AH, EMMA FROST...
– Ela chegou supreendentemente avassaladora na ventania da noite para incendiar
meu regaço. Uma femme fatale ameaçadora a me fazer refém: - Vou levá-lo
pra Krakoa. Mas, antes... Aí posou elegantemente com o seu icônico jeito
poderosíssimo, sua estatura escandalosamente fascinante, suas pernas esbeltas. Estalou
os dedos e suas vestes ao chão, uma ajeitada nos cabelos sedosos com meneio da
cabeça, descalça e longilínea, a constatação de seus poderes para brilhar no
meu palco. O olhar profundamente azulado e angelical, a boca impudicamente provocante,
o seu escultural corpo esgalgo gingando nas divinas ancas, a genitália formosa
potencializando minhas taras e a permitir previsivelmente satisfazer todos os
meus desejos. Aproximou-se retumbante pelo meu corpo entre suas pernas e em pé
na cama, suas coxas em minhas faces. Arreou mansamente e repousou sua vagina à
minha boca e suspirou às minhas caninas lambidas ousadas. E delirou com meus
beijos nos seus lábios vaginais, minha língua explorando sua vulva, minhas mãos
percorrendo suas pernas e seus apetitosos glúteos. Ela gemia com meus dedos se
enfiando no seu ânus e gritava a cada esfregada em meu queixo e mais exaltava
esfregando a própria face à parede, levando minhas mãos aos seus esplendorosos
seios e, completamente extasiada, esfregou sua intimidade ao meu pescoço, sua
umidade íntima em meu peito, deslizando a revirar-se, minha boca cheia com sua
umidade do seu sexo, ela de 4, debruçada sobre o meu pênis a atiçá-lo com
beijos afetados, lambidas vigorosas, sugando-o suspirante, sorvendo-o
insaciável, saboreando-o desatinada, agigantando-o com sua chupada potente,
dominadora apetitosa. De repente girou apressada e sem me largar, beijou-me os
lábios e pousou sua fúria fogosa no meu ventre a quicar no meu sexo, a
estertorar enlouquecida com seus orgasmos abundantes às enfiadas na minha penetrante
gozada explosiva. Deitou-se ofegante sobre meu corpo, fechou os olhos e suas
mãos alisavam minha pele. E assim ficou demoradamente, até relaxar aos poucos e
me puxar estirada contra o seu peito, abrigando-me entre os seios faustos, como
se me ninasse com todo seu mimo materno. Assim deitado a usufruir do seu
dadivoso corpo, reiterou baixinho sua missão de levar-me o quanto antes. Não
objetei, estava vencido por seu domínio, à mercê da sobrevivente professora
amável solitária, minha feroz protetora. E levou-me pelas trilhas inexploradas
dos seus prazeres mais arraigados, às fagulhas do seu gozo na cavalgada
estonteante das imensidões sobrepujadas. Exaurida, dormiu de 4, debruçada. E
ali enigmática, possuída vulnerável, estava a que ressuscitou tantas vezes e me
premiou a sua ubiquidade de amante despojada de seus poderes, a me presentear
todo seu legado para tornar-se eterno diamante inquebrável no meu coração. Veja
mais abaixo & mais aqui & aqui.
DITOS
& DESDITOS
Talvez não haja
luta ao mesmo tempo tão antiga e tão justa do que a do povo palestino na busca
de suas terras ocupadas, na busca de seu Estado nacional. Dos povos da terra,
os palestinos seguramente estão entre os mais antigos e que vivem no mesmo
espaço geográfico há milhares de anos...
Pensamento do
sociólogo, escritor e professor Lejeune Mirhan (1956-2026).
ALGUÉM FALOU:
Deus criou este mundo, que é obscuridade, a
fim de que sua luz pudesse manifestar-se...
Pensamento do poeta e teólogo sufi persa Rumi
(Jalaladim Maomé Rumi ou Maulana
Jalaladim Maomé – 1207-1273). Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.
SEPARAÇÃO - [...] Para se separar é preciso tanto
desejo como para se constituir enquanto casal. É preciso a mesma determinação.
O mesmo empenho, atenção, cuidado e desejo. Mas se no começo essa determinação
é ativada por afetos alegres, numa separação o que conduz são os afetos
tristes. É preciso tirar as forças das profundezas da terra, para onde o
resultado do que for produzido por estas forças estará destinado. E por isso a
narrativa é tão importante. Ela é como um rezo, uma história que cada um
costura para si, em silêncio, mas que, ao invés de entregar aos céus, é
entregue à terra. Essa história íntima só pode ser liberadora se houver nela
generosidade com as nossas falhas. [...] Trecho do artigo Sem mágoas ou
amor (Trip, 2016), da escritora e roteirista Antonia Pellegrino.
Veja mais aqui.
VIOLÊNCIA & ESTUDOS
DISTROFIA MUSCULAR - [...] começamos a estudar enzimas e
descobrimos que algumas delas, como a creatina quinase, produzida pelos
músculos, apresentavam níveis sanguíneos 60% a 70% mais elevados em pessoas com
risco de ter filhos com distrofia muscular de Duchenne. Estudamos as pessoas
afetadas, as mães, as irmãs e, posteriormente, explicamos tudo isso às
famílias, ainda sob a orientação do professor Frota. Pouco depois de retornar,
alguns alunos me procuraram e pediram para iniciar uma pesquisa, e uma das
coisas que me intrigava era saber o que havia acontecido com essas famílias.
[...] Bem espalhados, a maioria em favelas. Fomos a todos os lugares. O
nível de violência era insignificante comparado ao de hoje, e as pessoas nos
acolheram de braços abertos. Tivemos uma grata surpresa, pois as famílias
compreendiam o alto risco e a maioria não tinha filhos. Mas fiquei chocada ao
ver as condições das crianças que nasceram antes do aconselhamento genético e
não tinham cadeira de rodas, acesso à fisioterapia ou à escola, porque ninguém
queria adotá-las. Isso foi ainda mais chocante diante do enorme apoio que eu
havia visto nos Estados Unidos para famílias com problemas idênticos. Então
pensei: “Preciso fazer alguma coisa”, e assim fundei a Associação Brasileira de
Distrofia Muscular. [...] No início, o professor Frota era o diretor
científico da Associação e Maria Rita Passos-Bueno, se não me engano, era uma
das nossas diretoras. Nós nos mobilizamos, eu usei o dinheiro da minha bolsa
para elaborar o estatuto e pagar um advogado… A sede ficava aqui no meu
escritório. Depois, começamos a organizar um bazar, a vender rifas [...] Todas
essas doenças têm uma incidência de uma criança afetada a cada mil nascidos
vivos. Dentre as doenças genéticas, que afetam 3% das crianças, talvez esta
(neuromuscular) seja a mais comum. E o que se torna ainda mais importante é que
a grande maioria dos casos é muito grave e progressiva. [...] Existem
algumas formas que afetam adultos, mas em muitos casos são bebês ou jovens que
morrem. E o que eu sempre digo é que não é apenas uma criança ou um adolescente
que é afetado, mas toda a família. [...] E, quando as pessoas começam a
discutir questões éticas nessa área, como se fossem um amontoado de teorias,
acho interessante contar alguns casos práticos bem complicados. Lembro-me de
outro caso… o de um casal que teve um filho com uma doença neuromuscular. O pai
se sentia culpado porque acreditava ter transmitido a mutação ao filho. Através
de um exame de DNA, descobriu-se que ele não era o pai biológico. Daí surgiu a
angústia: contar ou não contar, eis a questão? Contei essa história em um
congresso de bioética que só tinha advogados presentes, e eles me disseram:
“Veja, você pode muito bem ser processado em ambas as situações, tanto se
contar quanto se não contar [...] A grande esperança agora reside
exatamente nas células-tronco, e foi por isso que lutei tanto por elas. Muito
se falou há uma década sobre terapia genética, mas eu a vejo muito mais
distante do que a terapia celular, que é uma evolução dos transplantes. Na
terapia genética, é preciso manipular o gene, é preciso ter certeza de que se
chegará ao gene correto, enquanto na terapia celular há uma substituição do
tecido [...] Trechos extraídos da entrevista Mayana Zatz: Um olho na
razão, o outro no coração (Revista Pesquisa Fapesp, abril 2005), concedida
pela da bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz. Veja mais aqui,
aqui, aqui, aqui & aqui.
EMMA FROST – Emma Grace Frost é uma personagem das histórias em quadrinhos estadunidense, criada pelo escritor Chris Claremont e pelo artista John Byrne, publicadas pela Marvel Comics. Ela apareceu pela primeira vez em The Uncanny X-Men #129 (janeiro de 1980) e pertence a uma subespécie de humanos chamados mutantes que nascem com habilidades sobre-humanas. Sua mutação concede a ela habilidades telepáticas de alto nível e o poder de se transformar em diamante orgânico. Ela evoluiu de uma supervilã e inimiga dos X-Men para se tornar uma super-heroína e um dos membros e líderes mais centrais da equipe. Também é conhecida como Rainha Branca, que integrou o Clube do Inferno, sendo rotulada como femme fatale. Foi interpretada por Finola Hughes no piloto televisivo GenerationX (1996), pela Tahyna Tozzi nos filmes X-Men Origens: Wolverine; January Jones no X-Men: First Class e Samara Weaving no Universo Cinematográfico da Marvel. Veja mais abaixo e mais aqui & aqui.








