DUAS: O TEMPO & O TEMPO – Tudo o que fiz, agora eu sei, foi uma luta
contra o relógio e o calendário. Vencê-lo era o meu propósito. Até que Antônio Cândido me avisar com
sabedoria: Isso é uma monstruosidade.
Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está
passando. Ao sair, ele ainda acrescentou: Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus
afetos. Antes era tudo. Agora, sou apenas feito de lembranças, remorsos e sofreguidão.
Não quero mais a pressa, para onde vou nada mais restará.
TRÊS: PARA QUEM VAI & QUAL O LUGAR – Trilhei o que pude de
emoção, não foi tudo, algo mais; nem nunca tive sangue frio, calor nas mãos. Cada
trajeto, uma aventura; cada retorno, um aprendizado. Ouvi Alexandre Dumas: Por vezes é
penoso cumprir o dever, mas nunca é tão penoso como não cumpri-lo. O mais feliz
dos felizes é aquele que faz os outros felizes. Fiz a minha parte, ou pelo
menos tentei por mais desmazelado, quando o hostil rondava ao fazer o meu
próprio caminho. Nisso ele reiterou: Só
os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema
felicidade. Talvez esta a esperança que me reste, seguir em frente, nada
mais importa. Até segunda. © Luiz Alberto
Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

A POESIA
DE BELLA
AKHMADULINA
PENSEI QUE ERAS MEU INIMIGO - Pensei que eras meu inimigo, / a minha grande
infelicidade. / Mas inimigo não és - só um mentiroso / e são vãs as tuas
manobras. / Diante do carrossel / eu joguei cara ou coroa. / Queria, com essa
moeda, / saber se te amo ou não. / Meu lenço ficou caído / no chão, no jardim
Aleksándrov. / Aqueci as mãos; mas todos souberam / o que eu pensava - e que
também mentia. / As mentiras devem estar voando / à minha volta como corvos. / Mas
da próxima vez que te despedires / não verás, em meus olhos, nem azul nem
negro. / Ah, continua vivendo, não fique triste. / Por mim está tudo bem. / Mas
como tudo isso é inútil, / como é tudo absurdo! / Você indo para um lado, / eu
indo para outro.
BELLA AKHMADULINA - Poemas da poeta Bella Akhmadulina (1937-2010),
extraídos do livro Poesia Soviética (Algol.2007),
com seleção, tradução e notas de Lauro Machado Coelho. Veja mais aqui e aqui.
A ARTE DE MONIQUE SCHENKELS
A arte da
premiada artista visual, designer gráfica e industrial Monique Schenkels. Veja mais aqui.
PERNAMBUCULTURARTES
Salve os que amam
a vida / sem ter medo da morte / Salve os que amam a liberdade / sem ter medo
de prisões e fuzilamentos / Porque a história continua / “devagar e sempre” /
como diz um negro velho / meu vizinho...
Salve, poema extraído da obra O poeta do povo (Ediouro/Segmento Farma, 2008), do poeta, teatrólogo,
pintor, cineasta, ator e folclorista Solano Trindade (1908-1974),
que militante do Movimento Negro. Veja mais aqui.
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A
história de amor de Fernando e Isaura, do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna
(1927-2014) aqui.
A música
do arranjador, maestro,
compositor e multi-instrumentista Moacir
Santos (1926-2006)
aqui.
Contribuição
à história do Ginásio Municipal dos Palmares, do Professor Brivaldo Leão de Almeida aqui.
Poetas de Pernambuco aqui.
Labatut, Zé Cravo & Maria
Rosa aqui.
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