A arte da artista performática, músico e
escritora inglesa Cosey
Fanni Tutti. Veja mais aqui.

PENSAMENTO
DO DIA - [...] Os males de que estamos a sofrer tiveram a sua base
na própria criação do pensamento humano. [...] As palavras dele refletem os perigos de um mundo dominado por um
cérebro insensível que parece dizer “Eu sou tudo”, enquanto o coração, frequentemente
menosprezado, diz: “Sem todos os outros não sou nada”. As sete orientações da
cardiocontemplação comentadas são modos através dos quais poderemos fazer com que
a Mente, constituída de cérebro, coração e corpo, nos auxilie a propiciar a
significação e o equilíbrio para o trabalho do cérebro. Procedendo assim
poderemos estar mais aptos a seguir a sugestão de Thoreau: “Se construístes
castelos no ar, não há razão para julgardes perdido o vosso trabalho. Colocai
agora o alicerce sob eles”. [...]. Pensamento
do filósofo, paleontólogo e teólogo francês Pierre Teilhard de Chardin
(1881-1955). Veja mais aqui.
AS
PAIXÕES - [...] as paixões que estão na mente do outro são
em si mesmas invisíveis para mim. Posso no entanto percebê-las pela vista,
embora não de forma imediata, mas através das cores com que elas tingem a face.
Muitas vezes enxergamos a vergonha ou o medo na aparência de um homem, vendo as
mudanças no seu rosto, que cora ou empalidece. [...]. Pensamento extraído
das Obras filosóficas (UNESP, 2010),
do filósofo idealista irlandês George Berkeley (1685-1753). Veja mais aqui e aqui.
A LENDA DA VITÓRIA RÉGIA - A
enorme folha boiava nas águas do rio. Era tão grande que, se quisesse, o
curumim que a contemplava poderia fazer dela um barco. Ele era miudinho,
nascera numa noite de grande temporal. A primeira luz que seus pequeninos olhos
contemplaram foi o clarão azul de um forte raio, aquele que derrubara a grande
seringueira, cujo tronco dilacerado até hoje ainda lá estava. – Se alguém deve cortá-la, então será meu
filho, que nasceu hoje”, falou o cacique ao vê-la tombada depois da procela.
Ele será forte e veloz como o raio e, como este, ele deverá cortá-la para fazer
o ubá com que lutará e vencerá a torrente dos grandes rios…” Talvez, por isso,
aquele curumim tão pequenino já se sentisse tão corajoso e capaz de enfrentar,
sozinho, os perigos da selva amazônica. Ele caminhava horas, ao léu, cortando
cipós, caçando pequenos mamíferos e aves; porém, até hoje, nos seus sete anos,
ainda não enfrentara a torrente do grande rio, que agora contemplava. Observando
bem aquelas grandes folhas, imaginou navegar sobre uma delas, e não perdeu
tempo. Pisou com muito cuidado – os índios são sempre muito cautelosos – e,
sentindo que ela suportava o seu peso, sentou-se devagar, e com as mãozinhas
improvisou um remo. Desceu rio abaixo. É verdade que a correnteza favorecia,
mas, contudo, por duas vezes quase caiu. Nem por isso se intimidou. Navegou no
seu barco vegetal até chegar a uma pequena enseada onde avistou a mãe e outras
índias que, ao sol, acariciavam os curumins quase recém-nascidos embalando-os com
suas canções, que falam da lua, da mãe-d’água do sol e de certas forças
naturais que muito temem. Saltando em terra, correu para junto da mãe, muito
feliz com a façanha que praticara: – Mãe, tenho o barco. Já posso pescar no
grande rio?” – Um barco? Mas aquilo é apenas um uapê; é uma formosa índia que
Tupã transformou em planta.” – Como, mãe? Então não é o meu barco? Você sempre
me disse que eu um dia haveria de ter meu ubá…” – Meu filho, o teu barco, tu o farás; este é
apenas uma folha. É Naia, que se apaixonou pela lua…” – Quem é Naia?”,
perguntou curioso o indiozinho. – Vou contar-te… Um dia, uma formosa índia,
chamada Naia, apaixonou-se pela lua. Sentia-se atraída por ela e, como quisesse
alcançá-la, correu, correu, por vales e montanhas atrás dela. Porém, quanto
mais corriam, mais longe e alta ela ficava. Desistiu de alcançá-la e voltou
para a taba. – A lua aparecia e fugia sempre, e Naia cada vez mais a desejava. –
Uma noite, andando pelas matas ao clarão do luar, Naia se aproximou de um lago
e viu, nele refletida, a imagem da lua. – Sentiu-se feliz; julgou poder agora
alcançá-la e, atirando-se nas águas calmas do lago, afundou. – Nunca mais
ninguém a viu, mas Tupã, com pena dela, transformou-a nesta linda planta, que
floresce em todas as luas. Entretanto uapê só abre suas pétalas à noite, para
poder abraçar a lua, que se vem refletir na sua aveludada corola. – Vês? Não
queiras, pois, tomá-la para teu barco. Nela irás, por certo, para o fundo das
águas. – Meu filho, se te sentes bastante forte, toma o machado e vai cortar
aquele tronco que foi vencido pelo raio. Ele é teu desde que nasceste. – Dele
farás o teu ubá; então, navegarás sem perigo. Deixa em paz a grande flor das
águas…” Eis aí, como nasceu a história da vitória-régia, ou uapê, ou
iapunaque-uapê, a maior flor do mundo. Lenda recolhida por Irene Machado
(Scipione, 1994). Veja mais aqui, aqui e aqui.
MOIRÃO TROCADO DE LOURIVAL
BATISTA & SEVERINO PINTO
- Lourival: Eu, da graça, faço o riso, /
e, do riso, faço a graça! Severino Pinto: E da massa, faço o pão, / e do pão,
eu faço a massa! Lourival: Você desgraçou a peça: / que u’a misturada dessa /
não há padeiro que faça! Extraído da Antolohia ilustrada dos cantadores
(Fortaleza, 1976), de Francisco Linhares e Otacilio Batista. Veja mais aqui.
A arte da artista performática, músico e
escritora inglesa Cosey
Fanni Tutti. Veja mais aqui.
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Fecamepa:
a independência do Brasil aqui.
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A
primeira vez no avião, Fernando
Sabino, Manuel Bentevi, Nana de Castro, Jean-Paul Riopelle, Kiriku e a
feiticeira, Inteligências Múltiplas & Aline Barros aqui.
Proezas
do Biritoaldo: Quando o banguelo vê
esmola grande fica mais assanhado que pinto no lixo! Aqui.
Big Shit
Bôbras: o paredão – quem vai tomar no cu? & Thérése Philosophe aqui.
Tolinho
& Bestinha: Quando a lei do
semideus é cachaça, tapa e gaia aqui.
O cinema
no Brasil aqui.
Manchetes do dia de sempre,
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Big Shit Bôbras: liderança, a segunda emboança aqui.
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Big Shit Bôbras: carnaval, a terceira emboança aqui.
História do cinema aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
Leitora
parabenizando o Tataritaritatá.
CANTARAU: VAMOS
APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.