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segunda-feira, junho 16, 2025

HAN KANG, ALIZÉE DELPIERRE, KARINA SACERDOTE & RECIFE

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som de Apu: Poema Sinfônico para Orquestra (2017), Concertino Cusqueño (2012), Elegia Andina (2000), Escaramuza (2010), Cinco Cenas (2015), Karnavaliango (2013), Lendas: Uma Caminhada Andina -orquestra de cordas (2001), Manchay Tiempo - Tempo de Medo (2005), Peregrinos (2009), Raíces (2012), Requiem for a Magical America: El Día de los Muertos (versão orquestral) (2012), Três Danças Latino-Americanas (2004), Dois Retratos Americanos (2008), Duas Danças Peruanas - para orquestra de cordas iniciante (2015) e Walkabout: Concerto para Orquestra  (2016), da pianista e compositora estadunidense Gabriela Lena Frank.

 

Oito anos quase segundos... – Mais de 20 anos depois – na verdade, quase 30 mesmo – eu retornava. Era meia noite, como se fugisse. E foi mesmo! Ainda anteontem o que era moradia tornou-se um ermo cercado pela tamponagem do interdito. Sim, estava salvo no dia seguinte, escapava por pouco, ufa! Passado o susto, um sentimento de passos sobre pedras falsas. A alvissareira perspectiva: rever os amigos, matar as saudades. Comecei pelos locais do afeto: uma manhã inteira num chá de cadeira e um quase pleno arrependimento de ter comprado uma briga 40 anos atrás, coisas para aprender, ou quase. Nunca mais voltei lá, nem pretendo voltar. Felizmente, o que valeu daquele dia de tamanho desapontamento foi a primeira mão estendida – uma amizade que bateu de cara e me fez esquecer a decepção no meio da tarde perdida: inaugurava uma residência voluntária, até duradoura, ou quase. Graças! Ali o único local de abrigo que restava para um estrangeiro em seu próprio chão. O reencontro quase festivo: uma frieza jamais sentida de forasteiro na esguelha: uma fotografia desbotada duma parede em ruínas. Outra mão estendida, mais uma, alguns dos laços mais estreitos tomados pela idade avançada, um desconhecido pros deslembrados; outros, haviam partido desta para melhor; os sobreviventes, tanto como os parentes restantes e outros quase, de soslaio e bem distantes. A cidade, apesar de ser a mesma desde antes e sempre, agora teimava em ser outra ou quase. A província apequenou-se, como de resto tantos municípios limpinhos e asfaltados, porém desumanos pelo Brasilzão afora. Uns miúdos agrados aqui e ali, conversas com os da mesma laia, descompasso dos diálogos, mesmo assim lavava aos poucos a alma & um tanto de sacrifício, na força da munheca e na garra. Não fossem os gatos pingados, outra seria para desistir definitivamente. Insisti, persisti, queria perseverar, mesmo na desgraça que nunca viria sozinha. Resiliência recorrente para saída da mesmice das quebra-de-braço – já me sentia completamente rejeitado e devidamente defenestrado duma vez por todas do convívio conterrâneo, salvei-me pela ancestralidade e a primeira plenitude, sarando feridas, sangramento estancado para alívio de cicatrizes e talhos renovados. Aí, pálin! E o que era para ser feito: foi. Persistência reiterada, resistir era e continua sendo mais que preciso. E sempre. Se fracassei, fiz o melhor que pude. Não me calei, nem me senti vencido: tirante as doidices, tudo nos conformes, ou quase. Percepção de que estava passando da hora. Aí, minha gratidão para os que comigo estiveram; aos demais, meu aceno. Quem sabe um dia voltarei pra Catuama – queria muito era que minhas cinzas fossem jogadas no Una. Do contrário, mais realista: para onde eu for lá estarei. Até mais ver.

 

Karen Blixen: Eu conheço uma cura para tudo: água salgada... de uma forma ou de outra. Suor, lágrimas ou o mar salgado... Veja mais aqui.

Nathalie Gassel: Da insignificância, foi necessário criar sentido, significância; derrubá-la... Veja mais aqui & aqui.

Lídia Jorge: O teatro ensina o que não ensina a vida... Qualquer paraíso é demasiado belo para que junto da árvore da vida a pessoa possa entreter-se com futilidades... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

DOIS POEMAS

Imagem: Acervo ArtLAM.

TANGENTE - Lá \ no meu ponto de tangência \ Os silêncios estão concentrados \ As culpas são agrupadas \ Meu pai fecha os olhos \ Os meus dedos corrompem-se. \ Estou a chorar num canto outra vez. \ as luzes rasgam \ E você \ Mesmo aí. \ Você está vindo do infinito, então eu não sou eu \ E você está indo embora \ Vais-te embora outra vez.

IMPUGNAÇÃO - Eu me recusei a dizer \ Eu nego inédito. \ Eu disse a ele. \ para me deixar cair a ruína \ Para olhar para baixo o desafio \ Eu me recusei a dizer \ Eu oponho-me. \ para a murcha \ resignar-me à decadência \ Eu me levanto à deterioração da palavra \ E os olhos de fogo \ e a língua bisturi \ e beijos de lábios \ Opôs-me ao anjo. \ Para o anjo escuro que me cerca \ Eu disse a ele sem grito sem sálvia sem selvagem \ Eu disse a ele sublime, corajoso e corajoso \ E tal era a minha certeza. \ E tal era a mentira de sua glória \ Mansamente baixou o olhar \ E ainda me sitiando \ e jurando nunca me deixar \ Ele caiu de joelhos. \ E ele pediu desculpa para mim.

Poemas da escritora experimentalista, ilustradora e editora argentina Karina Sacerdote, criadora do fórum literário Blue and Words, fundou a Revista Axolotl, coordena o Axolotl e o Blessed Erato, o ciclo de leituras literárias de Picadas e Eros Aires.

 

NÓS NÃO NOS SEPARAMOS - [...] Às vezes, com alguns sonhos, você acorda e sente que o sonho está acontecendo em outro lugar. [...] Pode ser difícil distinguir tolerância de resignação, tristeza de reconciliação parcial, coragem de solidão. Pensei em como pode ser difícil distinguir essas emoções com base em expressões faciais e gestos, em como a pessoa em questão pode ter dificuldade em distinguir esses sentimentos em si mesma. [...] Lembro-me da sensação de amor doloroso, como ele penetrava na minha pele. Entupindo a medula dos meus ossos e murchando meu coração... foi então que percebi. Que o amor era uma agonia terrível. [...] Como suportar isso? Sem um fogo queimando no peito, Sem um você para quem retornar e abraçar. [...]. Trechos extraídos da obra We Do Not Part (Hogarth Press, 2025), da escritora sul-coreana Han Kang. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

EXPLORAÇÃO DOURADA: EMPREGADOS & RICAÇOS [...] "Exploração dourada" é um oximoro que me ajuda a explicar que os empregados estão em uma situação de exploração porque trabalham de forma ilimitada, mas, ao mesmo tempo em que trabalham muito, também ganham muito. Eu mesma vi como, apesar de eu ser uma empregada apenas meio período, os patrões me pediam para trabalhar muito mais do que havíamos combinado. Então, os empregados que trabalham todos os dias nas casas dos ricos, que dormem lá — porque essa é uma condição para trabalhar para os ricos —, trabalham o dia inteiro e também à noite. Por exemplo, as mulheres que cuidam das crianças quase não dormem. Elas precisam dormir nas camas ou nos quartos das crianças, então não dormem bem à noite. E durante o dia têm que cozinhar para as crianças, sair com elas, etc. É um tipo de exploração, porque não têm tempo para fazer outra coisa além de trabalhar. [...] A exploração dourada é um sistema que funciona assim: quanto mais dinheiro e presentes os ricos dão aos seus empregados, mais legitimados se sentem para exigir que eles trabalhem ainda mais. Cria-se, então, uma espécie de dívida. Os empregados sentem que precisam trabalhar para compensar tudo o que receberam — o salário alto, os presentes, os privilégios. [...] Nas casas dos ricos, os empregados não podem circular por todas as áreas. Não podem usar a piscina, não podem ir para as partes da casa onde os ricos se reúnem com seus amigos. Não têm liberdade de circulação. Nas casas maiores que vi, há corredores diferentes para os empregados e para os patrões, para que os patrões não vejam os empregados o tempo todo. Outra forma de os patrões imporem distância é mudando os nomes dos empregados. Se o seu nome é Juan, podem te chamar de Joseph, por exemplo. E há uma racialização nessa mudança de nome. Quando os empregados são estrangeiros — o que é o caso de muitos atualmente — os patrões trocam seus nomes por um nome francês. Isso é uma violência simbólica, como diria Pierre Bourdieu. Há patrões que sempre colocam o mesmo nome para todos os seus empregados. Por exemplo, a babá se chama sempre Maria. Se chega uma nova babá, também será chamada Maria. É uma maneira de demonstrar a superioridade do rico sobre as outras pessoas, que são despersonalizadas. [...] Se um empregado decidisse recorrer à Justiça, os ricos sairiam ganhando, porque seus amigos são advogados, têm muito capital social. Sabem que são intocáveis. Sabem que nada pode acontecer com eles. Nos poucos casos que encontrei na Justiça em que um empregado processou seu patrão, quem ganhou foi o patrão. Então, não, eles não têm medo dos empregados. [...] Trechos da entrevista concedida à BBC News Mundo (08/06/2025), pela socióloga francesa Alizée Delpierre, autora da obra Servir les riches - Les domestiques chez les grandes fortunes (La Decouverte, 2022) e co-autora da coletânea Les femmes de ménage dans l'intimité du domicile: Une relation de travail complexe (Téraèdre, 2023).

 

O RECIFE: IMAGENS DA CIDADE SEREIA

[...] O Recife não é uma cidade que agrade ao forasteiro à primeira vista, faz-se necessário penetrar no seu âmago, na alma alegre de sua gente, para entender as suas características únicas e a formação do ideário nativista do seu povo. [...]

Trechos extraídos do livro O Recife: imagens da cidade sereia (PFR/Comunigraf, 1998), do historiador Leonardo Dantas Silva (1945-2023), autor de obras tais como Recife: uma história de quatro séculos (1975), Pequeno calendário histórico-cultural de Pernambuco (1977), Ritmos e danças - frevo (1978), Cancioneiro pernambucano (1978), O Piano em Pernambuco (1987), Arruando pelo Recife (2021), entre outros.

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A POESIA ABSOLUTA DE TONY ANTUNES

Veja mais Tony Antunes aqui, aqui, aqui & aqui.

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O MACHADO POÉTICO DE SYDIA

Veja mais Sydia Araújo aqui, aqui & aqui.

 

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segunda-feira, abril 14, 2025

HWANG BO-REUM, CYNTHIA FRANCO, CLAUDIA WERNECK, JUAREIZ & AMAURI CAMINHA

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

Ao som dos álbuns Archetypes (Cedille Records, 2021) e Window To The World (Vectordisc Records, 2022), da premiada compositora, pianista, cantora e arranjadora Clarice Assad. Veja mais aqui.

 

Lá vai o poeta porque a vida é uma canção de amor... - Foi Marquinhos quem trouxe um doido e a maldição da lucidez. E me levou lá na Praça da Luz – local já conhecido do saudoso casal Mestre Biu & dona Carminha. Lá estava o poeta que gozava de prestígio pela edição inaugural da antologia Poetas dos Palmares, afora outros tantos idos e acontecidos. Tinha eu lá por volta dos meus 12 anos de idade e, dias depois, conversa vai, conversa vem, ousei passar pra ele os meus rabiscos adolescentes. Ele se riu e soltou: Vamos publicar. Ora, ora. Era eu um menino da beira do rio que se jactava por conta dumas quadrinhas pra professora do primário que foram publicadas no Júnior do Diário de Pernambuco, mais uns tresloucados versos no jornal estudantil do Grêmio Castro Alves e outros estampados nos murais na Biblioteca Pública, mais nada. Ele dava corda e eu sabia: tinha topete pra isso não. A peitica dele seguia e vieram as Noites da Cultura Palmarense com Durán & a turma toda, as figurinhas trocadas sobre o poeta Raymundo e Vinicius de Moraes pros cadernos da Nova Caiana e revista Poesia. E era Zé Terra inquieto lá em casa dias e noites segurando a saia de Solange grávida de João Guarani, ao meu violão com pot-pourri de Paulo Diniz e a festa bebemorada no Poema para Léa com Vanderléa e Egberto Gismonti, afora as noitadas com Lourdes contando das muitas de Ascenso, a comemoração pelo nascimento de Mariama, da organização de Jessiva pro Voltarei ao sol da primavera com Roberto Benjamim. Muitas páginas escritas e soltas, cadernos arrumados aos monturos, volumes selecionados, capas e canetas, resmas e recortes, festejávamos diariamente na legendária Livro 7, quando não às risadagens com o pau de índio de Olinda, o mingau de cachorro de Afogados, a sopa do peixe do Pra Vocês, os cabarés da Rio Branco, as reiteradas curtidas de Bridge Over Troubled Water da dupla Simon & Garfunkel pra canção que eu fiz pro seu Ponte sobre águas turvas, a cantoria desafinada de Palmares City às gargalhadas com o nosso jogral particular em uníssono: melhor do que Palmares só Paris e à noite, porque de dia a gente levava de lambuja! E nessas idas e vindas, 10 anos se passaram: estava ali prontinho da silva o meu primeiro livro – com a coordenação dele e as gentis participações de Ângelo Meyer e Paulo Profeta. E mais vieram: os lançamentos da Pirata, as primeiras edições de A Região, a sua presença marcante na estreia das minhas peças teatrais – O prêmio, em Palmares; e a Viagem noturna do Sol, em Recife -; as conversas sobre a encenação de João sem terra do Hermilo com Paulo Cavalcanti – O caso conto como o caso foi; os brindes dos copos ao som de Junco do Seridó e as viradas de noite com Marca Ferrada. Décadas se passaram até o reencontro para a bombástica entrevista concedida pro meu Guia de Poesia lá no Rio de Janeiro e, muito tempo depois, a acertada com a tradução do Vivar pro Americanto na noite de Maceió, os 70 setembros. Foram muitas e tantas de perder a conta nos meandros da memória. Hoje meu coração entoa aquela canção para Abya Yala do Mílton: Qualquer dia a gente vai se reencontrar... Até mais ver.

 

Karen Blixen: Quando você tem uma tarefa grande e difícil, algo talvez quase impossível, se você trabalhar apenas um pouco de cada vez, um pouco a cada dia, de repente o trabalho terminará sozinho... Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

Catherine Belkhodja: Todos conhecem e compartilham os sofrimentos do outro, do peso do abandono, da inevitabilidade de um acontecimento que já passou. Em seus torneios, acima de tudo uma esplêndida história de amor... Veja mais aqui.

Cressida Cowell: Estamos todos arrebatando momentos preciosos das mandíbulas pacíficas do tempo... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

A FRONTEIRA

Imagem: Acervo ArtLAM.

Amor \ Você viu o rasgo da lama? \ Foi a imigração: espelho negro \ Quantos estão procurando seus filhos desaparecidos? \ Ali, entre as paredes \ na área norte \ deserdado: Você é a fronteira \ abrigado na rocha e nos ventos frios \ Onde estão os mortos nascidos amor onde? \ No deserto talvez? Você nasceu no crepúsculo de Frontera? \ Onde você costuma ficar? Da montanha, talvez? Você cheira a sálvia em sua nostalgia \ Quantos mares eu acalmo para unir uma só linguagem de amor? \ Quantas cruzes, quanto eu cruzo? \ Quanta fome, quanta sede de família? \ Para unir, unir, unir as fronteiras! \ O eterno retorno, sempre se retorna, mãe, mãe sempre se retorna! \ Se você migrar, eu também vou! \ Tentaram me parar na fronteira \ Tentaram me parar na fronteira \ Não há vistos para o seu tipo, não, não, não \ De onde você é, eles me perguntaram? \ De todo lugar, de lugar nenhum, da ferida eu venho \ A fronteira me deu a primeira canção, eu nasci com a cara do céu afundando \ Tão violento quanto seu amor \ Para unir o amor eu tive que odiar e não lembrar \ Dizem que os pássaros migram para o sul. \ Mas acredito que eles sempre retornam para o norte, para a raiz que cresce para baixo \ e sem terra não \ De onde o vento traz o chamado da morte eterna, a sombra eterna \ Nós somos os Ixcuinan, os do norte \ Estamos dando à luz uma poesia que nos protege, uma canção \ Virgem da aurora, dai-me clareza e tranquilidade \ Estrela da manhã, dá-me luz e dá-me paz \ ao longo das fronteiras, eu canto.

Poema da escritora mexicana Cynthia Franco.

 

BEM-VINDO À BIBLIOTECA - [...] Os livros não são feitos para permanecer na sua mente, mas no seu coração. Talvez eles existam na sua mente também, mas como algo mais do que memórias. Em uma encruzilhada na vida, uma frase esquecida ou uma história de anos atrás pode voltar para oferecer uma mão invisível e guiá-lo para uma decisão. Pessoalmente, sinto que os livros que li me levaram a fazer as escolhas que fiz na vida. Embora eu possa não me lembrar de todos os detalhes, as histórias continuam a exercer uma influência silenciosa sobre mim. [...] A vida é muito complicada e expansiva para ser julgada somente pela carreira que você tem. Você pode ser infeliz fazendo algo que gosta, assim como era possível fazer o que não gosta, mas obter felicidade de algo totalmente diferente. A vida é misteriosa e complexa. O trabalho desempenha um papel importante na vida, mas não é o único responsável por nossa felicidade ou miséria [...] Cada um de nós é como uma ilha; sozinho e solitário. Não é algo ruim. A solidão nos liberta, assim como a solidão traz profundidade às nossas vidas. Nos romances que eu gosto, os personagens são como ilhas isoladas. Nos romances que eu amo, os personagens costumavam ser como ilhas isoladas, até que seus destinos gradualmente se entrelaçaram; o tipo de história em que você sussurra, 'Você estava aqui?' e uma voz responde, 'Sim, sempre.' [...] Em vez de se agonizar sobre o que você deve fazer, pense em se esforçar em tudo o que você está fazendo. É mais importante tentar o seu melhor em tudo o que você faz, não importa o quão pequeno possa parecer. Todo o seu esforço vai somar em algo. [...] Um dia bem aproveitado é uma vida bem vivida. [...] Para encontrar a felicidade, faça o que você gosta. Todos vocês devem encontrar algo que gostem de fazer, algo que os deixe animados. Em vez de perseguir o que é reconhecido e valorizado pela sociedade, faça o que você gosta. Se você puder encontrar, não vacilará facilmente, não importa o que os outros pensem. Seja corajoso. [...]. Trechos extraídos da obra Welcome to the Hyunam-Dong Bookshop (Bloomsbury, 2023), da escritora sul-coreana Hwang Bo-reum.

 

INCLUSÃO DE VERDADE – [...] A inclusão é uma proposta de uma transformação política da sociedade, uma alteração estrutural, onde o mundo precisa ser preparado não para as pessoas que têm deficiência, mas para todos. [...] Estão enganados, portanto, os que acreditam que o conceito de inclusão está relacionado somente às pessoas que têm uma deficiência. Não é. Ele tem a ver com o ser humano. [...] Trata-se de uma longa trajetória de exclusão, de não-reconhecimento, de não-entendimento de que pessoas que nascem com uma síndrome genética são detentoras de direitos como o de estar na escola, no trabalho, em todos os espaços sociais. [...] Para os pais, o maior desafio é conseguir colocar o seu filho com a maior dignidade numa escola regular de qualidade, para que eles sejam reconhecidos como parte da geração a quem pertencem, que eles possam desde cedo se exercitar eticamente junto com pessoas da mesma idade e, juntos, participar deste grande exercício que é se tornar cidadão. Para a sociedade, o grande desafio é olhar para uma pessoa com síndrome de Down e não achar que ela é o exótico da natureza. Isto é um grande equívoco. Esta é uma ideia profundamente segregacionista, quase nazista. Este é, portanto, o grande desafio da sociedade, vencer seu próprio ranço na visão deturpada que ela tem de pessoas que representam a diferença. [...] A escola inclusiva nada mais é do que uma escola de qualidade para todos. [...] Hoje, dirijo o meu trabalho para a formação de guerrilheiros pró-inclusão. Adolescentes e universitários que vão saber exatamente como olhar uma pessoa com deficiência e não vê-la mais como diferente da sociedade, mas uma pessoa integrante e indispensável dela [...]. Trechos da entrevista Inclusão reflete riqueza humana (BBC Brasil, 2003), concedida pela jornalista e ativista Claudia Werneck, que é autora do livro Muito Prazer, Eu Existo: um livro sobre as pessoas com Síndrome de Down. (WWA, 1993), a fundadora idealizadora da Escola de Gente e pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva (ONU) na América Latina.

 

MOVIMENTOS DESPEDAÇADOS...

[...] Nunca poderemos perder as esperanças. Ou acreditamos ou nada acontecerá. Portanto, o nosso sonho não está acabado, vamos atrás desse sonho, possivelmente nossa geração não alcançará, mas, à geração do futuro certamente... [...]

Trecho extraído do livro Movimentos despedaçados e outras histórias (JC, 2024), do escritor e militante político Amauri Cavalcanti Caminha.

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JUAREIZ CORREYA NO TTTTT

Reunião de textos do poeta e editor Juareiz Correya (1951-2025) aqui, aqui, aqui & aqui.

 

ITINERARTE – COLETIVO ARTEVISTA MULTIDESBRAVADOR:

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& mais:

Livros Infantis Brincarte do Nitolino aqui.

Diário TTTTT aqui.

Literatura Indígena: Cosmovisões & Pela Paz aqui & aqui.

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quinta-feira, abril 23, 2020

KAREN BLIXEN, QORPO SANTO, SUSAN SONTAG & CLÁUDIA JACOBOVITZ


VACILOU, LÁ VÃO TRÊS – UMA: LIVROS SÃO TANTAS VIDAS – Cada dia uma história, uma página virada de uma história inconclusa. Às ruas quantos personagens na verdade são autores de narrativas e enredos inconcebíveis, improváveis, inesquecíveis. Cada fala por mínima que seja tem um contexto, mesmo que se pareça um parágrafo solto no ar. Guardo o sussurro de Pamela Lyndon Travers: Tudo que você precisa fazer é ler seus próprios livros. E escrever o que passou por toda a vida, mesmo que André Gide grite: Se um jovem escritor conseguir abster-se de escrever, não deveria hesitar em fazer isso. É que assim rascunhando a trajetória e percalços, possa ter ótimas descobertas. Eu as tive e tenho, mais terei. Um provérbio árabe diz: A coisa mais difícil para o homem é o conhecimento próprio. Porque, como diz Galileu: A maior sabedoria que existe é a de conhecer-se a si próprio. E o Código de Ética indígena: Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você. Sigo e persevero. DUAS: O CHORO DA SAUDADE - Lembro bem certa tardezinha de sábado de não sei quando mais, na sempre aprazível Maceió, encontro o amigo Íbys Maceyoh numa Roda de Choro. Nada mais convidativo para apreciação. Lá pras tantas, um desfile das inesquecíveis do mestre Pixinguinha. O coração chega se comovia com a tocada. Noite alta, no meio da batucada lembrei-me duma de William Shakespeare: Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes. Pelo menos o Choro lava a alma e restaura para seguir na caminhada da vida. Vamos nessa. TRÊS: ENTRE DOIS INIMIGOS – Ainda bem que existe a música pra gente aguentar a recrucificação cotidiana, como se fôssemos o Jesus do Kazantzákis: um emaranhado de descaso, cobiça, mediocridade, avareza, mesquinhez e a putrefação moral. É o mesmo que dar de cara com o desfile de desfeitas dos Coisomínios, empunhando dois inimigos implacáveis: o Coisonário e o coronavírus, duas pragas para transição dessa década em pleno século XXI. Eles expõem ódios e ressentimentos, se dizendo redentores cristãos da moralidade com gritos de retroação incabível. É nessa que ouso Mark Twain: Se Jesus vivesse hoje, há uma coisa que ele não seria: um cristão. Claro que não, pois Jesus resplandece: Ame seus inimigos, faça o bem para aqueles que te odeiam, abençoe aqueles que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam. Se alguém te bater no rosto, ofereça a outra face. Não sei, tomara possamos nos salvar desse reinado de equívocos! E vamos aprumar a conversa. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] E a cada vez que eu lia, seu rosto assumia a mesma expressão de um profundo triunfo religioso, e depois ele alisava meticulosamente o papel antes de dobrá-lo e devolvê-lo ao saquinho. Em vez de diminuir, a importância do relato só aumentava com o tempo, como se o mais incrível para Jogona fosse o fato de ele nunca se alterar. O passado, que tanto lhe custara para recuperar, e que antes provavelmente lhe parecia mudar toda vez que nele pensava, agora havia sido capturado, conquistado e ficado para sempre diante de seus olhos. Ele havia se tornado história: agora não sofria mais variações, nem era obscurecido pela sombra das mudanças. [...] A vizinhança da Reserva de Caça e a presença, além da divisa, de animais de grande porte conferiam à fazenda um caráter peculiar, como se fôssemos vizinhos de um grande soberano. Havia por lá seres muito orgulhosos e dava para sentir sua proximidade. O bárbaro tem em alta conta o próprio orgulho, e odeia, ou vê com desconfiança, o orgulho nos outros. Eu serei uma criatura civilizada, vou amar o orgulho de meus adversários, de meus criados e de meu amante; e minha casa será, com toda a humildade, um local civilizado no meio do deserto. Orgulho é a fé na ideia que tinha Deus ao nos conceber. Um homem orgulhoso tem consciência dessa ideia e procura realizá-la. Não luta para obter a felicidade ou o conforto, talvez irrelevantes para a concepção que Deus tem a nosso respeito. Seu êxito está na bem-sucedida realização da ideia divina e é alguém apaixonado por seu destino. Assim como o bom cidadão encontra a felicidade no cumprimento de seu dever para com a comunidade, do mesmo modo o homem orgulhoso encontra a felicidade no cumprimento de seu destino. [...]. Trechos extraídos da obra A fazenda africana (Cosac Naify, 2005), da escritora Karen Blixen (pseudônimo de Isak Dinesen - 1885-1962). Veja mais aqui.

O TEATRO DE QORPO-SANTO
[...] porque não pode haver mundo, nem haveria distinções se tudo fosse igual. Parece que as diversidades constituem a harmonia na espécie humana. [...]
QORPO-SANTO – Trecho da peça teatral O hóspede atrevido, ou O brilhante escondido, extraído da obra Teatro Completo (UFRGS, 1969), do dramaturgo, escritor e jornalista brasileiro José Joaquim de Campos Leão, mais conhecido como Qorpo Santo (1829-1883). Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
[...] A realidade enquanto tal é redefinida - como um artigo para exposição, como um registo para exame, como um alvo para vigilância. A exploração e a duplicação fotográfica do mundo fragmentam as continuidades e inserem os fragmentos num dossiê interminável, fornecendo assim possibilidades de controlo nunca imaginadas com o antigo sistema de registo de informação: a escrita. [...] as fotografias são uma forma de aprisionar a realidade [...], de a imobilizar. [...] Não podemos possuir a realidade, podemos possuir (ou ser possuídos) por imagens [...] não podemos possuir o presente mas podemos possuir o passado. [...] a fotografia significa um acesso instantâneo ao real. Mas os resultados desta prática de acesso instantâneo são outra maneira de criar distância. Possuir o mundo sob a forma de imagens é, precisamente, reviver a irrealidade e o afastamento do real. [...]
O MUNDO DAS IMAGENS - Trecho extraído da obra O mundo das imagens (Dom Quixote, 1986), da escritora, ensaísta, crítica social e ativista estadunidense Susan Sontag (1993-2004). Veja mais aqui & aqui. E mais aqui.

PERNAMBUCULTURARTES
Pensei muito nessa coisa da materialidade da fotografia e quis fazer as fotos passarem por experiências.
A arte da fotógrafa Cláudia Jacobovitz aqui & aqui.
A arte do gravurista, pintor, desenhista, ilustrador e professor Darel Valença Lins (1924-2017) aqui, aqui & aqui.
A literatura do escritor e dramaturgo Osman Lins (1924-1978) aqui & aqui.
A música de Geraldo Azevedo aqui, aqui & aqui.
A poesia de Lourdes Sarmento aqui.
Una dos Ambulantes de Deus aqui, aqui, aqui & aqui.
Venturosa aqui & aqui.
 

quarta-feira, outubro 02, 2019

KAREN BLIXEN, RENÉE GUMIEL, OS AMORES DE BRAHMS, MADAME DE GOMEZ, JOÃO DE CALAIS & CONSTÂNCIA


OS AMORES DE BRAHMS - Ah, o amor, esse divino sentimento, tão contraditório quanto, não há como entender. Queria mesmo escrever com a mesma intensidade que amo, isso para mim é o amor. Mesmo para quem nasceu por conta de um pudim bem assado no forno pelos feitiços mágicos da culinária de minha mãe e o talento fracionário de meu pai, o amor é inevitável. Já que possuía o diapasão absoluto e davam-me por criança prodígio, foi o amor que me fez um vagabundo prendado a crescer entre damas profissionais e a exaltação das paixões, um jovem suscetível. Do amor não há quem passe impune, incólume, absolvido. Depois que se sabe, só quando passa. Como a nobre e bela Clara, paixão proibida, a minha obsessão e o Concerto para piano em Ré menor - tornei-me um reservado introspectivo, ela havia mexido mesmo comigo, as Variações e a Fuga de Haendel. Ah, Clara eterna, em mim até o meu último instante. A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas. É preciso estar pronto, sempre pronto para o amor, porque ele apronta das suas. Mas ninguém está livre do amor, como nas serenatas os meus dedos carinhosos sobre os cabelos negros e macios de Agathe e o Sexteto de Cordas em Sol maior, Ave Maria, canções, eu a amava e precisava dela, mas não podia carregar as correntes. Traduzia a emoção em canto, embevecido com o coro feminino de Hamburgo e as lindas cantoras vienenses, a voz encantadora de Ottile, o fascínio filantropo de Elizabeth e as canções folclóricas e o amor no rosto encantador de Bertha: ela escondia nossas cartas que eram como se fossem beijos dados e roubados, e eu lhe dei a minha canção de amor: o Wiegenlied. Nem Hermine, nem nenhuma. Nunca me despedi e nenhuma delas se despediu de mim: a vida é como pegar o trem errado no regresso e eu nem havia começado a me expressar entre um e outro flerte ocasional com mulheres bonitas. E se houver alguém a quem eu não tenha insultado, peço perdão: sou um pied pieper na dança alegre dos corações femininos, um urso aos resfôlegos e grunhidos, ultrajando senhoras e amigos, tal Hércules nos trabalhos da alma e o suor da fronte criadora: tudo que é humano é sujeito à vaidade e se não há empenho e arte, será só uma coisa qualquer sacudida ao vento. Criar não é nada demais, complicado é jogar o supérfluo debaixo da mesa. Da mulher a música vaga no ar e é preciso ter cuidado para não pisá-las nem desperdiçá-las, maior cuidado e dedicação. É preciso buscar os sentimentos profundos, os pensamentos mais nobres, no alto da montanha, no fundo do vale, eu as saúdo mil vezes e sempre. É delas a minha alegria e tristeza, meu dia e minha noite, minha vida e a minha morte. Sou nocauteado por elas, um menino que se diverte com a música alegre da polifonia selvagem de seus corpos mágicos, seus tantos momentos de real beleza, suas entregas verdadeiras. Elas me ensinaram a viver enquanto crio, sou delas porque nelas aprendi a amar. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo e aqui.

DITOS & DESDITOS: [...] Babette chegara exaurida e com olhar esgazeado, como um animal sendo caçado, mas em seu novo ambiente de cordialidade logo adquiriu a aparência de uma criada confiável e respeitável. Antes, parecera uma mendiga; agora, mostrava-se uma conquistadora. As feições serenas e o olhar firme e profundo tinham qualidades magnéticas; sob seus olhos, as coisas se moviam, sem fazer ruído, para o lugar apropriado [...] Mostraram a Babette como preparar o bacalhau seco e uma sopa de cerveja com pão; durante a demonstração, o rosto da francesa ficou absolutamente impassível. Mas em uma semana Babette preparava bacalhau seco e sopa de cerveja com pão tão bem quanto qualquer um nascido e criado em Berlevaa [...] E acontecia de Martine ou Philippa falarem com Babette e não obterem resposta e ficarem se perguntando se ao menos ela ouvira o que haviam dito. Encontravam-na na cozinha, os cotovelos fincados na mesa e as têmporas nas mãos, perdida no estudo de um pesado livro negro que secretamente suspeitavam ser um livro de orações papista. [...] Em momentos como esses percebiam que Babette era profunda e que no abismo de seu ser havia paixões, havia lembranças e desejos sobre os quais nada sabiam [...] Pobre?, disse Babette. Sorriu para si mesma ao ouvir isso. Não, nunca vou ser pobre. Já lhes disse que sou uma grande artista. Uma grande artista, madames, nunca é pobre. Temos algo, madames, a respeito do qual as outras pessoas não fazem a menor idéia [...]. Trechos do conto A festa de Babette, obra-prima da escritora dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962), levado para o cinema em 1987, com direção de Gabriel Axel, contando a fuga de uma refugiada da Comuna de Paris para um vilarejo, ela se emprega na casa de solteironas que são filhas de um rigoroso pastor. As irmãs não podem contratá-la e ela se oferece a trabalhar de graça. Após viver por catorze anos com elas, fica sabendo da fortuna que foi contemplada e, ao invés de voltar à França, pede permissão para preparar um jantar em comemoração ao centésimo aniversário do pastor. Da autora, um pensamento expressivo: O amor, para os muito jovens, é algo cruel. Bebemos nessa idade por sede, ou para embriagarmo-nos; é só mais tarde na vida que nos ocupamos da individualidade de nosso vinho. Veja mais aquiaqui

O AMOR DE JOÃO DE CALAIS & CONSTÂNCIA - [...] João de Calais, filho de um rico mercador de Calais, é arrastado por uma tempestade para a ilha de Orimânia, onde, na cidade de Palmânia, resgata um cadáver, que os cães dilaceram por ser devedor insolvável. Paga o resgate de duas moças, que um pirata conduzia, e casa-se com uma delas, Constância. Em Calais, o pai reprovou o matrimonio, e João de Calais fez-se ao mar, deixando a esposa e o filhinho, e levando um retrato de ambos na sua nau. Chegando à Sicília, em Palermo, o rei reconheceu no retrato a princesa, sua filha, que tinha sido raptada por piratas. João regressa a Calais, com o príncipe Florimundo, para ir buscar a mulher. De volta a Palermo, Florimundo atira ao mar, com ciúmes. As correntes marinhas levam-no para uma ilha, onde vive dois anos, e é conduzido magicamente por um homem misterioso a Palermo, justamente quando Constança é obrigada a casar-se com o primo Florimundo. João faz-se reconhecer, e o príncipe é justiçado. Na festa das bodas reaparece o homem misterioso, exigindo a metade do filho de João, e este, que prometera dar a metade do que mais amasse, cede. O homem recusa e diz ser a alma do morto, que os cães rasgaram em Palmânia. [...]. Resumo da novela francesa Les jornées amusantes (Laemmert, 1840), da escritora e dramaturga Madame de Gomez – Madeleine-Angélique Poisson (1684-1770), extraída do Dicionário do folclore brasileiro (Global, 2001), do historiador, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Veja mais aqui & aqui.

A ARTE DE RENÉE GUMIEL
Danço na minha idade, porque a dança e o teatro são a essência da minha vida. Consegui vencer meus dissabores — vida e morte, morte e vida: meu desejo do corpo, da alma e do cérebro me leva à mudança, me dá humildade e descubro o princípio da sabedoria. É o desejo que determina o movimento e as imagens.
RENÉE GUMIEL – A arte da bailarina, coreógrafa e atriz francesa Renée Gumiel (1913-2006), considerada a precursora da dança moderna no Brasil e que trabalhou os últimos anos da sua vida no Teatro Oficina, participando do processo de criação, dançando e interagindo em diferentes situações nas quatro montagens da peça Os sertões. Veja mais aqui e aqui.

A OBRA DE BRAHMS
Quando a gente vê uma mulher bonita durante muito tempo, uma mulher que é, ao mesmo passo, graciosa, terna e pura, não pode deixar de sentir-se inspirado diante do espetáculo. A paixão não é natural na humanidade. É sempre uma exceção, uma excrescência. Sê calmo na alegria, sê calmo na aflição.
A obra do compositor alemão Johannes Brahms (1833-1897) aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.


MARY OLIVER, ROSI BRAIDOTTI, VERONICA GORRIE & CHACRINHA

  Imagem: Acervo ArtLAM .   O segredo da brochura artesanal... - Uma fedentina tomou conta do lugar: Que fedor! De onde vem? Tem defunto...