terça-feira, outubro 14, 2014

HAN KANG, SYLVIA RIESTRA, CALKINS, MURILO MENDES, ARTE INDÍGENA & LITERÓTICA





O CORPO DELA É O POMAR DE AMOR – Seu corpo é o pomar de todas as delícias. É onde me esbaldo de não mais querer sair, desistindo do mundo e de tudo. Cubro todo seu terreiro, feito menino matreiro fugindo pelo quintal. Demais de legal, me atrepo por todos os galhos do seu desejo, busco seu talho, seu beijo, feito peralta carente. É no seu corpo que me faço que nem gente: vivo, sonho e realizo. E sem aviso aperto seu jeito como se espremesse carinhosamente a fruta no pé. Ah, que bom que é, chega sinto o sumo descer embaixo, eita, acendeu o facho, como é bom demais! Muito demais. Ah, é um bom caju, melhor embu. Dulcíssima graviola, suco de carambola, acerola na mão. Do seu bago sou chupão. E na sua pele de cajá, sabor de maracujá. Ah, me dá seu ingá que eu lhe dou meu araçá! Quero comer a sua goiaba e toda mangaba. Chupar sua manga, ah, lamber seus peitinhos com sabor de pitanga, nada melhor, seja o que o for. Prazer de abacaxi, feito um sapoti! E faz a banana ser sua cana-caiana, ave, deus, avali. Água na boca, uma vida muito louca, foi tudo que eu pedi. ©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aquiaqui

 


DITOS & DESDITOS - Alguém está tão constantemente consciente de si mesmo que se pode esquecê-lo quando relata uma experiência sensacional... Pensamento da psicóloga e filósofa estadunidense Mary Whiton Calkins (1863-1930), pioneira em oportunidades educacionais e de carreira iguais para mulheres, que em seu estudo Estatísticas dos sonhos (1893), expressa que: [...] O fenômeno do sonho raramente foi discutido ou investigado de maneira completa e experimental; da descrição, da teoria, da discussão, da analogia poética e da ilustração não houve fim; de observação precisa quase nada. [...] são em grande parte compilações de sonhos registrados de outras pessoas. [...]. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: A poesia não pode nem deve ser um luxo para alguns iniciados: é o pão cotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito... Pensamento do poeta e prosador do Surrealismo brasileiro, Murilo Mendes (1901-1975). Veja mais aqui.

 


ARTE INDÍGENADada a gravidade da ameaça que pesa sobre a população indígena e a ecologia da Amazônia, nenhuma instituição comprometida com o futuro do país pode eximir-se de tomar partido. A omissão significa complacência e cumplicidade... Eu não posso ser judia, porque não tenho religião... Não tenho família, nem marido, nem filhos. Sou sozinha. Só tenho mesmo meu trabalho com os índios. Devo a eles o que sou.... Pensamento da antropóloga, etnóloga e museóloga moldava Berta Gleizer Ribeiro (1924-1997), autora de obras como: Arte Plumária dos Índios Kaapor (Seikel, 1957), Diário do Xingu (Paz e Terra, 1979), O Índio na História do Brasil (Global, 1983), A Arte do Trançado dos Índios do Brasil: Um Estudo Taxonômico (MPEG, 1985), O Índio na Cultura Brasileira (Unibrade/UNESCO, 1987), Dicionário do Artesanato Indígena (ltatiaia/EDUSP, 1988), Arte Indígena, Linguagem Visual (Itatiaia/EDUSP, 1989), Amazônia Urgente: Cinco Séculos de História e Ecologia (Itatiaia, 1990) e Os Índios das Águas Pretas: Modo de Produção e Equipamento Produtivo (Companhia das Letras/EDUSP, 1996). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

A VEGETARIANA - [...] A sensação de que ela nunca tinha vivido realmente neste mundo a pegou de surpresa. Foi um fato. Ela nunca viveu. Mesmo quando criança, até onde ela conseguia se lembrar, ela não tinha feito nada além de suportar. Ela acreditava em sua própria bondade inerente, em sua humanidade, e vivia de acordo, nunca causando mal a ninguém. Sua devoção em fazer as coisas da maneira certa era inabalável, todos os seus sucessos dependiam disso, e ela teria continuado assim indefinidamente. Ela não entendia por que, mas diante daqueles prédios decadentes e da grama espalhada, ela não passava de uma criança que nunca viveu. [...] A vida é uma coisa tão estranha, ela pensa, depois de parar de rir. Mesmo depois de certas coisas lhes terem acontecido, por mais terrível que seja a experiência, as pessoas continuam a comer e a beber, a ir à casa de banho e a lavar-se - em outras palavras, a viver. E às vezes eles até riem alto. E provavelmente eles também têm esses mesmos pensamentos, e quando o fazem, isso deve fazê-los recordar com tristeza toda a tristeza que conseguiram esquecer brevemente. [...] Quero engolir você, fazer você derreter em mim e fluir em minhas veias. [...]. Trechos extraídos da obra The Vegetarian (Devir, 2013), da escritora sul-coreana Han Kang.

 

MULHERES - há tantos obstáculos \ para chegar àquele lugarzinho solitário \ mulheres de pele escura \ Eles cuidam de uma fonte que nasce ali \ ou o que surge dele \ ou seus arredores \ ou seu próprio cuidado \ e não se sabe se é pedra fogo água \ ou apenas ar \ mas mulheres \ eles cuidam, eles acendem, eles seguram. Poema da escritora e professora uruguaia Sylvia Riestra, autora das obras La casa emplumada (Premio de la cadena, 1989), Entre dos mares (Caracol al galope, 2002), Palabras de rapina (Caracol al galope, 2002), Sincronías y celebraciones (Artefato, 2006) e Tramas de la mirada (Ático, 2008).

 

PROGRAMA TATARITARITATÁ – O programa Tataritaritatá que vai ao ar todas terças, a partir das 21 (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação desta terça aquiLogo mais, a partir das 21hs, acontecerá mais uma edição do programa Tataritaritatá, com apresentação de Meimei Corrêa e com as seguintes atrações na programação: Radamés Gnattali, Airto Moreira, Arthur Moreira Lima & Joel Nascimento, Dory Caymmi, Emerson & Lake & Palmer, Dominguinhos, Ricardo Machado, Jan Cláudio & Eduardo Proffa, Cambada Mineira, Imago Mortis, Meimei Corrêa, Wilson Miranda, Tatiana Cobbett & Marcoliva, Byafra, Wilson Monteiro, Naldo Miranda & Eduarda Cristina Flores, Ju Mota & muito mais! Veja mais aqui

SERVIÇO:
O que? Programa Tataritaritatá
Quando? Hoje, terça, 14 de outubro, a partir das 21hs
Onde? No MCLAM
Apresentação: Meimei Corrêa


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