O
AMOR É LINDO! – Homi-seu-menino!
-, esse era o prefixo. Dias sim, outros não, melhor dizendo, vez em quando
atravessava a entrada da mercearia de Ornestino, encontrando-o sempre de bom
humor. La estava ele com uma cara risonha seja de escárnio, cinismo ou de
mangação solta com os outros ou dele mesmo, ora, pois adorava mangar dos outros,
quanto mais de si. Daqueles que não perdia nunca a piada. Podia perder amigo ou
sapecar desafeto, entretanto, não deixava passar em branco o momento duma boa risadagem
frouxa. Motivo se não tivesse, arranjava na hora. Era só pintar de longe o ar
da pinoia que ele aumentava o troço de ficar do tamanho das coisas grandes e
infinitas. Como ocorrera, certa feita, me chamou no amiudado a um canto,
confidenciando risível que, quando era calunga dos seus vinte e poucos anos,
saíra do campo pra cidade, visando concluir os estudos e arranjar emprego
decente. Logo se empregou como cambista no jogo do bicho do seu
Zezé-pé-de-burro, passando os números pro pule, seja seca ou do primeiro ao
quinto, dezena, centena e milhar, todo santo dia. Logo se arranchou na pensão
de dona Bastiana, local este no qual adquiriu o hábito das risadagens. Culpa de
seu Alfredinho, marido da dona, que metia o pau nos cornos quando, ele mesmo,
andava com a cabeça florida dumas duas de quinhentos e da muita. Logo no
primeiro dia de hospedagem, ele ouviu lá de dentro os resmungos do chatoso
velho: - Tomara que dê uma cheia e leve todos os cornos de Alagoinhanduba! E na
mesma hora, ouviu dona Bastiana dizer: - Cala boca, Alfredinho, tu num sabe
nadá, homi de Deus! Quando não, era fazendo as refeições na barraca da dona
Zefinha, na rodoviária, contando piada ou bulindo com um e com outro que
chegasse. Foi justo ali que um dia, de quase meio dia, viu uma sestrosa duma
cabocla atravessar seu caminho. Homi-seu-menino, pense numa coisa bonita da
maior das bonitezas! Danou-se! Num é que ele ficou animado que só? Apois, foi.
No outro dia a faceira tornou a passar pelas imediações. Já ficava até com a
ponta da saia toda achegada pras bandas dele. Um risinho tímido aqui com os
ombros encolhidos, duas barrocas na bochecha duma lindeza sem par, os olhos no
canto pra banda da gente, um andarzinho apertado arrastando a chinela, uma
sonsa toda que não quer ir e não vai mas que vai e vai mesmo, coisa de deixar o
coração do cabra macho todo afuleirado de frouxo e perdido de paixonite das
brabas de arrear o sujeito feito doença das pragas do estopô calango, de nunca
mais levantar de curado, nem com reza forte, nem com milagre dos céus! Ora,
ora, eu que num ia deixar um trem desse passar! Eu queria era pegar bigu e ia perder
a viagem? Ora, tomei tino no ajeitado da fivela, estufei a caixa dos peitos e
encarei de primeira atrapalhando o passeio: - A distinta moça mora pelas
redondezas? Não –, e olhe que o não dela mais parecia cantiga de passarinho
todo encolhido de manha, da mais difícil das vulneráveis pessoas desvalidas e
sem chão desse mundo de meu Deus! Chega dava um frio na barriga do negócio
bulir traquino dentro da cueca samba-canção. Mas me recompus, retomei a
dianteira e aprumei no riscado, de primeira tem que causar boa impressão: – A
sinhorita mora adonde? Moro em Rimbingudo! Minha Nossa Senhora dos solitários
desinfelizes! Aquilo era uma provocação dos diabos! Pense numa danada bonita da
cara redonda, cabelos lisos de bons fazendo franja na testa, olhos agateados,
cangula dos bicos dos beiços ajeitados, chega dava vontade da gente se pendurar
neles de nunca mais largar de tantos beijos. Isso sem falar da pele acetinada
arroseada, dos peitinhos inchados querendo pular fora do porta-seio da blusinha
pra cair na desgraça da gente, cinturinha de pilão, quartuda dos cardans
parideiros, coxuda das batatas das pernas robustas, pezinhos delicados, toda
vestidinha faceira, virgem santa! Quanta belezura da gente ficar abestalhado
pro resto da vida. E como ele ia prali de segunda a sexta, vez que no final de
semana arribava para a casa dos pais, adiantou-se um pouco e jogou charme pra
cima da beldade: - A distinta não quer dividir um dicomê comigo não? Ela se riu
e sentou-se à mesa pedindo um sanduiche. Lanche? Ora, vamos comer aqui do prato
feito, eu pago! Todo jeitoso e cheio do agá, cantou vitória, ora, sentou-se,
caiu no papo. Vamos pro jogo que, de agora em diante, tudo é pênalti! Estava na
rede, era peixe. E a distinta foi se afeiçoando pelo desastrado. E com mais
dois dias, já se achavam de namorico solto, de passear pelo escurinho atrás da
prefeitura nos pega de sarro macho, davam uma volta na praça e findavam por
trás da igreja de São Benedito, num agarrado de impar, até o santo soltar uns
bregues. E assim foi até que, na sexta de noite, se despedindo pra viajar de
madrugada, ela fez um pedido: - Traga uma jaca verdinha pra mim! Jaca-mole! Traz?
Na segunda lá vem o homem com uma jaca do tamanho do mundo pra impressionar a
namorada. Quando a encontrou, ela fez uma festa das grandes de chegar às
carreiras ao seu encontro. E ele, já com o bico apontando pra ela na espera do
beijo, quando abriu os olhos, ela estava agarrada com a jaca, debulhando os
bagos. Oxe, só soltou quando a coisa estava toda destrinchada e não tinha mais
nenhum bago pra remédio. Aí foi que ela agradecida, sapecou-lhe uns beijos nas
bochechas, toda peguenta da fruta. E foi-se. Ele aí fechou a cara. Oxente, pra
mim, eu valesse mais que uma jaca! Mas não, toda sexta ela fazia o pedido, toda
segunda lá vinha ele com cada uma maior que a anterior: não conto quantas vezes
fui trocado pela dita cuja, sob o argumento de que era boa pros ossos, pra pele,
pra vista, pra se prevenir do câncer e dum bocado de coisa que ela falava que
nem sei nem nunca aprendi que droga que era. Já estava até com o braço
acostumado de eu me pegar, vez por outra, como se estivesse com uma disgramada daquela
na carregada do jeito, ora. Eu só sei que podia vir com o maior presente do
mundo, coberto com ouro de todos os quilates que fosse, se tivesse uma jaca do
lado, ela deixava tudo e se agarrava com a bicha chega ficar redonda de cheia.
Pensei que eu tinha que me casar com uma jaqueira, melhor o suicídio! Né, não? E
quase cometi essa besteira ao me atrepar nos galhos duma danasca dessa, de
quase morrer espragatado no chão com um cacho caído em riba do quengo. Pense,
homem de Deus, pense que remoeta das desaprumadas! E assim foi do namorico,
noivado até o casório! Acostumado, largava a jaca pra ela e ficava resolvendo
as coisas até quando desse fé de que ela já tinha esquartejado a distinta, pra
daí em diante, prosseguir com o desejado. Imagina o casamento? Danou-se! Até no
dia ela empancou de só dizer o sim nos pés do padre depois de traçar uma jaca
mole, meu senhor. Depois disso, foi que se deu a cerimônia do casório. O pior
foi num dia de noite, na hora de dormir, quando vou me aboletando pra deitar na
cama, eis que a mulher está agarrada com uma daquelas bem grandes que ocupava o
meu lugar. Cuma é? Levando gaia de jaca? Pode um negócio desse? Aí foi o
cúmulo! Até na hora de dormir! Minha Nossa Senhora da priquita grande, agora
fodeu Maria-preá! Deu a gota! Home-seu-menino, avalie. Pense numa disgrama duma
prosopopeia dessa nos costados do sujeito. É coisa do cabra desentarraxar o
juízo e sair comendo merda e rasgando dinheiro de doido por aí. Ah, destá! Bicho
astuto aprende a lição. E ele pegou o jeito, sabendo como lidar com ela, pra
que fosse da forma como queria a vida toda. Não dava outra: uma jaca pra ela estraçalhar
e depois lavar a égua! E isso nos quartos, na cozinha, na sala, onde fosse,
bastava ter a danada da comida, depois ela servia de tudo, a jega lavada! Ô
coisa boa, meu! Pois que ela agradecida, fazia tudo que ele queria. E ele se
aproveitava, pintava o sete. Isso até hoje. Aí eu perguntei: - Ainda hoje,
homem? Oxente, hoje é que vale. Cá pra nós, chega mais em segredo: quando quero
dar umas escapulidas com umas caçolas perdidas por aí, deixo umas duas jacas em
cima da mesa e posso desaparecer por horas que ela nem aí, vai devorando entretida
de nem notar a minha falta. O problema é só saber quando ela tá perto de ficar
de boi, porque assim, depois que devora, ela fica tarada de fogosa de quase num
sair mais de cima! Tenho que tá na base da catuaba, amendoim e ovo de codorna,
porque senão, sei não. Num corro da raia, nem passo batido. Tô em cima do
lance: amolegou, a peiada vai rolar! Homi-seu-menino, se assunte! E vamos
aprumar a conversa! © Luiz
Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais abaixo & mais aqui & aqui. DITOS & DESDITOS
O passado é uma distração, uma fonte de
inveja, inimizade, amargura. Apenas o presente importa, pois só no presente
podemos moldar o futuro. Liberte-se do passado; ele é peso morto... Quando você
percebe que é um ser eterno, você ri de coisas que costumavam te dar crises de
ansiedade... Quando você fica perto o suficiente de alguém, você nunca mais
fica realmente sozinho...
Pensamento do escritor inglês Stephen
Baxter.
ALGUÉM FALOU:
Aprender tudo sobre uma pessoa é um desejo
louco, insano. Afinal, uma pessoa é sempre diferente para cada um e em qualquer
lugar. Uma pessoa é como um rio – fluindo, fluindo, mudando... É possível
dizer, depois de entrar num rio uma vez, como são suas águas na primavera, no
verão, no outono, no inverno, ao amanhecer, ao pôr do sol; ao luar; como são
quando estão cobertas de lama, lama depois de chuvas fortes, ou o cadáver de
alguém?... As pessoas dedicam tanta atenção e energia às suas roupas que se
poderia dizer que o que vestem altera a essência da vida ou revela os grandes
segredos da existência. No entanto, também atribuem um significado especial ao
ato de se despir, como se fosse um ritual secreto, simultaneamente proibido e
desejado...
Pensamento da escritora, pintora e
fotógrafa lituana Jurga Ivanauskaitė (1961-2007). Veja mais aqui, aqui
& aqui.
FORA
DO TEMPO - [...] A passagem do
tempo é dolorosa. Perdi a arte de mover-me de forma simples, natural, em seu
curso. Sou arrastado para trás, contra o seu fluxo. Irritado, vingativo, ele me
fere o tempo todo — o tempo todo — com seus espinhos. [...] Nós também somos
crianças [...] Há respiração
lá é respiração dentro da dor há respiração [...] Levante-se, vá e seja como ele — na medida em que um vivo
pode ser como um morto, sem, contudo, morrer. Incorpore-o, mas, ao fazê-lo,
torne-se também, de certo modo, a sua própria morte. Seja como ele agora, mas
apenas até que a sombra do fim dele caia sobre a sombra do seu ser. [...] É o
único jeito de eu conseguir, de alguma forma, chegar perto daquilo — dessa
maldita coisa — sem que ela me mate, entende? Preciso dançar diante dela,
preciso me mover, não ficar paralisado como um rato que dá de cara com uma
cobra. Preciso sentir, nem que seja por um minuto, por meio segundo, o último
refúgio de liberdade que ainda resta dentro de mim; aquela fagulha, por menor
que seja, que ainda brilha lá no fundo — algo que essa coisa desgraçada não
conseguiu apagar. Droga! Não tenho outro jeito. Você precisa entender: não
tenho outro jeito. E talvez nem exista outro jeito, né? Não sei, e você não
entenderia; então, pelo menos, anote — rápido! Quero amassar essa coisa — sim,
ela, o que aconteceu, o que caiu como um raio e queimou tudo o que eu tinha,
inclusive as palavras. Maldita coisa! Ela queimou até as palavras que poderiam
descrevê-la. E preciso misturá-la a alguma parte de mim. Preciso buscar lá no
fundo, exalar sobre ela o meu fôlego patético, na tentativa de torná-la um
pouco... como explicar? Um pouco minha, só minha... Porque uma parte de mim —
uma parte que é minha — já pertence a ela, está lá dentro, na sua maldita
prisão. Talvez exista uma brecha, talvez dê para negociar... O quê? Escreva,
seu criminoso! Não pare de escrever. Vai ficar aí parado, me encarando? Agora
que finalmente consegui soltar uma única palavra sobre isso, e respirar...
Preciso criar personagens. É isso que eu quero, é disso que eu preciso. É
sempre assim comigo. Personagens que fluam para dentro da história, que a
invadam, que consigam arejar um pouco a minha cela e surpreender essa coisa — e
a mim também. Sim, quero que eles me traiam, que traiam essa coisa — esse
desgraçado. Quero que eles pulem sobre isso, deste lado e do outro, de todas as
direções... contanto que consigam fazer com que saia do lugar nem que seja um
milímetro — já basta —, para que, pelo menos, se mova um pouquinho na minha
página, para que dê um solavanco, e, simplesmente, faça com que não seja tão,
tão impossível fazer qualquer coisa. [...]. Trechos extraídos do
livro Falling Out of Time (Vintage, 2015), do escritor e jornalista israelense David Grossman,
autor dos livros Duel (1982), The Smile of the Lamb (1983), See
Under: Love (1986), The Book of Intimate Grammar (1991), The
Zigzag Kid (1994), Be My Knife (1998), Someone to Run With
(2000), Her Body Knows: two novellas (2003) e To the End of the Land
(2008).
A
PERSEGUIÇÃO - Eu \ a
vi, \ sentada num banco de bar do outro lado do salão. \ Pernas nuas cruzadas. \
Dedos finos segurando uma Cosmopolitan. \ Sexy, fácil, linda, uma conquista, \ "Exatamente
o meu tipo!" \ Quanto tempo isso vai levar? \ Relaxo para bolar um plano.
\ Avistei \ -o pelo canto do olho, \ no fundo do bar. \ Que visão! \ Um homem
elegante, \ pele macia como leite, \ cílios escuros emoldurando os olhos, \ ombros
largos e fortes, \ carteira cheia, \ um whisky single malt fumegando à sua
frente. \ Um homem digno da minha linhagem, \ relaxo e deixo-me levar por um
momento de devaneio. \ Mas, \ antes de mais nada, \ tiro a aliança de ouro
falsa do bolso, \ coloco-a no meu dedo anelar. \ Agora que estou casado, \ a
Srta. Cosmopolitan virá em meu socorro, \ correrá para me libertar! \ "Só
para me prender de novo?" \ A lógica me escapa. \ Um sorriso dela \ me
invade, da cabeça ao coração, e eu relaxo para tramar um pouco. \ Um sorriso \ me
envolve, da cabeça aos pés, e \ eu relaxo para sonhar um pouco.\ Ele \ se
aproxima de mim, \ um estranho alto e sinuoso. \ Seus braços balançam, ritmo e
blues, \ um homem no controle do meu destino. \ Ele para, \ fica atrás do meu
banco de bar. \ Eu inspiro, eu expiro, \ um gosto de pele, almíscar quente, na
minha língua. \ Eu observo sem ver. \ Ela \ arqueia as costas, \ olha para o
seu drinque, \ vira-se de lado, para a esquerda, \ olhos fechados, \ o perfil
de uma rainha, em trégua. \ Toma um longo gole, \ lábios vermelhos brilhantes
agarram a borda do copo, \ seu pescoço de avestruz engole, \ o espelho do
barman reflete seus olhos de volta para mim, \ sou observado sem ver. \ Seus \ olhos
me cativam por uma breve eternidade, \ Ele me envolve em um abraço lânguido. \ Mãos
ao lado do corpo, \ Sua boca úmida se abre para falar, \ Ela \ está preparada
com a minha rejeição. \ Para adoçar a situação, \ dou-lhe silêncio. \ O
"Não, o que você pensa que eu sou?" dela. \ Meu protesto morre no ar,
\ a tensão se dissipa, \ ele se afasta em silêncio, \ me deixando balançando a
cabeça, e \ eu sinto a raiva de ser ignorada. \ Eu não deveria falar com ele. \
mas falo: \ "Com licença, Kamau, mais uma!" \ O barman pisca. \ Ele
sabe que chegou a hora. \ Com uma cerimônia lenta, com um floreio calculado, \ ele
serve um single malt. \ Um irmão está ao lado do outro \ e pergunta: "Na
corda bamba?" \ "Hummm", ele geme. \ Ele se vira para sair,
para. \ Sua voz, um líquido escuro, diz: \ "Mais uma dose para a adorável
dama." \ Ele se afasta. \ "Mmmm", o barman repete. \ Eu \ sei
que ela já está sem fôlego, \ pronta para que eu a fisgue, \ como um peixe
ofegante. \ Deixo-a se debater sozinha mais um pouco. \ Um \ suspiro
involuntário escapa dos meus lábios. \ Pensamentos dispersos! \ "Ok, isso
foi suave", \ tenho que admitir, \ "Mmmm," suave como um
líquido! \ Eu \ a observo lutar, \ ela se esforça para controlar seu fervor. \ A
perseguição terminou. \ Meu coração se enche de alegria. \ Eu \ abaixo o olhar,
\ disfarço minha ansiedade, \ me concentro nos detalhes ocultos, \ tiro as
chaves do carro da bolsa, \ verifico meu celular, \ nenhuma chamada perdida. \ Devagar
e sempre, \ o elemento surpresa é a vantagem. \ Ela \ engole o drinque, \ joga
uma bolsa grande e volumosa no ombro, \ balança uma perna longa e esguia para
fora do banco do bar, \ eu a observo se aproximar, \ braços firmes, \ há um
propósito em seu movimento, \ isto é guerra, \ o elemento surpresa é vantagem.
\ Ele \ sorri amplamente, me acolhendo, \ sentado relaxado, \ um homem pronto
para receber o que lhe é devido. \ Viro à esquerda, em direção à porta, \ para
ir embora. \ Ele: \ O quê? Para \ onde ela vai? \ Eu me levanto! \ Fui pego! \ A
inquietação dela \ o desestabiliza, \ eu consigo vê-lo, ele está visível, \ por
uma breve eternidade, ele hesita. \ Ela \ sorri, dentes brancos, \ a língua
rosada aparece entreaberta, \ seus olhos expressivos brilham. \ Eu \ o observo
de perto, \ ele segura a bebida em um punho pálido, \ toda a pretensão
desapareceu, \ boca aberta, olhos arregalados, \ peixe se debatendo. \ Sem \ piedade!
\ Ela continua andando, \ suor frio brota em pequenas gotas na minha testa
quente, \ pelo amor de Deus, \ ela parece ainda mais gostosa de costas! Poema
da escritora, dramaturga e performer queniana Sitawa Namwalie.
TRÊS TONS A MAIS & UMA CANÇÃO...
CRÔNICA DE AMOR POR ELA: ARDÊNCIA...
POEMAS & CANÇÕES








