
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música do cantor e compositor Alceu Valença:
Oropa, França & Baía ao vivo, Sol e Chuva, Maracatus, batuques e ladeiras
& seus grandes sucessos com muito mais nos mais de 2 milhões de acessos ao
blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja
mais aqui & aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Quando
já não tivermos possibilidades de sucessão, resta-nos testemunhar. Não se perde
a vida daqueles que souberam dar largo testemunho. Conhecemos a fragilidade de
nossas forças e do sucesso, mas conhecem também a grandeza do nosso testemunho.
Eis por que conduzimos sem hesitação a nossa tarefa na certeza da nossa
juventude. [...]. Pensamento do filósofo francês Emmanuel Mounier (1905-1950).
O HUMANO & O DIVINO - [...] As
referências místicas são as únicas que permitem compreender as teletecnologias,
já que tocam a ubiquidade, ao imediato, ao instantâneo, a omnividência, que são
atributos do divido e não do humano. [...]. Pensamento extraído de Rato de laboratório (L’Autre Journal), do filosofo, arquiteto,
urbanista, pesquisador e polemista francês Paul Virilio. Veja mais aqui.
CONTRA O DIA - [...] Por
toda a extensão verdejante que se descortinava abaixo, à luz declinante da tarde,
por entre as formas estelares dos sacos de areia estourados, correndo a todo vapor,
como se por um firmamento terreno, seguia um cavalheiro corpulento de paletó
esporte e calções de golfe, apertando o chapéu de palha contra a cabeça com uma
das mãos e com a outra mantendo equilibrada no ombro uma câmara fotográfica
presa a um tripé. Logo atrás dele vinha a mulher que fora vista por Blundell,
carregando uma trouxa de roupas femininas, embora no momento trajasse pouco
mais que uma espécie de diadema floral, vistosamente inclinado em meio à farta
cabeleira loura. A dupla parecia dirigir-se a um bosque próximo, dirigindo de
vez em quando um olhar apreensivo ao enorme invólucro de gás do Inconveniência,
que descia, como se fosse ele um imenso globo ocular, talvez o próprio olho da
Sociedade, sempre a vigiar do alto, num espírito de censura construtiva. Quando
Lindsay conseguiu arrancar o instrumento óptico das mãos úmidas de Miles
Blundell e induzir o jovem consequentemente frustrado a lançar fateixas e
ajudar Darby a afixar o grande aeróstato à “Mãe Terra”, o casal indecoroso já
havia desaparecido em meio à vegetação, tal como em breve toda essa parte da
República haveria de desaparecer na escuridão crescente. [...]. Trecho
extraído da obra Contra o dia (Companhia das Letras, 2012), do escritor
estadunidense Thomas Pynchon.
TAPEÇARIA - É difícil separar a tapeçaria / Do lugar ou tear que a antecede. / Pois
deve ficar sempre de frente ainda que pendendo para um lado. / Ela insiste
nesse retrato da “história” / Por fazer, porque não há como escapar do castigo
/ Que ela propõe: a visão cega pelo sol. / A vista é engolida com o que é visto
/ Numa explosão da consciência súbita de seu esplendor formal. / A visão, vista
como interior, / Registra sobre o impacto de si mesma / Recebendo fenômenos e,
nisso, / Traça um esboço ou uma planta / Do que estava lá agora há pouco: certo
na risca. / Se tem a forma de um cobertor, isso é porque / Ansiamos, ainda
assim, por nos enrolarmos nela: / Esse deve ser o lado bom de não
experienciá-la. / Mas, em alguma outra vida, que o cobertor retrata, de
qualquer modo, / Os cidadãos mantém um com o outro um comércio agradável / E
beliscam as frutas sem empecilhos, como querem, / E as palavras choram por si
próprias, deixando o sonho / Revirado numa poça em algum lugar / Como se
“morto” não passasse de mais um adjetivo. Poema do poeta
estadunidense John Ashbery
(1927-2017).
ABRIU-SE A BIBLIOTECA... MITOS, RIMAS, IMAGENS,
MONSTROS GENTES E BICHOS
A biblioteca é um lugar de encontros.
Encontros com histórias, encontro com leitores.
Neste final
de semana tive acesso ao livro Abriu-se a
biblioteca… mitos, rimas, imagens, monstros, gente e bichos (UFPE-2014), organizado
pelas professoras Ester Calland de Sousa
Rosa e Maria Helena Santos Dubeux, contendo relatos de sequências didáticas
com a temática do desenvolvimento da leitura literária nas escolas, um trabalho
desenvolvido pelo Centro de Estudos de Educação e Linguagens (CEEL). Da
psicóloga e professora mestre em Educação pela UFPE e doutora em Psicologia
pela USP, Ester Calland de Sousa Rosa, tive
acesso a outras de obras e publicações por ela coordenadas, a exemplo de O fazer
cotidiano na sala de aula: A organização do trabalho pedagógico no ensino da
língua materna, com Andréia Tereza
Brito Ferreira, Ler e escrever na educação infantil: Discutindo práticas pedagógicas,
com Ana Carolina Perrusi Brandão, e Os
saberes e as falas de bebês e suas professoras, com Tacyana Karla Gomes
Ramos.
&
A arte da professora, pesquisadora e artista multimídia Diana Domingues.
&
Freyaravi
& o circo dos prazeres, Cultura de consumo de Mike Featherstone, Kama
Sutra de Vātsyāyana, Contos brasileiros de Julieta de Godoy Ladeira, a
fotografia de Ralf Mohr, World Peace Flame
Humanitarian Projects, a música de Marisa
Monte, a arte de Crystal Barbre & Luciah
Lopez aqui.
&
Lualmaluz, De
segunda a um ano de John Cage, Técnica
e ciência de Jürgen Habermas, a literatura brasileira de Nelson Werneck Sodré, a escultura de George
Kurjanowicz, a música de Sally Seltmann, a arte de Théodore Géricault, Moisés
Finalé, Marni Kotak & Luciah Lopez aqui.
&
Apologia à mentira, Jogo dos
possíveis de François Jacob, a
escultura de Pierre-Nicolas Beauvallet, a música de Alceu, Tavito, Joyce,
Eliane Elias, Maria Rita, Yuja Wang, Arrigo & Marcus Vianna; a arte
de Axel Zamudio & John Harding aqui.
APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São
Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo.