiro, ao lado, reaparecera e não se me mostrava hiante. Ao ver-lhe, o meu estômago deu sinal que ansiava por alimento e meu corpo por sexo. Meus olhos comiam Sherazade que se aproximava. E o sujeito merepeiro, manemolento, mal-ajambrado, ali ao meu lado. Atrapalhando, claro. Face hirsuta, intrigante, nem manifestava qualquer suspeita emotiva, tudo muito frio, previsível. Enquanto ela vinha faceira, serena, sedutora, ele me reprovava a aproximação. Nem muxiba no moquém? O alaúde me encantava. E o olhar dele era cada vez mais penetrante. Cadê seus muafos? Nenhumamente. E os meneios das ancas da musa excitavam meu sexo. Um incenso invadia minhas narinas, oriundo das magias dele e dela. Um pelo mistério; a outra, pela sedução. Sherazade que mais vinha, magia maior me entorpecendo, sorria maliciosamente com seus lábios carnudos e entreabertos, causando-me êxtase prévio. Eu delirava encantado com o excesso de prazer proporcionado por aquele momento primeiro de uma alegria nunca antes saboreada. Eu me sentia leve ao saber que dali eu me aproveitaria de ficar, finalmente, com a mulher que completaria meus sentidos, acalmaria meus nervos, realizaria a plenitude da minha vida sedenta. Sonhava de olhos abertos, sonhava... Um atrito qualquer de dedos estalando, causara uma mudança no panorama. Ôxe! O que estava comigo fora para o Paraguai. Cadê-lo? Escafedeu-se mesmo. Oxente! De repente tudo desaparecera. Nem faquir, nem mulher. Zombavam, então. Seria? Procurei, corri mundo. Fui com a velocidade da luz. Andara já quantos alqueires de busca? Infinitos. Assim, sem astrolábio algum. A esmo, mesmo. Sem sextante. De Ícaro aos foguetes espaciais. Com o bacurau. A ampulheta que medira o tempo findara. Uma outra aflição me dominara. Que seria de mim se um detetor de mentiras me coibisse o sonho? Seria de mim na religião nacional dos persas? Seria de mim se um julgamento sério unisse juiz e promotor e um borbotão de testemunhas para vingar minhas inverdades, verossimilhanças, veleidades? Seria? E em pura checagem me visse réu confesso da mentira, da enrolação, da trapaça inocente? Perdoariam-me pelo assédio patológico do barão de Munchausen em minhas maravilhosas visagens? E se estivesse louco, nada aconteceria. Eu, também, não contei nem a metade do que vi, Marco Polo. Trinta moedas de centavos apenas e a minha vida não valeria mais nada. Só falso testemunho, blasfêmias, a inclemência do tempo, as dissenções e os vizinhos hostis. De repente! Uma luz imensa incidira nos meus olhos. Claridade forte. Imagens disformes. Vozes aladas. Levantei-me, assustado. Recebera alta médica. Para casa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.
A arte da artista plástica Laura Lima.
Curtindo a música do multi-instrumentista,
músico e pesquisador Márcio Petracco.
PENSAMENTO DO DIA – [...] O
processo científico é uma longa cadeia de interrogações, o número de perguntas
sem respostas que nos fazemos é infinito. [...]. Pensamento do biólogo,
fisiologista e Prêmio Nobel de Medicina de 1995, George Palade, que
descobriu as estruturas da célula denominadas de ribossomos, nos quais são
fabricadas as proteínas.
A DOENÇA – [...] A
doença é um desequilíbrio que ocorre quando não há uma circulação adequada de
chi, um importante conceito da filosofia natural chinesa. O termo significa,
literalmente, gás ou éter, e era usado na China antiga para descrever o sopro
vital, ou energia, que anima o cosmos. O fluxo e a flutuação de chi mantêm as
pessoas vivas, e existem percursos definidos para o chi, os famosos meridianos,
ao longo dos quais ficam os pontos de acupuntura [...]. Os clássicos afirmam que as doenças se
tornam manifestas quando o corpo sai do equilíbrio e o chi deixa de circular
naturalmente. [...] O organismo
humano é sempre visto como parte da natureza e como constantemente sujeito às
influencias das forças naturais. Nos clássicos, as mudanças sazonais recebem
atenção especial e suas influências sobre o corpo são descritas detalhadamente.
Tanto os médicos como os leigos são demasiado sensíveis às mudanças climáticas,
e empregam essa sensibilidade como uma espécie de medicina preventiva.
[...] é de nossa responsabilidade pessoal
buscar a saúde cuidando do nosso corpo, respeitando as normas sociais e vivendo
de acordo com as leis do universo. A doença é vista como um sinal de falta de
cuidado da parte do indivíduo. [...]. Trechos
extraídos de East Asian medicine in urban Japan (University California Press,
1980), da médica
antropóloga canadense, Margaret Lock. Veja mais aqui.
DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO
E EDUCAÇÃO – A obra Desenvolvimento psicológico e educação,
de César Coll, Alvaro Marchesi, Jesus Palacios e colaboradores, traduzido por
Fátima Murad e supervisão de Claudio Roberto Baptista, reúne três volumes que
vão desde a psicologia evolutiva, a educação escolar e os transtornos do
desenvolvimento e necessidades educativas especiais. O primeiro volume é dedicado
à Psicologia Evolutiva, abordando temas como conceitos, enfoques, controvérsias
e métodos desse modelo psicológico, o crescimento físico e desenvolvimento
psicomotor e cognitivo na primeira infância, o inicio da comunicação, da
representação e da linguagem, o desenvolvimento socioafetivo e da personalidade
da criança, conhecimento social e desenvolvimento de normas e valores, a
conduta social, os processos cognitivos básicos e desenvolvimento intelectual,
adolescência, o pensamento formal e mudança conceitual, personalidade e
desenvolvimento social, a idade adulta e a velhice. O segundo volume é dedicado
à psicologia da educação escolar, tratando sobre concepções e tendências atuais
em psicologia da educação, os processos educacionais a partir de uma
perspectiva psicológica, aprendizagem e desenvolvimento, a concepção
genético-cognitiva da aprendizagem, aprendizagem significativa e a teoria da
assimilação, representação e processos cognitivos, esquemas e modelos mentais,
a teoria sociocultural do desenvolvimento e da aprendizagem, construtivismo e
concepção do ensino e da aprendizagem, fatores e processos psicológicos
envolvidos na aprendizagem escolar, inteligência e capacidade de aprendizagem,
o uso estratégico do conhecimento, orientação motivacional e estratégias
motivadoras de aprendizagem escolar, afetos, emoções, atribuições e
expectativas, diferenças individuais e atenção à diversidade, a dinâmica dos
processos de ensino e de aprendizagem, a sala aula, ensinar e aprender,
linguagem, atividade e discurso, interação educacional, interação entre alunos,
interatividade, mecanismos de influencia educacional e construção do
conhecimento, a psicologia do ensino e a aprendizagem dos conteúdos escolares,
alfabetização, matemática, geografia, história, ciências sociais, ciências
físico-naturais, avaliação da aprendizagem escolar, as instituições escolares
como fonte de influencia educacional, ambiente familiar e as novas tecnologias
da informação e da comunicação. O terceiro volume é dedicado aos transtornos de
desenvolvimento e necessidades educativas especiais, tratando sobre as escolas
inclusivas, a linguagem da deficiência, as praticas das escolas inclusivas,
problemas de aprendizagem, atrasos maturativos e dificuldades na aprendizagem,
os problemas de linguagem na escola, a linguagem escrita, problemas afetivos e
de conduta, motivação, transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas
especiais, crianças cegas ou deficientes visuais, crianças surdas, os alunos
com deficiência mental, paralisia cerebral e outras alterações motoras, o
autismo e os transtornos globais do desenvolvimento, o aluno com necessidade de
apoio generalizado, avaliação e assessoramento, a avaliação psicopedagógica, a
atenção à diversidade e as adaptações do currículo, ensinar e pensar por meio
do currículo, as famílias de crianças com necessidades educativas especiais. REFERÊNCIA:
COLL, César; MARCHESI, Alvaro; PALACIOS, Jesus. Desenvolvimento psicológico e
educação. Porto Alegre: Artmed, 2004. Veja mais aqui.
ERATO – A musa Erato preside a poesia lírica. Ela
é alegre e folgaz, coroada de mirto e de rosas. A mão direita segura uma lira e
a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno amor e, às vezes, pássaros
beijam0se aos seus pés. Veja mais aqui.
A POÉTICA DO
DESMASCARAMENTO – A obra
A poética do desmascaramento: os caminhos
da cura, de Mario J. Buchbinder, trata de temas como poética e realidade na
neurose, as máscaras, psicodrama, psicoterapia em grupo, Tchekhov, presença
corporal, o espelho, a odisseia do corpo, visualização, queda, mapa fantamático
corporal, quebra-cabeças do corpo e dos órgãos internos, corpo e psicanálise,
recordar, os cenários das máscaras no psicodrama individual, o tecer de
Penélope, psicanálise e semiótica, psicoterapia de artifícios, o drama da
psique, máscara e jogo, jogo e psicodrama, o jogo como poética do grupal,
formação e identidade, teatro de máscaras, estampas, cerimônia e estampa,
família e máscaras, adolescência, criatividade e máscaras em grupos de
adolescentes, as máscaras da cultura, jornada sobre o corporal e o
psicodramático, entre outros assuntos. REFERÊNCIA: BUCHBINDER, Mario. A poética
do desmascaramento: os caminhos da cura. São Paulo; Ágora, 1996.
METAFÍSICA – Quando
Einstein morreu, foi para o céu, o que o surpreendeu bastante. Assim que
chegou, Deus mandou chama-lo. – Einstein! – exclamou Deus quando o avistou. –
Todo-Poderoso – exclamou Einstein, já que estavam usando sobrenome. E continuou:
- Você está muito bem para uma projeção antropomórfica da compulsão monoteísta
judaico-cristã. – Obrigado. Você também está ótimo. – Para um morto, você quer
dizer. – Eu tinha muita curiosidade em conhecer você – disse Deus. – Não me diga.
– Juro por Mim. Há anos que Eu espero esta chance. – Puxa... – Não é confete,
não. É que tem uma coisa que eu queria lhe perguntar... – Pois pergunte. – Tudo
o que você descobriu foi por estudo e observação, certo? – Bem... – Quer dizer,
foi preciso que Eu criasse um Copérnico, depois um Newton etc., para que
houvesse um Einstein. Tudo numa progressão natural. – Claro. – E você chegou às
suas conclusões estudando o que outros tinham descoberto e fazendo suas próprias
observações de fenômenos naturais. Desvendando meus enigmas. - - Aliás,
parabéns, hein? Não foi fácil. Tive que suar o cardigã. – Obrigado. Mas a
teoria geral da relatividade... – Sim? – Você tirou do nada. – Bem, eu... – Não
me venha com modéstia – interrompeu Deus. – Você já está no céu, não precisa
mais fingir. Você não chegou à teoria geral da relatividade por observação e
dedução. Você a bolou. Foi uma sacada, é ou não é? – É. – Maldição! – gritou Deus.
– O que é isso? – Não se escapa da metafísica! Sempre se chega a um ponto em
que não há outra explicação. Eu não aguento isso! – Mas escuta... – Eu não
aguento a metafísica! Einstein tentou acalmar Deus. – A minha teoria ainda não
está totalmente provada. – Mas ela está certa. Eu sei. Fui eu que criei tudo
isso. – Pois então? Vbocê fez muito mais do que eu. – Não tente me consolar,
Einstein. – Você também criou do nada. – Eu sei. Você não entendeu: Eu sou
Deus. Eu sou minha própria explicação. Mas você não tem desculpa. Com você foi
a metafísica mesmo. – Desculpe. Eu... – Tudo bem. Pode ir. – Tem certeza de que
não quer que eu... – Não. Pode ir. Eu me recupero. Vai, vai. Quando Einstein
saiu, viu que Deus se dirigia para o armário das bebidas. Extraído da obra O melhor das comédias
da vida privada (Objetiva, 2004), do escritor, cartunista, tradutor,
roteirista e autor teatral Luis Fernando Veríssimo. Veja mais aqui.
CANÇÃO – Não
posso falar de amor, / querido, / não posso falar de amor. / Se de uma coisa
não posso / falar essa coisa é amor. / Mas isso não quer dizer / que eu não
esteja amando. / Águas profundas são calmas / e é meu amor tão profundo, /
querido, / que te amo até no meu sono. / Mas / não posso falar de amor, /
querido, / não posso falar de amor. / Se de uma coisa não posso / falar essa
coisa é amor. Poema da poeta estadunidense Esther Matews.
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