
RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá especial com a música da cantora, compositora, instrumentista
e produtora musical Marisa Monte: Memórias, crônicas e declarações de amor, Inteira,
Diariamente & Bem que se quis & muito mais nos mais de 2 milhões &
500 mil acessos ao blog & nos 35 Anos de Arte Cidadã. Para conferir é só ligar o som e curtir. Veja
mais aqui e aqui.
PENSAMENTO DO DIA – [...] Quando
observamos a quantidade e a variedade de estabelecimentos de ensino e de
aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar
que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto,
nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro
e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão
de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir,
mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes. A cada trinta anos,
desponta no mundo uma nova geração, pessoa que não sabem nada e agora devoram
os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e
apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo
que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos
mais recentes, os de sua época e próprios da sua idade. Só o que é breve e
novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos – Quantos
aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em
conta. Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade
têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato
de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou
batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre
a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum
valor por si mesma, no entanto, essa é a maneira de pensar que caracteriza uma
cabeça filosófica. [...]. Trecho de Sobre
a erudição e os eruditos, extraídos da obra A arte de escrever (L&PM, 2017), do filósofo alemão Arthur
Schopenhauer (1788-1860). Veja mais aqui e aqui.
DO SENTIMENTO DE NÃO ESTAR DE TODO – [...] Sempre serei como um menino para muitas
coisas, mas um desses meninos que, desde o começo, carregam consigo o adulto,
de maneira que, quando o monstrinho chega verdadeiramente a adulto ocorre que,
por sua vez, carrega consigo o menino, e nel mezzo del cammin dá-se uma coexistência
poucas vezes pacífica de pelo menos duas aberturas para o mundo. Pode-se
entender isso metaforicamente porém indica, em todo caso, um temperamento que
não renunciou à visão pueril como preço da visão adulta. E essa justaposição,
que faz o poeta e talvez o criminoso, e também o cronópio e o humorista
(questão de doses diferentes, de acentuação aguda ou esdrúxula, de escolhas:
agora jogo, agora mato) manifesta-se no sentido de não estar de todo em
qualquer das estruturas, das teias que a vida arma e em que somos
simultaneamente aranha e mosca. [...]. Trecho extraído da obra Histórias
de cronópios e de famas (Civilização Brasileira, 1972), do escritor
argentino de origem belga Julio Cortázar (1914-1984). Veja mais aqui e
aqui.
CONHECER A CIDADE - [...] Essa
cidade que não se elimina da cabeça é como uma armadura ou um retículo em cujos
espaços cada um pode colocar as coisas que deseja recordar: nomes de homens
ilustres, virtudes, números, classificações vegetais e minerais, datas de
batalhas, constelações, partes do discurso. Entre cada noção e cada ponto de
itinerário pode-se estabelecer uma relação de afinidades ou de contrastes que sirva
de evocação à memoria. De modo que os homens mais sábios do mundo são os que
conhecem. [...]. Trecho extraído da obra As cidades invisíveis (Folha,
2003), do escritor italiano Ítalo Calvino (1923-1985). Veja mais aqui.
O TRABALHO SEM A ESPERANÇA - Inteira movimenta-se a Natureza. As lesmas suas tocas deixam. / Movimentam-se
as abelhas – os pássaro voos alçam – / E o Inverno, dormitando ao ar livre, /Exibe,
no sorriso do rosto, de Primavera um sonho! / Enquanto isso, eu apenas algo
inútil represento. / Mel não faço, nem caso, nem crio, nem canto. / Sei,
contudo, que as margens, nas quais amarantos desabrocham, / A fonte
encontraram, da qual fluem os arroios. / Desabrochai vós, ó amarantos!
Desabrochai pra quem puderdes. / Pra mim, não desabrochais! Ricos arroios, pelo
vosso curso deslizai! / Com lábios ofuscados, caminho com desgrinaldada fronte./
Entenderíeis os encantos que minha alma entorpecem? / O trabalho sem a
Esperança néctar extrai numa peneira. / Sem um objetivo a Esperança morre. Poema
do poeta, crítico e ensaísta inglês Samuel
Taylor Coleridge (1772-1834).
SINHÁ TERTA
Desde pequenos meus três filhos
ouviram minhas “histórias de Trancoso”. Usava das mesmas artimanhas de Sinhá
Terta. Sentados à minha volta, eu dramatizava as falas, os gestos e saía
contando fábulas, histórias de reis, rainhas, fadas boas e más, palácios encantados
e lindas princesas. Era uma tranquilidade: de olhos esbugalhados, concentrados,
acompanhavam todo o desenrolar das narrativas. Perguntavam e riam muito. Já existia
a televisão mas era importante para mim, como mãe, repassar para eles as
fantasias, sonhos e aventuras por mim vivenciados na infância. agora, a mesma
dedicação tenho com Fausto, meu querido netinho, que ouve atentamente historias
criadas ao saber da minha imaginação com os personagens que ele mais gosta:
Lulu, Lele e Lili. E Sinhá Terta, para você que não tiveram o privilégio de conhecê-la,
foi a fada boa que me viu nascer e aos meus irmãos [...] e com bondade
e meiguice, nos fez viver uma infância feliz, plena e cheia de amor. [...].
Trecho de Uma forte
presença na minha vida: Sinhá Terta, extraído da obra O príncipe do reino das sete luas e outras histórias (CEPE, s/d),
da jornalista, advogada, escritora e jardinista Tereza Figueiredo.
&
A redenção do amor, o pensamento de Etienne Souriau, a arte de Leila
Diniz & Luciah Lopez, a música de Edu Lobo, Chiquinha
Gonzaga, Renato Borghetti & Zélia
Duncan aqui.
&
Você tem medo de quê?, O medo
líquido de Zygmunt Bauman, O santuário
do eu de Ralph M. Lewis, A arte de Sophia Narrett,
a música de Quinteto Violado, Rachel .Podger, Duofel & Meredith Monk aqui.
APOIO CULTURAL: SEMAFIL
Semafil Livros nas faculdades Estácio de Carapicuíba e Anhanguera de São
Paulo. Organização do Silvinha Historiador, em São Paulo. Fone: 11 98499-2985.