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terça-feira, setembro 22, 2020

NIETZSCHE, LAURA VINCI, HERMES TRISMEGISTOS, SABINA SPIELREIN, LOUISE VON FRANZ & VENTOS DE AGOSTO


  

DIÁRIO DO GENOCÍDIO NO FECAMEPA – UMA: SABE AQUELA... DE QUEM VAI E VOLTA, SEMPRE RECOMEÇAR - Para quem já foi um tanto de vezes, desinventar talvez não deva. Lá debaixo, não há outra coisa a fazer senão unhas e ânimos cravados na sobrevivência. Sigo em círculos elípticos pelos cantos entre o flagra e o divagar, parece não haver mais portas ou absolvição que seja. Teimo enquanto houver tempo, embora sequer saiba se presente ou pesadelo na zoada dos instantes. Ouço passos apressados que se aproximam. Alguém ocupa o mesmo espaço que eu. Enxergo o brilho dos seus olhos nas imediações e, para minha surpresa, era Nietzsche: Homem! Tua vida inteira, como uma ampulheta, será sempre desvirada outra vez e sempre se escoará outra vez, - um grande minuto de tempo no intervalo, até que todas as condições, a partir das quais vieste a ser, se reúnam outra vez no curso circular do mundo. Era o primeiro passo e os degraus do eterno retorno. E nem me deixou racionar sobre o que dissera e já era Zaratustra e o dionisíaco sobre o abismo do perecer e do apolíneo, a liberdade sob a lei. Parou por um instante, movimentou a cabeça negativamente e vociferou: Vive de si próprio: seus excrementos são seu alimento. E assim, como viera, desaparecera na escuridão e fiquei só à cata das brechas para galgar sobre o ônus dos meus próprios percalços.

 


DUAS PASSADAS & UM TROPEÇO, ERA ELA A JORNADA DA ALMA – Prossegui na caminhada, andarilho sem rumo. Na verdade tateava, logo tropecei em alguém. A queda e o desconforto. Era uma mulher. Pedi desculpas, ela assentiu com um gesto. Tentei me explicar, ela aquiesceu com um toque ao meu ombro. Ali, sentados no chão, silenciosos. E de repente ela falou algo que não ouvi, apresentando-se e tagarelava de forma desconexa, a me dizer de si, falava e deu para adivinhar quem era pelos fatos narrados, coisa de filme, como do drama Prendimi l'anima (Jornada da alma, 2002), de Roberto Faenza, do documentário Ich hieß Sabina Spielrein (Meu nome era Sabina Spielrein, 2002), de Elisabeth Marton, do drama A dangerous method (Um método perigoso, 211), de David Cronenberg, e do livro Sabina Spielrein: de Jung a Freud (José Olympio, 2012), de Sabine Richebächer. Todos eu havia conhecido e tudo era sobre sua paixão escandalosa e seu diário secreto, sua correspondência escondida e o Berçário branco – o seu pioneirismo na psicanálise infantil, sua enfermidade e projeção. Sim, era ela mesma, Sabina Spielrein, corpalma ali, a me dizer com um sorriso carregado de lágrimas: Onde reina o amor, o ego morre. Saquei do lenço e ousei passa-lo às suas faces. Ela não recusou, mas enxugou-as com a barra da saia. Guardou o pranto e me fitou firme. Levantou-se e falou que eu era um ser em extinção. Não entendi nem havia como interpretar o que dissera, apenas seguia seus gestos. Então girou sobre os calcanhares e seguiu descalça pelo breu daquela noite eterna, com um aceno tímido de despedida. Ali fiquei, recostado e pensando tal surpresa. Nenhum ânimo para seguir adiante, apenas mergulhado naquele encontro. Num breve cochilo, as pisadas retornaram e, aproximando-se, pude perceber que não era ela de volta, só soube muito depois quem me dissera: Você não pode organizar a função inferior. Tenho para mim que ninguém pode realmente desenvolver a função inferior antes de haver criado um têmeno, a saber, um bosquete sagrado, um lugar oculto onde possa brincar. Para minha surpresa era Marie-Louise von Franz, que me saudara com um afeto e seguia o seu caminho. Duas mulheres em tão pouco tempo, pensei comigo. Não sabia o que fazer, buscava ânimo para prosseguir. Talvez ali fosse mais proveitoso, não sei, precisava descansar.

 


TRÊS COCHILOS & UMA VISÃO ESOTÉRICA - Imagem: arte da escultora, artista intermídia, pintora, desenhista e gravadora Laura Vinci – Houve um tempo em que tudo era factível. Agora, não mais: dizer o que não disse, fazer o que não fiz, destroços, mentiras, farsas. A guerra é iminente e o ódio é morte certa. Precisava da luz do Sol e a surpresa trouxe Hermes Trismegistos que levitava adivinhando meus pensamentos: o Sol exerce no Universo a função do coração do qual a vida se espalha por todas as partes. A luz é o veículo da vida, da mesma forma que lhe é a fonte e causa próxima. Dito isto, ainda inquiri a respeito do Corpus hermeticum, da Tábua de Esmeralda, Atanor, o Elixir e de como eu poderia sair dali. Antes de partir, virou-se e respondeu minhas indagações com sua voz oracular: Invoca o Espírito da luz eterna, fala pouco, raciocina muito e julga com retidão e justiça. Nada mais disse, nem mais o vi. Tudo passa e desanda no imprevisível. A vida vai depressa e o futuro, quimera impossível. Apenas vivo e é maravilhoso viver. Até mais ver.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA

Veja mais aqui.

VENTOS DE AGOSTO

O premiado drama Ventos de agosto (2014), do cineasta e artista visual Gabriel Mascaro, conta a história de uma jovem que deixa a cidade grande para viver em uma pacata província litorânea para cuidar do seu avô e trabalhar numa plantação de coco, dirigindo trator e cultivando o sonho de ser tatuadora. Aparece, então, um pesquisador de som que abala a sua rotina com um jovem que também trabalha na fazenda e é praticante da pesca submarina. Daí surge uma jornada de vida e morte, perda e memória, vento e mar. Veja mais aqui e aqui.


 


quinta-feira, outubro 27, 2016

WITTGENSTEIN, ALAN WATTS, D’ESPAGNET, MARIANA IANELLI, MOZART & LARROCHA, CUNNINGHAM, DON ROSS, COCO CHANEL, SHARON SIEBEN, BOSSCHART, ANA STARLING, MAILLOL, VALQUIRIA LINS, LUIZ CUNHA, RODRIGO BRANCO, TEATRO & PADRE BIDIÃO


INEDITORIAL: TUDO TEM SEU LADO BOM & RUIM & VICE-VERSA! – Tudo não só tem um lado bom! Inevitavelmente tem outro ruim. Posto que tanto pode o malfazejo agora ser benéfico depois, como o péssimo do passado ser relativamente tido por excelente amanhã. Sim. Não? Talvez. Fica claro, então, que em tudo não há só um lado como querem os sectários, muito menos apenas dualista como defendem os maniqueístas. Além do mais, não só depende de quem olha, mas até de onde e como se dá o olhar. Admito que exista quem não enxergue lá um palmo além do nariz, ou nada além do que professe suas convicções, ou mesmo até o que possa caber a sua compreensão. Não obstante, tudo vai além de tridimensional e pode ter diversas expressões, múltiplos sentidos, infinitos olhares e interpretações, gnosiológica ou epistemologicamente falando. Cada qual, cada qual. Respeito todas as diferenças e me completo com o contradito: não sou, nunca fui e nem tenho o propósito de ser o dono da verdade – todos temos muito que aprender na vida! O que possa eu defender hoje, posso não achar mais graça nenhuma daqui a pouco, malgrado os conservadores que temem o novo; nem sou de apagar o passado com a primeira veleidade do presente, como teima vanguardista. A gente se equivoca até com o que é tido por inequívoco! Já me enganei muitas e tantas vezes, nunca perdi o aprendizado. Muitas vezes me vi sensato quando incoerente, ou congruente na parvulez: rio de mim mesmo, tenho cá meus pantins e, vez por outra, removo meus paradoxos dos ombros. Sei, tudo tem sua razão de ser: uma semente plantada que desabrochou e tomou corpo até desaparecer; um dia lá, do esquecido, volta e recomeça o ciclo e, assim, sucessivamente, de geração em geração. Assim é a vida. E vamos aprumar a conversa pras novidades do dia:  na edição de hoje destaque para a filosofia de Hermes Trismegistos, a linguagem de Ludwig Wittgenstein, o pensamento de Alan Watts, a música de Alicia Del Larrocha, a poesia de Mariana Ianelli, a coreografia de Merce Cunningham, o teatro de Maria Adelaide Amaral e Marília Pêra, o cinema de Don Ross & Christina Ricci, o Congresso Internacional de Pedagogia, a escultura de Aristide Maillol, a pintura de Vanessa Bell, Johfra Bosschart & Sharon Sieben; a fotografia de Luiz Cunha, a ilustração de Ana Starling, a Flor do Una de Juarez Carlos, a entrevista de Valquíria Lins, Brincar para Aprender com a Criança, Vygotsky & o Teatro, a arte de Rodrigo Branco & O evangelho segundo Padre Bidião. Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
Ingresia dum chato de galocha, Graciliano Ramos, Dylan Thomas, Vanessa-Mae, Piero della Francesca, Maria Della Costa, Antonio Carlos Fontoura, Maria Zilda Bethlem, Zizi Smail & Humor e alegria na educação aqui.

E mais:
Propriedade industrial no Código Civil aqui.
A poesia de Suzana Mafra aqui.
Erich Fromm, Teste da Goma & outras loas aqui.
A graviola do Padre Bidião aqui.
A poesia de Manoel Benetvi aqui.

DESTAQUE: O TRÍPLICE FOGO HERMÉTICO
Imagem: Esoteric, do pintor holandês Johfra Bosschart (1919-1998).
Aquele que ignorar os graus e os pontos no sistema do fogo externo, que não se decida pela obra filosófica. Porque jamais irá tirar a luz das trevas, se não souber conduzir tão bem os calores, a fim de que não passem inicialmente pelos do meio, conforme se dá com os elementos, cujos extremos não se convertem senão quando passam pelos do meio.
Trecho extraído de A obra secretada da filosofia de Hermes Trismegistos (L. Oren, 1976), do polímata da renascença francesa Jean D’Espagnet(1564-1637). Veja mais aqui e aqui.

O EVANGELHO SEGUNDO PADRE BIDIÃO: E JESUS VOLTOU!! – Naquela manhã o Padre Bidião invadiu minha casa exultante e aos gritos: Sim, Jesus voltou! Ele voltou! Eu tive um sonho em que ele me dizia que havia voltado. E quando acordo, veja, recebi esse bilhete que botaram por baixo da minha porta: Voltei. Assinado: Jesus. PS: Enviei esse com cópia para o papa. Não é só coincidência, eu sei que é verdade, ele falou comigo no meu sonho! Você acredita? Acredite, é verdade. É verdade mesmo! E saiu para caçar o paradeiro do seu mestre. Ele fez tanto alarde nos quatro cantos do mundo, que todos, ao saberem da notícia, já festejavam com salvas e vivas a sua chegada. E cadê ele? Nada do padre dar sinal da presença dele. Oxe, foi aí que ele rodou o mundo todo como a praga na sua nave e nada de localizar o paradeiro do seu idolatrado. De norte a sul, de leste a oeste, nos quatro cantos do planeta não teve um só pedaço de chão que ele não procurasse o seu salvador. Já estava desanimando, quando começou a me contar tintim por tintim: já estava triste e desenganado da busca, abandonando já de vez a causa, justo quando chegaram notícias de que numa favela lá nos cafundós do fim do mundo, havia nascido uma criança iluminada. Era ele, tinha certeza. Era mais um sinal e zarpou com mais de mil pro tal lugar e, lá chegando, soube que não havia sido numa manjedoura, nem uma estrela havia brilhado mostrando o caminho. Não havia reis magos, nem incenso, nem mirra, nem ouro. Apenas, era um dia chuvoso numa rua bastante emporcalhada no meio da miséria, dentro de uma lata de lixo revirada por um guenzo faminto, uma criança com ar angelical, choramingou. Era ele, sabia, outro sinal. Sim, sim. Um desabrigado da rua que ia passando embaixo do maior toró, viu quando o cachorro sarnento começou a ronronar lambendo a pele da criança. Ainda embriagado, afastou o animal e sumiu com a criança nos braços. Pra onde? Ninguém sabe. Deduz-se apenas que o pai dessa criança, José, um pedreiro que fora assassinado ao ser confundido nunca guerra de bandos, com o traficante Zé Pedreiro que se encontra foragido e que, por represália, os inimigos haviam aprisionado a mulher dele, Maria lavadeira, grávida de nove meses e que, ao dar a luz, o bebê fora jogado no lixo, mantendo-a refém para forçar o reaparecimento do fugido. Onde está ela? Pra onde levaram a criança? Ninguém sabe, nem quer saber. Apenas sabiam agora que Jesus voltou. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui e aqui.

 Curtindo o álbum Mozart (London Records, 1983), da pianista Alicia De Larrocha com a Wiener Symphoniker, regência de Uri Segal.

LINGUAGEM & VIDA  – [...] Ser-nos-á frequentemente útil se dissermos quando filosofamos: denominar algo é semelhante a colocar uma etiqueta numa coisa. [...] Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras. – E representar uma linguagem significa representar-se uma forma de vida. [...]. Trechos extraídos da obra Investigações filosóficas (Abril, 1979), do filósofo austríaco naturalizado britânico Ludwig Wittgenstein (1889-1951). Veja mais aqui.

 Imagem: Na ponta verde, arte do fotógrafo, professor e jornalista Luiz Cunha.

PENSAMENTO DO DIA: O HOMEM CRIADOR E SENSATO - [...] O homem para ser criador e sensato precisa de ter, ou pelo menos sentir, um relacionamento e união significativos com a vida, com a própria realidade. Não basta que se relacione com um grupo humano ou um ideal humano, pois sabe que homens e povos morrem e que, além deles, há uma realidade mais permanente – a realidade do Universo natural, e que, além desta, há ainda deuses ou Deus. [...]. Trecho extraído da obra A vida contemplativa: um estudo sobre a necessidade da religião mística, pelo guia espiritual da juventude moderna (Record, 1971), do filósofo e escritor inglês Alan Wilson Watts (1915-1973). Veja mais aqui, aqui e aqui.


Imagem: a arte da ilustradora, designer & artista multimídia Ana Starling.

TREVA ALVORADA - Absurda leveza que te faz afundar / E não é a morte. / Cumpres tua descida calado / (Uma palavra por descuido / Seria amputar a verdade). / Náufrago do tempo, / Tuas horas transbordam. / Dentro da lágrima, / Imensidão, já não choras. / Estrelas e estrelas, / Copulam a sede e o engenho / De que te alimentas / Como nunca te alimentou / O gosto da carne. / Tua face atônita / Se existisse uma face, / Tuas costas nuas, / Se a nudez fosse do corpo. / Um sorvedouro / Onde a paz dos contrários, / Treva alvorada. / ecundado, flutuas. / É a lei da graça. Poema extraído do livro Treva alvorada (Iluminuras, 2010), da poeta, ensaísta, cronista e crítica literária Mariana Ianelli.


Imagem: do espetáculo de dança RainForest, do bailarino e coreóografo estadunidense Merce Cunningham (1919-2009) - (Foto: Tony Dougherty).. Veja mais aqui.

MADEMOISELLE CHANEL - A peça teatral Mademoiselle Chanel, da dramaturga luso-brasileira Maria Adelaide Amaral, conta a história da notável estilista francesa Gabrielle Coco Chanel, que ensinou elegância simples à alta burguesia do mundo e ainda criou um mito em torno de si. A montagem que assisti em 2004, no Teatro Faap, em São Paulo, foi com a saudosa Marília Pêra, dirigida por Jorge Takla. Veja mais aqui e aqui.


THE OPPOSITE OF SEX – A comédia romântica The Opposite of Sex (1998), escrita e dirigida por Don Ross, conta a história das sórdidas aventuras de uma jovem determinada a ter um caso com o namorado de seu irmão gay, envolvendo uma campanha contra ela promovida pela melhor amiga dele. O filme satiriza as idéias erradas a respeito da vida homo e heterossexual, com um dialogo hilariante. O destaque fica por conta da atuação da atriz estadunidense Christina Ricci. Veja mais aqui.


AGENDA: CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA – Acontecerá entre os dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro de 2017, em Havana – Cuba, o Congresso Internacional de Pedagogia, organizado pelo Ministério da Educação de Cuba, UNESCO, UNICEF, Organização dos Estados Ibero Americanos e Associação de Educadores da América Latina e Caribe, sobre os temas que envolvem a formação em valores e educação para a cidadania, o professor e seu desempenho profissional, formação inicial e contínua de educadores, educação científica através dos desafios atuais, educação ambiental, arte e saúde; atenção integral à infância, conduta no processo de ensino e aprendizagem; formação profissional de acordo com a demanda social, entre outros. Informações http://www.lionstours.com.br/pedagogia_cuba_332.html. Veja mais aqui e aqui.


ENTREVISTA: VALQUÍRIA LINS – A poeta paraibana Valquiria Lins é licenciada em Letras pela UFPB e autora dos livros Outono (1997), Húmus (1998) e Velas de Abril (2006). Ela foi destacada entre os Poetas da Paraíba no meu blog Varejo Sortido. Agora, nessa primeira parte conheça mais da poesia da autora. A autora agora faz sua incursa na ficção, lançando o livro Acais. Por conta disso, ela concedeu uma entrevista exclusiva pra gente, contando sobre a sua trajetória, o lançamento de seu mais recente livro e de duas perspectivas e projetos artísticos. Confira a entrevista aqui e mais aqui.


Imagens: a arte do escultor e pintor francês Aristide Maillol (1861-1944).

REGISTRO: A CRIANÇA, VYGOTSKY & O TEATRO
Em 2014, durante as atividades desenvolvidas na disciplina Psicologia do Desenvolvimento, ministrada pela professora Msc Fátima Pereira, apresentei o trabalho acadêmico Contribuição do teatro no desenvolvimento da linguagem infantil: uma abordagem acerca da teoria de Vygotsky, que, por consequência, foi apresentado no IV Congresso Brasileiro de Psicologia – Ciência e Profissão, na Uninove, em São Paulo, oriundo dos trabalhos efetuados com crianças dos mais diversos educandários alagoanos da Educação Infantil e 1º Ciclo do Ensino Fundamental, que corroboraram os resultados da pesquisa no artigo que escrevi A criança, Vygotsky e o Teatro. Foi desses trabalhos que comecei a realizar palestras sobre a temática Brincar para Aprender. Veja mais aqui, aqui e aqui.  

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: Reclining nude, by Sharon Sieben.
Veja mais aquiaqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: arte de Rodrigo Branco.
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.


quinta-feira, fevereiro 18, 2016

HERMES, BOURDIEU, BRASHARES, ASHBERY, BLACKMORE, STRUTHERS & ZÉ GULU

 

DOUTOR ZÉ GULU (Imagem: Oscar Gomes) - Do doutor Zé Gulu o que é que se sabe de mesmo? Ora, foi criado pela avó viúva, desde o berço até a adolescência. Filho dum fiscal de renda abastado e duma dondoca vaidosa dos mimos maternos. Cresceu leitor, punheteiro compulsivo. Só tirou o cabaço já quase homem feito, com a feiosa Uga-gogó, a quem chamava carinhosamente de Leonor. E arribou depois disso, porque foi se formar na França, doutorando-se na filosofia nietzschiana, até o pós-doutorado na Alemanha, sobre a fenomenologia e a arte existencialista. Vivia às voltas a suspirar suas raízes no exílio, tomado pela miopia e secura por sexo, coisas que o fizeram dândi por todas as capitais europeias, até o Japão e China, afora perder-se pelo Canadá e Estados Unidos. Só não zanzou pra mais longe porque morreu-lhe o pai repentinamente. Deu um freio de arrumação em tudo e voou pra casa. Lá chegando sua mãe havia surtado e saíra para nunca mais voltar. Deitou-se no colo da avó, aos cafunés e saudades. No outro dia, ela se envultou, rezas e sepultamento. Sozinho: Pronde ir? Saiu pela redondeza e resolveu parar em Alagoinhanduba. Hospedou-se e foi ficando, até comprar um terreno e construir um edifício estranho. Dado por pronto, sumiu; soube-se que vendeu a casa e trouxe umas 10 carregas de caminhão só de livros. Ali arranchou-se. Afora isso, pouco se sabe dele. Só que era um sabichão, dito patafísico polímata, erudito poliglota, solteirão convicto. Só sabiam mesmo dele na zoada lá da casa dele, ouvida pela vizinhança: Óiaaa, pai! U-hu! E batia nos beiços imitando indígenas dos filmes da tevê: U-u-u-u-u-u-u-u-u-u-u-u! O doutor tá entusiasmado mesmo, hem? Tá lavando a égua! Ô canibal! Era mesmo doido de pedra pelas milagreiras fêmeas, fetiche por garçonete jeitosa que aparecesse assim do nada. Pegava ar, tomava uma e truviscado mandava ver! Lá estava ele às bicadas, com um rabo de olho no pandeirão da atendente frochosa, acotovelado numa das mesas do boteco do Dudé ou na carne-de-sol do Zé Mago. A cada olhadela, ele tomava nota, virava o gole clareando as ideias para a caligrafia redonda desenhada. A vida ali muitos luares, trechos de tempo nos dias intermináveis, lembranças pueris. Vez em quando era importunado por requerente: O senhor que é 3 vezes doutor, diga lá uma coisa! Obsequiava, nunca rompeu a cortesia, mas aos elogios babados, respondia: Não sou PhDeus, porra nenhuma! E quando botava pra falar, juntava gente: narizes e queixos atentos, ar preso nos bofes, olhares suspirantes. Tolerava ante os disparates às lonjuras, caretas atiçadas e, com seu espirituoso sotaque, contava histórias de suas leituras, riso e susto, fôlego no espírito às desordens, coisas de arregalar; emendava o já pelo depois, às galhofas, antes mesmo de destrançar o carretel das ideias, só se ouvia de outrens: Esse fala bonito no demais, né? É sábio! É. Ele usa uns nomes diferentes, coisa de quem vê o que a gente sequer enxerga. Como é mesmo aquela história daquele que vira besouro? Tratavam-no por conselheiro dos tapados e para todas as mais ínfimas pendengas: O meu filho anda meio apirobado, o que faço? Minha mulher tá enervada da mais brabona, como posso domá-la? Minha filha enrabichou-se por um frebento apaideguado, como dou fim a essa pinoia, hem? Sonhei avoando, qual o bicho do jogo? Hem? O que diz? Vamos todos tomar no cu! Riam daquela cabeça perpétua pelo benigno humor. Não vacilava peremptório apotegma: Jamais será feliz quem não consegue se libertar do seu passado! Tenho dito.  Não convencia, nem era o seu propósito persuadi-los, mas deixava todo mundo avalizando o que dissera: O doutor é que tá certo! Engolia lérias aos montes. Ouvia o barulho da lambreta, irônico: Quem conduz uma Harley-Davidson em South Park é fag. E no Brasil? As poluidoras motos mais parecem panapanás do apocalipse. O que é fag? Ora, viado! O mundo remexia ânsias, deserto do muito. Já excentricamente biritado: Pobreza é cada um por si e ninguém por todos! Quem acudiria? Pois quem às larguras e veemências se deixava levar, como se vivesse fora de engano, ao desafio do mundo respondia estirando as pernas, arregaçando as mangas e, quase excomungado, envergava as coisas tidas por certas, levava à risco: perigo que viesse. Na veneta sumia. Doutra foi demorado: Cadê ele, hem? Sequestrou alguma beldade e tá se lambendo. É mesmo. Desapareceu e só achou de voltar muito depois para em seguida evadir-se misteriosamente. Aparece e torna a pinotar, de quase nem mais dar as caras. Taí suas façanhas, confira:

DE HERÓIS, MITOS & O ESCAMBAU

A TRUPE DOS COSCUVILEIROS

AS TRELAS DO DORO: ESCAMBAU

CONVERSA DE BAR & FILHO NÃO RECONHECE PAI

SUJEITO, INDIVÍDUO, QUEM?

AS PEDRAS DE BUTUA

BURACO SONOLENTO

A SEREIA DA LOROTA

SCHILDA, OUTRO NOME DO FECAMEPA

O TRIO DO FINCAPÉ NO PORTO DOS PATIFES

AD CAPTANDUM VULGUS

PRA QUEM SÓ VÊ SUPERFÍCIE, TODO RIO É SEMPRE RASO

OS DOIS MUNDOS DE QUEM VIVE DE UM LADO SÓ

CRÔNICA NATALINA

A HISTÓRIA SE REPETE!

AS TANTAS & MUITAS DE SALOMÃO

APESAR DE TUDO QUE JÁ FOI FEITO, SOMOS TODOS MÍNIMOS

O MISTÉRIO DA ENCICLOPÉDIA GRIZ

ELUCUBRAÇÕES

AH, DANAÇÃO! TUDO DE CABEÇA PRA BAIXO!

PADRE BIDIÃO & DR. ZÉ GULU

LEGALIDADE SOB SUSPEITA

DESABAFO: A CIVILIZAÇÃO DOS EQUÍVOCOS

OUTRA SOLIDÃO NO PAÍS DO FECAMEPA...

BATENDO UMA REAL: EU & OUTROS EUS

O SUMIÇO & O PACTO DO DOUTOR GULU

O TESTAMENTO DO DOUTOR ZÉ GULU


 

DITOS & DESDITOS - Em vez de nos preocuparmos com o que é gênero, de fato, ou o que é raça, de fato, acho que deveríamos começar perguntando (tanto no sentido teórico quanto político) o que, se é que queremos que sejam alguma coisa... Pensamento da filósofa e professora estadunidense Sally Haslanger.

 

ALGUÉM FALOU: Sinto-me energizada quando estou perto de pessoas jovens e talentosas. Há algo sobre estes miúdos que é incrível. Eu aprendo tanto com eles quanto com eles comigo... Pensamento da atriz e ativista estadunidense Sally Struthers (Sally Anne Struthers). Veja mais aqui.

 

PARA SEMPRE IRMÃS - [...] Talvez você pense que terá direito a mais felicidade no futuro se abrir mão de tudo agora, mas não é assim que funciona. A felicidade exige tanta prática quanto a infelicidade. É vivendo que se vive mais. Ao esperar, você apenas espera mais. Cada dia de espera torna sua vida um pouco menor. Cada dia de solidão faz você se sentir um pouco menor. Cada dia em que você adia a sua vida o torna menos capaz de vivê-la. [...] Você só precisa deixar as pessoas te amarem da maneira que elas conseguem. [...] O que você deixa para trás são as pessoas que você amou. Você se deixa neles. [...] Estou escrevendo isto porque vai ser difícil dizer em voz alta. Porque esta é, provavelmente, a última vez que estamos apenas nós. Veja, consigo escrever isso, mas acho que não consigo dizer. Não estou fazendo isso para me despedir, embora saiba que a despedida faz parte. Estou fazendo isso para agradecer por tudo o que vivemos, fizemos e fomos um para o outro, e para dizer que amo você por ter feito da minha vida o que ela é. Deixar você é a coisa mais difícil que tenho de fazer. Mas a verdade é que as melhores partes de mim estão em você — em vocês três. Vocês são quem eu sou, e aquilo que mais prezo em mim permanece vivo em vocês. [...]. Trechos extraídos da obra Sisterhood Everlasting (Random House, 2011), da escritora estadunidense Ann Brashares, autora de obras como My Name Is Memory (2010), Forever in Blue: The Fourth Summer of the Sisterhood (2007), Girls in Pants: The Third Summer of the Sisterhood (2005), The Second Summer of the Sisterhood (2003) e The Sisterhood of the Traveling Pants (2001). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 

E A PICTURA POESIS É O NOME DELA - Você não pode dizer mais assim. \ Incomodado sobre a beleza que você tem que \ Saia para o aberto, para uma clareira, \ E descansar. Certamente o que for engraçado acontece com você \ Está bem. Exigir mais do que isso seria estranho \ De você, você que tem tantos amantes, \ Pessoas que olham para você e estão dispostas \ Para fazer as coisas por você, mas você pensa \ Não está certo, que se eles realmente te conhecessem... \ Tanto para a autoanálise. Agora, agora, \ Sobre o que colocar em seu poema-pintura: \ As flores são sempre agradáveis, particularmente o delfínio. \ Nomes de rapazes que uma vez conheceste e os trenós, \ As brochas são boas – elas ainda existem? \ Há muitas outras coisas da mesma qualidade \ Como aqueles que eu mencionei. Agora é preciso \ Encontre algumas palavras importantes, e muitas discretas, \ Que soam sem graça. Ela aproximou-se de mim \ Sobre comprar a secretária dela. De repente, a rua estava \ Bananas e o clangor dos instrumentos japoneses. \ Testamentos de Humdrum foram espalhados ao redor. Sua cabeça \ Trancado na minha. Éramos uma gangorra. Alguma coisa \ Deve ser escrito sobre como isso afeta \ Você quando escreve poesia: \ A extrema austeridade de uma mente quase vazia \ Colidindo com a exuberante folhagem de Rousseau de seu desejo de se comunicar \ Algo entre as respirações, mesmo que apenas para o bem \ Dos outros e seu desejo de compreendê-lo e abandoná-lo \ Por outros centros de comunicação, para que a compreensão \ Que comecem, e ao fazê-lo sejam desfeitos. Poema do premiado poeta estadunidense John Ashbery (1927-2017), um dos representantes da Escola de Nova Iorque, entre os aos 1950-60, com suas longas logopeias jogando ideias, autor de obras como Flow Chart (1991), Self-Portrait in a Convex Mirror (1975), Some Trees (1956) e Collected Poems 1956–1987 (2008). Veja mais aqui & aqui.

 

A MÁQUINA DE MEMES - [...] Se levarmos a memética a sério, então o "eu" capaz de fazer a escolha é, ele próprio, uma construção memética: um conjunto fluido e em constante mudança de memes instalados em uma complexa máquina de memes. [...] Os humanos são frequentemente creditados por terem uma visão real, em distinção ao resto da biologia que não o faz. [...] Não há como negar que o relojoeiro humano é diferente do natural. Nós, humanos, em virtude de termos memes, podemos pensar em engrenagens, rodas e marcar o tempo de uma forma que os animais não conseguem. Memes são as ferramentas mentais com as quais fazemos isso. Mas o que a memética nos mostra é que os processos subjacentes aos dois tipos de design são essencialmente os mesmos. Ambos são processos evolutivos que dão origem ao design através da seleção e, no processo, produzem o que parece ser uma previsão. [...] Os memes, assim como os genes, são selecionados tendo como pano de fundo outros memes do *pool* de memes. O resultado é que grupos de memes mutuamente compatíveis — complexos de memes coadaptados ou *memeplexos* — são encontrados coexistindo em cérebros individuais. Isso não ocorre porque a seleção os escolheu como um grupo, mas porque cada membro individual do grupo tende a ser favorecido quando seu ambiente é dominado pelos demais. [...]. Trechos extraídos da obra The Meme Machine (Oxford University Press, 1999), da psicologa, radialista e escritora britânica Susan Blackmore (Susan Jane Blackmore), que atua na área de estudo da consciência, memes e experiências paranormais. Na sua definição: “Os memes são instruções para realizar comportamentos, armazenadas no cérebro (ou em outros objetos) e passadas adiante por imitação”. Ela é autora dos livros Zen and the Art of Consciousness (2009), Conversations on Consciousness (2005) e Consciousness: A Very Short Introduction (2005). Veja mais aqui & aqui.

 

AS REGRAS DA ARTE – [...] Eu simplesmente perguntaria por que tantos críticos, tantos escritores, tantos filósofos sentem tamanha satisfação em professar que a experiência de uma obra de arte é inefável, que ela escapa, por definição, a toda compreensão racional; por que estão tão ávidos por admitir, sem resistência, a derrota do conhecimento; e de onde vem essa necessidade irreprimível de menosprezar a compreensão racional, essa fúria em afirmar a irredutibilidade da obra de arte ou, para usar um termo mais adequado, a sua transcendência. [...] O questionamento das formas de pensar predominantes, provocado pela revolução simbólica, e a originalidade absoluta do que ela engendra, são contrabalançados pela solidão absoluta inerente à transgressão dos limites do pensável. Esse pensamento, que assim se tornou sua própria medida, não pode esperar que mentes estruturadas segundo as próprias categorias que questiona sejam capazes de conceber esse impensável. [...] Mas, em sua luta contra a Academia, os pintores (e especialmente aqueles rejeitados por ela) podiam recorrer ao trabalho coletivo de invenção (iniciado com o Romantismo) da figura heroica do artista rebelde em luta, cuja originalidade se mede pela incompreensão que enfrenta ou pelo escândalo que provoca. Receberam também apoio direto dos escritores, há muito libertados da autoridade acadêmica que, desde o século XVII, lhes concedera uma identidade reconhecida, mas lhes atribuía uma função limitada e, em todo caso, definida externamente. Os escritores refletiam para os pintores uma imagem exaltada da ruptura heroica que estavam realizando e, sobretudo, traziam para o âmbito do discurso as descobertas que os pintores faziam na prática, particularmente na arte de viver. [...] do mundo comum, mais ou menos universalmente compartilhado, diferentemente dos mundos particulares, microcosmos fundados, como o universo da literatura ou da ciência, em uma ruptura com o senso comum, com uma adesão dóxica ao mundo ordinário. [...]. Trechos extraídos da obra The Rules of Art: Genesis and Structure of the Literary Field (Stanford University Press, 1992), do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), autor de obras como The Social Structures of the Economy (2000), Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market (1999), Sociology in Question (1992), An Invitation to Reflexive Sociology (1992), Pascalian Meditations (1997), Academic Discourse: Linguistic Misunderstanding and Professorial Power (1994), The Weight of the World: Social Suffering in Contemporary Society (1993), Language and Symbolic Power (1991), The Logic of Practice (1980) e Distinction (1979), entre outros. Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 


MEETING VENUS – O filme Meeting Venus (Encontro com Vênus, 1991), do diretor húngaro István Szabó, conta a satírica montagem da ousada ópera Tannhäuser, de Richard Wagner, quando o seu condutor se vê diante das armadilhas de egos artísticos, o nacionalismo desenfreado, empresa interna, política sindical e financiamento precário. No filme um elenco sofisticadíssimo conta com a participação de atrizes como Glenn Close, Maria de Medeiros, Marián Labuda, Maité Nahyr, a cantora lírica Kiri Te Kanawa com a Philarmonia Orchestra de Londres, conduzida pelo maestro Marek Janowski, entre outras importantes participações. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.


HERMES TRISMEGISTOS: CORPUS HERMETICUM – A obra Corpus Hermeticum e discurso de iniciação com a Tábua de Esmeralda, de Hermes Trismegistos, estabelecido e traduzido por Marcio Pugliesi e Norberto de Paula Lima, traz Poimandres, , de Hermes a Tat: discurso universal, discurso sagrado de Hermes, a cratera ou a mônada, que Deus é ao mesmo tempo inaparente e o mais aparente, o bem existe apenas em Deus e em nenhuma outra parte, o maior dos males entre os homens constitui a ignorância relativamente a Deus, nenhum dos seres perece e é erroneamente que se chamam as mutações de destruições e mortes, sobre a intelecção e a sensação (o belo-e-bom reside apenas em Deus e em nenhuma outra parte), a chave, de Nous a Hermes, sobre o intelecto comum, discurso secreto sobre a montanha relativo a regeneração e a regra do silêncio, de Deus criador, as definições, Asclépios ao rei Ammon, dos entraves acarretados à alma pelo que sucede ao corpo, discurso de iniciação ou Asclépios, rota da imortalidade, invocação e Tábua de Esmeralda. A OBRA SECRETA – O livro A obra secreta da filosofia de Hermes Trismegistos, de Jean D´Espanet, trata da filosofia natural restituída, a matéria e a forma são os princípios mais antigos das coisas, criação do Sol, a luz é a forma universal, a criação do homem, os três atos de formação da matéria primeira, circulação do úmidos nos mistos, os três segundos elementos, a obra secreta, exortação, as condições da obra, a matéria da pedra, a arte e a natureza, os metais perfeitos, o mercúrio filosófico, prática, os meios e os extremos, as digestões da pedra, as rodas e os círculos, o tríplice fogo, a proporção, os recipientes, o atanor e o elixir. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
D´ESPAGNET, Jean. A obra secreta da filosofia de Hermes Trismegistos. São Paulo: L´Oren, 1976.
TRISMEGISTOS, Hermes. Corpus herméticum – Discurso de Iniciação, A Tábua de Esmeralda. São Paulo: Hemus, 1978.


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