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quarta-feira, junho 17, 2020

MICHÈLE LAMONT, PAPINI, CHRISTI CALDWELL, VASILY GROSSMAN, MAYA PLISETSKAYA, BALÉ POPULAR DO RECIFE & BACO PERNAMBUCANO



DIÁRIO DE QUARENTENA – UMA: COISAS QUE ACONTECEM, O CORAÇÃO SENTE... - O que guardei por muito tempo, já nem lembro. O que era para ser feito, fiz. Não tenho mais aquelas tarde nem noites que possam valer alguma coisa, nenhum remorso ou regozijo, apenas existo. Tenho apenas de Stravinski o que ficou: Se tudo fosse permitido, eu me sentiria perdido num abismo de liberdade. E o melhor quando ele cantou a pedra: Para criar deve existir uma força dinâmica, e que força é mais potente que o amor? O silêncio vai salvar-me de estar errado (e de ser idiota), mas que também irá privar-me da possibilidade de estar certo. Melhor ainda: o silêncio é revelador, seja como for.

DUAS: O JEITO MAIS É A DISTÂNCIA – Longe o afeto, asas fechadas e um riso mascarado. Outros tempos estes de conter a emoção, os nós da racionalidade cada vez mais insistente. Não há como prever o amanhã, muito menos o que fazer para quem menino esqueceu crescer. Foi Escher quem levantou a lebre: O que eu crio na luz do dia é apenas um por cento do que eu vi na escuridão. Meu trabalho é um jogo, um jogo muito sério. Eu não cresço. Dentro de mim está a criança da minha infância. Tomara jamais precise uma esperança a menos das tantas que me fiz.

TRÊS: CONTANDO O TEMPO EM MIM - É difícil cada vez mais atravessar os dias, eu me refaço a todo instante, até sou feliz como posso. Sou outro mesmo com a certidão de que tudo piora e vou incólume, por enquanto, escapando da lâmina afiada das circunstâncias. Reinvento a mim mesmo e sei que chegará a hora, vou digerindo as impossibilidades. Ao ouvido a reflexão de Thomas Kuhn: O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos. Sim, deve haver outra forma melhor para sobreviver. Até amanhã. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Quando uma pessoa morre, ela sai do reino da liberdade e entra no reino da escravidão. Vida é a liberdade e a morte é a negação gradual da liberdade. A consciência primeiro enfraquece e depois desaparece. Os processos da vida – respiração, metabolismo, circulação – continuam por algum tempo, mas foi feito um movimento irrevocável em diração à escravidão, a consciência e a chama da liberdade se extinguiram. As estrelas desapareceram do céu noturno. A Via Láctea desvaneceu-se; o Sol apagou; Vênus, Marte e Júpiter se extinguiram; milhões de folhas morreram; o vento e os oceanos se dissparam; as flores perderam suas cores e seus perfurmes; o pão sumiu; a água sumiu/ até o mesmo o propprio ar, o ar às vezes fresco e às vezes abafado sumiu. O universo dentro da pessoa parou de existir. Esse universo é surpreendetemente parecido com o universo que existe fora das pessoas viventes. Mas ainda mais surpreendente é o fato de que esse universo tinha algo em si que diferenciava o som de seu oceano, o cheiro de suas flores, o farfalhar de suas folhas, os tons de seu granito e a trsiteza de seus campos no outro tanto daqueles (sons de oceanos, cheiro de flores, farfalhar de folhas, tons de granito e trsiteza de campos de outono) do universo que existe externamente fora das pessoas. O que constitui a liberdade, a alma de uma vida individual, é o seu carater único. O reflexo do universo na consciencia de alguem é abase de seu poder, mas a vida só se transofrma em felicidade, só é dotada de liberdade e sentido, quando alguem existe como um mundo inteiro que nunca foi repetido em toda eternidade. Só então se pode experimentar o prazer da liberdade e da bondade, encontrando nos outros aquilo que já foi encontrado em si mesmo. [...]. Trechos extraídos da obra Vida e Destino (Leya, 2012), do escritor e jornalista ucraniano Vasily Grossman (1905-1964), tratando sobre a incidência da Segunda Guerra Mundial na Rússia soviética, numa família de classe média que se dispersa no destino, retratando o horror e a esperança diante do genocídio dos judeus.

 

OUTROS DITOS

Eu pretendo combater o cinismo intelectual...

Pensamento da socióloga canadense Michèle Lamont, que na sua obra Money, Morals, & Manners: The Culture of the French and the American Upper-Middle Class (University of Chicago Press, 1994), expressa que: [...] Embora o impacto da classe social, etnia e socialização religiosa na escolha conjugal tenha diminuído, a homogamia educacional tem aumentado. Em geral, a população com ensino superior (que abrange a classe média alta, conforme definida no presente estudo) continua a apresentar um alto grau de similaridade em suas práticas e atitudes culturais em uma ampla gama de áreas. O fato de um diploma universitário continuar sendo o melhor preditor de alto status ocupacional sugere que os limites que essa população constrói entre si e os outros são particularmente significativos. Esses limites provavelmente serão mais permanentes, menos transponíveis e menos resistidos do que os limites existentes entre grupos étnicos, por exemplo. Eles também têm maior probabilidade de sobreviver em diferentes contextos, ou seja, de serem transferidos da comunidade para o local de trabalho e vice-versa. Vemos novamente, portanto, a importância de estudar de forma sistemática os limites produzidos por pessoas com ensino superior. [...]. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 

O HOMEM QUE SE PERDEU DE SI MESMO, DE PAPINI

[...] Desde aquele dia, nunca mais tive coragem de despir-me, e permaneço sempre em casa, sozinho, com o meu dominó branco no corpo, com minha máscara negra no rosto, para ter certeza de nunca mais perder-me. [...].

Trecho do conto O homem que se perdeu de si mesmo, do escritor italiano Giovanni Papini (1881-1956), autor do controvertido livro El Diablo (Epoca, 2017), no qual expressa que: [...] Este livro não é: Uma história das opiniões e crenças do Diabo; uma incursão mais ou menos erudita ou mais ou menos divertida pelas lendas antigas e modernas do Diabo; um estudo conceitual árido, seguindo o tradicional jornal escolar; um manual ascético para proteger as almas dos ataques e investidas do diabo; uma coleção de invectivas sagradas ou discursos oratórios sobre o velho adversário; uma história dos representantes terrenos do Diabo, que explica mágicos, ocultistas e coisas por estilo: uma orgia romântica de literatura satanista, com seus correspondentes homens negros e outros imbecis brutais; uma elucubração metafísica sobre o problema do mal, como a encontrada pelo kantiano Ehrard; e, no final, é exatamente como pode parecer a qualquer leitor apreciador, uma defesa do Diabo. [...]. Veja mais aqui & aqui.

 

O AMOR DE UM LADINO, DE CHRISTI CALDWELL

[...] Temo que se você realmente acredite nisso, você viverá uma existência muito solitária e triste. [...] Você pode ter esquecido como usá-lo porque ele foi muito machucado, mas ele está lá e um dia você encontrará a pessoa que ensinará esse órgão a bater novamente. [...] Ele deixou de acreditar pelas mãos de seu pai, a pessoa que deveria amá-lo incondicionalmente, em vez disso lhe ensinou que o amor, na verdade, tem condições. [...].

Trechos extraídos do livro The Love of a Rogue (Spencer Hill Press, 2018), da escritora estadunidense Christi Caldwell.

 


A FESTA PERNAMBUCANA DE BACO
Bebamos, companheiros, / Bebamos, companheiros, / O suco da uva, O vinho verdadeiro.
[...] Depois da festividade de Nossa Senhora dos Prazeres, celebrada na dominga de pascoela, na sua linda igreja dos montes Guararapes, erguida em memoria dos dois grandes feitos de armas ali feridos em 1648 e 1649, contra o batavo invasor, seguia-se uma série de festas até o domingo imediato e no qual tinha lugar a festa do deus Baco. Para o lugar denominado Batalha, onde passa o riacho Jordão, cujas águas são vermelhas do sangue que ali correra – num combate travado em uma das batalhas dos Guararapes, como reza a tradição popular -, afluía pela manhã imensa multidão e guardadas as solenidades das festas pagãs, tinha lugar o batismo de Baco nas águas do Jordão. Terminado o ato, dispunha-se toda gente em ordem de marcha para os Prazeres, formando pelotões, conduzindo cada individuo um galho de árvore, e no fim, vinha Baco, com uma coroa de folhas na cabeça, montado sobre uma pipa que, disposta em forma de charola, era conduzida nos ombros dos circunstantes, revezadamente. Baco trazia uma garrafa com vinho na mão direita e um copo na esquerda, de cujo liquido vinha fazendo libações, e a representação do seu papel, na solenidade, cabia privativamente ao juiz da festa, anualmente eleito pelos foliões. Desfilava então o préstito, entoando um cântico tirado por uns tantos e respondido em coro por toda a gente cujos versos tinham por estribilho [...] Essa usança, que vinha aliás de longínquas eras, não podia continuar a ser tolerada em um pais católico; compenetrada dos seus deveres, por fim, as autoridades eclesiásticas reclamaram dos poderes públicos a sua interferência, no intuito de obstar a continuação de semelhante prática. Houve tentativas pacificas, mas infrutíferas, até que em 1869 expediu o governo uma numerosa força de infantaria e cavalaria, que obstou a execução da tradicional festividade e desde então nunca mais se tentou a sua celebração. [...].
A FESTA PERNAMBUCANA DE BACO - Trechos extraídos da obra Folclore pernambucano (Imprensa Nacional, 1908), do historiador, jornalista e advogado Francisco Augusto Pereira da Costa (1851-1923). No Dicionário do folclore brasileiro (Global, 2001), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), está registrado que: [...] Realizava-se há muito tempo na província de Pernambuco uma festa dedicada ao deus do vinho, com procissão, banquete, cânticos, etc., reminiscência da grande dionisíaca, que ocorria no mês de elafebolion (março) na Grécia e depois em Roma, durante o outono. A festa de Baco terminou em 1869 e era ligada à celebração da páscoa. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da bailarina, coreógrafa, atriz e diretora de ballet russa Maya Plisetskaya (1925-2015), prima ballerina assoluta do Teatro Bolshoi. Veja mais aquiaqui.

PERNAMBUCULTURARTES
O artista precisa do reconhecimento do seu povo, porque ele vive disso. É muito importante o trabalho que vimos desenvolvendo esse tempo todo, fazendo a cidade dançar, fazendo com que a cidade reconheça seus valores artísticos mais profundos, e estamos hoje sendo coroados por este valor. Esse reconhecimento vem abrir portas, consolida nosso trabalho, e nos posiciona como um legítimo representante da cidade do Recife. Isso nos inventiva e dá mais vontade de lutar, de continuar a levar nossa cultura e nossa arte para a sociedade.
A arte do Balé Popular do Recife, um Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, criado em 1977, há mais de 40 anos e com linguagem própria denominada Brasílica, metodologia implantada pelo fundador e diretor André Madureira.
&
Tetralogia Primeira – Terminologia, Quartzo e Temporal: lapsos -, de Gentil Porto Filho aqui.
A obra da a filósofa, pintora, poeta e historiadora Rita Joana de Souza aqui.
A música de Spok Frevo aqui.
A arte do pintor Elmar Castelo Branco aqui.
O documentário O migrante, direção de Beto Novaes, Francisco Alves e Cleisson Vidal aqui.
Teatro nosso de cada dia, de Fernando Peltier (1948-2014) aqui.
&
Camocim de São Félix aqui e aqui.


segunda-feira, abril 06, 2020

MARTHA ROBLES, CAROLE KING, SVĚTLANA ŽALMÁNKOVÁ, AMÉLIA BRANDÃO NERY, ALESSANDRA LEÃO, JULIANA MEIRA & REGINA MELLO


PARA APRENDER NÃO PRECISA SER PELO PIOR – UMA: O CAPITALISMO PAROU, QUE BOM! – Esse o lado bom da coisa! A mundialização, ou melhor, a internacionalização dos mercados parou, as bolsas despencaram, o planeta continua girando e todo mundo trancado dentro de casa. Ainda tem gente desavisada que corre atrás de dinheiro, grana e mais pecúnias, ora. Temos a oportunidade mais uma vez de aprender a lição. Quantas não já tivemos, afinal, viver é outra coisa! Taí, vamos ver se assimilamos o aprendizado desta vez. Vou de Márcia Tiburi: O amor é esse afeto aberto ao futuro. O ódio é afeto fechado para o futuro. O motivo pelo qual amamos é inversamente proporcional ao porque odiamos. No primeiro caso construímos, no segundo, destruímos. - DOIS: COMO SERÁ LEMBRADO DEPOIS? – Têm quem se saia bem na fita, outros tantos que queimam o filme para valer. Quem faz na vera, não está preocupado na lembrança que ficará pros filhos, netos e bisnetos. Enfim, para a posteridade. Isso porque muita gente endeusa merecidamente pais, avós, bisavós, pela herança: arte, feitos, contribuições. Já outros, nem tão simpáticos, passam por facínoras, ditadores, nazistas, dendroclatas, golpistas, que retrato deixarão na memória? Nem são capazes de pensar nisso. Eu mesmo ando meio Ismael Nery: Meu Deus, para que me destes tantas almas num só corpo? Neste corpo neutro que não representa nada do que sou, neste corpo que não me permite ser anjo nem demônio, neste corpo que gasta todas as minhas forças para tentar viver sem ridículo tudo que sou... O homem deveria ser uma bola com pensamento. TRÊS: HUMANO DEMAIS - Para quem não tem nada para fazer, invente, use da criatividade, da inovação. Eu mesmo vou driblando, escapando, persistindo. Nunca é demais o que se possa fazer pela vida. Que o diga Ígor Stravinski: Para criar deve existir uma força dinâmica, e que força é mais potente que o amor? O silêncio vai salvar-me de estar errado (e de ser idiota), mas que também irá privar-me da possibilidade de estar certo. E vamos aprumar a conversa! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] nesse momento atual, temos que lutar pela vida. Por quê? Porque estamos sendo mortas. Porque estamos sendo estupradas. Porque somos atingidas por diversos tipos de violência. Qual é a prioridade? A prioridade é a vida. [...]. Trecho da entrevista concedida pela socióloga, escritora e professora mexicana Martha Robles, autora do livro Mulheres, mitos e deusas (Aleph, 2019), trazendo a história e dilemas vividos por figuras como Afrodite, Cinderela, Simone de Beauvoir e Virginia Woolf, uma viagem de resgate da essência perdida ao ressignificar o papel feminino no mundo, revelando por meio de uma análise inteligente dos arquétipos, dos mitos e das lendas construídos em torno da mulher, demonstrando como eles acabaram por reafirmar o machismo na cultura ocidental. Veja mais aqui.

ÁGUA DURA – com uma lata de banha colhi na infância / o lambari / em segurança lhe deitei no aquário / ele escolheu o cerro de pedra depois / a embarcação / os outros gostavam de ouvir as suas / lembranças da sanga selvagem / o lambari / primeira lição de amizade. Poema da poeta Juliana Meira, autora de livros como poema dilema (Porto Poesia, 2009),  poema pássaro (Patuá, 2015), na língua da manhã silêncio e sal (Modelo de Nuvem/Belas Letras, 2017), livro vencedor do prêmio Minuano de Literatura na categoria poesia 2018, água dura (Artes & Ecos, 2019), entre outros livros. Integra a coletânea Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016) e a coletânea Treze mulheres e um verão (Feito no Ato/Psappha, 2018). Também tem poemas em caixas de fósforo na Coleção Fogo do Verbo (2008), no volume IX da Antologia Proyecto Cultural Sur-Brasil/Poesia do Brasil (2009); no Caderno de Literatura da Ajuris (2010); na Z Revista de Poesia, números 1 e 2, edição de Paco Cac (2012); na Coletânea Palavras, coordenação de Hilda Flores (2013); na Revista de Poesia Cafeína nas Veias (Vidráguas, 2014) ; no ebook Terrário (2015), além de ter participado de exposições como Poema em Foco, Código Coletivo, Cartões Galantes e em publicações como Blocos Online, Portal de Literatura e Cultura; Germina e Mallarmargens. Veja mais aqui.

A MÚSICA DE CAROLE KING
Quando você estiver para baixo e com sérios problemas e necessitar de carinho ou alguns cuidados, e nada, nada estiver dando certo feche seus olhos e pense em mim e logo lá eu estarei para iluminar sua noite ainda que ela esteja sombria. Basta chamar pelo meu nome bem alto, pois você sabe que onde eu estiver eu virei correndo ver você outra vez. Seja no inverno, primavera verão,ou outono, tudo que você tem que fazer é me chamar e eu lá estarei! Porque você tem um amigo.
CAROLE KING – A arte da premiada cantora e compositora estadunidense Carole King, autora de uma extensa discografia que vem desde o álbum Writer (1970) e mais de duas dezenas de títulos que culminam com A Holiday Carole (2011), numa firme carreira musical e poética.
&
ALESSANDRA LEÃO
O fio sou eu mesma e a minha relação com a “música de rua” (o que se chama de música popular/tradicional, mas que sempre acho que ainda não encontramos um termo em que caiba todo esse universo). O fio sou eu, na medida em que cada um fala de mim num determinado tempo da minha vida. Mudamos ao longo do tempo e permanecemos sendo os mesmos de muitas maneiras. E por mais que mude, a força e a presença dessa minha “escola artística” ainda é a mesma, pois ainda me move e me instiga de maneira absolutamente profunda.
ALESSANDRA LEÃO – A arte da cantora, percussionista e compositora Alessandra Leão, percussionista, que integrou o grupo Comadre Fulozinha e já atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Jorge Du Peixe, Isaar, Silvério Pessoa, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), Kiko Dinucci, Metá Metá, Rodrigo Campos e Rafa Barreto. Em 2006, iniciou seu trabalho autoral com o disco Brinquedo de Tambor. Em 2008 idealizou, coordenou e produziu o projeto Folia de Santo, com um disco homônimo lançado no mesmo ano. Em 2009, lançou seu segundo disco, Dois Cordões. Nesse mesmo ano compôs a trilha sonora do espetáculo teatral Guerreiras, de Luciana Lyra, lançado em livro e CD em 2010. Já realizou turnês no Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Portugal e Holanda. Em 2014, a trilogia de EPs intitulada Língua, lançando Pedra de Sal, Aço e Língua. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte da tcheca Světlana Žalmánková. Veja mais aqui.
&
REGINA MELLO
Sim, arte é poesia e coadunam sempre! Costumo dizer que a poesia é a mãe de todas as artes! É conceito, movimento, volume, sonho... Poesia é expressão, comunicação, linguagem. A arte conceitual para mim é o “gênero” mas amplo, atual e completo. Um estilo que permite mais reflexão, discussão e criatividade, onde a arte e a poesia caminham de mãos dadas. A arte conceitual pede síntese e isto é comigo mesma!
REGINA MELLO - A arte da artista plástica, poeta, escultira e gestora cultural Regina Mello, que edita os blogs Regina Mello BR, Esculturas e A poesia das sombras. Veja mais aqui & aqui.

PERNAMBUCO ART&CULTURAS
A MÚSICA DE TIA AMÉLIA
A arte da pianista e compositora Amélia Brandão Nery, mais conhecida como Tia Amélia (1897-1983), pianista erudita que se dedicou ao choro, lançando os álbuns Velhas Estampas (Odeon, 1959) Valência / Revoltado (Odeon, 1959) As Músicas da Vovó no Piano da Titia (Odeon, 1960) Cuíca no Choro / Bom dia Radamés Gnattali (RCA Victor, 1960) A Benção, Tia Amélia (Marcus Pereira, 1980/1985).
O pensamento do cientista e médico nutrólogo Nelson Chaves (1906-1982) aqui, aqui e aqui.
A poesia de cordel de Manoel Bentevi aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
O teatro de Luiz Marinho (1926-2002) aqui.
A arte de Carlos Vanderlei Pinto aqui.
Até quarta, Isabela, do advogado, escritor e líder das Ligas Camponesas nos anos de 1950, Francisco Julião (1915-1999) aqui.
O Brasil Holandês aqui.
O suco de graviola aqui.
Tacaimbó aqui, aqui, aqui & aqui.
&
OFICINAS ABI – 2º SEMESTRE 2020
Veja detalhes das oficinas da ABI aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.


segunda-feira, abril 20, 2015

EDITH DERDYK, NÉLIDA PIÑON, NOVALIS, IONESCO & HÉSPERA

 


LITERÓTICA: O PRESENTE DE HÉSPERA - Quando a vi seguia entre as Hespérides em coro no cortejo materno de Nix. Viu-me com o Sol poente de seus olhos, enfeitiçou-me: era a mais linda ninfa grega. Desde daquele dia busquei-a em todos os momentos incansavelmente, até vê-la cumprir a sua missão infantil de guardiã pelo bosque das macieiras no pomar de Hera. Era-me proibido ali entrar e ela se surpreendeu com a minha presença. A deusa crepuscular, filha da noite e da escuridão, veio em minha direção, aproximou-se com ternura e curvou-se para entoar seu canto repleto de magia e esperança. O seu perfume de ambrosia enfeitiçou-me pelas estações do ano. Levou-me à nascente para sussurrar seu feitiço com o divino e imortal Manjar dos Deuses e assim me curou – todo mortal morreria se comesse e saboreei uma extrema sensação de felicidade. Ressuscitei porque ela deitou o alimento de sua vagina em minha boca e sorvi o néctar de seus gozos em minha língua. A deusa do crepúsculo vespertino estirou-se nua sobre o meu corpo e aninou-se em meu sexo como se regasse a árvore sagrada. Renasci no ritual do seu amor: era o espírito da imortalidade e ocultou-se nas súbitas metamorfoses a guardar meu nome enquanto me sentia envolvido pela Luz do Crepúsculo. Veja mais aqui, aqui & aqui.

 


DITOS & DESDITOS - A poesia cura as feridas infligidas pela razão... O caminho misterioso vai para dentro. É em nós, e não em nenhum outro lugar, onde a eternidade dos mundos, o passado e o futuro são encontrados... Pensamento do poeta alemão Novalis (Georg Philipp Friedrich von Hardenberg – 1772-1801). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ALGUÉM FALOU: Busco o entendimento da linha, que é como se fosse um sismógrafo do pensamento... Pensamento da pintora, desenhista, designer gráfico e escritora Edith Derdyk. Veja mais aqui & aqui.

 

PROMOÇÃO BRINCARTE DO NITOLINO – O projeto Brincarte do Nitolino está efetuando uma promoção com objetivo de viabilizar pauta de realizações que vão desde lançamentos de livros, de cds/dvds, como também de apresentação de espetáculos teatrais. Em uma parceria entre as Edições Nascente e o Projeto MCLAM, o projeto visa corroborar a venda dos livros já publicados para a realização dos novos projetos. Essa promoção consiste na disponibilização dos livros infantis Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas, O lobisomem zonzo, Turma do Brincarte e Frevo Brincarte, além do brinde do folheto de cordel Tataritaritatá, por um preço abaixo da tabela. Participe e confira aqui e aqui.

Imagem: Standing Nude, do pintor, escultor, gravurista e artista gráfico surrealista catalão Joan Miró (1893-1983). Veja mais aqui, aqui, aquiaqui

Curtindo La sacre du printemps, do compositor e maestro Igor Stravinski (1882-1971) com o coreógrafo alemão Uwe Scholz (1958-2004) & Leipzig Balé, Gewandhaus Orchestra Leipzig, conducting Henrik Schaefer, pianos Wolfgang Manz & Rolf Plagge. Veja mais aqui & aqui.

O EU & O MARTÍRIO DO ARTISTA: VERSOS DE AMOR E O LUPANAR – O poeta, advogado e professor paraibano do movimento pré-modernista da literatura brasileira, Augusto dos Anjos (1884-1914), publicou o seu primeiro livro Eu (1912), produto, segundo Assis Brasil (Dicionário Prático de Literatura Brasileira, 1979), do seu pessimismo e da posição estética contraditória do poeta, com utilização de linguagem grandiloquente para dizer de sua desilusão do mundo e introduzindo uma terminologia paracientífica e filosofante, usando a técnica do Parnasianismo e do Simbolismo, então vigentes. De sua obra destaco primeiro o soneto O martírio do artista: Arte ingrata! E conquanto, em desalento, / a órbita elipsoidal dos olhos lhe arda, / busca exteriorizar o pensamento / que eu suas fronetais células guarda! / Tarda-lhe a ideia! A inspiração lhe tarda! / E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento, / como o soldado que rasgou a farda / no desespero do último momento! / Tenta chorar, e os olhos sente enxutos!... / É como paralitico que, à mingua / da própria voz, e, na, que ardente o lavra, / febre de, em vão, falar, com os dedos brutos / para falar, puxa e repuxa a língua, / e não lhe à boca uma palavra! Também destaco Versos de amor: Parece muito doce aquela cana. / Descasco-a, provo-a, chupo-a... ilusão treda! / O amor, poeta, é como a cana azeda, / A toda a boca que o não prova engana. / Quis saber que era o amor, por experiência, / E hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo, / Pudera eu ter, eu que idolatro o estudo, / Todas as ciências menos esta ciência! / Certo, este o amor não é que, em ânsias, amo / Mas certo, o egoísta amor este é que acinte / Amas, oposto a mim. Por conseguinte / Chamas amor aquilo que eu não chamo. / Oposto ideal ao meu ideal conservas. / Diverso é, pois, o ponto outro de vista / Consoante o qual, observo o amor, do egoísta / Modo de ver, consoante o qual, o observas. / Porque o amor, tal como eu o estou amando, / É espírito, é éter, é substância fluida, / É assim como o ar que a gente pega e cuida, / Cuida, entretanto, não o estar pegando! / É a transubstanciação de instintos rudes, / Imponderabilíssima e impalpável, / Que anda acima da carne miserável / Como anda a garça acima dos açudes! / Para reproduzir tal sentimento / Daqui por diante, atenta a orelha cauta, / Como Marsias — o inventor da flauta — / Vou inventar também outro instrumento! / Mas de tal arte e espécie tal fazê-lo / Ambiciono, que o idioma em que te eu falo / Possam todas as línguas decliná-lo / Possam todos os homens compreendê-lo! / Para que, enfim, chegando à última calma / Meu podre coração roto não role, / Integralmente desfibrado e mole, / Como um saco vazio dentro d’alma! Por fim, destaco O lupanar: Ah! Por que monstruosíssimo motivo / Prenderam para sempre, nesta rede, / Dentro do ângulo diedro da parede, / A alma do homem polígamo e lascivo? / Este lugar, moços do mundo, vêde: / É o grande bebedouro coletivo, / Onde os bandalhos, como um gado vivo, / Todas as noites, vêm matar a sede! / É o afrodístico leito do hetairismo, / A antecâmara lúbrica do abismo, / Em que é mister que o gênero humano entre, / Quando a promiscuidade aterradora / Matar a última força geradora / E comer o último óvulo do ventre! Veja mais aquiaqui e aqui.

O CALOR DAS COISAS – O livro O calor das coisas (Record, 1997), da premiadíssima escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras, Nélida Piñon, reúne treze contos que excepcionalmente magistrais. O livro começa com o conto Jardim das Oliveiras, depois As quatro penas brancas, O ilustre Menezes, Finisterre, Tarzan e Beijinho, O revólver da paixão, Coração de ouro, O sorvete é um palácio, Disse um campônio à sua amada, A sereia Ulisses – no qual destaco: O amor para mim nunca ultrapassou uma estação; o Calor das coisas, e A sombra da caça. Da obra destaco o conto I love my husband: [...] O que mais quer, mulher, não lhe basta termos casado em comunhão de bens? E dizendo que eu era parte do seu futuro, que só ele porém tinha o direito de construir, percebi que a generosidade do homem habilitava-me a ser apenas dona de um passado com regras ditadas no convívio comum. Comecei a ambicionar que maravilha não seria viver apenas no passado, antes que este tempo pretérito nos tenha sido ditado pelo homem que dizemos amar. Ele aplaudiu o meu projeto. Dentro de casa, no forno que era o lar, seria fácil alimentar o passado com ervas e mingau de aveia, para que ele, tranquilo, gerisse o futuro. Decididamente, não podia ele preocupar-se com a matriz do meu ventre, que devia pertencer-lhe de modo a não precisar cheirar o meu sexo para descobrir quem mais, além dele, ali estivera, batera-lhe à porta, arranhara suas paredes com inscrições e datas. Filho meu tem que ser só meu, confessou aos amigos no sábado do mês que recebíamos. E mulher tem que ser só minha e nem mesmo dela. A ideia de que eu não podia pertencer-me, tocar no meu sexo para expurgar-lhe os excessos, provocou-me o primeiro sobressalto na fantasia do passado em que até então estivera imersa. Então o homem, além de me haver naufragado no passado, quando se sentia livre para viver a vida a que ele apenas tinha acesso, precisava também atar minhas mãos, para minhas mãos não sentirem a doçura da própria pele, pois talvez esta doçura me ditasse em voz baixa que havia outras peles igualmente doces e privadas, cobertas de pêlo felpudo, e com a ajuda da língua podia lamber-se o seu sal? Olhei meus dedos revoltada com as unhas longas pintadas de roxo. Unhas de tigre que reforçavam a minha identidade, grunhiam quanto à verdade do meu sexo. Alisei meu corpo, pensei, acaso sou mulher unicamente pelas garras longas e por revesti-las de ouro, prata, o ímpeto do sangue de um animal abatido no bosque? Ou porque o homem adorna-me de modo a que quando tire estas tintas de guerreira do rosto surpreende-se com uma face que lhe é estranha, que ele cobriu de mistério para não me ter inteira? De repente, o espelho pareceu-me o símbolo de uma derrota que o homem trazia para casa e tornava-me bonita. Não é verdade que te amo, marido? Perguntei-lhe enquanto lia os jornais, para instruir-se, e eu varria as letras de imprensa cuspidas no chão logo após ele assimilar a notícia. Pediu, deixe-me progredir, mulher. Como quer que eu fale de amor quando se discutem as alternativas econômicas de um país em que os homens para sustentarem as mulheres precisam desdobrar um trabalho de escravo. [...]. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

O ANTITEATRO – O escritor, patafísico e dramaturgo francês de origem romena, Eugène Ionesco (1909-1994), um dos grandes nomes do Teatro do Absurdo, desenvolveu a teoria do Antiteatro - a insólita e iconoclasta análise da tragicidade da linguagem, com textos que expressam uma crise da consciência do pós-guerras mundiais com processos experimentais do Dada e do Surrealismo. Aborda temas como o da incomunicabilidade, o medo da morte, o estrangulamento que as normas sociais impõem ao homem da atualidade num mundo caótico. Sobre a linguagem teatral (Estética teatral – Lisboa, 1980), o autor assinala que: [...] Quando se diz que o teatro deve ser apenas social não se trata na realidade de um teatro político e, certamente, num determinado ou noutro sentido. Ser social é uma coisa; se socialista ou marxista ou fascista é outra – é a expressão de uma tomada de consciência insuficiente; [...] Depois, pode ser-se social apesar de se querer ou não sê-lo, pois que todos nós, todos, somos como que possuídos como que por uma espécie de complexo histórico e pertencemos a um certo momento da história – que, todavia, está longe de nos absorver inteiramente e que, pelo contrário, não exprime nem contém senão a parte menos essencial de nós próprios. Falei sobretudo de uma certa técnica, da linguagem teatral, a linguagem que lhe é própria. A matéria, ou os temas sociais, podem muito constituir, dentro desta linguagem, assuntos e temas de teatro. Talvez se seja objetivo por força da subjetividade. O particular junta-se à generalidade e a sociedade é evidentemente um dado objetivo: todavia, eu vejo o social, isto é, a expressão histórica do tempo a que pertencemos, e não seria através da linguagem (e toda linguagem é também histórica naturalmente circunscrita no seu tempo, é indissociável) que eu vejo esta expressão histórica naturalmente implicada na obra de arte, quer se queira quer não se queira, consciente ou não, mas mais viva, mais espontânea, do que deliberada ou ideológica. Aliás, o temporal não vai contra o temporal e o universal; pelo contrário, submete-se-lhe. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui.

PAPEL NO VARAL – O projeto Papel no Varal é realizado pelo Instituto Lumeeiro e com curadoria do poeta e professor universitário Ricardo Cabús, desde 2009, levando a poesia ao grande público. Num varal de sisal, 100 poemas de autores de todos os tempos e de todos os cantos são dispostos para que as pessoas escolham e leiam. Este ano o projeto está comemorando seis anos com uma festa para lá de extraordinária: comemorar seis anos de poesia pendurada no sisal no próximo dia 29, quarta-feira, no Orákulo Chopperia, em Maceió. Serviço 6° Aniversário do Papel no Varal Data: 29 de abril, quarta-feira. Horário: 20h Local: Orákulo Chopperia Ingressos gratuitos antecipados: Farmácias Ao Pharmacêutico Apresentação e curadoria: Ricardo Cabús Participações musicais: Músicos que fazem parte da história do Papel no Varal Classificação etária: 14 anos Promoção: Instituto Lumeeiro Informações: (82) 8135-5920 / (82) 8135-5990  contato@lumeeiro.org Veja mais aqui.

EMOÇÕES: MOVIMENTO & MANIA DE POESIA – A escritora e advogada Suely Ribella é autora dos livros Meus Caminhos (2012), Encantos (2012), Outros sonhos (2013), Sentidos (2013) e Quase Nada (2014), todos publicados pela Editora Delicatta. Ela edita o blog Emoções, reúne seu trabalho literário no Recanto das Letras e participa Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande (RJ) e é presidente da Academia de Letras do Brasil (ALB/Santos), entre participações. Da sua lavra destaco o poema Louca, eu?: Se me interessa, de cega me faço, / o sofrimento é uma opção de vida, / se for preciso, ensurdeço também, / me chamem louca, chamo-me feliz. / Sobram motivos se eu quiser sofrer, / quero enxergar o lado bom da vida, / eu quero rir, brincar, dizer tolices, / me chamem louca, chamo-me feliz. / Namoro a vida e quando ela me trai, / brigo depressa, logo ela me entende, / faço o que quero, sou dona de mim. / Ninguém no mundo tem autoridade / pra me dizer o que é errado ou certo, / me chamem louca, chamo-me feliz. Também o seu poema Movimento: Todo dia, / toda noite, / dia e noite, / noite e dia, / tempo leve, / tempo breve / é o tempo / com você. / Todo dia, / toda noite, / dia e noite, / noite e dia, / tempo denso, / tempo imenso / é o tempo / sem você. Por fim, o seu Mania de Poesia: Eu rimo contigo. / Tu rimas comigo. / A métrica se ajeita. / O ritmo é sensual. / A poesia é perfeita. Veja mais aqui.


FRANCES – O drama estadunidense Frances (1982), dirigido por Graeme Clifford, roteiro de Nicholas Kazan e música de John Barry, é baseado na vida da atriz Frances Farmer (1913-1970), que tem uma vida conturbada por suas posições tidas como comunista e seus desentendimentos com executivos de Hollywood, que a leva ao internamento num hospital psiquiátrico. Destaque para a premiada atriz Jessica Lange no papel principal da película. Veja mais aquiaqui.

IMAGEM DO DIA
Todo dia é dia da atriz estadunidense Frances Farmer (1913-1970). Veja mais aqui, aqui & aqui.


Veja mais sobre:
A vida, a terra, o homem & a bioética, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, A condição humana de Hannah Arendt, A cronologia pernambucana de Nelson Barbalho, Pau-Brasil de Oswald de Andrade, a poesia de Patativa de Assaré, a música de Elomar Figueira de Mello, a pintura de Fernand Khnopff, Shere Crossman & Antonio Cláudio Mass aqui.

E mais:
O sol nasce paratodos aqui.
A lição de casa amanhecer, A lenda da origem do Solimões, a escultura de Lorenzo Quinn, a música de Anne Schneider, a arte de Alice Soares, O lobisomem zonzo & Edla Fonseca aqui.
Brincarte do Nitolino, Hino ao Sol de Akhenaton, O fundador de Nélida Piñon, a música de Kitaro, Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade, Medeia de Eurípedes, Belfagor: O arquidiabo de Nicolau Maquiavel, a poesia de Percy Bysse Shelley, O dicionário do Aurélio, o cinema de François Truffaut, a pintura de Otto Lingner & Nina Kozoriz aqui.
Alvoradinha, o curumim caeté, a literatura de Lygia Fagundes Telles, a poesia de Manuel Bandeira, o teatro de Qorpo Santo, Psicologia social: infância, imagem e literatura, a pintura de Fernando Botero, a arte de Marilyn Monroe & Ashley Judd, Jayne Mansfield, a música de Roberto Carlos & O sabor da fonte de todos os gozos aqui.
Se um dia o sonho da vez, Expressões enganadoras de Gilbert Ryle, a poesia de Elizabeth Bishop, Os nascimentos de Eduardo Galeano, a música de Dandara & Paulo Monarco, a pintura de Carla Shwab & Lavinia Fontana, a arte de Rosa Esteves & W. G. Collingwood aqui.
A vida se desvela nos meus olhos fechados, Ensaios filosóficos de John Langshaw Austin, a literatura de Dostoiévski & Georg Eliot, a música de Mísia, a fotografia de Edward Weston, Rico Lins & Krzyzanowski Art, a arte de Top Thumvanit & Stephanie Sarley aqui.
Carta de amor, Espécies naturais de Willard Van Orman Quine, Madre Teresa de Calcutá, a música de Dori Caymmi, a literatura de Alicia Dujovne Ortiz, a arte de Henry Monnier & Tanja Ostojić, a fotografia de João Roberto Riper & Luciah Lopez aqui.
A fome e a laranjeira, Princípios da filosofia do direito de Hegel, O espírito de Romain Rolland, O diário de Frida Kahlo, a música de Bach & Janine Jansen, a fotografia de Sebastião Salgado, a xilogravura de Fernando Saiki, a arte de David Padworny & Tempo de amar de Genésio Cavalcanti aqui.
Papo de Fabos, Escarafunchando Friederich Perls, O castelo de Franz Kafka, a literatura de Machado de Assis, a música do Discantus, a pintura de Renato Guttuso & Luba Lukova, a arte de Carmela Gross & Paulo Ito aqui.
Barulho da miséria, Escritos lógico-linguisticos de Peter Strawson, a literatura de Baronne de Staal & Mary Shelley, a música de Shania Twain, a escultura de Ben Weily, a pintura de Anna Miarczynska, o grafite de Magrão Bz, a arte de Fabio de Brito & a poesia de Livia De La Rosa aqui.
Repente qualquer jeito para ver como é que fica, A servidão humana de Baruch de Espinoza, A tecnologia na arte de Edmond Couchot, A vida antes do homemd e Margaret Atwood, a música de Jackson do Pandeiro, a escultura de Antonio Corradini, a fotografia de Nikolai Endegor, a arte de Victoria Selbach & Leonel Mattos aqui.
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