domingo, maio 13, 2012

AMELIA ROSSELLI, MARIE DARRIEUSSECQ, TRESMONTANT & LITERÓTICA

Frutos (Música & Letra de Luiz Alberto Machado)


EU & ELA NO SUFOCO DA ALCOVA – Imagem: cena filme Renoir - A alcova dela é o meu regaço, um universo mágico, imprevisível. Onde tudo é estonteantemente aconchegante. Na ciranda do tempo ela vai e vem, cabelo ao vento, faíscas nos olhos. Ela se parece mais uma filha de rei inatingível, daquelas princesas do outro mundo. Mas não, eis que como uma ave alada capturada pelo fogo da minha volúpia, a namorada do tempo levita e vai pousando como uma ninfa liquefeita com sua face de lua e seus olhos de estrelas iluminadas ofuscando minha alma. Aterrissa firme até que aos puxavanques, na marra, trago-a arremessada pro meus beijos, tronco colado um no outro, pra minha chibata – a sua vergasta. Aí, ela com seu riso de heroína chegando, rangendo os dentes com seu dorso de égua mordendo a vida e o meu desejo com seus beijos tumultuosos e que me pertence inteira entre as minhas mãos alheias e eu nascendo na sua boca voluptuosa, valendo-me do seu soluço, da sua inquietação, de sua terra morena em êxtase na nossa dança de todos os ritmos. Eu o dono da situação, minhas mãos buliçosas arrancando seus grilhões e minha língua ambulante mambembe saboreando todos os seus bagos, gomos, sua seiva, seus peitos maduros, seu ventre em brasa com sua flor deliciosa com olor enfeitiçante, sua rosa cobiçada ardendo nas suas entranhas mornas e siderais onde cavouco todo canteiro de jasmins, avencas, lírios e gerânios muitos, até ficar molhada de gozo para em estado de choque, estado de graça, me agasalhar incansável, persistente, devorando o seu império agoniado, festejando estocadas aos 45 minutos do segundo tempo, com marcação cerrada na cara do gol, pressão total, até que poemas intermináveis e o ribombar de sinos ensurdecedores venham celebrar nossa entrega abissal. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aquiaqui.

 


DITOS & DESDITOS - Precisamos tirar sarro de e ridicularizar as imagens da mídia que buscam nos manter, dividem-nos novamente uns aos outros por idade, classe e raça, e insistem que passamos tanta energia psíquica em nossos rostos, roupas e corpos que nada é deixado para idéias, mudança social ou política. Pensamento da jornalista e colunista feminista estadunidense Susan Douglas. Veja mais aqui e aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O mal não é apenas um defeito provisório num arranjo progressivo. Os seis milhões de judeus mortos nos campos de concentração, a renovação da tortura nas guerras coloniais, não provém da multiplicidade mal arranjada – mas sim da liberdade perversa do homem, do gosto da destruição, da mentira, da vontade de potência, das paixões, do orgulho da carne e do espírito. Pensamento do filósofo francês Claude Tresmontant (1925–1997).

 

TRUISMES - [...] Em seguida, a faca cava. O manobrista lhe dá dois pequenos empurrões para fazê-lo através da casca, após o qual é como se a longa lâmina estivesse derretendo em afundando até o cabo através da gordura do pescoço. No início, o javali não não relata nada, ele permanece esticado por alguns segundos para pensar um pouco. Sim! Ele então entende que ele está morto e uiva em gritos abafados até que ele possa mais. [...] Eu sei quantos problemas e angústia esta história pode causar, não vai perturbar as pessoas. Eu sei que o editor que vai concordar em tomar carregar este manuscrito terá problemas sem fim. A prisão sem dúvida será não poupado, e quero pedir-lhe perdão imediatamente pelo inconveniente. [...] eu imploro ao leitor, o leitor desempregado em particular, que me perdoe por estes palavras indecentes. Mas, infelizmente, não estarei perto de uma indecência neste livro; e Eu imploro a todas as pessoas que possam ficar chocadas que agradem Peço desculpas por isso. [...] Eu tinha ganhado um pouco de ervilha, talvez dois quilos, porque comecei a ter constantemente com fome; e esses dois quilos foram distribuídos harmoniosamente por toda a minha ninguém, eu vi no espelho. Sem nenhum esporte, sem nenhuma atividade particular, minha carne estava mais firme, mais lisa, mais gorda do que antes. eu vejo hoje que esse ganho de peso e essa tremenda qualidade da minha carne sem sem dúvida foram os primeiros sintomas. [...] A grande rede que me empregou vendia todos os tipos de perfumes de que eu precisava experimentar várias partes do corpo, esperando que vissem o bem ou o mal, demorou Tempo. Instalei os clientes nos grandes sofás das salas, devia-lhes explicar que apenas um corpo relaxado revela toda a paleta de um perfume, eu havia seguido um curso de formação como massagista. [...] Posso imaginar como deve ser chocante e desagradável ler uma jovem que se expressa dessa forma, mas devo também dizer que agora não sou mais exatamente o mesmo de antes, e que esses tipos de considerações estão começando a fuga. [...] Na praça eu sempre encontrava botões de ouro, era primavera de novo, e eu os mastigava lentamente em segredo, eu os achei com gosto de manteiga e gordura do prado [...] Quando chegou o verão não encontrei tantas flores e me encontrei caí estupidamente na grama, e no outono descobri as castanhas [...] eu descasque-as com facilidade, castanhas, minhas unhas ficaram muito duras e mais coubers do que antes. Meus dentes eram muito fortes também [...] eu tinha constantemente com fome, eu teria comido qualquer coisa. Eu teria comido cascas, frutas sobreamadurecidas, bolotas, minhocas. [...] Um cavalheiro colocou uma jovem montada em mim e ela demorou, tão fraca quanto Eu estava, que eu estava batendo em toda a sala para cima e para baixo com a garota rindo nas minhas costas. Todos aplaudiram, foi a primeira vez que Eu era a rainha de uma festa, mas teria comido algo. [...] Eu precisei ficar nas minhas patas traseiras e esticar o pescoço e doer muito tentando me alimentar, mas essa era a regra do jogo [...] eu chorei por causa disso. gratidão por todas aquelas pessoas que me deram comida.[...]. Trechos extraídos da obra Truismes (P.O.L, 1996), da escritora e psicanalista francesa Marie Darrieussecq.

 

DOIS POEMAS - I – Para que deus (eu) me perdoasse era necessário / que eu comesse. No mundo psicológico das minhas / ideias, caía a última estrela. No mundo psicológico / das minhas ideias, era inata a ideia de deus. No mundo / psicológico da minha infância, caía o último / deus. No mundo inglês da minha infância, caía / a mônada. A mônada perscrutava ricamente / o mundo. II – ó meu fôlego que corres pelas beiras / onde o infinito mar conjuga braço de terra/ a côncava marinha, olha a triste península / anelar: olha o coração que oscila/ fazer-se tufo, e as pedras despontadas / findarem-se / no fluxo. Poemas da poeta italiana Amelia Rosselli (1930–1996).

 

HISTÓRIA DA ARTEUm último desafio depende da forma como olhamos para a realidade artística e cultural de Portugal. É útil - relevante, justificado ... - aplicar a esta realidade as categorias desenvolvidas para descrever e estudar fenômenos existentes em contextos completamente diferentes? Trecho extraído do ensaio do historiador da arte portugues Luís de Moura Sobral (1943-2021), autor da obra Pintura e poesia na época barroca (Estampa, 1994), que trata do período de 1670 e seu contexto, os manuscritos e os textos, o poeta e acadêmico Bento Coelho, os singulares, Ekphrasis das imagens de Filostrato à galeria de Marino, La Galleria dos Singulares, A pintura é como Poesia, entre outros assuntos.

 


PROGRAMA DOMINGO ROMÂNTICO – O programa Domingo Romântico que vai ao ar todos os domingos, a partir das 10hs (horário de Brasilia), é comandado pela poeta e radialista Meimei Corrêa na Rádio Cidade, em Minas Gerais. Confira a programação deste domingo aqui. O programa de hoje comemora o Dia das Mães e o aniversário de Meimei Correa! Também homenageia o dia do automóvel, da fraternidade, da estrada de rodagem, da abolição da escravatura, do zootecnista e do chefe de cozinha, além dos 153 anos de nascimento do poeta Raimundo Correra, 131 anos do escritor Lima Barreto, 111 anos do poeta Murilo Mendes, como ainda os 28 anos sem o memorialista e escritor Pedro Nava, 24 anos sem o músico jazzista Chet Baker, 51 anos sem Gary Cooper e o aniversário da atriz Elaine Cristina que comemora seus 62 anos de idade. E na programação de hoje: Beethoven, Fernanda Montenegro, Djavan, John Lennon, Angela Maria, Chico Buarque, Yes, Milton Nascimento e Peter Gabriel, Tunai, Guilherme Arantes, Altay Veloso, Barão Vermelho, Roupa Nova, Legião Urbana, Lulu Santos, Mara Nascimento, Oswaldo Montenegro, Azimuth, Mariza Monte, Marquinhos Cabral, Steve Wonder, Zeca Baleiro, Adriana Calcanhoto, Sonia Mello, Ceumar, Cardo Peixoto, Fábio Junior, Sérgio Saas, Waldick Soriano, David Maclean, Chicago, John Forghet, Paulynho Duarte, Ozy dos Palmares, Jucimar e Zé Linaldo & muito mais aqui.






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