quinta-feira, fevereiro 11, 2016

ANNA PAVLOVA, FREUD & ADOÇÃO



TODO DIA É DIA DA MULHER: ANNA PAVLOVA – A bailarina russa Anna Pavlova (1881-1931), ingressou na Escola Imperial de Balé aos nove anos de idade, formando-se em 1899 e, quatro anos depois, tornou-se a primeira solista. Depois de interpretar O lago dos cisnes, em 1906, passou a ser a primeira bailarina do Teatro Mirknskji, de São Petersburgo, alcançando enorme sucesso. Sua fase de grandes apresentações internacionais começou em 1910, em New York e, depois, em Londres, realizando tournées internacionais pelo mundo inteiro, incluindo o Extremo Oriente, em 1921. Foi considerada a melhor bailarina do seu tempo, contribuindo decisivamente para divulgação do balé. Suas maiores qualidades foram o equilíbrio, a rapidez e a graça, de extraordinária expressividade no balé romântico, do qual, no papel de personagens quase imateriais, foi a mais intérprete, jamais superada. Veja mais aqui e aqui.

A PSICANÁLISE DE FREUD – A psicanalise é um termo criado por Freud em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia e tratamento pela fala, proveniente do processo catártico de Josef Breuer e pautado na exploração do inconsciente, com a ajuda da associação livre, por parte do paciente, e da interpretação, por parte do psicanalista. FREUD – O livro Freud: uma vida para o nosso tempo, de Peter Gay, trata de temas como os fundamentos (12856-1905), uma ânsia de conhecimento, matéria para lembranças, a teoria em formação, histéricos, autoanálise, psicanálise, o segredo dos sonhos, uma psicologia para psicólogos, um mapa para a sexualidade, elaborações: esboço de um pioneiro preparado para o combate, prazeres dos sentidos, os estrangeiros, política psicanalítica, Jung: o príncipe herdeiro, interlúdio americano, Jung: o inimigo, terapia e técnica, duas lições clássicas, em causa própria: a política do Homem dos Lobos, um manual para técnicos, questões de gosto, fundações da sociedade, mapeando a mente, revisões, agressões, coisas abrangentes e importantes, paz inquieta, morte: experiência e teoria, Eros e o ego: seus inimigos, a morte contra a vida, insinuações de mortalidade, o preço da popularidade, vitalidade, luzes trêmulas em continentes negros, dilemas de médico, a mulher, o continente negro, a natureza humana em atividade, morrer em liberdade, contra as ilusões, civilização: o transe humano, os abomináveis americanos, morrer em liberdade, a política da catástrofe, o desafio como identidade, a morte de um estoico, entre outros assuntos. INCONSCIENTE – Em psicanálise, o inconsciente é um lugar desconhecido pela consciência: uma outra cena. Na primeira tópica elaborada por Freud, trata-se de uma instância ou um sistema constituído por conteúdos recalcados que escapam às outras instâncias, o pré-consciente e o consciente. Na segunda tópica deixa de ser uma instância para servir para qualificar o “isso” e, em grande parte, o eu e o supereu (Id, ego e superego). O inconsciente possui uma particularidade de ser ao mesmo tempo interno ao sujeito e a sua consciência, e externo a qualquer forma de dominação pelo pensamento consciente. O pensamento inconsciente foi então domesticado, quer para ser interpretado na razão, quer para ser rejeitado para a loucura. Os conteúdos do inconsciente não são as pulsões como tais, pois estas nunca podem tornar-se conscientes, mas o que Freud denomina de representantes-representações, uma espécie de representações das pulsões, baseados em traços mnêmicos. Esses conteúdos, fantasias e roteiros em que as pulsões estão fixadas, buscam permanentemente descarregar-se de seus investimentos pulsionais, sob a forma de moções de desejo. Entre esses conteúdos inconscientes, as diferenças concernem apenas à natureza e a força do investimento pulsional. Para Lacan, o insconsciente tinha a estrutura radical da linguagem, sendo, pois estruturado como uma linguagem, sendo a linguagem a condição do inconsciente. A ideia lacaniana de uma primazia da linguagem e do significante, repousa no dado primordial de que o individuo não aprende a falar, mas é instituído ou construído como sujeito pela linguagem. O isso é um termo conceituado por Freud para designar uma das três instãncias da segunda tópica freudiana, ao lado do eu e do supereu. O isso é concebido como um conjunto de contepudos de natureza pulsional e de ordem inconsciente. O eu é a sede da consciência e é o lugar de um sistema pulsional: as pulsões do eu ficam a serviço da autoconservação, incluindo as necessidades orgânicas primarias não sexuais. Com a teoria do narcisismo, o eu passa a ser mediador da realidade externa e objeto de amor e reservatório da libido. Para Lacan, o eu é o núcleo da instância imaginaria na fase chamada de estádio do espelho, entendendo que o eu não pode reagir no lugar do isso, mas que o sujeito deve estar ali onde se encontra o isso, determinado por ele, pelo significante. O supereu é conceito criado por Freud o qual mergulha suas raízes no isso e, de uma maneira implacável exerce as funções de juiz e censor em relação ao eu. PULSÃO – É o termo empregado por Freud dentro de um conceito da doutrina psicanalista, definido como a carga energética que se encontra na origem da atividade motora do organismo e do funcionamento psíquico inconsciente do homem. Para Lacan, a pulsão é um dos quatro conceitos fundamentais da psicanálise, entretanto, ele isola a elaboração freudiana de suas bases biológicas e insiste no caráter constante do movimento da pulsão, um movimento arrítmico que a distingue de todas as concepções funcionais. A abordagem lacaniana da pulsão inscreve-se numa abordagem do inconsciente em termos de manifestação da falta e do não realizado. Nessas condições, a pulsão é considerada na categoria do real, sublinhando que o objeto da pulsão não pode ser assimilado a nenhum objeto concreto. Para apreender a essência do funcionamento pulsional, é preciso conceber o objeto como sendo da ordem de um oco, de um vazio, designado de maneira abstrata e não representável. Assim, a pulsão é uma montagem, caracterizada por uma descontinuidade e uma ausência de lógica racional, mediante a qual, a sexualidade participa da vida psíquica, conformando-se à hiância do inconsciente, ou seja, a pulsão é sempre parcial, adicionando dois outros objetos pulsionais além das fezes e do seio: a voz e o olhar. E deu0lhes um nome: objetos do desejo. A pulsão sexual é um impulso no qual a libido constitui a energia (diferente do instinto sexual nem se reduzindo às atividades sexuais). Não existe da infância à puberdade, assumindo a forma de um conjunto de pulsões parciais, ou seja, processo de apoio em outras atividades somáticas. Ela pode encontrar sua unidade através da satisfação genital e da função de procriação. Sua energia é de ordem libidinal e estão dominadas pelo principio do prazer. A pulsão sexual possui quatro destinos: a inversão, a reversão para a própria pessoa; o recalque; e a sublimação. As pulsões ou de autoconservação estão a serviço do desenvolvimento psíquico pelo princípio de realidade. A pulsão de morte é a tendência à agressão, caráter demoníaco, tendência destrutiva e autodestrutyiva, com a finalidade de reconduzir o que está vivo ao estado inorgânico. Ela se confronta com Eros – as pulsões de vida. PRINCÍPIO DO PRAZER – É um dos princípios que regem o funcionamento psíquico, com o objetivo de proporcionar prazer e evitar o desprazer, sem entraves nem limites. PRINCÍPIO DE REALIDADE – É um dos princípios que regem o funcionamento psíquico, com o objetivo de modificar o prazer, impondo-lhe as restrições necessárias à adaptação à realidade externa. RECALQUE – O recalque para psicanálise designa o processo que visa a manter no inconsciente todas as ideias e representações ligadas às pulsões e cuja realização, produtora de prazwer, afetaria o equilíbrio do funcionamento psicológico do individuo, transformando-se em fonte de desprazer. Freud, que modificou diversas vezes sua definição e seu campo de ação, considera que o recalque é constitutivo do núcleo original do inconsciente. Na segunda tópica, o recalque é ligado à parte inconsciente do eu. O recalcado funde-se com o isso, só se separando pelas resistências do recalque. CENSURA – É a instância psíquica que proíbe que emerja na consciência um desejo de natureza inconsciente e o faz aparecer sob forma travestida. É identificada com o supereu, a instância que funciona como censor do eu. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

E mais Freud & Psicanálise:
REFERÊNCIA:
GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

A ADOÇÃO- Trabalhar o instituto da adoção num trabalho acadêmico, requer a realização de uma revisão da literatura efetuando uma abordagem histórica acerca do instituto e de seu advento no Brasil, sua fundamentação conceitual, natureza jurídica, princípios norteadores da família, legitimação jurídica, efeitos jurídicos sua previsão no ECA e no Código Civil vigente, os direitos e deveres, obrigações, impedimentos e condições previstas na adoção, legitimados a adotar, as questões atinentes a adoção entre casais homoafetivos, os aspectos legais e a efetividade da adoção no Brasil. Veja mais aqui e aqui.


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