
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do violonista e guitarrista Diego Ribeiro: Live in Cyprus, Copenhagen Jazz Festival & Take Five;
da pianista venezuelana Gabriela Montero: Latin Concert, Improvisation Bach & Summertime; &
muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir.
PENSAMENTO DO DIA – [...] O
conhecimento está a serviço da necessidade de viver. E essa necessidade criou
no homem os órgãos do conhecimento... O homem vê, ouve, apalpa, saboreia e
cheira aquilo que precisa ver, ouvir, apalpar, saborear ou cheirar.. [...].
Pensamento extraído da obra O sentimento trágico da vida (Educação
Nacional, 1953), do filósofo, escritor e dramaturgo espanhol Miguel de
Unamuno (1864-1936). Veja mais aqui.
O CAOS DA ARTE CONTEMPORÂNEA – [...] O
pensamento consciente é estreitamente focalizado e bastante diferenciado nos
seus elementos; quanto mais penetramos nas imagens e nos fantasmas subterrâneos,
mais a pista única divide-se e se ramifica em direções ilimitadas para
finalmente dar a sua estrutura um aspecto caótico. Um pensamento criador é
capaz de oscilar entre seus modos diferenciados e indiferenciados e atrelá-los
juntos para lhes confiar tarefas bem determinadas. [...] Até certo ponto, todo trabalho
verdadeiramente criador implica o descarte das cristalizações agudas do pensamento
racional e a fabricação de imagens. Dessa forma, a criatividade implica a
autodestruição – o que talvez explique por que a arte tantas vezes se ateve à
tragédia. [...]. Trechos extraídos da obra A ordem oculta da arte (Zahar, 1969), do teórico austríaco de arte
e música modernas, Anton Ehrenzweig
(1908-1966).
O CANTO DA FLAUTA MÁGICA: O UIRAPURU - Havia na tribo um jovem que tocava maravilhosamente flauta. Não era
bonito e não tinha nada de especial, apelidaram-no de Catuboré, que na língua
dos índios significa “flauta mágica”. Por causa dos sons melodiosos de sua
flauta era cobiçado pelas meninas da aldeia. No entanto, somente a simpática
Mainá conseguiu conquistar seu coração. Marcaram o casamento para a primavera.
Mas aconteceu uma tragédia. Certo dia, Catuboré saiu para pescar num lago
distante da maloca, escureceu e nada de ele chegar. Mainá procurou durante um
dia inteiro, com o coração apertado e com maus pressentimentos. No dia
seguinte, a tribo inteira procurou o índio por todos os caminhos, e finalmente
o encontrou. Estava morto, ao pé de uma grande árvore. Logo entenderam: uma
serpente venenosa lhe havia picado mortalmente a perna. Todos choraram, de modo
especial Mainá. Como estavam distantes da aldeia resolveram enterrar Catuboré
ali mesmo, ao pé da árvore que assistira à sua morte. Mainá, quando a saudade
batia mais forte, chorava aos pés da árvore, onde estava enterrado o seu amado.
A alma de Catuboré, vendo a tristeza da namorada, não conseguia ficar em paz. Pediu,
então, ao espírito da mata que o transformasse em um pássaro, mesmo que fosse
pequeno e feio, contando que fosse cantador, seria capaz de consolar Mainá. E
foi transformado, então, no irapuru. O irapuru é parecido com Catuboré, não
possui nada especial, mas canta como ninguém na floresta, num som semelhante ao
da flauta. Conta-se, que ocasionalmente o irapuru canta e, todos os animais
sentem-se atraídos uns pelos outros, começando a namorar e a se beijar. Os
outros pássaros se calam completamente em respeito ao canto do irapuru à sua
amada. Lenda extraída da obra O casamento entre o céu e a terra: contos
dos povos indígenas do Brasil (Salamandra, 2001), escritor, teólogo e professor universitário Leonardo Boff. Veja
mais aqui.
AMOR MODERNO - Assim
o piedoso amor encerrou o que idealizara: / a união desse par tão diferente! /
Lembravam dois ágeis falcões numa armadilha / condenados a imitar o voo do
morcego. / Armando-se, sob o céu de maio, / caminhavam sem rumo, puros como o
orvalho nas flores. / E não cuidavam das horas que avançavam: / seus corações
ansiavam pelo dia que se extinguira. / Então um cravou no outro o punhal
implacável, / indagação profunda que sonda uma angustia infinita. / Ah, que
resposta rude a alma encerra / quanto à vida das certezas dessa nova vida! /
Qual a trágica lembrança, vede o que se move eternamente / nas trevas, como a
força do oceano, à meia noite, soando como o tropel trepidante dos cavalos das
hostes guerreiras, / e lança uma linha esmorecida e tênue sobre a praia. Poema
do poeta, romancista e ensaísta inglês George
Meredith (1828-1909).
A ARTE DE REGINA SILVEIRA
Colóquio Internacional Memória e
Identidade Insular: Religiosidade, Festividades e Turismo nos arquipélagos da
Madeira e Açores & muito
mais na Agenda aqui.
&
Palavra,
palavrinha & palavrão!, o pensamento de Norman Fairclought, a arte de Edwin IJpeij, o cinema de Maurizio Ponzi & Maria Grazia Cucinotta aqui.