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quarta-feira, maio 03, 2017

NÉLIDA, MILTON SANTOS, AFRENOV, LIBERDADE DE IMPRENSA & A VIDA PLENA QUE SOU

A VIDA É PLENA E É O QUE SOU - Imagem: The sweetness of the Sun, art by Leonid Afremov. Amanheço com o esplendor aos olhos vivos que saíram da noite para o dia e tudo se revela em sua expressão. Vou do Leste com o seu alvorecer, íntegro filho de sua emanação e sou como o canto no voo dos pássaros em festa, o desabrochar das flores pras cores dos quintais e campos, o desaguar das correntes pras cachoeiras que me levam pros rios que são da fonte do sou, pra chuva que lava o chão pros córregos dos meus olhos emocionados com a plenitude de tudo e os seres da vida de todos os ninhos e a vida é plena e é o que sou. Contemplo ao meu redor toda a radiante chegada do seu verão e me sinto íntimo na realização de tudo porque sou do chão as pedras, frutos das árvores, os seres de todas as espécies e das águas que se vão de mim pros mares e oceanos, e a vida é plena e é o que sou. Sou do ar de todos os ventos e nuvens que vão de um lado a outro e voltam na brisa que me faz vivo a cada instante por todas as constelações e mundos na imensidão do que sou pra ser muito mais. Sou do fogo a luz que me ilumina do infinito e queima dentro de mim como chama acesa que sabe os raios e cometas e constelações que me incendeiam além de todas as manifestações da vida plena e é o que sou. Sou do Leste de todas as manhãs a alvorada de todos os dias, cônscio e grato por viver e seguir o trajeto matutino até o entardecer a levar até o Oeste a chama pro outro lado e sei que não fiquei sozinho na noite escura porque sou as estrelas que surgem no céu de todos os mundos e refletem em mim a luz para nascer um novo amanhã que sou e sei porque é eterno o fogo que brilha dentro de mim e a vida é plena e é o que sou. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

A NATUREZA DO ESPAÇO
A ordem global busca impor, a todos os lugares, uma única racionalidade. E os lugares respondem ao Mundo segundo os diversos modos de sua própria racionalidade. A ordem global serve-se de uma população esparsa de objetos regidos por essa lei única que os constitui em sistema. A ordem local é associada a uma população contígua de objetos, reunidos pelo território e como território, regidos pela interação. No primeiro caso, a solidariedade é produto da organização. No segundo caso, é a organização que é produto da solidariedade. A ordem global e a ordem local constituem duas situações geneticamente opostas, ainda que em cada uma se verifiquem aspectos da outra. A razão universal é organizacional, a razão local é orgânica. No primeiro caso, prima a informação que, aliás, é sinônimo de organização. No segundo caso, prima a comunicação. A ordem global funda as escalas superiores ou externas à escala do cotidiano. Seus parâmetros são a razão técnica e operacional, o cálculo de função, a linguagem matemática. A ordem local funda a escala do cotidiano, e seus parâmetros são a co-presença, a vizinhança, a intimidade, a emoção, a cooperação e a socialização com base na contiguidade. A ordem global é "desterritorializada", no sentido de que separa o centro da ação e a sede da ação. Seu "espaço", movediço e inconstante, é formado de pontos, cuja existência funcional é dependente de fatores externos. A ordem local, que "reterritorializa", é a do espaço banal, espaço irredutível (T. dos Santos, 1994, p. 75) porque reúne numa mesma lógica interna todos os seus elementos: homens, empresas, instituições, formas sociais e jurídicas e formas geográficas. O cotidiano imediato, localmente vivido, traço de união de todos esses dados, é a garantia da comunicação. Cada lugar é, ao mesmo tempo, objeto de uma razão global e de uma razão local, convivendo dialeticamente.
Trecho extraído da obra A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção (EdUsp, 2006), , do geógrafo e professor Milton Santos (1926-2001). Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre:
A vida, a terra, o homem & a bioética, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, A condição humana de Hannah Arendt, A cronologia pernambucana de Nelson Barbalho, Pau-Brasil de Oswald de Andrade, a poesia de Patativa de Assaré, a música de Elomar Figueira de Mello, a pintura de Fernand Khnopff, Shere Crossman & Antonio Cláudio Mass aqui.

E mais:
O sol nasce paratodos aqui.
A lição de casa amanhecer, A lenda da origem do Solimões, a escultura de Lorenzo Quinn, a música de Anne Schneider, a arte de Alice Soares, O lobisomem zonzo & Edla Fonseca aqui.
Brincarte do Nitolino, Hino ao Sol de Akhenaton, O fundador de Nélida Piñon, a música de Kitaro, Manifesto Pau-Brasil de Oswald de Andrade, Medeia de Eurípedes, Belfagor: O arquidiabo de Nicolau Maquiavel, a poesia de Percy Bysse Shelley, O dicionário do Aurélio, o cinema de François Truffaut, a pintura de Otto Lingner & Nina Kozoriz aqui.
Alvoradinha, o curumim caeté, a literatura de Lygia Fagundes Telles, a poesia de Manuel Bandeira, o teatro de Qorpo Santo, Psicologia social: infância, imagem e literatura, a pintura de Fernando Botero, a arte de Marilyn Monroe & Ashley Judd, Jayne Mansfield, a música de Roberto Carlos & O sabor da fonte de todos os gozos aqui.
Se um dia o sonho da vez, Expressões enganadoras de Gilbert Ryle, a poesia de Elizabeth Bishop, Os nascimentos de Eduardo Galeano, a música de Dandara & Paulo Monarco, a pintura de Carla Shwab & Lavinia Fontana, a arte de Rosa Esteves & W. G. Collingwood aqui.
A vida se desvela nos meus olhos fechados, Ensaios filosóficos de John Langshaw Austin, a literatura de Dostoiévski & Georg Eliot, a música de Mísia, a fotografia de Edward Weston, Rico Lins & Krzyzanowski Art, a arte de Top Thumvanit & Stephanie Sarley aqui.
Carta de amor, Espécies naturais de Willard Van Orman Quine, Madre Teresa de Calcutá, a música de Dori Caymmi, a literatura de Alicia Dujovne Ortiz, a arte de Henry Monnier & Tanja Ostojić, a fotografia de João Roberto Riper & Luciah Lopez aqui.
A fome e a laranjeira, Princípios da filosofia do direito de Hegel, O espírito de Romain Rolland, O diário de Frida Kahlo, a música de Bach & Janine Jansen, a fotografia de Sebastião Salgado, a xilogravura de Fernando Saiki, a arte de David Padworny & Tempo de amar de Genésio Cavalcanti aqui.
Papo de Fabos, Escarafunchando Friederich Perls, O castelo de Franz Kafka, a literatura de Machado de Assis, a música do Discantus, a pintura de Renato Guttuso & Luba Lukova, a arte de Carmela Gross & Paulo Ito aqui.
Barulho da miséria, Escritos lógico-linguisticos de Peter Strawson, a literatura de Baronne de Staal & Mary Shelley, a música de Shania Twain, a escultura de Ben Weily, a pintura de Anna Miarczynska, o grafite de Magrão Bz, a arte de Fabio de Brito & a poesia de Livia De La Rosa aqui.
Repente qualquer jeito para ver como é que fica, A servidão humana de Baruch de Espinoza, A tecnologia na arte de Edmond Couchot, A vida antes do homemd e Margaret Atwood, a música de Jackson do Pandeiro, a escultura de Antonio Corradini, a fotografia de Nikolai Endegor, a arte de Victoria Selbach & Leonel Mattos aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
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O PRESUMÍVEL CORAÇÃO DA AMÉRICA
[...] A memória da mulher encontra-se na Bíblia. Ainda que não tivesse sido ela interlocutora de Deus. Esta memória encontrava-se igualmente nos livros que não escreveu. Uma memória que os narradores usurparam enquanto vedavam à mulher o registro poético de sua experiência [...]. Em algum lugar dessa mulher, e unicamente ali, alojaram-se para sempre os espinhos das intermináveis peregrinações humanas sobre a terra, sem os quais nenhuma obra de arte teria sido escrita. Portanto a mulher bem pode proclamar, em nome do legado que cedeu à humanidade, ser ela também a outra cara de Homero, de Shakespeare, de Cervantes. [...].
Trechos da obra O presumível coração da América (ABL/Topbooks, 2002), da premiadíssima escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras, Nélida Piñon. Veja mais aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
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sábado, março 04, 2017

JUCA CHAVES, LEONID AFREMOV, ÉTIENNE-JULES MAREY, CINEMA, O SEQUESTRO & OS DESEJOS DE MARYNA

Veja aqui, a Fanpage  aqui, os vídeos aqui e os poemas & canções aqui.

O SONHO DO SEQUESTRO MALOGRADO – Imagem: Kiss of passion, art by Leonid Afremov. - Lá ia Judilinho, um pé na frente outro atrás, quando alguém o chamou. Eu? Sim, vem cá. Eita!  – pensou consigo -, é aquela gostosa! Será que é mesmo, ou é pegadinha? Como é mesmo o nome dela? Ah, só pode ser Linda, tem que ser. Eu só a conheço de vista, nunca nos falamos de verdade. Ah, uma dessa vale um sequestro! Ela é atraente, simpática, risonha e tem o jeito de quem gosta dos galanteios. Talvez não, pode ser só aparência! E lá foi já olhando a jeitosa dos pés à cabeça e pensando: isso é que é gostosura pra gente sequestrar, pegar, se agarrar e mandar ver! Destá. Não é pro meu bico, eu sei, de repente dá zebra ou vai que cola. Vai que é sua! Sim? Aconteceu uma coisa engraçada – disse ela sorrindo -, mas se eu não esclarecer logo o mal entendido vai virar uma tragédia medonha. Pode me ajudar? Deu de ombros e aquiesceu: diga! Seguinte: preciso que você me leve ali naquela lambreta e tem que ser urgente. Lambreta? Sim, pode me ajudar? Mesmo que não pudesse, ora, nem soubesse andar naquilo, daria um jeito. Claro! Vamos! Montaram pra bronca e ela foi explicando: a gente vai por ali, depois dobra a esquerda lá na frente, segue reto até o fim da rua e de lá eu mostro onde é. Vamos. Ele acionou o motor, ela passou as mãos dela pela cintura dele, chega deu pra sentir o hálito gostoso dela roçar-lhe a nuca, enquanto falava ao seu ouvido o ocorrido. Era bom demais tê-la ali agarrada, seios colados nas costas, perfume cheiroso. Por ali. Pra onde a gente vai? Vá, quando chegar aviso. E enquanto falava a mão esquerda dela buliçosa, ora apontando, ora fazendo sinais enquanto gesticulava inquieta, vez ou outra, roçou-lhe o membro ao pousá-la na sua coxa esquerda. Excitado, fez-se a saliência, dela perguntar: - Você está armado? Sim, não tinha como dizer outra coisa. Que marca é? Não obtendo resposta alguma, ela foi conferir e amolegou: Hummmmm, deve ser dos bons. Aquilo tudo dinamitando na cabeça dele, por ali, aqui, dobra pra esquerda, sim, adiante, já estavam na rodovia e ela, às gargalhadas, contava das coisas que ele não ouvia, ligado no trajeto e disfarçando a timidez. Entre ali, sim, por ali, pronto, chegamos, espere aí que vou falar e já volto. Ela foi, bateu palma e já foi abrindo a porta pra falar com as pessoas do recinto, sumindo-se lá pra dentro. Enquanto ela ia, ele conferiu toda arquitetura corporal dela: gostosa! E parece que é safada. Será? Uma dessa é pra gente virar a cara pro perigo e seja lá o que Deus quiser! E os olhos dela? Ah, aqueles olhos de manha e sedução; a boca, ah, que boca engolidora com aqueles lábios bons de beijar e aquela língua de felatriz; ah, dos pés à cabeça, gostosa! Se for safada, estou feito! Pelo jeito é. E quando podia ele passava um rabo de olho pelo decote, ah, seios lindos, a pele de carne saborosa, o jeito de potranca boa de cama no cio, ah se eu pego essa, estou feito. De lá de dentro da casa ela o chamou, não podia, estava em estado pra lá de interessante. Vem cá! E ele nem respondia nem saía do lugar. Ela se aproximou e puxou pelo braço, ele como que escondendo sua periclitância, deu dela perceber e checou com uma das mãos: Menino, que coisa é essa? Ele só teve uma saída: é o seu sequestro! O meu? Como assim? Não posso sair daqui senão sou preso por atentado ao pudor. Ela riu, ah, me respeite, cabra, fique aí que já volto. E foi. Enquanto ela ia, ele lambia os beiços: gostosa! Ao retornar ela disse: agora me leve de volta! Ao sentar-se atrás dele, logo percebeu que ela estava mais próxima e ao se virar um pouco para saber pra onde ia mesmo, ele viu que o vestido dela havia subido deixando as coxas e a calcinha à mostra. Ele respirou fundo e conseguiu balbuciar: agora o seu sequestro. Como? Ligou a lambreta e seguiu procurando local para anunciar de fato e de direito o tal sequestro. Zanzou prum lado e pro outro, até divisar com o barzinho aconchegante que dava certinho pra ele organizar as ideias e ver se ela topava de fé o seu intento. Estacionou e, ao descer do veículo, encostou o membro rijo dentro da calça na coxa dela dizendo: você vai na frente, rendida, pra ninguém desconfiar. Ela riu docemente: me respeite! E tornou a rir, deixando que ele se encostasse ali às suas nádegas reboladeiras. Entraram no ambiente escurinho de cinema com luminária propícia para os enamorados, sentaram-se à mesa, um ao lado do outro, pediu ao garçom uma cerveja, enquanto se aproveitava daquele momento de ter aquela que só conhecia de vista e sonhava tê-la entre seus braços, anunciando o sequestro. Seriamente ela encarou e perguntou: e qual será o resgate? E agora? Sem saber o que dizer, percebeu que ela pousara a mão direita sobre seu pênis e com os dedos ficou percorrendo toda a sua dimensão. Servidos pelo garçom que logo saiu, ela repetiu sussurrando ao seu ouvido: sim, qual o resgate, hem? Ela viu-lhe os olhos tímidos e encostou os lábios dela no seu, deu lambida neles, mão apertando o pau duro, ele ousou uma mão ao seio, o outro entre as coxas dela até alcançar a calcinha com seu sexo molhado. Ela, então, tapou-lhe a boca com uma das mãos, ao que ele lambeu a palma e ela arrepiou-se sussurrando: molhei! E num gesto elegante ajeitou-se e retirou a calcinha, entregando-lhe: tome! E voltou a segurar com força o caralho dele, deslizando o zíper, enfiando a mão dentro da cueca até alcançá-lo e retirá-lo fora, olhando pro lados, cuidadosamente abaixando a cabeça, beijando o biquinho da peia, lambendo a glande e abocanhando por inteiro como quem chupa fruta saborosa de deixá-lo lambuzado por seu sobejo. Ergueu-se olhando pros lados, dizendo: e aí, gostou? Recompôs-se e por cautela olhou mais uma vez pros lados enquanto ofegava com a mão dele remexendo suas entranhas na vagina ensopada, e disse: vou cortar pra dezoito! Prudente, ela se levantou um pouco de costas e de pé sobre o ventre dele, pegou o pau duro com uma das mãos e ficou roçando entre os lábios da vagina, enquanto ele alisava e beijava sua bunda linda. E num vai-e-vem cadenciado ela deslizava a pica que babava melando do pinguelo ao ânus, lentamente indo e vindo, até introduzir a glande na vagina e parando aí para dizer: estou pronta pra pagar o meu resgate! Vamos. Trimmmmmmmmmmmmmmm! O celular estridulou, 8:30h, está atrasado. Porra! Nem em sonho eu levo sorte. Pode um negócio desse? Primeiro, uma gostosa dessa não ia nunca dar mole prum lascado feito eu; segundo, já que tô atrasado, vou voltar pro sonho de novo pra ver se lavo a jega e fodo a gostosa nem que seja em pensamento. Hummm... hummmm... Ah, tem jeito não, pra quem não estribeira não há história. Vou pra vida que é melhor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui & aqui.

POR QUEM SONHA ANA MARIA?
Na alameda da Poesia
Chora rimas o luar
Madrugada e Ana Maria
Sonha sonhos cor do mar
Por quem sonha Ana Maria,
Nesta noite de luar?...
Já se escuta a nostalgia
De uma lira a soluçar
Dorme e sonha Ana Maria
No seu leito de luar
Por quem sonha Ana Maria,
Quem lhe está triste a cantar?
No salão da noite fria
Vêem-se estrelas a dançar,
Dorme e sonha Ana Maria
Sonha sonhos cor do mar,
Por quem sonha Ana Maria,
Quem lhe fez assim sonhar?
E raia o sol e rompe o dia
Desmaia ao longe o luar,
Não abriu de Ana Maria
Inda a flor de seu olhar.
Por quem sonha Ana Maria,
Eu não sei nem o luar
...
Por quem sonha Ana Maria, modinha extraída do álbum Menestrel do Brasil: piadas, sátiras & modinhas (Independente, 1995), do compositor, músico e humorista Juca Chaves. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.

E mais:
Do que foi pro que é quase nada, Friedrich Nietzsche, Vaughan Williams & Suzanne Valadon aqui.
Coisas do sentir que não pra entender, A República de Cícero, Emil Nolde & Nivian Veloso aqui.
A carta do barbeiro & Leda Catunda aqui.
Fandango do vai quase num torna & Cícero Dias aqui.
Piotr Ouspensky, Marcio Souza, Antonio Vivaldi, Ronald Searle, Adryan Lyne, Ademilde Fonseca & Inezita Barroso, Kim Basinger, A mulher que reina & O Lobisomem Zonzo aqui.
Patativa do Assaré, Heitor Villa-Lobos, Pier Paolo Pasolini, Turíbio Santos, Rosa Luxemburg, Cicero Dias, Rubem Braga & José Geraldo Batista, Bárbara Sukowa & Primeira Reunião aqui.
A cidade das torres & Antônio Cândido aqui.
Cordel na escola aqui.
Democracia aqui.
A cidade de Deus de Agostinho e a Psicologia do Turismo e Hotelaria aqui.
Incêndio das paixões & Programa Tataritaritatá aqui.
Thomas Kuhn, Alagoando, Sistema Nervoso & Neuroplasticidade aqui.
Jacinta Passos, Poeta Bárbara Inconfidente, Egornov, Ten & Programa Tataritaritatá aqui.
Quando a gente vai à luta não adianta trastejar: ou vai ou racha aqui.
Gregory Bateson, Leontiev, Pinel, Doro, Óleo de peroba & o horário puto eleitoral da silva aqui.
Eros & civilização de Herbet Marcuse & O condor voa de Cornejo Polar aqui.
Ela desprevenida & Programa Tataritaritatá aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
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DESTAQUE: HISTÓRIA DO CINEMA

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do inventor e fotógrafo francês Étienne-Jules Marey (1830-1904).
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
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segunda-feira, janeiro 09, 2017

ESTRELLA BOHADANA, MARIANA AYDAR, LEONID AFREMOV, NUNO RAMOS & INFÂNCIA & JUVENTUDE


DOS TEMORES DA INFÂNCIA AOS ARROUBOS JUVENIS - Imagem: Bewitched park, do pintor israelense de origem bielorrussa Leonid Afremov - O coração de Jesus no alto da sala era uma lembrança incômoda na memória. Na minha meninice, um coração vivo, sangrando, me perseguia o dia inteiro até assombração no meio dos temores noturnos. Pesadelos numa infância medrosa. Reclamava pra minha mãe e me escondia no cós da saia dela. Ela falava e eu não compreendia. Pra meu alívio, um dia, espatifou-se na sala e ela virou-se pra mim e disse: - Foi você. Não havia como, mas ela disse. Ainda lembro na minha tenra idade os olhos furiosos dela. Pior foi no dia da minha recusa em fazer primeira comunhão e crisma, não aceitava Jesus preso na cruz. Para mim, ele já estava livre disso, nós que carregássemos a nossa, o que, pra mim, tornou-se a própria vida. Foi na transição entre a puerícia e a adolescência que descobri os pré-socráticos e a mitologia grega, dando início às minhas divagações que aprumaram andanças por religiões: Vedas, Alcorão, Mahabharata, a Bíblia, Tanakh, Analectos, Torah, Gita, Upanishades, Talmude, Zend-Avesta, o kardecismo, muitos e, no meio disso, por tantas vezes me ofereceram a Rosa de Lutero tão simpática. Entretanto, menino adolescendo já não me via cristão, um pensador livre. Nunca fui ateu, quase. Ao nutrir simpatia pelos quackers, pelo Taoísmo e pelo zen-budismo, optei pela espiritualidade, não precisava mais professar qualquer fé, nem havia mais necessidade de acreditar, eu sabia – e sei – que existe e onde está: em mim e em tudo, esse o meu panteísmo particular. Outras leituras me fascinaram, uma delas e de um fôlego só: a Tábua de Esmeralda e Corpus Hermeticum. Releituras imprescindíveis. Anos depois retomei os estudos, relendo a História dos Hebreus de Flavio Josefo, o judaísmo-cristão e todos os demais livros já lidos na adolescência, até O Livro dos Mortos, cabala e por aí vai. Nutro profundo respeito por todas as crenças e seus fiéis – cada qual, cabeças e respostas. Entretanto, como não tenho certeza de nada, não sei coisa alguma, mantenh0 postado pela espiritualidade porque sou pleno de dúvidas, carregado de perguntas, graças a Deus! Isso é o que me faz viver! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum Pedaço duma asa (2015), da cantora e compositora Mariana Aydar. Veja mais aqui e aqui.

Veja mais sobre:
Fonte no Crônica de amor por ela, Gabriel García Márquez, Paul Éluard, José Paulo Paes, Alan Watts, Carmina Burana de Carl Orff, Michel de Montaigne, Fernando Bonassi, Ingmar Bergman, Birgitta Valberg, Maurice Béjart, Birgitta Pettersson & Rachel Lucena aqui.

E mais:
Ana Lins, a Revolução Pernambucana de 1817 & Todo dia é dia da mulher aqui.
João Cabral de Melo Neto, Joan Baez, Rigoberta Menchú, Simone de Beauvoir & Eduardo Viana aqui.
A paranoia da paixão por ela aqui.
Manoel Bentevi, Sinhô, Marshal McLuhan, Parafilias, Ópera Maldita, Giulia Gam & Anna Bonaiuto aqui,
Fecamepa: quando o Brasil dá uma demonstração de que deve mesmo ser levado a sério aqui.
O evangelho segundo padre Bidião & Jesus voltou aqui.
Pra tudo tem jeito, menos pro que não pode ou não quer aqui.
Tantas fazem & a gente é quem paga o pato aqui.
Globalização, Educação & Formação Pedagógica, Direito Ambiental & Psicologia Escolar aqui.
A poética teatral de Federico Garcia Lorca aqui.
DST/AIDS, Educação & John Dewey aqui.
Sincretismo religioso aqui.
Racismo aqui.
O trabalho da mulher aqui.
Levando os direitos a sério, de Ronald Dworkin aqui.
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A croniqueta de antemão aqui.
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DESTAQUE: ZARATUSTRA & VIDA
[...] Já não havia sol. Por entre as silenciosas árvores de um bosque, caminhava Zaratustra com seus discípulos à procura de uma fonte quando se depara com algumas jovens dançarinas. Reconhecendo Zaratustra, as jovens interrompem a dana. Com gestos amigáveis, Zaratustra pede-lhes para continuarem, pois ele próprio queria acompanhá-las com um canto. E pôs-se Zaratustra a cantar. Cantou o dia em que olhou para Vida e, sentindo-se mergulhado no imperscrutável, ouviu o riso de Vida. essa, zombeteira, dizia, respondendo às indagações do grande sábio: “Eu sou apenas mutável e selvagem e, em tudo, mulher. E não precisamente uma mulher virtuosa...” E logo é Vida quem pergunta: “Que bem a ser a sabedoria?” Responde ele: “Dela tem-se sede, mas jamais se fica saciado. Por entyre véus se esconde, e tenta caçá-la com redes. Mutável, voluntariosa, talvez seja má e falsa, e é em tudo feminina. Mas quando fala mal de si mesma é, então, que mais seduz”. Após ouvir tudo isso, maldosamente Vida riu e, com os olhos semi-cerrados, perguntou-lhe: “De quem estiveste falando? De mim, não é verdade?” [...].
Trecho de A unidade primordial: perda ou fantasia?, da filósofa, professora de educação e dança flamenca, Estrella Bohadana (1950-2015), extraído da obra Feminino/masculino no imaginário de diferentes épocas (Bertrand Brasil, 1998), organizado por Eloá Jacobina & Maria Helena Kühner. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, ensaísta e videomaker Nuno Ramos.
Veja mais aqui, aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra:
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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GLAUCE ROCHA, KRISZTINA TÓTH, JERRY JENKINS, JACQUES VALLÉE & OLINDA.

    Imagem: Ensaio de múltiplas dimensões , da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM . Do lançamento TTTTT e...