quinta-feira, março 13, 2008

CECÍLIA MEIRELES, FOUCAULT, BÉCAT, ERRI DE LUCA, BRASIS, CORDEL, DROGAS & OUTRAS LOAS

 
A arte do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). Veja mais aqui e aqui.

PARTILHA – Imagem do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). - “(...) E por entre as coxas da noiva envolvente, a mulher com seus seios e o pássaro de crista celestial, foi ele enfim derrubado ardendo no leito nupcial do amor, no torvelinho do centro desejado, nas dobras do paraíso, no botão rodopiante do universo”. (Dylan Thomas, Conto de inverno). “(...) Debaixo de ti e de mim, tu e eu, sinceramente, teu cadeado afogando-se de chaves, eu, subindo e suando e criando o infinito entre tuas coxas”. (César Vallejo, Doçura por doçura). Saibam todos quantos virem esta canção entoada que eu amo esta mulher nua e linda como a terra que me faz abrigo e me reparte toda a felicidade universal de sua beleza ruidosa no meu coração. Saibam. E que este poema exaltado seja o testemunho do quanto vivo e me sou dado à propícia magia da boca fresca de uma mulher com o seu riso refulgente espalhando o prazer perpétuo, onde fecho os olhos para imergir no beijo e seja lá o que deus quiser. Por isso eu canto toda canção para ela nua e linda, porque eu conheço todas as astúcias de quem cavalga na minha carne onde o seu nome é o sexo úmido a pulsar exsudando gozo aos grandes goles. Por isso eu declamo aos quatro ventos todos os versos viscerais do meu poema imperfeito, porque conheço a fundura do paladar de quem se debruça oferecendo a maçã com um verso na mão estendida e uma poesia na carne de todos os molhos para que eu faça festa impudente e reine com açoites para ocultar-me no porão de sua alma. Por isso vou vociferando com meu coração barulhento todas as rezas da maior adoração de quem na lonjura conhece o abraço do jeito irrigado que tece a luz do sol e vou decidido a transpor além das margens e colunas do seu jeito crepuscular à maneira de quem soterra quente rajada do que sou por todos os lados até levar-me tapete mágico por todos os seus dons ao alcance do meu canto. Por isso sou terno eternamente grato porque conheço o perfume de quem me espera nua em cada esquina, porque conheço o aguaceiro que nos lava o íntimo envolto em névoas oníricas até sermos alagados de suspiros na luz rubra do archote que empunhamos em nome da paixão. Por isso sou reiteradamente grato porque conheço o namoro do olhar que não repara de nada e reata amorante as distâncias por todos os ângulos de espera e se arrasta até pôr-se de pé pedinte e acossada que eu seja infindável na minha poesia rústica até a fronteira que nos divide quando somos na total comunhão. Por isso me faço cantor para envolver os braços de cisne jurado de amar que não medem um palmo sequer, nem se demora um triz e prevalece na altura estelar adivinhando a vigília de quem é capaz de empreender a mais inescrutável loucura na voz que trespassa tudo a me dizer que amar é costume gostoso que dá na gente e faz da vida a festança de partilhar do amor. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.


PENSAMENTO DO DIALiberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda. Pensamento da escritora, pintora, professora e jornalista Cecília Meireles (1901-1964). Veja mais aqui.

OS MUITOS BRASÍS - [...] A ideia de que somos um país privilegiado, pois do ponto de vista linguístico tudo nos une e nada nos separa, parece-me, contudo, ser apenas mais um dos grandes mitos arraigados em nossa cultura. Um mito, por sinal, de consequencias danosas, pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferenças variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los. [...]. Trecho extraído de Problemas de comunicação interdialetal (Tempo Brasileiro, 1984), da professora Stella Maris Bortoni-Ricardo. Veja mais aqui, aqui e aqui.

EM NOME DA MÃE – [...] Com a ternura veio a gratidão. Ela acreditara em mim. Contra todas as evidências [...] Em seu belo rosto não se mexera sequer um músculo de suspeita [...] E ele tinha visto a sua Miriam pela primeira vez, porque era a primeira vez que eu o olhava sem baixar a fronte, como nem mesmo as esposas ousam fazer. [...]. Trecho extraído da obra Em nome da mãe (Companhia das Letras, 2007), do jornalista e escritor italiano Erri de Luca, contando a história de um amor materno por seu filho fecundado por um misterioso vento, durante uma viagem a terras ocupadas pelo exército romano.

MOIRÃO QUE VOCÊ CAI DE LOURIVAL E OTACILIO BATISTA - Lourival: Meu irmão, a hora é esta, / de travar-se um desafio! Lá vai uma, duas e três... Otacilio: Mas, em luta eu não conto / porque desanima a festa! Lá vai quatro, cinco e seis... Lourival: Meus versos ninguém destesta / proque desafio distrai! Otacilio: Cuido que você cai... Lourival: Caio tomando sorvete, / você levando cacete, / se foir por dez pés lá vai! Extraído da Antologia ilustrada dos cantadores (Fortaleza, 1976), de Francisco Linhares e Otacilio Batista. Veja mais aqui.

A DROGA É UM PRETEXTO – A obra A droga é um pretexto, do médico, psiquiatra clínico, perito de tribunais e especialista em problemas ligados à droga, Francis Curtet, aborda sobre as drogas e dependências químicas, lei e repressão, terapias de acompanhamento, prevenção, o máximo de carência, entre outros importantes assuntos abordados. Fonte: CURTET, Francis. A droga é um pretexto. São Paulo: Loyola, 2005. Veja mais aqui.

PROBLEMATIZAÇÃO DO SUJEITO – O livro Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise, de Michel Foucault, traduzido por Vera Lucia Avellar Ribeiro e organizado por Manoel Barros da Motta, trata acerca da psicologia de 1850 a 1950, loucura, sociedade, relação paterna, água e loucura, Derrida, Filosofia e Psicologia, loucura e sociedade, o grande internamento, experttise psiquiátrica, a casa dos loucos, bancar os loucos, bruxaria e loucura, asilo, Lacan, entre outros temas importantes. Fonte: FOUCAULT, Michel. Problematização do sujeito: psicologia, psiquiatria e psicanálise. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002. Veja mais aqui.


A arte do pintor, gravador e ilustrador francês Paul-Émile Bécat (1885-1960). Veja mais aqui e aqui.


ISSO É BRASILSILSILSILSILSIL!!!!!!!

UM RECADO: No princípio era ARENA (lembra? Vixe, cabrunco reinou feio!). Depois, a cambada mudou de nome PDS (eita! Quase limpam tudo na marra!). Aí, mudaram de cara e cabelo: PFL (pensavam que enganavam e que a gente fosse os bestas, né?). E agora querem engalobar de novo: DEMO (democratas?! Onde?!!!??) – nem o diabo tá gostando disso, hehehehehehe!

DÓLARES: QUEM RESISTIRIA?

Quando vejo o remexido dessas cédulas fico imaginando: quem, autoridade que seja neste Brasil véio, aberto e sem porteira, que resistiria, hem?

PENSAMENTO DO DIA2: Quanto mais força para vencer na vida o cara faz, mais o cagador vai distribuindo o sucesso dos tolotes pela parte de trás.

ATENÇÃO!!! NO REINO DA TEIBEI

Uma recomendação preciosíssima pros apreciadores da água-que-passarinho-não-bebe, mas eu bebo sim sem correr o risco de assanhar ou danificar o frosquete. É que o povinho num tem o que fazer mesmo, hem? Essa é pros embeiçadores que começam no socialmente e findam invariavelmente na chapuletada acanalhadamente. Segura a onda! U-hu! Desce uma pro santo aí, meu!




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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
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