22 ANOS DE MACEIÓ: LAGOA MUNDAÚ – Há vinte e dois anos
que estou em Maceió. Por conta disso, vivo como aquela coisa que boia quando se
quer saber se está próximo de terra firme: sou estrangeiro aqui. Pois é, sou
pernambucano de nascimento, contudo, o povo de lá diz que sou alagoano e os
alagoanos dizem que não tenho nada a ver com Alagoas, vez que sou de
Pernambuco. Enfim, sou um exilado como um apátrida na minha própria terra –
afinal tudo aqui era Pernambuco até 1817 e eu sou da Mata Sul pernambucana. Destá.
Todavia, como estou em Maceió há muito mais tempo que no lugar de meu próprio nascimento,
quero dizer pros amigos & amigas desse Brasilzão véio, arrevirado e de
porteira escancarada, como pros também doutras paragens planetárias, que uma
das maravilhas dessa linda cidade é a Lagoa Mundaú – nome que significa água de
ladrão. Essa lagoa está localizada entre as cidades de Maceió, Santa Lucia do
Norte e Coqueiro Seco, ligando-se ao mar numa das mais lindas paisagens daqui. Como
todo complexo lagunar brasileiro, além de muito bonita, a lagoa está sofrendo
com a poluição, resultado de uma série de fatores: falta de educação, dispensa
de dejetos oriundos do sistema de esgoto das cidades ao seu redor, pesca
predatória, descaso público, entre outros. Entretanto, o passeio pela lagoa
trará um momento para lá de aprazível a quem passar pelo arquipélago. Passeio imperdível.
Veja mais:
BIENAL DO LIVRO: JUSTIÇA À POESIA
AFONSO FONSECA LISBOA
PEDRO ONOFRE: COMPLEXOS
IREMAR MARINHO & BESTIÁRIO ALAGOANO
A SAUDOSA DERINHA ROCHA
CIDINHA MADEIRO
ANIVERSÁRIO DE MACEIÓ
MACEIÓ
LAGOA MANGUABA
AFONSO FONSECA LISBOA
PEDRO ONOFRE: COMPLEXOS
IREMAR MARINHO & BESTIÁRIO ALAGOANO
A SAUDOSA DERINHA ROCHA
CIDINHA MADEIRO
ANIVERSÁRIO DE MACEIÓ
MACEIÓ
LAGOA MANGUABA
Curtindo a música Aqui, Alagoas (Íbys Maceioh & Silvio Marcio). Veja mais aqui e aqui.
LÃS AO VENTO – No
livro Lãs ao vento (Gryphus, 2005),
da premiadíssima escritora e professora Arriete Vilela, destaco o trecho: Fulozinha é uma mulher bem magrinha, tão
leve como um fanfã, um algodão-do-brejo. Tem jeito de menina-moça. Pisa e
ninguém ouve. Mas o assobio dela se ouve a léguas e léguas. É um assovio que
vai atravessando tudo, mata, pedra, vento, rio, até chegar ao ouvido da criança
que ela quer atrair. Fulozinha não gosta de barulheira, de algazarra, por isso
brinca com uma criança de cada vez. Só gosta de brincar à beira do rio, em
noites de lua cheia. Veja mais aqui, aqui e aqui.
“Ô
Maceió, é treis mulé, prum homi só”
DA FUNDAÇÃO DA ILHA – No livro
Invenção de Orfeu (Record, 2005), do médico, escritor, tradutor e pintor Jorge de Lima (1893-1953), destaco o soneto IX – Fundação da ilha:
Há uma coisa parindo, ninguém sabe / em
que leito, em que chuvas, em que mês. / Coisas aparecidas. Céus morados. / As
presenças destilam. Chamam de onde? / Em que útero fundo este ovo cabe, / no
regaço alcançado em que te vês? / A porta aberta, os vales saturados, / e um
gemido bivalve que se esconde. / Fios para as aranhas orvalhadas. / Rosa
florindo pelos. Graves molhos / mugidos sob as órbitas de cem olhos. / Há
apelos nas pelejas procuradas / na multiplicidade de cem olhos / refletidos na
espera. Choram dois. Veja mais aqui, aqui e aqui.
Curtindo
o álbum Cérebro magnético
(Warner Music, 1980), de Hermeto Pascoal.
Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.
Veja mais O culto da Rosa, Heráclito de Êfeso,
Dermeval Saviani, As mil e uma noites, Ezra
Pound, Vittorio Alfrieri, Washington
Maguetas, José Antônio Rezende de
Almeida Prado, Gilian Armstrong, Cate Blanchett & Myrna
Araújo aqui.
E também mais Egberto
Gismonti & Naná Vasconcelos, Débora Arango, Martin Luther King Jr, Maria Lenk, Marie Duplessis & A dama das Camélias
aqui.

A arte
de Pedro Cabral. Veja mais aqui.
CRÔNICA
DE AMOR POR ELA