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MARLENE DIETRICH & HANNAH ARENDT



MARLENE DIETRICH: AS PERNAS MAIS BELAS DO CINEMA – A atriz e cantora alemã naturalizada estadunidense Marilene Dietrich (1901-1992), alcançou o hiperestrelato com a sua longa carreira, reinventando a si mesma de forma profissional. Ela começou atuando em filmes mudos e obteve sucesso com o papel de Lola-la no filme The blue angel (1930), de Josef von Sternberg. Sua fama internacional levou-a para Hollywood, onde estrelou em diversos filmes, tornando-se uma das atrizes mais bem pagas da época. Ela tornou-se cidadã americana em 1939, realizando uma grande turnê pelo mundo entre os anos 1950-1970. Os seus esforços humanitários durante a II Guerra Mundial, abrigando alemães e franceses exilados com apoio financeiro, bem como atuou levando o moral nas linhas de frente durante a guerra, recebendo honras dos EUA, França, Bélgica e Israel. Sua carreira foi encerrada em 1975, após uma queda no palco, fraturando a coxa durante uma performance em Sydney, na Austrália. Findou seus dias de dependente químico, acamada, dedicando-se a escrever sua autobiografia Nehmt nur mein Leben (Take Just My Life), publicada em 1979. Veja mais aqui.


A CONDIÇÃO HUMANA – O livro A condição humana, da filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906-1975), trata da condição humana desde a Grécia Antiga até a modernidade europeia, por meio de um relato minucioso acerca da evolução e desenvolvimento histórico dos contextos da essência humana,  a partir de uma análise acerca da Vita Activa e a condição humana, a distinção entre o labor e o trabalho e ação, o político, o público, o privado, o social, a questão proletária, a degradação e a banalização de conceitos, o homem moderno, cada vez mais alienado e apolítico, a crescente apolitização do homem, a condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver, como condições que tendem a suprir a existência do homem e que variam de acordo com o lugar e o momento histórico do qual o homem faz parte, o condicionamento pelos atos e pelo que se pensa e sente, condicionamento pelo contexto histórico delineado pela cultura, amizades e família, o labor como processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana, o trabalho como atividade de transformar coisas naturais em coisas artificiais, a ação como necessidade do homem em viver entre seus semelhantes numa natureza eminentemente social, a “Vita Activa” como ocupação, inquietude e desassossego, a religião cristã e as concepções gregas na vulgarização da dignidade humana, as dicotomias de trabalho entre improdutivo e produtivo, qualificação e não qualificação, intelectual e manual, a visão marxista do trabalho produtivo, o processo de industrialização, o trabalho intelectual em contraposição ao trabalho manual, a ideologia do qualquer coisa que se faça tem que ser necessariamente produtivo, tudo deve ser transformado em mercadoria, o valor de troca, a força de trabalho como aquilo que o homem possui por natureza e que só cessa com a morte, entre outros assuntos. Veja mais aqui e aqui.

REFERÊNCIA
ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.


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