sexta-feira, agosto 21, 2009

LAGERKVIST, IBSEN, RENARD, GUSTAV SUITS, HELENA IGNEZ, MARGARET FULLER, FRANZ KLINE, JOAN COLLINS, IDEALISMO & EDUCAÇÃO

A arte do pintor estadunidense Franz Kline (1910-1962).

QUEM SE VÊ E O QUE É VISTO – UMA: DE NARCISO A CALIBÃ – Sei quem sou, nem sempre. Às vezes até me desconheço. Dei um mergulho dentro de mim, máscaras e chapéus removidos, o que sobrou de mim, quase nada. Havia muitos outros que eu mesmo. Precisava verdadeiramente me conhecer e ser quem realmente sou. Foi possível quando Pär Lagerkvist brandamente insinuou: Os homens gostam de se ver refletidos em espelhos pouco transparentes. Quis ir fundo, me virei pelo avesso e me descobri inútil. É assim que sou e precisei me aceitar para que pudesse ser feliz comigo mesmo. DUAS: QUEM É OU NÃO É - O meu maior conflito era o de querer agradar todo mundo e isso me levava a desagradar de mim. Muita coisa feita contra a vontade, só para agradar os outros. Outras mais me levaram a sucumbir só para que os outros me vissem melhor do que realmente sou. O pior era não saber dizer não. Ainda tenho dificuldades com relação a isso. Mas já consigo, pelo menos, sair ou escapar das insistências as quais não quero ir ou fazer. Ainda preciso ainda melhor me acomodar a mim mesmo. E a lindíssima Helena Ignez carinhosamente me mostrou o caminho das pedras: Hoje eu sou uma pessoa mais amorosa, por isso eu não pegaria em armas. Estou aprendendo a administrar o que aparece para fazer apenas o quero e gosto. Preço alto a pagar, com certeza. TRÊS: DA SEGURANÇA ENTRE INCERTEZAS – Sabia de antemão o caríssimo preço que teria que pagar pela minha independência. Confesso: não pensei que seria altíssimo. Entre erros e acertos, perdi todas. Se havia algo a fazer, era confiar em mim mesmo e seguir adiante de cabeça erguida. Guardei o que Henrik Ibsen falou: Se duvidas de ti mesmo estás vencido de antemão. Finge ignorar os teus inimigos; não caias na vulgaridade de defender-te. Depus todas as armas e amarras, desfiz arestas e escusas, passos firmes, pisadas suaves e ergui a fronte sabendo que cada piso e pessoa eram para lá de falsos. Era comigo mesmo que eu tinha que me resolver e assim levar tudo em bom termo. A vida não é tão fácil quanto se diz, são muitos caminhos com tantas pedras, cada qual com seu grau de dificuldade. É só seguir confiante em si, mais nada. Fiz e voo. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.


DITOS & DESDITOS - A pessoa prudente aproveita a sua experiência. A sábia aproveita a experiência dos outros. Pensamento da atriz e escritora britânica Joan Collins, que atua como colunista e que confessou ter sido violentada na adolescência pelo ator que seria, posteriormente, seu primeiro marido, Maxwell Reed.

ALGUÉM FALOU: Hoje um leitor, amanhã um líder. Se você tem conhecimento, deixe os outros acenderem suas velas nele. Pensamento da jornalista e feminista estadunidense Margaret Fuller (1810-1850), defensora dos direitos da mulher e associada ao movimento transcendentalista, autora do livro Woman in the Nineteenth Century (The Dial, 1843), então com o título de O grande processo: homem versus homem, mulher versus mulher, republicado em 1845 com o título definitivo.

A PRUDÊNCIA, A LIBERDADE, A IRONIA & O AMOR - A prudência não passa de uma qualidade: não devemos transformá-la em virtude. A liberdade tem limites que a justiça lhes impõe. A ironia é sobretudo uma brincadeira do espírito. O humor seria antes uma brincadeira do coração, uma brincadeira de sensibilidade. O amor mata a inteligência. O cérebro faz de ampulheta com o coração. Um só se enche para esvaziar o outro. Pensamento do escritor francês Jules Renard (1864-1910).

INSPIRAÇÃO - Isto é tão estranho. / Este não é o começo certo. / Ou é? / O fato. / Tudo é um milagre. / Tempo e algo dentro. / Vida. / A criança cresce dia após dia, hora a hora. / Depois de você, longe de você e de volta para você novamente. / Seu próprio milagre. / Às vezes o tempo está parado, ele parece estar carregando você. / Há rachaduras dentro e escoa entre eles. / Bom, ruim, às vezes bastante aleatório. / Você não entende. / Você é grato. / Seu próprio milagre. / O dia é comum, até irritante. / Não há vontade, mas deve. / Um não conseguiu, o outro provavelmente está bebendo novamente. / Você ainda pode insultar, mas novamente o dia / não tira toda a esperança. / E há alguma leveza. / Seu próprio milagre. / De fato, esta vida não é tão curta. / Algumas vezes você pode sentir / que o céu está alto e distante, / mas de alguma forma se dá bem com você. / Essa claridade e luz especiais que impressionam / realmente limpar tudo. / E se você for assim que voltar, / se o tempo dado a você tiver sido somado / e encontrado no final, / se o fogo se apagar. / Então nada resta. / Isto é tão estranho. Poema do poeta estoniano Gustav Suits (1883-1956).


O IDEALISMO - O Idealismo se constitui como uma corrente filosófica que teve sua origem no pensamento platônico, faz parte da revolução filosófica de Descartes e incluído no Idealismo alemão de Kant e Hegel. Esta doutrina traz por postulado básico o entendimento de que o eu é objeto para o próprio sujeito, fundando-se na racionalidade e considerando que o real são idéias ou representações e que o conhecimento da realidade se reduz ao exame dos dados e das operações de nossa consciência ou do intelecto como atividade produtora de idéias que dão sentido ao real e o fazem existir para nós. Desta forma, pretende o presente estudo abordar as questões atinentes aos conceitos e definições do Idealismo, localizando em sua especificidade, a questão da educação, pormenorizando os pensamentos e idéias expressas por seus cultores. O Idealismo é uma doutrina que, conforme Russel (2005), é defendida com base em vários fundamentos distintos. A doutrina é tão amplamente sustentada, e tão interessante em si mesma, que mesmo a mais breve exposição filosófica deve oferecer uma idéia a seu respeito. Entende, pois, o autor mencionado, que as bases sobre as quais o idealismo é defendido são geralmente bases derivadas da teoria do conhecimento, ou seja, de uma discussão das condições que as coisas devem satisfazer a fim de que possamos ser capazes de conhecê-las. O idealismo estabelece a separação entre o sujeito e o objeto considerando o psíquico como sendo a manifestação da esfera interior do homem. Em Platão, sob a ótica ontológica, a realidade verdadeira está no mundo das formas inteligíveis, nas idéias que são acessíveis à razão, reduzindo o real ao ideal e submetendo o ser em idéia. Em Descartes, o idealismo metódico fica evidenciado pela racionalização que coloca a dúvida em primeiro plano e antes de tudo, sobre o conhecimento estabelecido, partindo da dedução do pensar. O idealismo dogmático e imaterialista de Berkeley, defende que os sentidos estão inerentes ao ser humano e que diante dos argumentos o sujeito ouve, sente e experimenta, tomando conhecimento da realidade, formando-se a idéia. Para ele tudo que se conhece é idéia. Em Kant, sob a ótica gnosiológica e transcendental, tratado como fenomênico, no qual o objeto é algo que só existe em uma relação de conhecimento, fazendo distinção do conhecimento e do objetivo, submetendo-os a modos específicos e humanos de conhecer. A primeira tentativa de Kant, Hobbes e Descartes, é a recuperação da razão universal, originária do próprio sujeito através do pensamento na ação humana constituir assim uma Ética Universal. Através de uma nova civilização a Ética filosófica aceita por Kant e por Hegel, foi naturalmente submetida a um processo de fragmentação, pelas formas de racionalidade da ética atual, havendo assim a necessidade de uma Ética Universal ou de novos princípios Éticos. O idealismo absoluto de Hegel é fiel ao historicismo romântico, considerando o vir-a-ser dialético, o desenvolvimento, como realidade num processo emanentista, quer dizer, circular. O idealismo hegeliano defendia que não é o sujeito que gira em torno do objeto, mas, ao contrário, o objeto que gira em torno do sujeito, pois, conhecer para ele, não é refletir, ou reproduzir, pelo pensamento, uma realidade exterior, independente do sujeito. Com Hegel chega o fim das grandes concepções éticas, que se iniciara com Platão. O mister filosófico é de que o agir humano, só é racional e livre dentro de um pensamento da realidade, que permita o sujeito da ação, transcender as normas e nelas descobrir seus fins. Para Hegel, toda educação deve ser dirigida para o individuo fazendo-se objetivamente no Estado. Avaliando todo exposto, com base em Russel (2008), Reale (2002) e Lima (2009), entende-se que o idealismo professa a idéia que o pensamento se sobrepõe sobre as coisas. Isto quer dizer que o pensamento de um sujeito se realiza quando este pensa, sendo, pois, essencialmente, a correlação entre o objeto pensado e o sujeito pensante. Por isso, o pensamento é a relação entre o objeto pensado e o sujeito pensante. Esta exposição filosófica se dá com o surgimento do pensamento cartesiano, seguindo-se aos ensinamentos de Kant que trouxe a primazia da moral, Ficjte que parte do absoluto realizando a intuição do absoluto sob a espécie do eu, em Schelling que traz a identidade absoluta tratando de uma personalidade intelectual diferente, ou seja, de um esteta, até chegar na razão absoluta hegeliana. A esta altura entende-se que os idealistas reuniram de forma distinta todo arcabouço intelectual do idealismo, partindo do absoluto e formatando a idéia do conhecimento por meio das idéias. Tal fato vai originar a verdadeira percepção educacional da aprendizagem, onde cada um ao perceber a existência das coisas, terá, anteriormente, a idéia dessa concepção. O idealismo, portanto, apresenta um ponto de vista de caráter voluntário no contexto cartesiano, ao estabelecer que o juízo não é simplesmente uma operação intelectual exclusivamente, mas a vontade que nega ou afirma, simbolizando uma fundamental característica do Idealismo. Dá-se, daí, que o idealismo se comporta dentro de uma atitude introvertida consistindo no posicionamento do olhar e da atenção a um determinado local ou lugar, recaindo no próprio eu, isto com um esforço voluntário, em atitude reflexiva girando em si mesmo, artificial de se dirigir a atenção para todo o foco de onde a atenção parte. Desta forma, o conhecimento para o Idealismo, é uma atividade que sai do sujeito para alcançar as coisas, elaborada conceitualmente e finalmente constata a realidade da coisa descoberta, sendo, portanto, o final a realidade da coisa e última atividade no degrau do conhecimento para aquisição da consciência da coisa real. Compreende-se, portanto, que a atitude voluntária, introvertida e voluntária do idealista, traz a consideração de que a realidade não é algo dado, mas como aquilo que se vai conquista pela força do pensamento. Desse modo, a consciência para o idealista é o eu mesmo pensando, tomando conhecimento das coisas e do mundo. Daí entender-se porque o |Idealismo também é chamado de Racionalismo, porque desfez a unicidade do ser humano aristotélico, quando o corpo é tratado como uma máquina que possui uma alma que o dirige, o homem sai da medida de todas as coisas para o cogito cartesiano, passando a ser, assim, a medida de tudo pelo pensamento que possui a potencia de criar a realidade. Daí vem a idéia cartesiana de que o homem nasce das idéias inatas. A partir disso a filosofia kanteana conciliando a filosofia e a ciência, tratando que o homem não conhecerá jamais a realidade em si, apenas os fenômenos, propondo sua gnosiologia e influenciando a educação, onde expressa a razão com suas categorias do entendimento, quando o conhecimento passa a se exprimir de dentro para fora, cumprindo o dever pelo dever, provocando o voluntarismo e o otimismo educacional, uma vez que para Kant a educação pode tudo. Ocorre, então, o Idealismo hegeliano com a sua filosofia dialética que é a visão substancial do movimento da realidade porque tudo está sendo, é o devir. Com isso a razão ou idéia passa a ser a tese de onde tudo provém da dialética e todas as coisas vehetais, humanas, minerais, animais e do Estado. Por isso, na educação o Idealismo se projeta mais espiritualmente que para o ser humano, manifestando o impulso para dentro do interior humano, que é considerada a sede do espírito, ou seguindo para o além onde se encontra o verdadeiro mundo. Desta forma, o pensamento hegeliano entende que o homem prescinde de espaço e tempo, porque se manifesta o mesmo em toda e qualquer parte, razão pela qual, deve ser recepcionado por uma educação igualitária. Sendo então o homem um ser contemplativo, ele nasce para conhecer, este sendo a verdadeira felicidade: o conhecimento das idéias.  Vê-se, portanto, que a educação Idealista se caracteriza pela tutela estatal de caráter cívico. A pedagogia do idealismo, conforme Lima (2009), defende que a educação deve desenvolver a faculdade da razão, levando à formação do caráter moral. Esta pedagogia, no entendimento de Saviani (2007), ocupa o espaço da educação, entendida como a arte de ensinar tudo a todos, observando os fins da educação a partir da ética e os meios baseados na psicologia. Mediante esta exposição, passa-se às considerações finais.
CONCLUSÃO - O idealismo, conforme visto no presente estudo, está contido no principio da imanência, considerando que o homem só conhece suas idéias ou pensamento para conhecer diretamente algo. A partir disso, encontrou-se o idealismo como agrupamento de doutrinas que compreendem tudo e todas as coisas como idéias, explicitados pelos pensadores Kant, Berkeley, Fichte, Schelling e Hegel. Por meio deles deu-se de conhecer o idealismo na imanência do conhecimento, o que corroborou a pedagogia idealista sendo processada a partir do idealismo platônico que se condensa com as demais correntes do idealismo, como o cartesiano, o kantiano, o hegeliano e as nomenclaturas idealistas adotadas na contemporaneidade. Verificou-se que a educação idealista está baseada na ética, na filosofia e na psicologia, o que resulta numa importante teoria educacional que compreende a racionalização, a metodologia e o formato de um procedimento cientificamente aceitável. Percebe-se, contudo, que o Idealismo se expressa como uma doutrina coerente e ontológica, ensinando que a realidade verdadeira não está, senão, dentro do próprio homem. O conhecimento não é desprezado pelo idealista, uma vez que este conhecimento possui um substrato espiritual despertando a racionalidade. A critica aponta vantagens no pensamento idealista que superaram os empiristas, os materialistas, os pragmatistas, os positivistas, entre outros. No entanto, como conseqüência do pensamento baseado no principio da imanência da realidade do espírito, entende-se ter, assim, uma concepção que se mostra unilateral quanto a compreensão do mundo. Além do mais, o pensamento idealista é visto, no domínio da educação, como de suma importância pela adoção da idéia de transformar o homem e o mundo. Embora sejam encontradas críticas severas contra o idealismo e, por conseqüência, a pedagogia idealista, observa-se, no entanto, se destina a uma contribuição na busca da pedagogia dos anseios e desejos de todos, formando, assim, a base para a consolidação da educação como eficiente e eficaz ferramenta que seja capaz de contemplar a todos que necessitam. Veja mais aquiaqui.

REFERÊNCIAS
Lima, P. G. (2009). A pedagogia do idealismo alemão. Dourados: UFGD.
Reale,M. (2002). Introdução à filosofia. São Paulo: Saraiva.
Russel, B. (2008) Os problemas da filosofia. Lisboa: 70.
Saviani, D. (2007). Pedagogia: o espaço da educação na universidade. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 130, jan./abr.


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