quinta-feira, janeiro 15, 2015

LUTHER KING, GISMONTI & NANÁ, MARIA LENK, DÉBORA ARANGO & MARIE DUPLESSIS


UM SONHO ABATIDO À BALA – O pastor evangélico, ativista político e líder dos direitos humanos norte-americanos Martin Luther King Jr (1929-1968) que lutou em defesa dos direitos sociais para os negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. A sua voz e ação era em defesa da luta pacífica, baseada no amor ao próximo, como forma de construir um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e econômicos. Repetia com veemência que “Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio”. E que: “Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa”. Em seu discurso, Eu tive um sonho (I have a Dream), ele vociferou: [...] Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado [...]. King recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 14 de outubro de 1964, por sua luta no combate à desigualdade racial através da não violência. Incluiu a seguir na sua pauta de reivindicação a pobreza e a Guerra do Vietnã, passando a ser odiado por segregacionistas do sul, culminando com o assassinato no dia 4 de abril de 1968, em Menphis, no Tennessee. Veja mais aqui

Imagem: Montanas, 1940, da artista visual colombiana Débora Arango (1907-2005).

Ouvindo: Dança das cabeças, álbum de 1977 de Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos.

A PERSISTÊNCIA DE VENCER – A brasileira descendente de imigrantes alemães, Maria Emma Hulga Lenk Zigler (1915-2007), mais conhecida como Maria Lenk. foi a principal nadadora brasileira que estabeleceu um recorde mundial, deu ao Flamengo diversos títulos importantes e foi a única mulher a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, Flórida. Por sua garra e determinação, enfrentando todas as dificuldades e reveses, ela perseguiu seus sonhos para realizar-se como importante atleta. Ela é mais a ser incluída nas homenagens da campanha Todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.

A DAMA DAS CAMÉLIAS – A cortesã francesa Marie Duplessis, pseudônimo adotado por Rose Alphosine Plessis (1824-1947), foi a inspiradora da personagem Maguerite Gautier, do romance A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, aquela que na vida real não deixou de ter amantes. Nascida na pobreza, começou a trabalhar muito jovem, tornando-se aos quinze anos amante de um rico comerciante. Possuía uma beleza radiante e fora do comum, tornando-se, por isso, a cortesã mais cara de Paris aos dezesseis anos de idade. Aos vinte anos de idade, conheceu o escritor e se apaixonaram, tornando-se amante. Tempos depois romperam porque o escritor alegou: não sou rico para amá-la como gostaria e nem pobre para ser amado da forma que ela desejava. Tornou-se depois amante do compositor Franz Liszt. Ela, então, aos vinte e dois anos, foi para Londres e casou-se com o Conde Edouard de Perregaux que logo se desfez, fazendo-a volta tuberculosa para a vida mundana em Paris, até morrer arruinada aos vinte e três anos de idade. Um ano depois de sua morte, o escritor faz a sua homenagem escrevendo o seu livro que se tornou um clássico da dramaturgia mundial, apresentado no cinema, no teatro e na ópera. Tem-se o registro que o compositor Giuseppe Verdi inspirou-se na história para criar a sua La Traviata. No cinema foi denominado originalmente de Camile, filmado em 1936, sendo no Brasil denominado A dama das camélias, dirigido por George Cukor e estrelado por Greta Garbo e Robert Taylor. Veja mais aqui.


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