DUAS: O QUE É DE HOJE NÃO É AMANHÃ – Não há futuro senão
agora. O tempo de ontem ou amanhã é o presente, o que ficou ou passou e o que
virá, este o instante e a existência, não mais nem menos. Ouvi Rubem Alves: A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no
presente. Por isso, mais do que nunca, eu vivo e voo.
TRÊS: A VOZ EXPLODE O PEITO - Sempre falei de amor, mesmo que
olvidassem. Assim, sempre aprendiz: amor&arte, amorarte, o que ainda não
sei, dedicado. E me disse Herbert Marcuse: A verdade da arte reside no
seu poder de quebrar o monopólio da realidade estabelecida para definir o que é
real. E a me confundir entre a verdade e o real, o ilusório e o atual, Degas riscou no meu ouvido: A arte não é o que você vê, mas o que você
faz os outros verem. Ah, quisera me salvar entre devires e simulacros. Não
dá para calar, agora a voz explodiu o peito. Até segunda. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja
mais abaixo e aqui.
DITOS & DESDITOS: [...] Fazer ou não fazer o trabalho. Pode ajudar pensar dessa forma. Se você
foi destinado a descobrir a cura do câncer, escrever uma sinfonia, conseguir realizar
a fusão a frio e não o fizer, você não apenas causará mal a si próprio. Ou até
mesmo se destruirá. Você causará mal a seus filhos. Causará mal a mim. Causará
mal ao planeta. Você envergonha os anjos que o protegem e contraria o
Todo-Poderoso, que criou você e apenas você com seus dons exclusivos, com o
único objetivo de empurrar a raça humana um milímetro para a frente, em seu
longo caminho de volta a Deus. O trabalho criativo não é um ato egoísta ou um
pedido de atenção por parte do ator. É uma dádiva para o mundo e para todo ser
vivo que o habita. Não nos prive de sua contribuição. Dê-nos o que você possui. Trecho de A vida do
artista, extraído da obra Guerra da arte: supere
os bloqueios e vença suas batalhas interiores de criatividade (Ediouro, 2005), do escritor e roteirista estadunidense Steven
Pressfield, obra esta que é dividida em três partes: o livro 1,
trata da definição do inimigo, a resistência invisível, interna, insidiosa,
implacável, impessoal, infalível, universal, nunca dorme, joga para ganhar,
alimenta-se do medo, atua em única via e direção; é mais forte na reta final,
recruta aliados e procrastina, além de relacionar a resistência com o sexo, aos
problemas, dramatização, automedicação, vitimização, escolha de parceiro, a
infelicidade, o fundamentalismo, a crítica e a falta de confiança em si, o medo
e o amor, ser uma estrela e o isolamento, cera e apoio, a racionalização e a
resistência a ser vencida. No livro 2, combalendo a resistência para se tornar
um profissional e sua relação com amadores, o dia-a-dia de um escritor, um
pobre coitado, amor ao jogo e a relação do profissional com a paciência, ordem,
desmistificação, diante do medo a reação, não aceitar desculpas, enfrentar
condições que se deparar, preparado e não se exibe, dedica-se a dominar a
técnica, não hesita em pedir ajuda, se distancia do seu instrumento, não leva o
fracasso ou sucesso para o lado pessoal, suporta adversidade, homologa a si
próprio, reconhece limitações, reinventa a si próprio e é reconhecido como
aquele que não desiste. No livro 3, trata além da resistência, o reino
superior, anjos no abstrato, abordando o mistério, invocando a musa, testamento
de visionário, a magia de começar e continuar, vida e morte, ego e self, experiência
e medo, território e hierarquia, orientação hierárquica, definição de
escrevinhador, orientação territorial, a virtude suprema, os frutos do trabalho,
o retrato e a vida do artista.
COMO SE
PODE SER POETA?, DE EVE MERRIAM
tome a folha de uma árvore / trace sua forma exata / suas bordas
externas / e suas linhas internas / memorize o modo como se prende à haste / (e
como a haste arqueia a partir do galho) / como em abril ela se expande / como
em julho ela se enrijece / em fins de agosto / amasse-a em sua mão / para que
você cheira sua tristeza de fim de verão / mastigue seu talo de madeira / ouça
seu tagarelar de outono / veja como no ar de novembro ela se pulveriza / no
inverno então / quando não há folha que sobre / inventa uma.
EVE
MERRIAM - Poema da escritora estadunidense Eve
Merriam (1916–1992), que teve um musical na Broadway, chamado
Inner City, baseado no seu livro Inner City Mother Goose. Veja mais aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA
A arte
da pintora visionária surrealista japonesa Chie
Yoshii, que possui uma obra inspirada na analogia entre os contos
mitológicos e a psicologia humana. Veja mais aqui & aqui.
PERNAMBUCULTURARTES
A arte da premiada pintora, ceramista, tapeceira e
escultora Inalda Xavier
(1930-2017), que participou de exposições coletivas e individuais dentro e fora
do Brasil e fundadora da Oficina Guaianases de Gravura.
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A música do multi-instrumentista, maestro, arranjador,
compositor e orquestrador Sivuca –
Severino Dias de Oliveira (1930-2006) aqui e aqui.
Reencontro, do escritor e dramaturgo Osman Lins
(1924-1978) aqui.
Do amor
e suas perversidades, da poeta, psicóloga e editora Dione Barreto aqui.
Mulheres
construindo a igualdade – Caderno Etnicorracial,
organizado por Celma Tavares et al aqui.
Zona da Mata de Pernambuco; estudo de alternativas de
geração de emprego e renda no meio urbano,
coordenado por João Policarpo Rodrigues de Lima et al aqui.
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