Imagem: Fluxo dos devires, da série Caosmose & O poema nasce do visinvisível - Acervo ArtLAM.
Fábula porcina na cabeça!... - Piau ali, viola ao peito, alentava: Vou ser
artista! E foi. Logo amealhou a simpatia da Tannakin Skinker, que estava louca
pra casar - foi maior puxa-encolhe, óinc-óinc, teibei! Depois, os mimos da
rubicunda e endeusada Varahi do Nepal. E disso, ora, foi um salto para a tietagem
de farroupos, leitãozinhos, leitoazinhas, varrões, matrizes, cerdos, chanchos, perdigotos,
marrãs, javalis, chacins, catetos e queixadas. Fez sucesso até como minipig entre
os simpatizantes suínos e a Henwen pelas Tríades Galesas. Engrossou o grunhido
da vara com os achegamentos da perfumada Marie Darrieussecq. Daí vieram mais
com Ceridwin, quando foi ungido pela reencarnada Dorje Pakmo que era Sera
Kandro, a gloriosa Durga, aos guinchos dos aplausos efusivos de Bola de Neve e
do gordo Piggy de Golding. Foi tomado por Artemis, no meio do
maior ronar espalhafatoso da suinaria. E foi eleito pelo Landrace como o
maioral da porcada toda! O Large White levou-o para a oferenda de Ceres e o Pietrain
além dos alfeires, para ser embalado pela Demeter nas Tesmoforias. Logo recebeu
elogio do Marcial: Esse irá proporcionar uma grande Saturnália! Logo
passou a ser cultuado pelos sino-vietnamitas, sagrado pelos de Creta e
representante lídimo da ataraxia e aponia do rebanho de Epicuro. No meio
do maior persigal, o Velho Major dava as ordens, organizando o teitei. Tornou-se
o roliúde mesmo, quando o agalegado Duroc estrondou com veemência com seus
abastados sifrões saindo dos bolsos: Você é meu e será o maior do mundo! Êêêêêê!
Agora vai. Em confidência com o Moura, no meio do tumulto, Piau segredou: Nunca
tinha visto mais gordo! É o manda-chuva, sempre esteve aqui! Mesmo? Ora, se. Foi
quando descobriu o que era escorregar por ter levado rasteira numa passada de
perna, cama-de-gato, enrolações, maracutais, falcatruas. O que virá pela frente,
hem? Só Deus sabe... E lá vinha a puxada da corda-de-guaiamum, o enterro
voltando. E aí, xará? Ficou para amanhã ou depois. Vixe! Que é que é isso? Ninguém
é inocente! E escapou da piara pelo erudito Learned de Bisset: Precisamos fazer
alguma coisa! Hem? Logo foi surpreendido com a companhia nababesca da imperatriz
de Blandings de Wodehouse: foram sequestrados. Mas que porra é essa? A ameaça
em riste, a emboscada. Nas paradas, o fã clube histérico - não faltava mais
doido neste mundo! Oxe, tem mais estúpido esborrando por aí. O tempo foi
passando no cativeiro e o Zhu Bajie chamou a todos pra jornada de Wu Cheng'em!
Ora, vamos é pra cidade de Platão, aqui não tem segurança alguma! Sonhavam com Grizedale,
Swilland, Swindon e Swineford. É uma fraude! Todos caíram na lábia do grulha
Garganta e a mentira venceu. Era o golpe de Napoleão: a repressão e o terror, uma
ditadura medonha. A coisa degringolou mesmo quando baixaram o 1º Ato Institucional
antes doutros 5 e Jude tentou matar a criação de Thomas Hardy: Que brutalidade!
E piorou com a punição de Twrch Trwyth e do guru sábio Brihaspati. Como é que
pode! Tudo comunista! E o julgamento e a condenação do de Pont-de-l'Arche ao
enforcamento. Lascou. Bola de Neve foi banido, o Sucio sequestrado e o trio Alexander,
Pigling Bland e Pig-wig foram pegos. Ué, num foram só no mercado? Ora, foram
trancafiados, subversivos! Eita! Robinson também, as tias de Beatrix às
lamúrias. O demônio Hiranyaksha, com seus olhos verdes, foi jogado nas
profundezas do mar, sob o pretexto de salvar o Mundo, o que não era, de fato era
trapaça, na verdade. Ah! E as pocilgas ficaram abarrotadas por muitos canastras
de Saint-Hilaire e os tantos que chegavam aos milhares de Etrúria - todos
amaldiçoado pela Odisseia dos amantes da feiticeira Circe, a maga, no
lodo dos fragmentos de Heráclito. E agora? Do lado de fora Nut
amamentava sua prole, engolia os astros matutinos e os cuspia ao crepúsculo. A vida
seguia com a esperança no espinho do dilema de Schopenhauer, o inventor
do fogo dos kikuyus e dos poderes divinatórios dos ekois da Nigéria do Sul.
Ouviram zunzunzum: Pigs on the Wing... Voam o céu de Clazomenae? Se voam
é sinal de perigo às escondidas. Estamos no ponto cego? A oracular Hen Wen de Lloyd
Alexander deu o tom da tragédia: Depois da engorda, cevados serão todos abatidos,
a festa comensal do sacrifício: a matança! O mata-bicho da cabeça aos pés, tudo
aproveitado: o sangue para morcelas, gordura para conservas, carnes para
defumação; imobilizados, sangrarão e serão chamuscados para raspá-los e
preparar a desmancha: as linguiças de Nuremberg, as tortas de Melton Mowbray, a
mortadela de Bolonha e Modena, na acrasia do ceticismo pirrônico pelos bacons,
presuntos, salsichas, salames, torresmos, pururucas. Que situação! Columela
gritou: Se deixá-los beber água, a carne estraga! E serviram a Manannan, como
se fossem Saehrimmir das Valquírias, que os tornava mágicos para serem ceifados
todos em um só dia e, no dia seguinte, renasciam e estavam prontos de novo para
serem abatidos e consumidos, com uma maçã na boca para a celebração do Yuletide
e pros banquetes de Alexandre Grande, a fortuna dos Matarazzos e findarão apenas
efígies de moedas da Gália antiga ou nos cofrinhos do Euricão ou de Java, da Cosa
coreana, ou do Feng Shui. A lavagem entupia os chiqueiros abominados
pelos quirquizes, a maior porcaria. Ficaram para trás. Vale a pena viver? Alguém
reclamou: É tudo muito horrível, todos são detestáveis, como achar qualquer
coisa ótima neste estado de coisas? Piau fez um muchocho e ouviu: Você é quase
uma boa risada, mas, na verdade, você é de chorar, Pink Floyd! Que Elédè
de Obaluaiê nos redima! Olha a hora do Bagá! A vida passa, a Terra em transe,
pálin!... Até mais ver.
T.S. Eliot: Somente aqueles que se arriscam a ir longe demais podem descobrir até onde se pode ir... Não cessaremos de explorar, e o objetivo final de toda a nossa exploração será chegar ao ponto de partida e conhecer o lugar pela primeira vez... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.
Cherríe Moraga: A passagem é através, não por
cima, não ao lado, não em torno, mas através... Lembre-se de que você vive em
uma comunidade. Você tem a responsabilidade de prestar contas à sua família, à
sua comunidade e a si mesmo... A revolução começa em casa... Veja mais
aqui.
William Faulkner: Nunca tenha medo de levantar a
sua voz em defesa da honestidade, da verdade e da compaixão contra a injustiça,
a mentira e a ganância. Se as pessoas em todo o mundo fizessem isso, o mundo
mudaria... Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui &
aqui.
[ESTOU EM CASA À ESPERA DE UM DEUS]
Estou em casa à espera de um deus \ à
espera junto a uma janela aberta \ o meu próprio pequeno deus \ que deve estar
chegando em casa agora mesmo \ os cômodos estão arejados \ uma refeição
simples, feita de quase nada, solta fumaça sobre a mesa \ à nossa espera \ (é
fim de mês e minha carteira \ também foi efetivamente arejada) \ mas sei que \ o
vazio é muitas vezes uma bênção \ e o pouco é tudo \ e lá vem o meu deus
pequenino \ com tudo esvoaçando ao seu redor \ em alegre despreocupação \ abas
do casaco, cadarços do tênis, cachecol, mochila \ aberta e escancarada \ ele
arrasta um graveto pelas estacas da cerca \ e elas cantam \ e só um deus
pequenino \ sabe fazer tal música \ ele entra \ e vejam só: traz uma casquinha
de sorvete \ enfeitada com agulhas tenras de pinheiro \ diz que é porque sabe:
\ é bom quando algo não é apenas doce \ mas também um pouco azedo e amargo \ e
então ele me conta \ sobre esquilos, gaios e tico-ticos \ e sobre como brinca
de um jogo secreto \ que eu também brincava \ lá quando eu era uma deusa
pequenina: \ se você vir um pica-pau \ será um bom dia \ contamos um ao outro
exatamente as mesmas histórias \ repetidas
vezes \ e nunca nos cansamos delas \ "mamãe, conta de novo \ como foi
segurar o dom-fafe \ quando ele bateu na janela da cozinha, aquela vez, \ e
ficou caído no chão, inconsciente" \ Eu o observo e penso: \ meu deus
cresceu \ jogou as meias num canto \ e, sozinho, tenta tirar com determinação \
lascas do dedão do pé usando uma pinça \ mas esse deus ainda não gosta de lavar
os pés \ vejo isso à noite, quando ele dorme \ as solas arranhadas despontando
debaixo do cobertor \ mas isso não me impede \ de me curvar e beijá-las \ meu
deus encolhe os dedos dos pés por um instante quando faço isso \ e depois
continua dormindo profundamente \ enquanto eu permaneço na beleza desse
movimento divino \ por um longo \ longo \ longo tempo.
Poema da poeta, cantora,
instrumentista e crítica literária estoniana Veronika Kivisilla, autora de obras como
Kallis kalender (2011), Cantus Firmus (2015), Kuni armastus
peale tuleb (2018) e Salutatio (2019).
FLORES DA SOMBRA - [...] De
que são feitas as nossas vidas? De um mosaico de ternura, desejos,
arrependimentos, momentos fugazes e os vestígios que este mundo deixa nas
nossas emoções, na nossa intimidade, nos nossos sonhos. [...] A
seus pés, um abismo colossal se abria, delimitado por prédios destruídos. As
poucas paredes que ainda restavam estavam cobertas de pedaços de papel de
parede, portas rangentes davam para o vazio e degraus levavam diretamente para
lugar nenhum. Aquele imenso campo de ruínas a abalou profundamente. Da
vizinhança pacífica que ela conhecia tão bem, dos amplos bulevares ladeados por
tílias e castanheiros, restavam apenas entulho no fundo de um enorme fosso. Ao
longe, os restos da Torre da Tortura pareciam se contorcer em agonia sob o céu
chuvoso. [...] Toda a vida sentira esse desconforto, a
sensação de não pertencer a uma pátria, de não poder reivindicar uma origem.
Ela era dual. Tinha duas línguas maternas, dois mundos, dois países. [...] Pessoas de todas as idades,
origens e nacionalidades postaram vídeos de seus suicídios. Era um desfile
frenético, um reality show horripilante, incompreensível. A literatura não
tinha mais lugar nesse bombardeio de transmissões ao vivo; a imagem reinava
suprema, obscena e sempre insatisfatória. Quando escritores tentaram abordar os
ataques, seus livros permaneceram praticamente inéditos. As pessoas podiam
assistir a palestras ou apresentações, mas comprá-los era outra história. Ler
não oferecia mais conforto. Ler não curava mais. [...] Ler livros levava tempo. E escrevê-los
também. E agora ninguém parece ter tempo nem para ler nem para escrever. [...] A maioria das pessoas não lia
mais. Ela já havia percebido isso há algum tempo. Estavam grudadas em seus
celulares, em seus tablets. As livrarias estavam fechando uma após a outra.
[...] As pessoas tiram fotos bonitas de livros e as postam nas redes sociais
com as hashtags certas, mas ninguém os lê. Ou muito poucos leem. Os livros se
tornaram objetos decorativos. [...]. Trechos da obra Les Fleurs de l'ombre (Pocket,
20021), da escritora francesa Tatiana de
Rosnay, também autora de livros como Elle
s'appelait Sarah (2007). Veja mais aqui.
RUÍNA: A POLÍTICA DA CATÁSTROFE - [...] Até o momento, cerca de 99,9% de todas
as espécies que já habitaram a Terra foram extintas. [...] A realidade, como veremos, é
que a história é um processo complexo demais para ser modelado, mesmo pelas
formas informais defendidas por Turchin e Dalio. Além disso, quanto mais
sistemática for a modelagem de fenômenos históricos — notadamente pandemias,
mas também mudanças climáticas ou degradação ambiental — mais fácil se torna
passar de uma previsão aproximada para uma previsão precisamente errada. [...]
O advento da internet ampliou enormemente o potencial de disseminação de
informações falsas e enganosas, a ponto de podermos falar de duas pragas gêmeas
em 2020: uma causada por um vírus biológico, a outra por concepções errôneas e
falsidades ainda mais contagiosas. Esse problema poderia ter sido menos grave
em 2020 se reformas significativas nas leis e regulamentações que regem as
grandes empresas de tecnologia tivessem sido implementadas. Apesar das amplas
evidências, após 2016, de que o status quo era insustentável, quase nada foi
feito. [...] Reconheça que você está em crise, seja
você um indivíduo ou uma nação. Aceite sua responsabilidade pessoal/nacional de
fazer algo a respeito da situação. Construa uma cerca [não necessariamente
física] para delimitar os problemas individuais/nacionais que precisam ser
resolvidos. Envolva-se nos aspectos materiais e emocionais. [...]. Trechos extraídos da obra Doom: The Politics of Catastrophe (Penguin, 2021), do historiador escocês Niall Ferguson (Niall Campbell
Ferguson). Veja mais aqui.
MARIA LAURA LOPES
Trechos do depoimento (Notícias do
Academia Brasileira de Ciências – ABC, ‘2011), concedido pela matemática e
professora Maria Laura Lopes (Maria Laura Moura Mouzinho Leite
Lopes ou Maria Laura Mouzinho Leite Lopes – 1917-2013), a primeira doutora em
matemática do Brasil, especializada em Educação Matemática. Ela combateu a
ditadura e articulou a criação de instituições de pesquisa, fazendo parte da
articulação e fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do
Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e da Sociedade Brasileira de
Educação Matemática (SBEM). Em 1969 foi aposentada compulsoriamente
pela ditadura militar, o que a forçou ao exílio. No exterior, ela passou por
universidades nos Estados Unidos e na França, onde redirecionou seu foco de
pesquisa de matemática pura para a educação matemática. Retornando ao Brasil,
dedicou-se à formação de professores e fundou o Grupo de Estudos e Pesquisas em
Educação Matemática (GEPEM), além do inovador Projeto Fundão na UFRJ,
revolucionando o ensino básico de matemática através da união entre a
universidade e a escola pública no estado do Rio de Janeiro. Vários estudos dão
conta da relevância da professora, a exemplo do Ditadura, repressão e resistência: o caso de Maria Laura
Mouzinho Leite Lopes: 1919-2013, (Revista de Ciências Humanas, 2024) e Ditadura militar e educação: a trajetória de
Maria Laura Lopes (Nexo Acadêmico, 2025), ambo de Lucas
Barroso Rego. Também Um elo perfeito: Maria Laura Mouzinho Leite Lopes e a
educação matemática Vida y obra (Revista Científica, Bogotá, 2015), de
Pedro Carlos Pereira; e A organização do arquivo pessoal de Maria Laura Mouzinho Leite Lopes:
desafios e perspectivas (OFFICINA: Revista da Associação de Arquivistas de São Paulo, 2022), de
Lorena dos Santos Silva. Veja mais aqui.
O QUE É CAOSMOSE? – (Imagem: Pulsações do efêmero,
da série Caosmose & o poema nasce do visinvisível, acervo ArtLAM).
– Trata-se de um conceito que foi popularizado a publicação da obra Caosmose:
Um Novo Paradigma Estético (Ed. 34, 1992), do filósofo e
psicanalista francês Félix Guattari, obra esta que se tornou um
marco fundamental para se repensar os processos de produção de subjetividade,
em um mundo cada vez mais marcado por fluxos de informação, mutações
tecnológicas e rearranjos políticos. Trata-se de um chamado para o engajamento
com o caos criativo do mundo, utilizando-se dessa energia para criar novas
formas de vida, novas subjetividades e novas maneiras de nos relacionar com o
planeta. Veja detalhes aqui.
A ARTE DE SILVIO TENDLER – Trajetória do premiado e aclamado cineasta, documentarista, historiador e professor Silvio Tendler
(1950-2025), que ficou conhecido como "o cineasta dos vencidos" ou
"o cineasta dos sonhos interrompidos", relacionando os seus longas,
médias e curta-metragens, que tanto registraram a vida do Brasil e do povo
brasileiro, relativos a personagens e personalidades de relevo dos períodos
históricos entre as décadas de 1950 e 2010. Confira aqui.
WYNA & GABRIELE SAPIO – Entrevista com o escritor, advogado e professor
italiano radicado no Brasil, Gabriele Sapio, autor do livro de ficção científica, Wyna, daqui a três
estrelas (Dialética, 2023), no qual explora as fronteiras entre o conhecimento científico e a
espiritualidade, com uma escrita que privilegia a sensibilidade e a
profundidade dos sentimentos humanos frente ao desconhecido. Na entrevista ele
fala sobre o processo de criação e a motivação que levou à publicação da obra.
Confira aqui.
TERRA DA AMIZADE – Este é o 5º episódio das Aventuras do Nitolino no Valuna. Desta feita, a meninada, guiada por Pai Lula, vão conhecer a Terra da Amizade e, ao mesmo tempo, o lugar da abelha zangada, em que a vaca amarela pulou a janela pra ir pro rastapé da quadrilha na praça, comendo queijo com leite. Mas que lugar é este? Confira aqui.
POEMAGENS & OUTRAS VERSAGENS – Reunião CoLAM (colagens), sob a
temática de Poemagens & outras versagens, com o tema musical autoral Quando
te vi. Veja aqui.
ISTO É PERNAMBUCO
A arte do pintor, escultor, entalhador, compositor e músico Pedro Índio. Veja mais aqui.
GENTAMIGA EXPOSIÇÃO
& LANÇAMENTO












