sexta-feira, agosto 08, 2014

RICARDO ALFAYA, DIREITO DE FAMÍLIA & ALIMENTOS



RICARDO ALFAYA – Um dos primeiros presentes que a Internet me deu, foi conhecer a poesia do poetamigo, advogado e jornalista Ricardo Alfaya. Participamos de debates, fóruns, trocamos figurinhas, publicamos em sites e portais, enfim, pude ser agraciado da sua generosidade e seu talento.

Certa feita, num ano lá de dois mil e tanto, recebo o volume Rios – coletânea de poemas e fortuna crítica, reunião dele com os poetamigos Tanussi Cardoso, Márcio Catunda, Elaine Pauvolid e Thereza Christina Rocque da Motta, num lançamento da Íbis Libris. Ele havia me enviado o livro e eu estava batucado de como registrar esse pessoal bom poesia. Depois de muito remoer as catracas do quengo, tive um estalo: vou entrevistá-los todos duma vez só. E assim contatei um a um e todos toparam. Uma empreitada braba, mas deu certo. Publiquei no Guia de Poesia.

Depois disso, em 2008, perambulando pela rede, deparei-me com vários de seus poemas publicados em vários sites e portais. Aí, não tive dúvida: reuni alguns dos seus poemas no meu blog Varejo Sortido.

Hoje é aniversário dele e como eu havia visitado seu site no Recanto das Letras, resolvi fazer-lhe essa pequena homenagem, destacando alguns dos seus mais novos poemas. Eis:

AS MANHÃS DO AMANHÃ

Os dias morrerão um a um.
Suas folhas cairão na vala comum.
Desde já, mortas as manhãs do amanhã.

DA LUZ VIESTE

A inconsistência da solidez.
O mundo que vemos não é o mundo.
Apenas a luz, refletida em cada tez.
Aquela mesma e única luz, em todos os corpos escondida.
Fogo que esfriou, claridade que condescendeu e desceu, até formar este nós.
A luz, a que em breve voltaremos, logo após todos os pós.

POESIA IN NATURA

A poesia inaugura.
A poesia in natura.
A poesia que brota do chão.
Que vai além das raízes, que extrai novas diretrizes,
que diz "sim" ao homem e, à violência, "não".
Poesia de creme, que não treme.
Que não crime, nem reprime.
Poesia de nuvem e neve.
Que se joga e se atreve.

TEATRO ENTRE QUATRO PAREDES

Entre as quatro paredes de um poema,
posso ser o rei nu,
o dedo do menino que aponta,
a ponta de uma montanha nevada,
um cisco no olho de um grão de cevada.
Posso ser o anjo da Anunciação de Maria,
o Zeus criador do entrudo,
o Príncipe Encantado, a alma apaixonada.
Com meu jeito torto de Torquato,
dá até para encarnar:
Quincas, Quixote, Quaresma, Quasímodo,
quase todo personagem que exista no mundo.
Cada poema é o palco e o ator;
a peça e o próprio teatro.
Em geral tudo acontece em sumário único ato.
O poema aplaude a rara plateia e logo volteia e se retira.
Nada é de verdade,
Nada é de mentira.

VISITA FATAL*

Lutou como um homem,
como um cão,
como um trovão.
Deu golpes com os punhos,
com pedras,
com caneta,
com facão.
Rolou na arena,
caiu da cama,
engoliu areia,
comeu grama.
Bateu, apanhou, morreu.
Mas não entregou o ouro
e nem mesmo o Outro:
Foi um touro,
resistiu.
No fim,
veio a polícia,
a cidade,
a milícia,
o Estado.
Mas foi só quando
chegou a idade,
que sucumbiu.

Daqui meus parabéns de feliz aniversário, poetamigo Alfaya.

DIREITO DE FAMÍLIA – A obra Direito civil brasileiro: direito de família, de Carlos Roberto Gonçalves, aborda temas como noções do direito de família, princípios, família e casamento, evolução histórica, natureza jurídica, finalidades, do processo de habilitação e dos impedimentos do casamento, das causas suspensivas, da oposição dos impedimentos e das causas suspensivas, da celebração e das provas do casamento, espécies de casamento válido e da inexistência e da invalidade do casamento, da eficácia jurídica do casamento, da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal, da separação judicial por mútuo consentimento e a pedido de um dos cônjuges, divorcio, proteção da pessoa dos filhos, das relações de parentesco, da filiação, do reconhecimento dos filhos, da adoção, do direito patrimonial e do regime de bens entre os cônjuges, do usufruto e da administração dos bens de filhos menores, dos alimentos, do bem de família, da união estável e do concubinato, da tutela e da curatela, entre outros importantes assuntos. REFERÊNCIA: GONÇAVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: direito de família. São Paulo: Saraiva, 2014. Veja mais aqui.

ALIMENTOS NO CÓDIGO CIVIL – O livro Alimentos no código civil: aspectos civil, constitucional, processual e penal, coordenado por Francisco José Cahali e Rodrigo da Cunha Pereira, trata da teoria geral dos alimentos e dos alimentos decorrentes do parentesco, alimentos decorrentes da união estável e do concubinato, alimentos da investigação de paternidade e na guarda compartilhada, procriação, paternidade, direito do nascituro e os alimentos no Estatuto da Criança e do Adolescente, sexo e afeto, rito processual na prestação alimentar, litisconsórcio e tutela antecipada, a execução de alimentos pela via da dignidade humana, renúncia aos alimentos decorrentes do casamento e da união estável, transmissão da obrigação aos herdeiros, direito penal, abandono material, obrigação alimentar na Justiça Federal, entre outros temas. REFERÊNCIA: CAHALI, Francisco; PEREIRA, Rodrigo (Coords). Alimentos no código civil: aspectos civil, constitucional, processual e penal. São Paulo: Saraiva, 2006. Veja mais aqui.


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