terça-feira, março 14, 2017

PELOS CAMINHOS DA VIDA

PELOS CAMINHOS DA VIDA - Imagem: arte do pintor e restaurador Clodomiro Amazonas (1883-1953).- Quantos caminhos, a gente vê de tudo: um filme que se repete. De um lado, a paisagem da natureza, a imensidão do Universo. De outro, degradações, banalidades, conflitos. A gente até sorri, a despeito das caras fechadas, passos apressados, vidros escuros, portas cerradas. A qualquer demonstração de afeto, um chega pra lá. Quanta gente aniquilando nossa boa vontade. Quantas pessoas negativas, egoístas, destrutivas, a julgar de tudo e todos conforme sua insatisfação e desapontamento com suas próprias tribulações diárias; ignoram a dor alheia como se fosse castigo bem feito para ousados ou metidos, a caçoar de terem ido aonde não foram nem tiveram a capacidade ou coragem de ir; repulsam ao considerar que os outros deram um passo maior que a perna ou se engasgaram com sua felicidade trivial; e assim morrem de inveja ou levam na conta de que se não conseguiram, ninguém mais deve ou pode conseguir. Para fugir do remorso, pedem perdão de joelhos na primeira oportunidade pra mostrar aos outros o quão crédulos fervorosos são, enquanto o coração desfalece arruinado por sentimentos menores, disfarçados na sua volátil caridade. Existe gente pra tudo, infelizmente. Assim são e se negam aos objetivos proveitosos, quem dera encontrar alguém alegre, extrovertida, prestativa, cordial e solidária. Uma mão amiga, apenas, um abraço de coração. Ao contrário, condenam a guerra proclamando a paz, enquanto não percebem o quanto de gente é excluída, estigmatizada, ceifada; defendem a vida a qualquer custo e se omitem diante da injustiça; clamam por justiça e querem ser tratados melhor que os outros; exigem a felicidade pra si e os outros que sejam infelizes. Quantos caminhos, quanto atalhos e vielas, a gente vê de tudo. Quem dera o abraço amigo ensinasse a paz e o desejo intenso no empenho de uma vida criativa e plena. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo box (4 cds) Benê, o flautista (Tratore, 2007), com a obra do compositor, flautista e maestro Benedicto Lacerda.

Veja mais sobre:
Aventureiros do Una, Maurice Merleau-Ponty, Carlos Heitor Cony, Castro Alves & Eugênia Câmara, Sergei Rachmaninoff & Yara Bernette, Amália Rodrigues, Jules Joseph Lefebvre, Wolfgang Petersen & Diane Kruger aqui.

E mais:
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O pensamento de Karl Marx aqui, aqui e aqui.
Meu ensino de Jacques Lacan & Disco Friends aqui.
Quadrinhos, a nona arte aqui.
Os catecismos de Zéfiro & O Rol da Paixão aqui e aqui.
O pensamento de Parmênides de Eléia aqui.
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O período naturalista do pensamento grego: Os Jônios & Anaxímenes aqui.
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O verbo no coração do silêncio, Ástor Piazzolla & Eduardo Isaac, Steve Hanks, Wassily Kandinsky & Eliane Potiguara aqui.
Pra quem só vê superfície, todo rio é sempre raso, Zygmunt Bauman, Maria Azova, Anna Ewa Miarczynska & Júlio Pomar aqui.
A vida solta no calor do coração, Teodora Dimitrova, Carlos Baez Barrueto, Claudia Rogge & Robert Delaunay aqui.
Os véus dos céus & o prazer do amor, Djavan, Luciah Lopez, Christine Jeffs & Kirsty Gunn aqui.
Escândalo do coroinha, Ferdinand Hodler, Aldine Müller, Helena Ramos & Zaira Bueno aqui.
Tolinho & Bestinha: quando tolinho bateu pino com o capeta granulado aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
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A arte do ilustrador e quadrinista italiano Alessandro Biffignandi (1935-2017).

DESTAQUE: O INCÊNDIO UNIVERSAL E O DILÚVIO
Em tempos mui distantes, certo homem aproximou-se de uma criança que brincava sozinha. Deu-lhe uma tocha acesa e ordenou-lhe que a apagasse na água do rio, desaparecendo em seguida. A criança mergulhou a tocha no rio e este começou logo a arder. A princípio incendiou-se a água, depois a terra começou a levantar altas chamas. O fogo meteu-se por baixo do chão e foi irromper no terreiro de uma aldeia. Então a terra desabou nesse local. Uma mulher grávida escondeu-se com um menino no bananal, que não podia ser destruído pelo fogo. O incêndio aniquilou toda a humanidade. E edepois que o fogaréu se extinguiu os dois saíram de seu esconderijo. Na imensa coivara encontraram cinco raízes de mandioca, que guardaram cuidadosamente. Então choveu muitos dias e muitas noites, sem parar. Ambos sofreram muita fome. Por fim, a água foi baixando vagarosamente e quando a terra ficou descoberta, plantaram as raízes de mandioca. A mulher deu à luz uma menina; desta e do menino, ressurgiu a humanidade.
O incêndio universal e o dilúvio, lenda Tembé extraída da obra Mitos dos indios Tembé do Pará e do Maranhão (Sociologia, vol. III), de Curt Nimuendaju Unkel. Veja mais aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor suíço Ferdinand Hodler (1853-1918)
Veja Fanpage aqui & mais aqui e aqui.

DEDICATÓRIA: LÍGIA TOMARCHIO
Pétalas se misturam ao ar / rodopiar de cores e odores / envolvem o espírito do amor / agora pleno, na surrealidade / de um momento saboroso. / Doce mel cresce no peito / coração explode em êxtase / não há fronteiras, nem céu e terra / apenas o sentimento maior que o ser./ E me calo, permaneço encantada / tal princesa adormecida de prazer. / Amor, agora sou sua / plena, entrego meu ser... / Quero voar com suas asas / ver com sua alma / sentir planar nossos corpos / nas nuvens róseas e floridas. / Deuses aprovam nossa união / anjos, das liras fazem sinfonia / murmuram as águas dos rios / chovem perfumes e pétalas / cânticos celestiais ouvimos / de pássaros errantes a nos observar / em coro nos juntamos a eles / na alegria e paz do instante... / Nosso momento de amor... (O amor)
A edição de hoje é dedicada à poetamiga Ligia Scholze Borges Tomarchio. Veja mais aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Peace marchers (1962), da fotógrafa estadunidense Diane Arbus (1923-1971).
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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ASCENSO, PAULO FREIRE, REICH, ELIÉZER MIKOSZ, ZWEIG, DIONE BARRETO, EDUCAÇÃO & GINÁSIO MUNICIPAL

O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI – Josedácio cometia uns versos brejeiros, coisas de seu; como não tinha escola, era só tirocínio,...