DUAS: A MALFEITURA DOS ALIENADOS – O que há de necedade umbigocentrista,
Deus me salve! Gente! A coisa está não só feia como totalmente desfigurada: era
uma vez uma Nação. O dislate pinota no Planalto Central, um festival de
asneirada só configurada no Fecamepa!
Agora que me liguei naquela do Cassirer:
Há coisas que, em virtude de sua sutileza
e sua infinita variedade, desafiam toda tentativa de análise lógica. E, se
existe no mundo qualquer coisa que devamos tratar da segunda maneira, é a mente
do homem. O que caracteriza o homem é a riqueza e a sutileza, a variedade e a
versatilidade de sua natureza. Ou a sua loucura, também, né? Bem, pelo
menos da pinoia só se tira a piada ou de humor negro ou do mais baixíssimo mau
gosto.
TRÊS: QUARENTENA VOLUNTÁRIA – Voo como Ashberry: Apenas andando por
aí. Mesmo sem ser diga-se lá quase e nem tão bom no métier, valho-me da
arte, o que para mim é o buraco do coelho de Alice, na trilha de Duchamp:
A arte é a única forma de atividade por
meio da qual o homem se manifesta como verdadeiro indivíduo. A arte tem o belo
costume de fazer tábula rasa de todas as teorias artísticas. Como renasço a
cada dia, ah, sou Fênix: cinzas do crepúsculo, labaredas da manhã. Até. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja
mais abaixo e aqui.

AS
IMAGENS DE HITO
STEYERL
Longe de
serem opostos em um abismo intransponível, imagem e mundo são, em muitos casos,
apenas versões um do outro. A invisibilidade é uma tela que às vezes funciona
de ambos os lados – mas nem sempre. Ela funciona em favor de quem quer que
esteja controlando a tela. A tirania da lente fotográfica, amaldiçoada pela
promessa de sua relação indicial com a realidade, deu lugar a representações
hiper-reais – não do espaço como ele é, mas do espaço como podemos fazê-lo –
para melhor ou pior. Não há necessidade de renderings caros; uma simples colagem
em chroma-key produz perspectivas cubistas impossíveis e concatenações
implausíveis de tempos e espaços. Imagens não são representações, mas formas de
armas biológicas que devem ser desenvolvidas e implantadas com base em um
conhecimento da ecologia global da informação. Mas se as imagens começam a
vazar através das telas e a invadir a matéria de sujeitos e objetos, a
principal consequência, bastante negligenciada, é que a realidade agora é
amplamente composta de imagens; ou melhor, de coisas, constelações e processos
antes evidentes como imagens.
HITO STEYERL - A arte da cineasta alemã Hito Steyerl, que é uma artista de imagens em movimento, escritora
e inovadora do documentário. Seus principais tópicos de interesse são mídia,
tecnologia e circulação global de imagens. Ela é PhD em Filosofia pela Academia
de Belas Artes de Viena e desenvolveu as exposições How Not to be Seen. A Fucking Didactic Educational (Mov File, 2013) e In Free Fall: A Thought Experiment on Vertical Perspective (2011),
entre outras. Veja mais aqui.
A ARTE DE WALTÉRCIO CALDAS
Procuro o fluxo produzido por uma quantidade finita de significados.
Considero a arte um fluxo, um rio que cada artista faz movimentar um pouco. Qualquer
artista nascido no século XX sabe que a arte é uma possibilidade, apesar dos
"ismos", que se atualizam. Creio que os artistas se desvencilham dos
novos "ismos" com bom humor. Costumo dizer que o último
"ismo" do século foi o "curadorismo". Apenas evoluímos para
uma maior velocidade dos problemas. Não mais rupturas, mas mudanças mais
velozes.
WALTÉRCIO CALDAS - A arte
do premiado escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo Waltércio Caldas que lecionou no
Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro e é co-editor da revista Malasartes que
integra a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ, além de participar da
publicação A Parte do Fogo. É autor da obra O Livro Velázquez, da mostra
individual Anotações 1969/1996, entre outras obras e exposições no país e no
exterior. Veja mais aqui.
PERNAMBUCULTURARTES
A arte
da escultora e artista plástica contemporânea, Thina Cunha.
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A poesia de Eliseu Pereira de Melo aqui.
O testamento do doutor Zé Gulu aqui.
Domingo com Poesia aqui.
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