domingo, outubro 16, 2011

FALANDO DE SEXO & ZINE TATARITARITATÁ




POR QUE NÃO FALAR DE SEXO? – Ora, ora! Já fomos longe demais com os mitos e tabus que transitam sobre a dimensão sexual. Vamos quebrar todas as barreiras, afinal já dizia Simone de Beauvoir: “A mulher só se torna mulher sob o olhar de um homem; o homem  só se torna homem sob o olhar de uma mulher. O que isto expressa é exatamente a reciprocidade em que um se descobre por meio do outro”. Então comecemos a falar do corpo: o templo da nossa alma. É preciso dar prazer ao corpo para sermos felizes.

O CORPO SOB AS MAIS DIVERSAS ÓTICAS – Já dizia o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano: “A igreja diz: o corpo é uma culpa. A ciência diz: o corpo é uma máquina. A publicidade diz: o corpo é um negócio. O corpo diz: eu sou uma festa” (Eduardo Galeano, Janela sobre o corpo).

AFINAL, O QUE É O ORGASMO? – O orgasmo é a fase denominada de reação orgásmica por Kaplan e de orgasmo por Master e Johnson, sendo objetivamente caracterizada pelo quadro miotônico das contrações musculares reflexas. Subjetivamente é marcada pela sensação de prazer sexual, perda da acuidade dos sentidos, sensação de desligamento do meio externo, e referida por Kinsey como “la douce mort”. No campo neurológico, domina o sistema simpático.  Segundo Ricardo e Mabel Cavalcanti, não é só um reflexo biológico caracterizado por fenômenos físicos bem definidos, tendo como componente psicológico a percepção prazerosa de um clímax que coincide com a fase máxima de incremento da tensão sexual. É também um fenômeno sociológico na medida em que pode ser influenciado por fatores socioculturais. O psicanalista Alexander Lowen (1910-2008), ao desenvolver sua psicoterapia mente-corporal, observou que: “A capacidade de vivenciar um orgasmo total é a marca da natureza apaixonada. É o resultado do acúmulo de um nível de excitação positivo e forte o sufiente para dominar o ego e permitir que a pessoa expresse livre e totalmente a paixão plena de seu amor. Num orgasmo como esse não há violência, retenção ou hesitação na entrega do self”.

A DANÇA DOS HORMÔNIOS – Em seu livro Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade: sexualidade conjugal e prevenção do HIV e da AIDS, a pós-doutorada e mestre em Psicologia Clínica, Ana Maria Fonseca Zampieri, traz pra gente a dança dos hormônios: “[...] Sintetizando, os atores hormonais desta dança sexual são: PEA a instigadora. Estrogênio: o caloroso e sedutor. Progesterona: a protetora e psicótica. Testosterona: a lutadora, a agressiva e a caçadora. LHRH: o diretor, o liberador do hormônio luteinizante, perfeitamente capaz de explorar a distribuição de todo esse elenco de atores hormonais. Prolactina: a governanta que desativa o impulso sexual inspirando maternidade e amamentação. Ocitocina: a concorrente subterrânea do contato sexual, a que envolve os casais. Vasopressina:: a que evita que a pessoa se desvie do parceiro e a direciona para a relação. DHEA: contribui para o impulso sexual de homens e mulheres de várias formas, aumentando a libido ao sensibilizar as zonas erógenas para o tato e promovendo odores sexuais positivos. Dopamina e serotonina: a primeira aumenta o impulso enquanto a segunda pisa no freio da busca sexual.  A testosterona aquece, solicita, leva ao desejo, a fantasias, ao sexo e ao orgasmo. O estrogênio favorece a receptividade ou pode esfriar o apetite sexual. A progesterona pode esfriar os adolescentes ou deixar mulheres irritadas e deprimidas pois tem poder de diminuir a sensação genital. Um esquenta, o outro é ambivalente e o outro esfria. São hormônios em suas varias danças para os encontros sexuais entre homens e mulheres”.

A SEXUALIDADE E A EDUCAÇÃO SEXUAL – “A sexualidade pode ser vista como constituída e constituinte de relações sociais; discuti-la, compreendê-la, recriá-la e re-significá-la, obriga-nos a transitar, não só na biologia, mas também na contribuição de estudos na áreas da história, da pedagogia, da psicologia, da antropologia, da sociologia, da moral, da evolução social, da política econômica, da literatura, da publicidade, da mídia. [...] Em se tratando da sexualidade e da Educação Sexual, torna-se imperiosa a busca de um referencial que possibilite analisar e teorizar o processo educativo através de uma teoria critica em termos de campo político cultural. Precisamos ver a educação, a pedagogia e o currículo como campos de luta e conflito simbólico, como arenas contestadas na busca da imposição de significados e de hegemonia cultural”. (Jurema Furlani, Mitos e tabus da sexualidade humana)

A SAÚDE SEXUAL DE ERIK ERIKSON – A saúde sexual é alcançada, segundo o psiquiatra Erik Erikson (1902-1994): “Quando o individuo é potencialmente capaz de alcançar a mutualidade do orgasmo genital e constituído para suportar um certo grau de frustração sem uma regressão patológica”.

A SAÚDE DE WILHELM REICH – Já dizia o médico e cientista natural Wilhelm Reich (1897-1957): “A saúde psíquica depende da potencia orgástica, isto é, do ponto até o qual o individuo pode entregar-se, e pode experimentar o clímax de excitação no ato sexual natural. As enfermidades psíquicas são o resultado de uma perturbação da capacidade natural de amar... e são a consequência do caos sexual da sociedade, que tem sujeitado o homem às condições dominantes de existência... tornando-o incapaz de agir independentemente”.

... aproxima-te mais!
Mais perto!
Perto!
Tão perto
Que tuas palavras saiam de meus lábios...
(Rudolf Peyer)


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