segunda-feira, agosto 11, 2014

AMÉLIA DALOMBA, RANDY PAUSCH, EDNA O’BRIEN, GREIDER, RUTH ROCHA & XEXÉU

 


CÉU CAETÉ DE TUPÃ: Vai mais distante seja pronde a flor desabroche o amor no seu coração... - “Você não nasceu para a morte, pássaro imortal! Nenhuma geração faminta te pisa; A voz que eu ouço esta noite que passa foi ouvida” (Ode to a Nightingale, John Keats). - Eis que um dia lá uma doença terrível acometeu o povo caetés. Entristecidos, não mais plantavam ou caçavam, e sequer se alimentavam. Após tantas súplicas, Tupã deixou de lado os afazeres e foi tomar pé da situação. Notou que eles imploravam insistentemente lamentando a morte de seus familiares. Atendendo aos pedidos trovejou - o que era barulhento e assustador. Insistentes clamores incomodavam os ouvidos do deus: era preciso livrá-los desse mal. Tupã compungido tomou, por providência, que eu os consolasse aliviando o sofrimento deles. Desci das nuvens e pousei em cima de uma oca no centro da aldeia para cantar várias melodias mágicas. E assim encantei a todos que sentiam a melodia vibrante enchendo seus corações com muita alegria, curando os doentes e levando as dores para bem longe. Pois assim foi, desci e cantei, era só o que sabia fazer. Tal como era o céu, ali também era muito bonito. E presenciei a vida nas pisadas e passos de todas as feras e mansas nos quintais de todas as frutas e infâncias, nos braços de todas as raças e crenças, várzeas e campos, naus dos brejos, lagos e lagoas. Convivi com eles e cantei para incentivá-los. E, de fato, rejuvenesciam. E os mortos ressuscitavam. E a vida retomava ali o seu lugar. E constatamos juntos: o meu canto fez desaparecer a peste. Viva! Aqueles sofredores ficaram maravilhados com as minhas modulações. De fato, a doença desapareceu, os mortos ressuscitaram e a alegria voltou paratodos. Por conta disso retomaram suas atividades diárias e foram caçar, pescar, dançar e acompanhar as fases da Lua, as cheias e vazantes dos rios, a piracema, a floração das plantas, a vida passar. Missão cumprida e era chegada a hora de retornar aos domínios dos céus. Ah, não! Tantos foram os pedidos e muitos os louvores. Tupã então diante das novas súplicas cedeu: aceitava definitivamente que eu passasse à convivência deles para o resto de suas vidas. Muito contente e disposto cantei todos os dias, ao mesmo tempo em que eu era venerado pela unanimidade. Transformaram-me em rei da floresta. Era tratado como se tivesse trazido a ambrosia do alto da montanha para eles. Com o passar do tempo relaxei. Deixei de cantar e, com a intimidade estreitada, comecei a passear pelas paragens. Tudo ia e vinha, comecei a imitar o canto de outros meus semelhantes. Eu sempre tive comigo que cantava melhor que todos, porque meu canto era mágico, e isso me envaidecia. Pesado de empáfia humilhava-os recorrentemente. Fazia troças, mangava, fartava-me o orgulho diante da pequenez deles. A convivência foi ficando difícil com meus pares. Ampliei meu repertório de zombaria e fiz pouco caso dos outros, provocando desentendimentos e brigas. Nem levava a sério, tirando por menos e aprontando outras mais para cima das minhas vítimas. Não demoraram as queixas a Tupã. Os aborrecidos, então, foram reclamar. E ele que não gostou do meu procedimento. Como é? Ah! Resolveu me convocar diante da sua presença e sentenciou: De hoje em diante, perderás o teu canto maravilhoso e passarás a imitar o canto das outras aves. Disse isso e ponto final. Apesar da censura severa, não me emendei. Lá fui eu lampeiro todo espevitado. Ao retornar todos se distanciaram de mim, agora era malquisto em todos os lugares por onde passasse. Essa era a punição, o castigo que nem levei a sério. Logo passei a ser detestado e, não demorou muito, perseguido pelos demais, fato que provocou o meu isolamento. Pois, além de me atacar, destruíam meu ninho e quebravam os ovos. Todos passaram a me odiar e a me perseguir. Fui atacado um tanto de vezes. Enfim, fui banido e não tinha mais para onde ir, fugindo a todo custo dos golpes dos meus algozes. Na fuga fui dar na conferência dos pássaros, todos reunidos na Ilha de Porto Santo, para decidirem quem o rei. Entre eles, a poupa era a mais sabida e se dizia boubela exigindo que ninguém desistisse, senão representava a falha humana que mais atrapalhação trazia para a iluminação. Deu-se o retorno das trinta aves de Baqa do Monte Qaf. Elas introduziram na reunião seus pareceres: deram conta que nem precisaram consultar a Simorgh, pois já sabiam que todos eram reis e não mais precisavam de um. Ouvi a comemoração de todos e a conferência foi louvada em mais de quatro mil e quinhentos versos por Farid al Din Attar. Logo aquela reunião foi dissolvida e cada um seguiu para o seu paradeiro de origem. Aí me vi sozinho. Para onde? Saí por ali em busca de abrigo. Bem ali o passeio lento das abetardas e tentei puxar conversa. Uma ou outra acenou, mas as demais, assustadas comigo partiram em voo baixo. Logo me aproximei da abetarda-de-asa-preta perguntando para onde iam. Diante da minha indagação, logo apareceu a abetarda-gigante que tangeu a outra para longe de mim. Ora, para onde vão? Nada disseram e tive que seguir meu caminho. Dali a pouco vi a Garça de Heron em Umm al-Nar observando os homens do Corão com pássaros atados aos seus pescoços, lembrando que o rei Salomão aprendeu no Alcorão a linguagem das aves pelo conhecimento espiritual e a imortalidade da alma. Não se manifestaram nem me deram a mínima atenção. Também um casal de Amahundundu, o calau gigante que é considerado o Imperador Vermelho por ser a encarnação do trovão e da chuva, sequer deu por minha presença. Segui meu caminho e quase perdido dei fé de que estava na ilha remota do príncipe Azor de Aunnilon, na qual havia uma pirâmide encimada por enorme estátua de papagaio. Conhecia o lugar onde outrora os habitantes eram todos mudos e foi exatamente aquela ave da imagem sobre a torre piramidal, quem os concedeu o dom da palavra. Foi assim: um dia ocorreu um naufrágio nas proximidades, sobrevivendo apenas Zelindor e sua irmã Zelinda que dormiam na praia, junto com seu papagaio. O pássaro traquino logo constatou a mudez de todos dali. Achegou-se então da jovem Sileta, que era irmã mais moça do rei dali, e começou a ensiná-la. Com a sua dedicação, paciência e ensino cheio de amor, ela aprendeu e o levou para que o mesmo fizesse com todos os demais habitantes da ilha. Assim foi até todos se tornarem falantes e alfabetizados, ocasião em que ela manifestou publicamente sua paixão recolhida e formalizou contrair matrimônio com o amado ali mesmo na presença de todos. Ela então beijou o ente querido e, na hora, ele desencantou como um príncipe humano que sempre fora. A cena emocionante me fez pensar que seria bem recebido por aquela gente. Qual não foi a minha decepção. Ao darem pela minha presença, logo fui repelido e me tangeram para longe, não permitindo nem que por ali voasse. O mesmo se deu entre um bando de galinhas-d’angola, flamingos e os pombos da Vril-ya de Bulwer, com sua crista imensa de plumagem azulada. Mantive o voo e alcancei um bosque quando me deparei com um avoador que poderia me ajudar. Procurei encetar conversa enquanto ele todo desconfiando rondava ao meu redor. Que lugar é este? Nada disse e manteve-se contornando a mim e às árvores. Poderia me dizer que lugar é este? Aproximava-se arisco, como se me espionasse arredio, girando sempre a me espreitar, pois ele mantinha distância e dissimulava aproximação. Foi então que ouvi: Ele é perigoso, fuja! Enquanto prestava atenção às pintalouvas que passavam depressa, percebi que ele resolvera me atacar. Consegui me safar e segui junto com o bando. Quem é ele? Fuja, aquele é o malvado Feifel, da ilha do Snark de Carroll. Quem? Não deu tempo de maiores explicações, fugíamos o mais depressa possível das garras do perverso que nos mantinha na mira. Foi preciso muito esforço e ziguezagueado para confundi-lo e nos perder de vista. Ao nos livrarmos de muitos precipícios e penhascos, conseguimos escapar da maldosa companhia dele. Pudemos, então, descansar, atentos às novas investidas possíveis dele. Uma pintalouva ofegante me explicou que se tratava de uma estranha criatura que vivia entre muitas outras trepadoras, como o Jub-jub, o Bandersnatch, o Babassurra, e o Jabberwocky que é o mesmo Jaguadarte. Nunca ouvi falar, exceto deste último que foi da fantasia de Alice. Sim! Esse mesmo e, como ele, os demais são todos perigosos e atacam indefesos. E agora, o que faremos? Descansemos um pouco. Vocês vão pra onde? Nós vamos para o sul porque é tempo da nossa migração. Posso ir com vocês? O nosso guia não permite que ninguém nos acompanhe, muito menos permite que tenhamos conversa com estranhos. Será que ele permitiria acaso eu falasse com ele? Não é prudente, ele jamais permitiu qualquer companhia fora a nossa; e sempre que insistem ele muda de rota e prepara uma armadilha para aprisionar o perseguidor. Ah, tá. Então, adeus. Mais adiante cruzei com papagaios, cegonhas, gansos, corujas e outros animais terrestres e aquáticos. Pronde é que vocês vão? Todos olvidaram minha indagação, apenas um periquito retardatário que me falou que iam para Gramblamble de Lear. Mesmo? Sim, adeus, não nos siga, por favor, pois o que tem lá já é nosso! Adeus. Todos me evitavam, até os periquitos da Porta no Muro de Wells e os falcões, pombos e pinguins da Speranza do Crusoé de Defoe. Ninguém queria conversa comigo, nem o beija-flor do Roncador de Read, nem a águia erimsmoda das montanhas da Sevarâmbia do Veiras, que é a ave do sol; nem os papagaios poliglotas, nem os cisnes cantantes, nem os pássaros preto-e-branco, todos fugiam dos voadores animais da Romancia de Bougeant, que nem eu que andava apavorado com a ameaça do Kelenken e das terríveis Phorusrhacidae que rondavam o trajeto a todo instante, não ficasse atento findava devorado pelas garras das patas grandes da carniceira de Poukele-Drelchkaff do Roussel. Além deles nem os lustrosos clerigôs e clerigessas, fradegôs e freiragessas, abadegôs abadegessas, bopogôs e bispogessas, cardinagôs e cardinagessas, papagôs e todos aprisionados da Sonante de Rabelais. Nem os condores do céu expulsos da Teodora de Calvino, nem as effs escarlates e inofensivos, nem os domesticados pacd da Terra Austral. Nem as galinhas-d’agua escarlates e pretas dos rios subterrâneos do Trisolday de Mouhy, que se balançam como patos, arrulhavam como pombos e faziam ninho em árvores ocas. Só me restava escapulir da lagarta voadora do Porto dos Macacos de Daumal, que é feito um bicho-da-seda grande que infla o corpo com um gás leve produzido em seu intestino; e dos besouros e mosquitos da ilha do monstro Caliban de Shakespeare, como também das criaturas aladas da Pyrallis de Plinio, que se parecem com dragões com asas de inseto e alimentam-se de fogo. Findei pousando onde estavam o pergaminho e os livros sagrados da imperatriz chinesa Fenhuang. Logo a vi atacando cobras com suas garras, bico de galo na boca de papagaio, cabeça de faisão dourado, rosto e asas de andorinha, pescoço de cobra, corpo de pato mandarim, peito de ganso, dorso de tartaruga, pernas de garça, os quartos de um veado e a cauda de peixe e pavão. A sua cabeça chama muito atenção, pois é o céu, os olhos são o sol, as costas a lua, as asas o vento, os pés a terra e a cauda os planetas. Ao aproximar-se de mim senti logo a bola de fogo quase me tostar. Tentei me afastar, mas ela me pediu que esperasse e, realmente, na presença dela senti uma paz recheada de prosperidade e felicidade, fato que logo me daria outro ânimo. E foi mesmo, tranquilizei-me com sua presença. Ela disse então que eu fosse até a Ilha do Aepyornis de Wells e lá, entre os quatro de Madagáscar, descobrisse qual deles está com o Roca de Sinbad. Prontamente atendi o seu pedido e no caminho vi o êxtase de Ramakrishna por ter visto um pássaro migrador, todo branco, sair repentinamente de uma nuvem preta. Como tinha compromisso sério não parei para saber detalhes daquele alumbramento. Logo vieram os cultores dos Vedas que possuem um pássaro dado pelos deuses, como símbolo da amizade. Esses pássaros vão buscar soma, a ambrosia, no alto da montanha para dar-lhes. Tentei puxar conversa com eles e me ignoraram, tive a sensação de que havia me tornado invisível pelo pouco caso dado à minha presença entre eles. Inesperadamente esbarrei no Papagaio-cinzento que também reconhecia vozes e imitava a fala humana. Não era ele um entre The Birds de Blake, nem um dos corvos de Odin, mas era cheio de hestórias. Conversamos muito e ele me atualizou dos últimos acontecimentos. E, de quebra, me ensinou o melhor caminho e mesmo assim atravessei vendavais e altas temperaturas. Antes, porém encontrei ornitomantas que procuravam interpretar presságios. Disse-lhes que seguia para a Ilha do Aepyornis e não teria más notícias nem profecias escatológicas para dar. Então me disseram que seguisse em frente e, ao cabo de um tempo não muito largo, chegaria lá. No percurso passei pela ilhota das Aves do Caribe e não fui muito bem recepcionado. Tentei dialogar com os moradores, mas faziam muita careta e só me respondiam com muita má vontade, apontando para mais na frente que estava o lugar desejado. Segui adiante e muito depois me deparei com uma ave altiva e que se parecia com alguém que já conhecia. Ousei perguntar: Onde estou? No lugar certo! Como assim? Sou a Fênix de Frémont d’Ablancourt, muito prazer e seja bem-vindo! De onde eu venho primordialmente conheci uma Fênix. Ah, deve ter sido a Fênix-mãe; todas nós somos filhas de uma única e mesma mãe, afinal somos Fênix: renascemos das cinzas. Sim, ela mesma. Ah, ela se encantou para que vivêssemos. Sim. E onde estou? Na República dos Animais. Mesmo? Por acaso você viu um bando de animais? Sim, eles foram para Gramblamble! Tarde demais, coitados. O que houve? Eles foram seduzidos para um lugar que prometia fartura e prosperidade; na verdade, é uma cilada: todos conhecerão a desgraça e serão temperadas com grandes quantidades de pimenta-de-caiena, brandy e vinagre, cada família será selada num invólucro com cera azul e aprisionada em garrafões com rolhas hermeticamente fechadas e rotulados com pergaminho para exposição sobre uma mesa de mármore com pernas prateadas, inspecionadas e contempladas diariamente para o perpétuo benefício do público pusilânime. Esses garrafões serão encontrados na nonagésima oitava mesa da quadricentésima vigésima sétima sala do corredor da direita da ala esquerda do Quadrângulo Central do Museu Municipal de Gramblamble de Lear. Minha nossa! Triste fim delas, pois aqui estavam libertas para o que quisessem fazer, mas foram seduzidas por vigaristas fantasmas e se rendaram às promessas. Muito triste, mesmo. Pois bem, fique à vontade, aqui é o lugar para todo e qualquer animal, sinta-se em casa. Ah, muito obrigado pela hospitalidade, mas tenho que seguir para a Ilha do Aepyornis, saber deles qual está com o Roca de Sinbad. Por que procura isso? Ah, foi a imperatriz Fenhuang quem me pediu! Você não sabe? Do quê? O Roca depois que carregou Sinbad para o vale habitado por gigantescas serpentes que temem e fogem do seu ataque, nunca mais deixou de caçar o marinheiro que se safou dela e das serpentes, seguindo impune pelas mil e umas noites. Quer dizer então que o Roca não está com um dos Aepyornis? Nem poderia! Por quê? Primeiro: os vastus, os maximus, os titan e os vastissimus, que são as quatro famílias dos aepyornis, jamais se rebaixariam ao Roca; segundo, como vivem num pântano, jamais deixam ser vistos; terceiro, a imperatriz se deixou levar pela conversa duvidosa de uma dupla de salafrários, tais Macer e Butcher, de que o Roca estaria aprisionado lá por um dos aepyornissianos, quando, na verdade, ninguém sabe se o Roca ou os aepyornis ainda existem, pois há séculos um persegue o Sinbad que foi esperto demais e o deixou indignado a ponto de literalmente explodir de raiva, nem se os de Wells resistiram ao grande cataclismo que ocorreu na ilha algumas décadas atrás, como é o que se boata por aqui. Ah, tá. Fiquei lá muito bem recebido entre todos e por muito tempo, até o dia em que um meteoro cruzou os céus por três vezes, anunciando tragédia à vista. Ora, não poderia nunca esperar por momento aziago que fosse. Ele está olhando para a Terra! Quem? A estrela cadente. O que é que tem? É a linda jovem que vem encantar desavisado que se apaixona por sua lindeza. E namoram, dormem e no outro dia ela leva a gente pro céu para nunca mais. Como assim? Feitiço. Fiquei intrigado com aquilo. Mas como vi todos arribando, cada um para o lado que desse, tomei, então, a direção do bico. Seja lá o que Tupã quiser, fui! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui, aqui e aqui.

 


DITOS & DESDITOS - Quando criança, eu me considerava estúpida porque precisava de ajuda corretiva. Só muito mais tarde é que descobri que era disléxica e que a minha dificuldade em soletrar e pronunciar as palavras não significava que eu fosse estúpida, mas as primeiras impressões ficaram comigo e coloriram o meu mundo durante algum tempo. Leva anos para perceber os múltiplos benefícios da ciência; sem financiamento adequado e sustentado para a investigação, as carreiras de muitos jovens cientistas brilhantes poderão sofrer uma paralisação brusca... Pensamento da bióloga molecular estadunidense Carol Greider, Prêmio Nobel de Medicina de 2009. Veja mais aqui.

 

ALGUÉM FALOU: O processo de leitura possibilita essa operação maravilhosa que é o encontro do que está dentro do livro com o que está guardado na nossa cabeça... Pensamento da escritora Ruth Rocha. Veja mais aqui e aqui.

 

ÚLTIMA LEITURA –[...] As paredes de tijolos existem por um motivo. As paredes de tijolos não existem para nos manter afastados. As paredes de tijolos existem para nos dar a chance de mostrar o quanto queremos alguma coisa. Porque as paredes de tijolos existem para impedir as pessoas que não as querem o suficiente. Eles estão lá para impedir as outras pessoas. [...] Não podemos mudar as cartas que recebemos, apenas a forma como jogamos a mão. [...] Quando se trata de homens que estão romanticamente interessados em você, é muito simples. Apenas ignore tudo o que eles dizem e preste atenção apenas no que fazem. [...] Experiência é o que você ganha quando não consegue o que queria. E a experiência costuma ser a coisa mais valiosa que você tem a oferecer [...] A pergunta principal a ser feita é: você está gastando seu tempo nas coisas certas? Porque tempo é tudo que você tem. [...] Não importa quão ruins as coisas estejam, você sempre pode piorar as coisas. [...] Não se trata de como realizar os seus sonhos, mas sim de como conduzir a sua vida. Se você conduzir a sua vida da maneira certa, o carma cuidará de si mesmo, os sonhos virão até você. [...] Olha, vou encontrar uma maneira de ser feliz e adoraria ser feliz com você, mas se não posso ser feliz com você, então encontrarei uma maneira de ser feliz sem você. [...] Mostrar gratidão é uma das coisas mais simples, porém mais poderosas, que os humanos podem fazer uns pelos outros. [...] Sorte é onde a preparação encontra a oportunidade [...] Reclamar não funciona como estratégia. Todos nós temos tempo e energia finitos. Qualquer tempo que passamos choramingando provavelmente não nos ajudará a atingir nossos objetivos. E isso não nos deixará mais felizes. [...] Tempo é tudo que você tem e um dia você poderá descobrir que tem menos do que pensa. [...] Não é o quão forte você bate. É o quão forte você é atingido... e segue em frente. [...] Muitas pessoas passam a vida reclamando de seus problemas. Sempre acreditei que se você pegasse um décimo da energia que dedica às reclamações e a aplicasse para resolver o problema, ficaria surpreso ao ver como as coisas podem funcionar bem. [...] Muitas pessoas querem um atalho. Acho que o melhor atalho é o caminho mais longo, que consiste basicamente em duas palavras: trabalhar duro. [...] Se eu tivesse apenas três palavras de conselho, elas seriam: Diga a verdade. Se tivesse mais três palavras, eu acrescentaria, o tempo todo. [...] Encontre o melhor em todos. Continue esperando, não importa quanto tempo demore. Ninguém é totalmente mau. Todo mundo tem um lado bom, é só esperar que vai sair. [...] Quando estamos conectados com outras pessoas, nos tornamos pessoas melhores. [...] Outra forma de estar preparado é pensar negativamente. Sim, sou um grande otimista. mas, quando tento tomar uma decisão, muitas vezes penso no pior cenário possível. Eu chamo isso de 'fator comido pelos lobos'. Se eu fizer alguma coisa, qual é a coisa mais terrível que pode acontecer? Eu seria comido por lobos? Uma coisa que torna possível ser otimista é ter um plano de contingência para quando o inferno começar. Há muitas coisas com as quais não me preocupo, porque tenho um plano em vigor caso isso aconteça. [...]. Trechos extraídos da obra The Last Lecture (Hachette, 2014), do professor e escritor estadunidense Randy Pausch (Randolph Frederick Pausch – 1960-2008), livro resultante de uma palestra realizada em 18 de setembro de 2007, na Carnegie Mellon University.

 

GAROTAS DO CAMPO - [...] Esse é o mistério da escrita: ela sai das aflições, dos tempos arrancados, quando o coração está aberto. [...] Livros por toda parte. Nas prateleiras e no pequeno espaço acima das fileiras de livros e por todo o chão e embaixo das cadeiras, livros que li, livros que não li. [...] Às vezes, uma palavra pode lembrar todo um período de vida. [...] Lá estava eu, devorando livros e ainda assim permitindo que um homem que nunca tinha lido um livro me acompanhasse até em casa para umas remadas inofensivas nos degraus da frente. [...] O dinheiro fala, mas me diga por que tudo o que ele diz é apenas adeus [...]. Trechos extraídos da obra Country Girl (Back Bay, 2014), da escritora irlandesa Edna O’Brien, autora da frase: Os escritores estão sempre ansiosos, sempre fugindo – do telefone, das responsabilidades, das distrações do mundo. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

HERANÇA DE MORTE - Lírios em mãos de carrascos \ Pombal à porta de ladrões \ Filho de mulher à boca do lixo\ Feridas gangrenadas sobre pontes quebradas\ Assim construímos África nos cursos de herança e morte\ Quando a crosta romper os beiços da terra\ O vento ditará a sentença aos deserdados\ Um feixe de luz constante na paginação da história\ Cada ser um dever e um direito\ Na voz ferida todos os abismos deglutidos pela esperança. Poema da escritora angolana Amélia Dalomba (Maria Amélia Gomes Barros da Lomba do Amaral), autora das obras Ânsia, Poesia (1995), Sacrossanto Refúgio (1996), Espigas do Sahel (2004), Noites Ditas à Chuva (2005), Sinal de Mãe nas Estrelas (2007), Aos Teus Pés Quanto Baloiça o Vento (2008), Cacimbo 2000 (2000), Nsinga - O Mar no Signo do Laço (infanto-juvenil, 2012) e Uma mulher ao relento (romance, 2011).

 

OUTRAS DIC’ARTES MAIS

 

TOMÁS ANTONIO GONZAGA – O poeta e inconfidente mineiro Tomás Antonio Gonzaga (1744-1810), é autor do popular Marília de Dirceu e das Cartas Chilenas, deste último destacamos o prólogo: “Amigo leitor, arribou a certo porto do Brasil, onde eu vivia, um galeão, que vinha das Américas espanholas. Nele se transportava um mancebo, cavalheiro instruído nas humanas letras. Não me foi dificultoso travar com ele uma estreita amizade, e chegou a confiar-me os manuscritos que trazia. Entre eles encontrei as Cartas Chilenas, que são um artificioso compendio das desordens que fez no seu governo Fanfarrão Minério, general de Chile. Logo que li as estas Cartas, assentei comigo que as devia traduzir na nossa língua, não só porque as julguei merecedoras deste obséquio, pela simplicidade do seu estilo, como, também, pele beneficio que resulta ao público, de se verem satirizadas as insolências deste chefe, para emenda dos mais que seguem tão vergonhosas pisadas. Um D. Quixote pode desterrar do mundo as loucuras dos cavaleiros andantes; um Fanfarrão Minésio pode também corrigir a desordem de um governador despótico. Eu mudei algumas coisas menos interessantes, para as acomodar melhor no nosso gosto. Peço-te que me desculpe algumas faltas, pois, se és douto, hás-de conhecer a suma dificuldade que há na tradução em verso. Lê, diverte-te e não queiras fazer juízos temerários sobre a pessoa de Fanfarrão. Há muitos fanfarrões no mundo, e talvez que ti sejas também um deles, etc”. Veja mais aqui

 Imagem: Nude, do pintor surrealista brasileiro Ismael Nery (1900-1934), no Dia da Pintura. Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo Juliana Impaléa cantando Vinte Um e Dizaí, parcerias dela com André Sachs.


KEYLER SIMÕES & BALAIO DE FATOS – O excelente trabalho desenvolvido pelo jornalista e produtor cultural alagoano Keyler Simões está expresso no Balaio de Fatos, projeto da Tudomais Produções, divulgando a produção cultural nacional e de Alagoas, como editais, festivais, mostras, Guia de Ensaio, informações e entretenimento. Vale a pena conferir aqui.


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ADA LIMÓN, MÓNICA BUSTOS, LETÍCIA CESARINO, ANUNA DE WEVER & O RECIFE DE CESAR LEAL

    Imagem: Acervo ArtLAM . Ao som dos álbuns Olho D'água (1979), Revivência (1983), Rio Acima (1986), Ihu - Todos Os Sons (1996),...