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HISTÓRIA DO CINEMA & O SONHO DO SEQUESTRO MALOGRADO

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O SONHO DO SEQUESTRO MALOGRADO – Imagem: Kiss of passion, art by Leonid Afremov. - Lá ia Judilinho, um pé na frente outro atrás, quando alguém o chamou. Eu? Sim, vem cá. Eita!  – pensou consigo -, é aquela gostosa! Será que é mesmo, ou é pegadinha? Como é mesmo o nome dela? Ah, só pode ser Linda, tem que ser. Eu só a conheço de vista, nunca nos falamos de verdade. Ah, uma dessa vale um sequestro! Ela é atraente, simpática, risonha e tem o jeito de quem gosta dos galanteios. Talvez não, pode ser só aparência! E lá foi já olhando a jeitosa dos pés à cabeça e pensando: isso é que é gostosura pra gente sequestrar, pegar, se agarrar e mandar ver! Destá. Não é pro meu bico, eu sei, de repente dá zebra ou vai que cola. Vai que é sua! Sim? Aconteceu uma coisa engraçada – disse ela sorrindo -, mas se eu não esclarecer logo o mal entendido vai virar uma tragédia medonha. Pode me ajudar? Deu de ombros e aquiesceu: diga! Seguinte: preciso que você me leve ali naquela lambreta e tem que ser urgente. Lambreta? Sim, pode me ajudar? Mesmo que não pudesse, ora, nem soubesse andar naquilo, daria um jeito. Claro! Vamos! Montaram pra bronca e ela foi explicando: a gente vai por ali, depois dobra a esquerda lá na frente, segue reto até o fim da rua e de lá eu mostro onde é. Vamos. Ele acionou o motor, ela passou as mãos dela pela cintura dele, chega deu pra sentir o hálito gostoso dela roçar-lhe a nuca, enquanto falava ao seu ouvido o ocorrido. Era bom demais tê-la ali agarrada, seios colados nas costas, perfume cheiroso. Por ali. Pra onde a gente vai? Vá, quando chegar aviso. E enquanto falava a mão esquerda dela buliçosa, ora apontando, ora fazendo sinais enquanto gesticulava inquieta, vez ou outra, roçou-lhe o membro ao pousá-la na sua coxa esquerda. Excitado, fez-se a saliência, dela perguntar: - Você está armado? Sim, não tinha como dizer outra coisa. Que marca é? Não obtendo resposta alguma, ela foi conferir e amolegou: Hummmmm, deve ser dos bons. Aquilo tudo dinamitando na cabeça dele, por ali, aqui, dobra pra esquerda, sim, adiante, já estavam na rodovia e ela, às gargalhadas, contava das coisas que ele não ouvia, ligado no trajeto e disfarçando a timidez. Entre ali, sim, por ali, pronto, chegamos, espere aí que vou falar e já volto. Ela foi, bateu palma e já foi abrindo a porta pra falar com as pessoas do recinto, sumindo-se lá pra dentro. Enquanto ela ia, ele conferiu toda arquitetura corporal dela: gostosa! E parece que é safada. Será? Uma dessa é pra gente virar a cara pro perigo e seja lá o que Deus quiser! E os olhos dela? Ah, aqueles olhos de manha e sedução; a boca, ah, que boca engolidora com aqueles lábios bons de beijar e aquela língua de felatriz; ah, dos pés à cabeça, gostosa! Se for safada, estou feito! Pelo jeito é. E quando podia ele passava um rabo de olho pelo decote, ah, seios lindos, a pele de carne saborosa, o jeito de potranca boa de cama no cio, ah se eu pego essa, estou feito. De lá de dentro da casa ela o chamou, não podia, estava em estado pra lá de interessante. Vem cá! E ele nem respondia nem saía do lugar. Ela se aproximou e puxou pelo braço, ele como que escondendo sua periclitância, deu dela perceber e checou com uma das mãos: Menino, que coisa é essa? Ele só teve uma saída: é o seu sequestro! O meu? Como assim? Não posso sair daqui senão sou preso por atentado ao pudor. Ela riu, ah, me respeite, cabra, fique aí que já volto. E foi. Enquanto ela ia, ele lambia os beiços: gostosa! Ao retornar ela disse: agora me leve de volta! Ao sentar-se atrás dele, logo percebeu que ela estava mais próxima e ao se virar um pouco para saber pra onde ia mesmo, ele viu que o vestido dela havia subido deixando as coxas e a calcinha à mostra. Ele respirou fundo e conseguiu balbuciar: agora o seu sequestro. Como? Ligou a lambreta e seguiu procurando local para anunciar de fato e de direito o tal sequestro. Zanzou prum lado e pro outro, até divisar com o barzinho aconchegante que dava certinho pra ele organizar as ideias e ver se ela topava de fé o seu intento. Estacionou e, ao descer do veículo, encostou o membro rijo dentro da calça na coxa dela dizendo: você vai na frente, rendida, pra ninguém desconfiar. Ela riu docemente: me respeite! E tornou a rir, deixando que ele se encostasse ali às suas nádegas reboladeiras. Entraram no ambiente escurinho de cinema com luminária propícia para os enamorados, sentaram-se à mesa, um ao lado do outro, pediu ao garçom uma cerveja, enquanto se aproveitava daquele momento de ter aquela que só conhecia de vista e sonhava tê-la entre seus braços, anunciando o sequestro. Seriamente ela encarou e perguntou: e qual será o resgate? E agora? Sem saber o que dizer, percebeu que ela pousara a mão direita sobre seu pênis e com os dedos ficou percorrendo toda a sua dimensão. Servidos pelo garçom que logo saiu, ela repetiu sussurrando ao seu ouvido: sim, qual o resgate, hem? Ela viu-lhe os olhos tímidos e encostou os lábios dela no seu, deu lambida neles, mão apertando o pau duro, ele ousou uma mão ao seio, o outro entre as coxas dela até alcançar a calcinha com seu sexo molhado. Ela, então, tapou-lhe a boca com uma das mãos, ao que ele lambeu a palma e ela arrepiou-se sussurrando: molhei! E num gesto elegante ajeitou-se e retirou a calcinha, entregando-lhe: tome! E voltou a segurar com força o caralho dele, deslizando o zíper, enfiando a mão dentro da cueca até alcançá-lo e retirá-lo fora, olhando pro lados, cuidadosamente abaixando a cabeça, beijando o biquinho da peia, lambendo a glande e abocanhando por inteiro como quem chupa fruta saborosa de deixá-lo lambuzado por seu sobejo. Ergueu-se olhando pros lados, dizendo: e aí, gostou? Recompôs-se e por cautela olhou mais uma vez pros lados enquanto ofegava com a mão dele remexendo suas entranhas na vagina ensopada, e disse: vou cortar pra dezoito! Prudente, ela se levantou um pouco de costas e de pé sobre o ventre dele, pegou o pau duro com uma das mãos e ficou roçando entre os lábios da vagina, enquanto ele alisava e beijava sua bunda linda. E num vai-e-vem cadenciado ela deslizava a pica que babava melando do pinguelo ao ânus, lentamente indo e vindo, até introduzir a glande na vagina e parando aí para dizer: estou pronta pra pagar o meu resgate! Vamos. Trimmmmmmmmmmmmmmm! O celular estridulou, 8:30h, está atrasado. Porra! Nem em sonho eu levo sorte. Pode um negócio desse? Primeiro, uma gostosa dessa não ia nunca dar mole prum lascado feito eu; segundo, já que tô atrasado, vou voltar pro sonho de novo pra ver se lavo a jega e fodo a gostosa nem que seja em pensamento. Hummm... hummmm... Ah, tem jeito não, pra quem não estribeira não há história. Vou pra vida que é melhor. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

POR QUEM SONHA ANA MARIA?
Na alameda da Poesia
Chora rimas o luar
Madrugada e Ana Maria
Sonha sonhos cor do mar
Por quem sonha Ana Maria,
Nesta noite de luar?...
Já se escuta a nostalgia
De uma lira a soluçar
Dorme e sonha Ana Maria
No seu leito de luar
Por quem sonha Ana Maria,
Quem lhe está triste a cantar?
No salão da noite fria
Vêem-se estrelas a dançar,
Dorme e sonha Ana Maria
Sonha sonhos cor do mar,
Por quem sonha Ana Maria,
Quem lhe fez assim sonhar?
E raia o sol e rompe o dia
Desmaia ao longe o luar,
Não abriu de Ana Maria
Inda a flor de seu olhar.
Por quem sonha Ana Maria,
Eu não sei nem o luar
...
Por quem sonha Ana Maria, modinha extraída do álbum Menestrel do Brasil: piadas, sátiras & modinhas (Independente, 1995), do compositor, músico e humorista Juca Chaves. Veja mais aqui.

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