domingo, outubro 23, 2011

EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE & ORIENTAÇÃO SEXUAL



EDUCAÇÃO, INTERDISCIPLINARIDADE, TRANSVERSALIDADE & ORIENTAÇÃO SEXUAL - A interdisciplinaridade, como questão gnosiológica, surgiu no final do século passado, pela necessidade de dar uma resposta à fragmentação causada por uma epistemologia de cunho positivista. As ciências haviam-se dividido em muitas disciplinas e a interdisciplinaridade restabelecia, pelo menos, um diálogo entre elas, embora não resgatasse ainda a unidade e a totalidade do saber. Desde então, o conceito de interdisciplinaridade vem se desenvolvendo também nas ciências da educação. Elas aparecem com clareza em 1912 com a fundação do Instituto Jean-Jacques Rousseau, em Genebra, por Edward Claparède, mestre de Piaget. Toda uma discussão foi travada sobre a relação entre as ciências mães e as ciências aplicadas à educação: por exemplo, a sociologia (da educação), a psicologia (da educação) etc. e noções correlatas foram surgindo, como intradisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade. A intradisciplinaridade‚ entendida, nas ciências da educação, como a relação interna entre a disciplina "mãe" e a disciplina "aplicada". O termo interdisciplinaridade, na educação, já não oferece problema, pois, ao tratar do mesmo objeto de ciência, uma ciência da educação "complementa" outra. Diga-se o mesmo quanto à pluridisciplinaridade. É a natureza do próprio fato/ato educativo, isto é, a sua complexidade, que exige uma explicação e uma compreensão pluridisciplinar. A interdisciplinaridade é uma forma de pensar. Piaget (1980) sustentava que a interdisciplinaridade seria uma forma de se chegar à transdisciplinaridade, etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas. Após a 2ª Guerra Mundial, a interdisciplinaridade aparece como preocupação humanista além da preocupação com as ciências. Desde então, parece que todas as correntes de pensamento se ocuparam com a questão da interdisciplinaridade. O projeto de interdisciplinaridade nas ciências passou de uma fase filosófica (humanista) de definição e explicitação terminológica, na década de 70, para uma segunda fase (mais científica) de discussão do seu lugar nas ciências humanas e na educação, na década de 80. Atualmente, no plano teórico, busca-se fundar a interdisciplinaridade na ética e na antropologia, ao mesmo tempo que, no plano prático, surgem projetos que reivindicam uma visão interdisciplinar. A interdisciplinaridade visa a garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com as fronteiras das disciplinas. Para isso, integrar conteúdos não seria suficiente. Seria preciso uma atitude e postura interdisciplinar. Atitude de busca, envolvimento, compromisso, reciprocidade diante do conhecimento. A interdisciplinaridade se desenvolveu em diversos campos. Na educação ela teve um desenvolvimento particular. Nos projetos educacionais a interdisciplinaridade se baseia em alguns princípios, entre eles: Na noção de tempo: o aluno não tem tempo certo para aprender. Não existe data marcada para aprender. Ele aprende a toda hora e não apenas na sala de aula. Na crença de que é o indivíduo que aprende. Então, é preciso ensinar a aprender, a estudar etc. ao indivíduo e não a um coletivo amorfo. Portanto, uma relação direta e pessoal com a aquisição do saber. Embora apreendido individualmente, o conhecimento é uma totalidade. O todo é formado pelas partes, mas não é apenas a soma das partes. É maior que as partes. A criança, o jovem e o adulto aprendem quando têm um projeto de vida e o conteúdo do ensino é significativo para eles no interior desse projeto. Aprende-se quando se envolve com emoção e razão no processo de reprodução e criação do conhecimento. A biografia do aluno é, portanto, a base do seu projeto de vida e de aquisição do conhecimento e de atitudes novas. A metodologia do trabalho interdisciplinar implica em: integração de conteúdos; passar de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento; superar a dicotomia entre ensino e pesquisa, considerando o estudo e a pesquisa, a partir da contribuição das diversas ciências; e ensino-aprendizagem centrado numa visão de que aprendemos ao longo de toda a vida. O conceito chegou ao final desse século com a mesma conotação positiva do início do século passado, isto é, como forma (método) de buscar, nas ciências, um conhecimento integral e totalizante do mundo frente à fragmentação do saber, e na educação, como forma cooperativa de trabalho para substituir procedimentos individualistas. A ação pedagógica através da interdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. O seu objetivo tornou-se a experimentação da vivência de uma realidade global, que se insere nas experiências cotidianas do aluno, do professor e do povo e que, na teoria positivista era compartimentada e fragmentada. Articular saber, conhecimento, vivência, escola comunidade, meio-ambiente etc. tornou-se, nos últimos anos, o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um trabalho coletivo e solidário na organização da escola. Assim sendo, um projeto interdisciplinar de educação deverá ser marcado por uma visão geral da educação, num sentido progressista e libertador. A interdisciplinaridade deve ser entendida como conceito correlato ao de autonomia intelectual e moral. Nesse sentido a interdisciplinaridade serve-se mais do construtivismo que é uma teoria da aprendizagem que entende o conhecimento como fruto da interação entre o sujeito e o meio. Nessa teoria o papel do sujeito é primordial na construção do conhecimento. Portanto, o construtivismo tem tudo a ver com a interdisciplinaridade. A relação entre autonomia intelectual e interdisciplinaridade é imediata. Na teoria do conhecimento de Piaget (1978) o sujeito não é alguém que espera que o conhecimento seja transmitido a ele por um ato de benevolência. É o sujeito que aprende através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo. É ele, enquanto sujeito autônomo, que constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo.
INTERDISCIPLINARIDADE & TRANSVERSALIDADE - A interdisciplinaridade questiona a segmentação entre os diferentes campos de conhecimento produzida por uma abordagem que não leva em conta a inter-relação e a influência entre eles - questiona a visão compartimentada da realidade sobre qual a escola, tal como é conhecida, historicamente se constituiu. Enquanto isso a transversalidade diz respeito à possibilidade de se estabelecer na prática educativa, uma relação entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados e as questões da vida real e de sua transformação. Uma e outra, pedagogicamente, alimentam-se mutuamente, pois o tratamento das questões sociais dos temas transversais expõem as inter-relações entre os objetivos de conhecimento, de forma que não é possível fazer um trabalho pautado na transversalidade tomando-se uma perspectiva rígida (Brasil, 1998). O princípio da interdisciplinaridade permitiu um grande avanço na idéia de integração curricular. Mas ainda a idéia central era trabalhar com disciplinas. Na interdisciplinaridade os interesses próprios de cada disciplina são preservados. Já o princípio da transversalidade e de transdisciplinaridade busca superar o conceito de disciplina. Aqui, busca-se uma intercomunicação entre as disciplinas, tratando efetivamente de um tema/objetivo comum (transversal). Assim, não tem sentido trabalhar os temas transversais através de uma nova disciplina, mas através de projetos que integrem as diversas disciplinas. Mello (1998:69) reitera nossa propositura: Tais conteúdos, mais diversificados e específicos, podem e devem ser tratados, integrando-os aos conteúdos básicos, sem necessidade de fragmentar o tempo escolar em um grande número de disciplinas estanques. Da mesma forma, conteúdos voltados para a realidade sociocultural local seriam incorporados à estrutura curricular permeando os conteúdos básicos, numa forma inovadora e transdisciplinar. Daí, entende-se que a transversalidade promove uma compreensão abrangente dos diferentes objetos do conhecimento, bem como a percepção da implicação do sujeito de conhecimento na sua produção, superando a dicotomia entre ambas. Hernández (1998:61/4) que trata especificamente da "organização do currículo por projetos de trabalho" vinculada à perspectiva do conhecimento globalizado e relacional: Essa modalidade de articulação dos conhecimentos escolares é uma forma de organizar a atividade de ensino e aprendizagem, que implica considerar que tais conhecimentos não se ordenam para sua compreensão de uma forma rígida, nem em função de algumas referências disciplinares preestabelecidas ou de uma homogeneização dos alunos. A função do projeto é favorecer a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação a: 1) o tratamento da informação, e 2) a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitem aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação procedente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimentos próprios (...) Globalização e significatividade são, pois, dois aspectos essenciais que se plasmam nos Projetos. É necessário destacar o fato de que as diferentes fases e atividades que se devam desenvolver num Projeto ajudam os alunos a serem conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professorado responder aos desafios que estabelece uma estruturação muito mais aberta e flexível dos conteúdos escolares. Por essa mesma via, a transversalidade abre espaço para a inclusão de saberes extra-escolares, possibilitando a referência a sistemas de significado construídos na realidade dos alunos.
A TRANSVERSALIZAÇÃO: A ORIENTAÇÃO SEXUAL – Os temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN´s, incluem Ética, Meio ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Orientação sexual. Estes temas expressam conceitos e valores fundamentais à democracia e à cidadania e correspondem a questões importantes e urgentes para a sociedade brasileira de hoje, presentes sob várias formas na vida cotidiana. Por esta razão, são amplos o bastante para traduzir preocupações de todo país porque são questões em debate na sociedade através dos quais, o dissenso, o confronto de opiniões se coloca (Brasil, 1998). Por serem questões sociais, os Temas Transversais têm natureza diferente das áreas convencionais. Tratam de processos que estão sendo intensamente vividos pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em seu cotidiano. São debatidos em diferentes espaços sociais, em busca de soluções e de alternativas, confrontando posicionamentos diversos tanto em relação à intervenção no âmbito social mais amplo quanto à atuação pessoal. São questões urgentes que interrogam sobre a vida humana, sobre a realidade que está sendo construída e que demandam transformações macrossociais e também de atitudes pessoais, exigindo, portanto, ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a essas duas dimensões. Nas várias áreas do currículo escolar existem, implícita ou explicitamente, ensinamentos a respeito dos temas transversais, isto é, todas educam em relação a questões sociais por meio de suas concepções e dos valores que veiculam nos conteúdos, no que elegem como critério de avaliação, na metodologia de trabalho que adotam, nas situações didáticas que propõem aos alunos. Por outro lado, sua complexidade faz com que nenhuma das áreas, isoladamente, seja suficiente para explicá-los; ao contrário, a problemática dos temas transversais atravessa os diferentes campos do conhecimento. As áreas convencionais devem acolher as questões dos Temas Transversais de forma que seus conteúdos as explicitem e que seus objetivos sejam contemplados. Por exemplo, a área de Ciências Naturais inclui a comparação entre os principais órgãos e funções do aparelho reprodutor masculino e feminino, relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade e respeitando as diferenças individuais. Dessa forma, o estudo do corpo humano não se restringe à dimensão biológica, mas coloca esse conhecimento a serviço da compreensão da diferença de gênero (conteúdo de Orientação Sexual ) e do respeito à diferença (conteúdo de Ética). Assim sendo, através da Ética, o aluno poderá entender o conceito de justiça baseado na equidade e sensibilizar-se pela necessidade de construção de uma sociedade justa, adotar atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças sociais, discutindo a moral vigente e tentando compreender os valores presentes na sociedade atual e em que medida eles devem ou podem ser mudados (Brasil, 1998). Através do tema Meio ambiente o aluno poderá compreender as noções básicas sobre o tema, perceber relações que condicionam a vida para posicionar-se de forma crítica diante do mundo, dominar métodos de manejo e conservação ambiental (Brasil, 1998). A Saúde é um direito de todos. Por esse tema o aluno compreenderá que saúde é produzida nas relações com o meio físico e social, identificando fatores de risco aos indivíduos necessitando adotar hábitos de auto-cuidado (Brasil, 1998). A Pluralidade Cultural tratará da diversidade do patrimônio cultural brasileiro, reconhecendo a diversidade como um direito dos povos e dos indivíduos e repudiando toda forma de discriminação por raça, classe, crença religiosa e sexo. A orientação sexual, numa perspectiva social, deverá ensinar o aluno a respeitar a diversidade de comportamento relativo à sexualidade, desde que seja garantida a integridade e a dignidade do ser humano, conhecer seu corpo e expressar seus sentimentos, respeitando os seus afetos e do outro. Infere-se a crença no fato de que a sexualidade e a Orientação Sexual constituem uma disciplina a ser ministrada por um profissional específico dentro da escola. Neste sentido Werebe (1981) assevera que a concepção da sexualidade como um processo isolado e independente falseia a visão que se deveria ter sobre ela. Já Foucault (1999:36), lembra que a disciplina é uma das formas de interdição ao discurso por delimitar seus poderes e os sujeitos que dela podem falar, definindo, então  disciplina: "(...) por um domínio de objetos, um conjunto de métodos, um corpus de proposições consideradas verdadeiras, um jogo de regras e de definições, de técnicas e de instrumentos". Foucault faz entender que talvez o processo de "disciplinarização" da sexualidade seja uma maneira anônima e discreta de censurá-la, pois a disciplina constitui-se num "princípio de limitação". Ressalta também, que, no interior de seus limites, a disciplina define o que é verdade ou não e repele para fora de si toda uma teratologia do saber. Isso significa que, através da disciplina, delimitam-se para o discurso o que pode e o que não pode ser dito como verdade, quem pode e quem não pode enunciar esse discurso. Enfim, essa é mais uma maneira de enquadrar a sexualidade dentro de certos limites, pois como diz Foucault (1999:36), "A disciplina é um princípio de controle da produção do discurso. Ela lhe fixa os limites pelo jogo de uma identidade que tem a forma de uma reatualização permanente das regras". Nesse entendimento, a sexualidade, ao ser considerada uma disciplina, torna-se refém dos limites desta. Talvez essa visão da Orientação Sexual ou da sexualidade como uma disciplina seja um legado dos paradigmas de cientificidade que, apoiados nos pilares do certo/errado e do falso/verdadeiro, regeram o pensamento ocidental nos últimos dois séculos. É mais uma forma de interdição à sexualidade, conduzindo-a ao discurso disciplinar e privando-a da liberdade que gozaria fora dele. Nessa perspectiva, a percepção da sexualidade como um tema transversal e interdisciplinar anularia todas as limitações impostas pela disciplina. Pelo contrário, ao ser vista como disciplina, a sexualidade será encarada como uma verdade a ser repassada juntamente com suas regras, limites e definições. Nesse sentido, no momento em que ela deixasse de ser "a" disciplina e seu conteúdo passasse a diluir-se em "todas" as disciplinas como um tema "transversal", ela estaria escapando do campo de domínio disciplinar. A proposta de estudo da sexualidade como tema transversal, apresentada nos PCN (Brasil, 1998), é busca considerara sexualidade como algo inerente à vida e à saúde que se expressa no ser humano, do nascimento até morrer, relacionando-se com o direito ao prazer e ao exercício da sexualidade com responsabilidade. Também engloba as relações de gênero, o respeito a si mesmo e ao outro e à diversidade de crenças, valores e expressões culturais existentes na sociedade democrática e pluralista. Inclui, ainda, a importância da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis/Aids e da gravidez indesejada na adolescência, entre outras questões polêmicas, pretendendo contribuir para a superação de tabus e preconceitos ainda arreigados no contexto sociocultural brasileiro. Por um viés mais holístico que busca um redimensionamento dos aspectos cognitivos, afetivos e sociais com suas inter-relações, os novos paradigmas político-pedagógicos tentam resgatar a dimensão integral do cidadão. O projeto de transversalidade situa a sexualidade como um tema que atravessa todas as áreas do saber, contextualizando-a e problematizando-a em seus aspectos biológicos, psicológicos, sociais, políticos, religiosos, éticos e culturais. Reduzir a sexualidade ao biológico, segundo Souza (1993), é um legado secular que trouxe conseqüências marcantes em toda a história da humanidade. Já o oposto, ou seja, a capacidade de associar a cultura ao biológico, é um traço que caracteriza a existência humana, diferindo-a de outras espécies animais. No entanto, defende-se que qualquer proposta de transversalidade deve ser precedida de uma avaliação abrangente dos valores, conceitos e visões de mundo que rondam as representações dos educadores. O trabalho de Orientação Sexual na escola é entendido como problematizar, levantar questionamentos e ampliar o leque de conhecimentos e de opções para que o aluno ele próprio escolha o seu caminho. Isto quer dizer que em relação às questões de gênero, por exemplo, o professor deve transmitir, pela sua conduta, a equidade entre os gêneros e a dignidade de cada um individualmente Já no diálogo entre escola e família deverá se dar de todas as formas pertinentes a essa relação. Optou-se por integrar a Orientação Sexual nos Parâmetros Curriculares Nacionais por meio da transversalidade, o que significa que tanto a concepção quanto os objetivos e conteúdos propostos por Orientação Sexual encontram-se contemplados pelas diversas áreas do conhecimento (Brasil, 1998). Com isso, vê-se que as questões referentes à sexualidade não se restringem ao âmbito individual. Pelo contrário, muitas vezes, para compreender comportamentos e valores pessoais, é necessário contextualizá-los social e culturalmente. É nas relações sociais que se definem, por exemplo, os padrões de relação de gênero, o que homens e mulheres podem e devem fazer por serem homens e mulheres, e, principalmente, quais são e quais deverão ser os direitos de cidadania ligados a sexualidade e à reprodução. O índice de gravidez indesejada na adolescência, abuso sexual e prostituição infantil, o crescimento da epidemia de AIDS, a discriminação salarial das mulheres no mercado de trabalho, o preconceito contra homossexuais, são algumas das questões sociais que demandam posicionamento em favor de transformações que garantam a todos a dignidade e a qualidade de vida previstas pela Constituição brasileira. Por outro lado, os valores que se atribui à sexualidade e aquilo que se valoriza são também produtos socioculturais. Como nos demais Temas Transversais, diferentes códigos de valores se contrapõem e disputam espaço. A exploração comercial, a propaganda e a mídia em geral têm feito um uso abusivo da sexualidade, impondo valores discutíveis e transformando-a em objeto de consumo. Assim, como indicam inúmeras experiências pedagógicas, a abordagem da sexualidade no âmbito da educação precisa ser explícita, para que seja tratada de forma simples e direta; ampla, para não reduzir sua complexidade; flexível, para permitir o atendimento a conteúdos e situações diversas; e sistemática, para possibilitar uma aprendizagem e um desenvolvimento crescentes. A proposta de Orientação Sexual caracteriza-se por trabalhar o esclarecimento e a problematização de questões que favoreçam a reflexão e a ressignificação das informações, emoções e valores recebidos e vividos no decorrer da história de cada um e que tantas vezes prejudicam o desenvolvimento de suas potencialidades. Ressalta-se a importância de se abordar a sexualidade da criança e do adolescente não somente no que tange aos aspectos biológicos, mas também e principalmente aos aspectos sociais, culturais, políticos, econômicos e psíquicos dessa sexualidade. No trabalho de Orientação Sexual são muitas as questões às quais se deve estar atento. Em primeiro lugar, trata-se de temática muito associada a preconceitos, tabus, crenças ou valores singulares. Para que o trabalho de Orientação Sexual possa se efetivar de forma coerente com a visão pluralista de sexualidade proposta, é necessário que as diferentes crenças e valores, as dúvidas e os questionamentos sobre os diversos aspectos ligados à sexualidade encontrem espaço para se expressar. Será através do diálogo, da reflexão e da possibilidade de reconstruir as informações, pautando-se sempre pelo respeito a si próprio e ao outro, que o aluno conseguirá transformar e/ou reafirmar concepções e princípios, construindo de maneira significativa seu próprio código de valores. Para isso, optou-se por integrar a Orientação Sexual nos Parâmetros Curriculares Nacionais, através da transversalidade, o que significa que tanto a concepção quanto os objetivos e conteúdos propostos por Orientação Sexual encontram-se contemplados pelas diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, o posicionamento proposto pelo tema de Orientação Sexual, assim como acontece com todos os Temas Transversais, estará impregnando toda a prática educativa. Cada uma das áreas tratará da temática da sexualidade através da sua própria proposta de trabalho. Ao se apresentar os conteúdos de Orientação Sexual, serão explicitadas as articulações mais evidentes de cada bloco de conteúdo com as diversas áreas. Além disso, o trabalho de Orientação Sexual implica o tratamento de questões que nem sempre estarão articuladas com as diversas áreas do currículo — seja porque se tratam de questões singulares e que necessitam, então, de um tratamento específico, seja porque permeiam o dia-a-dia na escola das mais diferentes formas, surgindo de maneira emergente e exigindo, do professor, flexibilidade, disponibilidade e abertura para trabalhar essas questões. As manifestações da sexualidade, diferentes em cada etapa do desenvolvimento, são um exemplo disso. E, muitas vezes, o professor encontrará aí excelente oportunidade para desenvolver um trabalho extraprogramação. A sexualidade provoca nas crianças uma grande variedade de sentimentos, sensações, dúvidas, dentre outras. Todas essas manifestações são objetos de trabalho do tema Orientação Sexual. Embora não sejam passíveis de serem programadas, elas acontecem inevitavelmente e, para isso, o professor deverá estar preparado: deverá se planejar para trabalhar essas situações no momento em que elas acontecerem. A atitude do professor de acolhimento a essas expressões e de disponibilidade para ouvir e responder a questões é fundamental para o trabalho que se propõe. O trabalho de Orientação Sexual deverá, portanto, se dar de duas formas: dentro da programação, através dos conteúdos já transversalizados nas diferentes áreas do currículo, e extraprogramação, sempre que surgirem questões relacionadas ao tema, tais como aborto, virgindade, homossexualidade, pornografia, prostituição e outras. O trabalho de Orientação Sexual pode ser planejado com maior detalhamento tendo como ponto de partida a montagem do programa feita por cada turma. Cabe então ao educador responsável a organização dos temas (a partir das questões trazidas pelos alunos), a inclusão de tópicos essenciais por vezes não levantados pelos jovens (prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo) e o estabelecimento de regras necessárias para o trabalho. Essas regras devem garantir a privacidade de cada um, o respeito às posições divergentes, a construção de um clima de grupo amistoso e acolhedor onde possa ocorrer o diálogo. Ao questionar e criticar os tabus e preconceitos ligados à sexualidade e trabalhar com conhecimentos e informações que visam a promoção do bem-estar e da saúde, esse trabalho se entrelaça com objetivos e conteúdos contemplados também em outros temas, principalmente Ética e Saúde. Segundo Lima (1996), as escolas têm o papel de trabalhar as informações biológicas da sexualidade, algumas vezes usadas como pano de fundo para discussões psicológicas. A escola, assim, apresenta-se como local privilegiado para trabalhos preventivos; porém, de acordo com Focesi (1990), ela somente estará educando em saúde, se levar em consideração à realidade do indivíduo, desenvolvendo suas percepções e sensações, orientando-o para comparar e analisar sua realidade e refletir sobre ela. A eficácia de um projeto de orientação sexual nas escolas tem sido, tema de permanente debate. Do ponto de vista de Lima (1996), o primeiro passo para qualificar um projeto como eficaz, é preciso que haja objetivos claros a serem alcançados, uma vez que a eficiência não é um parâmetro solto e isento. Portanto, ela propõe que, para começar, a escola trace uma metodologia competente para abarcar dois níveis de trabalho, que, a seu ver, são necessários: o biológico/informações e o psicológico/atitudes. De acordo com Lima (1996), o modelo de prevenção a ser utilizado, em primeiro lugar, deve excluir as "palestras", muito utilizadas e, segundo ela, superadas. Defende ainda, que trabalhar com os próprios adolescentes a sua maneira de entender a sexualidade, o homossexualismo, as drogas e a violência, capacitando o adolescente a interagir com os colegas da mesma idade ou mais novos, os projetos têm maior eficácia, permitindo autonomia da escola e uma reflexão contínua, dentro da realidade específica daquele grupo. Dentro dessa ótica, Lima (1996) considera que a introdução da orientação sexual nas atividades já existentes das escolas deve ser tratada como um problema individual. Cada escola tem um tipo de disponibilidade, uma carga horária a cumprir. Se a escola for tradicional, tanto mais complexo, porque a valorização do conteúdo pedagógico muitas vezes supera a compreensão e o interesse pelo tema. Numa escola mais moderna, a ênfase à formação pessoal permite abertura de espaços e inserção do tema na programação. A importância da Orientação Sexual na escola e da sua inclusão no currículo escolar é uma questão que vem sendo discutida há muito tempo. Segundo Rosa (2001), a orientação sexual, nos moldes em que está sendo proposto para as escolas, em muito se aproxima de características relacionadas dos Programas de Saúde, especialmente no que se refere a transdiciplinaridade e ao despreparo dos educadores frente a essa nova temática. Isso porque a transdiciplinaridade não implica obrigatoriedade, o que acaba servindo como justificativa para que o educador não trabalhe na sua disciplina, os temas de sexualidade. Todavia, esses temas não se relacionam diretamente com os conteúdos a que está habituado, exigindo um tempo de preparo e de dedicação do educador para o qual nem sempre está disposto ou não tem oportunidade. Quando da falta de outra alternativa para esse trabalho, a preferência recai sobre um professor que tenha mais facilidade para falar de sexo ou de profissionais diante de uma multidão de alunos, das mais diferentes idades e interesses, com um discurso, que ao contrário, de esclarecer alguma dúvida, aumenta, ainda mais ansiedade dos alunos. As dúvidas dos alunos em relação ao tema sexo, segundo Rosa (2001), acabam por gerar uma reação nos professores, que pode variar desde o fingir que não as estão vendo e que não é problema deles, ao reprimir as manifestações de sexualidade e, finalmente passar o problema adiante. Os professores (e as demais pessoas), mesmo sem perceber, transmitem valores com relação à sexualidade no seu trabalho cotidiano, inclusive na forma de responder ou não às questões mais simples trazidas pelos alunos. Neste sentido, os PCN’s (Brasil, 1998) complementam: É necessário que os professores possam reconhecer os valores que regem seus próprios comportamentos e orientam sua visão de mundo, assim como reconhecer a legitimidade de valores e comportamentos diversos dos seus. Tal postura cria condições mais favoráveis para o esclarecimento, a informação e o debate sem a imposição de valores específicos. Faz-se necessário, portanto, que o professor tenha uma certa impessoalidade quando estiver tratando de algum tema, buscando não ter preconceitos e discriminações e sim mediar, mostrando aos alunos verdades e mentiras do tema proposto fazendo-os refletir, analisar e criar suas próprias opiniões (Brasil, 1998). Dessa forma, não é de admirar que os estudantes, não tendo quem os oriente adequadamente em casa e na escola, tenham a sua educação sexual forjada por preconceitos e tabus colhidos, via de regra, com os amigos na rua e pelos modelos de comportamento sexual demonstrados pela família e pela sociedade sobre os quais não lhes é oportunizado nenhum tipo de reflexão crítica. Conseqüentemente, observa-se a repetição dos comportamentos preconceituosos e discriminatórios entre os adolescentes através de estatísticas que comprovam o preconceito com homossexuais, a gravidez na adolescência, casos de Aids e outros. O processo de inclusão da Orientação Sexual no currículo, segundo Rosa (2001) , não consiste, de modo algum, em listar num papel uma quantidade infinita de temas e distribuí-los pelas séries ou pelos bimestres escolares. É preciso que a coordenação junto com os professores, decidam quais temas trabalharão, em quais disciplinas, o tempo da aula, os conhecimentos prévios dos alunos, objetivos a alcançar, melhores técnicas e por fim avaliação. As atividades devem privilegiar o diálogo, num clima de abertura, valorização da diferença e das trajetórias pessoais, partindo dos relatos que os adolescentes já sabem ou já praticam. A partir daí com a orientação segura de um coordenador, acrescentam-se informações, estudam-se temas, propiciam-se debates acerca de questões éticas e morais, recomendam-se livros, filmes, palestrantes e especialistas. É bom ressaltar que, experiência não é o que aconteceu com uma pessoa, mas o que esta pessoa fez com o que lhe aconteceu. O clima de trabalho deve ser de franqueza e acolhimento, para que os adolescentes apresentem abertamente suas opiniões e práticas. A partir de seus relatos, pode-se auxiliar a constituir experiências de vida, que talvez sirvam de parâmetro para suas ações por muitos anos. Conforme o pensamento de Seffner (2000:45) que diz: A metodologia de trabalho envolve confrontá-los com seus conhecimentos e suas práticas, buscando perceber ambigüidades, contradições, preconceitos, no sentido de realizar duas tarefas: faze-los falar acerca da distância entre as intenções e princípios de vida declarados e as práticas em andamento; leva-los a estabelecer um conjunto de princípios de acordo com suas crenças e valores (...) O professor deve estar ciente de que, mesmo quando se executa um trabalho bem elaborado na Orientação Sexual, com discussões e atividades que permitam aos alunos entenderem os diferentes aspectos de um tema, uma das conseqüências previsíveis é a de que, ao invés de mudarem de opinião os alunos acabem por fortificar seus posicionamentos frente ao tema. Assim sendo, o  objetivo de uma discussão, não é fazer com que os alunos mudem necessariamente de opinião sobre um tema, ou adquiram o pensamento da maioria, ou do professor. O que se espera é que o aluno mude a forma como passa a entender a sua sexualidade, que adquira uma consciência crítica que lhe permita sustentar seus posicionamentos diante da sexualidade, a partir de suas próprias reflexões e sentimentos. Quanto à contribuição das disciplinas para a Orientação Sexual dos alunos, é importante ressaltar que a forma como eles serão trabalhados (metodologia) é consideravelmente mais importante do que os conteúdos (teoria), posto que muitos deles são passageiros e mudam com o maior ou menor grau de evolução cultural, moral e social de um povo. As disciplinas de Português e Inglês, habitualmente se ocupam com as questões da linguagem, podendo contribuir através de práticas pedagógicas (leitura, elaboração de textos, dramatização, exposição de opiniões e de sentimentos sobre temas atuais e polêmicos relacionados ou não, a sexualidade) que visem ao desenvolvimento da capacidade de ser assertivo. A assertividade é condição fundamental na construção de vínculos afetivos sadios e duradouros, uma vez que, é através dela que os indivíduos, serão capazes de deixar claro aquilo que esperam de uma relação afetiva com outros, vivendo assim, o melhor e saudável que possam. Na Educação Física, que lida diretamente com o corpo e sua representação social, pode-se incluir exercícios que contribuam para o auto-conhecimento, a valorização da auto-estima e a cooperação entre as pessoas, ao invés de atividades que só reforcem a competição, o egoísmo e a imagem de um corpo esteticamente perfeito. Na Matemática e na Geografia, algumas questões sobre o sexo e a sexualidade humana, podem ser facilmente adaptados ao contexto da aula. Por exemplo: os efeitos da regulação da reprodução humana (planejamento familiar, métodos contraceptivos); as estatísticas demográficas (números de filhos por mulher, distribuição por idade e sexo da população), bem como sobre as questões sociais e econômicas de um país (sustento da família, serviços de saúde, educação, alimentação, nível de emprego e salário, entre outros). Na disciplina de História, pode-se trabalhar com a contextualização de fatos históricos, comportamentos e regras sociais. Por exemplo: a trajetória dos papéis sexuais, especialmente o feminino que, ao longo da história da civilização, foi o que passou pelas mudanças mais significativas. Conforme a concepção de Seffner (2000:44): “(....) uma boa escola é aquela que se preocupa com uma educação afetivo-sexual e não apenas uma educação sexual”. Neste sentido, segundo ele, a educação afetivo-sexual valoriza o componente afetivo como tão importante quanto a base orgânica da sexualidade. Assim,  escola, segundo os PCN´s (Brasil, 1998), deve se organizar para que os alunos, ao fim do ensino fundamental, sejam capazes de: respeitar a diversidade de valores, crenças e comportamentos relativos à sexualidade, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de atração sexual e o seu direito à expressão, garantida a dignidade do ser humano; compreender a busca de prazer como um direito e uma dimensão da sexualidade humana; conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária para usufruir prazer sexual; identificar e repensar tabus e preconceitos referentes à sexualidade, evitando comportamentos discriminatórios e intolerantes e analisando criticamente os estereótipos; reconhecer como construções culturais as características socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino, posicionando-se contra discriminações a eles associadas; identificar e expressar seus sentimentos e desejos, respeitando os sentimentos e desejos do outro; reconhecer o consentimento mútuo como necessário para usufruir prazer numa relação a dois; proteger-se de relacionamentos sexuais coercitivos ou exploradores; agir de modo solidário em relação aos portadores do HIV e de modo proposital em ações públicas voltadas para prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis/Aids. O objetivo geral de um trabalho de orientação sexual é permitir que crianças e adolescentes entendam a sexualidade como aspecto positivo e natural da vida humana, propiciando-se livre discussão de normas e padrões de comportamento em relação ao sexo e o debate das atitudes pessoais frente à própria sexualidade. Considera-se que o trabalho de Orientação Sexual na escola é de grande valia para os alunos, pois os possibilita um espaço para conversar e entender as dúvidas que aparecem durante a fase da adolescência. É nesse sentido que o professor de Orientação Sexual vem ajudar, levantando as principais temáticas com os alunos e estimulando-os a refletir sobre o assunto a fim de tirarem suas dúvidas e criarem uma opinião acerca dele. Todavia, ao atuar como um profissional da educação, o professor deve ter discernimento para não transmitir seus valores, crenças e opiniões como sendo princípios ou verdades absolutas. Não se pode exigir do professor uma isenção absoluta no tratamento das questões ligadas à sexualidade, mas a consciência de que sua orientação não influencie na construção da opinião do seu educando. Pensa-se, portanto, que um bom trabalho de Orientação Sexual é quando o professor consegue a confiança de seus alunos, através de diálogos, respeitando seus limites, valorizando suas opiniões e principalmente orientando-os sobre a necessidade de cuidar da saúde física e mental. E sabe-se que a sexualidade dos adolescentes é inerente a sua vida, e a família deve sempre intervir quando necessário, sempre de acordo com os valores que norteiam a sua educação, tendo como base o que conhecem e o que querem. Desta forma, os pais irão sentir-se mais seguros e a vontade quando conversarem com seus filhos. A escola deve auxiliar a família neste sentido, integrando atividades que motivem os alunos a participarem, não apenas para cumprir atividades escolares, mas sim para que o aluno sinta-se a vontade para perguntar e esclarecer as dúvidas a respeito do sexo. A família também deve estar muito atenta no que se passa na mídia, principalmente o grande veículo que “educa” em massa: a televisão. Esta veio trazer para a população muitos benefícios, como o de saber o que ocorre no mundo. No entanto os programas televisivos ganharam uma variedade muito grande, com poucas restrições, mostrando o que querem sem a preocupação com o horário e a idade. A melhor saída é conversar com os filhos sobre as cenas que a televisão exibe, visando construir uma consciência crítica para aplicar na sua vida. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.
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V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE ALAGOAS: 23 OUT 2011 - LANÇAMENTOS- No dia de hoje ocorreram vários lançamentos no estande da Secult/Biblioteca Estadual, por ocasião da programação da V Bienal Internacional do Livro deAlagoas. Também se realizou a tarde de autógrafos dos meus livros infantis “Nitolinono Reino Encantado de Todas as Coisas” e “O lobisomem Zonzo”.


Lançamento de livros dos autores Marluce Maria da Costa, Cida Lima e Jorge Calheiros, acompanhados de Maria Luisa Russo e das Carochinhas Marize e Marcia Sarmento.


Prestigiaram a tarde de autógrafos dos meus livros infantis a reitora da Ufal, Ana Dayse e a escritora Claudia Gordon, acompanhada da Maria Luisa Russo e do poeta popular Jorge Calheiros.


A escritora Arriete Vilela.


A editora Inez Koury, das Edições Bagaço.


O econ0mista Cícero Péricles.


E muito mais:



OFICINA BRINCAR PARA APRENDER – Nesta segunda, dia 24, na programação da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a partir das 10hs, na sala Lêdo Ivo, realizarei a oficina Brincar para aprender.

ESTANDE DA SECULT/BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO – Estarei todos os dias no estande da Secult/Biblioteca Pública do Estado, com exposição de todos os meus livros infantis, DVD e folheto de cordel, além da distribuição gratuita do zine Tataritaritatá. Espero você por lá. Veja mais desse evento no Brincarte.

JAMES JOYCE, DELEUZE, JOAQUIM CARDOZO, AGAMBEN, RODOLFO AMOEDO, ARRIGO BARNABÉ & VÂNIA BASTOS, LUCIAH LOPEZ, NA ERA DO RADIO & BEZERROS

COMEÇAR, RECOMEÇAR & DOIS MILHÕES DE BEIJABRAÇÕES - Imagem: foto de Alexandre Buisse – A vida pra ser vivida é feita de ação, movimen...