sábado, janeiro 31, 2015

SCHUBERT, BAUMAN, TUNGA, KENZABURO, TEREZA COSTA REGO, KEN WILBER, MARIA JOÃO PIRES & KATE BECKINSALE

AFINAL, PRA QUE SOLIDARIEDADE? – O sociólogo polonês Zygmunt Bauman defende que a solidariedade pode melhorar o mundo e pode nos salvar. Tal afirmação está na sua ideia de que os sistemas fazem os indivíduos, e não o contrário; e o mundo fabrica lixo humano de excluídos como membros imperfeitos da sociedade, traformada da ética do trabalho à ética do consumismo. Uma sociedade que passou dos ideais de comunidade de cidadãos responsáveis para um agregado de consumidores satisfeitos e interessados em si mesmos. Em vista disso, para ele a mobilidade social é uma mentira e a equidade é um disfarce para o fantasma feio da assistência dentro de um albergue. Em um artigo, Diálogo sobre o homem (Jornal La Republica, 21/5/2012), ele escreve que: [...] O que "unifica" o precariado, o que mantém unido esse conjunto extremamente diversificado, tornando-o uma categoria coesa, é a sua condição de máxima fragmentação, pulverização, atomização. Todos os precários sofrem, independentemente da sua proveniência ou pertencimento, e cada um sofre sozinho. Mas todos esses sofrimentos suportados individualmente mostram uma surpreendente semelhança entre si. Reduzem-se a uma única coisa: a pura e simples incerteza existencial, uma assustadora mistura de ignorância e de impotência que é fonte inexaurível de humilhação. Contudo, esses sofrimentos não se somam, ao contrário, se dividem e separam aqueles que os sofrem, negando-lhes o conforto de um destino comum, e fazem parecer risíveis os apelos à solidariedade. Veja mais aqui e aqui

Imagem: Verão, da artista plástica pernambucana Tereza Costa Rego.

Ouvindo: Sonata nº 14, D, 784, do compositor austríaco Franz Peter Schubert (1797-1828), com a pianista portuguesa naturalizada brasileira Maria João Pires.

HORA DE CHEGADA – Podia ser festa, não era; outra vez – e sempre – fora adiada. Paisagem advena, inopinada. Novo oxigênio no pulmão, novo cerzir na vida. Qual nada, dias escorregadios. Nada tão diferente dos afagos arredios, noites abafadas, esquálido anteontem, pálido ontem. São na sacada, degraus, chegada – malgrado a partida. A horagá: continência pra amanhã – um fio de prumo ébrio. E o néscio nada Pangloss, afinal que dia - previu muitas léguas, tiranas de errâncias, desandares. Sua noção de linho, desalinhada; o vinco, abarrotado. As linhas se misturam nas mãos, um passado vivo, sem futuro, presente incerto, tragado; poeira nos olhos, enevoados; couro curtido, sal pisado; sol na moleira, ombro calejado de cruz. Barruadas de cara de tacho: só livre da greia, por enquanto. Haverá novos chistes, embustes. Muxoxos na guarita, os olhos ao redor e qual agulha, tudo e a todos vestidos, finda nu tal deus de Mallarmé. Veja mais aqui.

A FILOSOFIA E A PSICOLOGIA INTEGRADAS – O filósofo norte-americano Ken Wilber é o criador da Psicologia Integral que envolve um universo de estudo que vai desde a física, química, biologia, medicina, neurofisiologia, bioquímica, ecociências, teoria do caos, ciências sistêmicas, complexidade, psicologia e filosofia, além de artes, antropologia e mitologia, matemática, política, econômica, sociologia, negócios e escolas contemplativas e místicas. O seu sistema operacional integral funciona a partir dos níveis ou ondas de consciência, das linhas ou correntes de desenvolvimento, dos estados de consciência, dos tipos de personalidade e dos quatro quadrantes que são intencional, comportamental, cultural e social, considerando as linhas de desenvolvimento Cognitiva (Piaget, Kegan), Moral (Kohlberg, Gilligan), Interpessoal (Selman, Perry), Valores (Graves, Beck e Cowan), Necessidades (Maslow) e Emocional (Goleman). A respeito de suas propostas diz ele: Não acredito que a mente humana seja capaz de errar cem por cento. Assim, em vez de questionar qual abordagem está certa e qual está errada, assumo que cada abordagem é verdadeira, mas parcial. Então, procuro visualizar um modo de encaixar essas verdades parciais, de integrá-las, não escolhendo uma e livrando-me das outras”. Veja mais aqui

UMA QUESTÃO PESSOAL – O escritor japonês Kenzaburo Oe foi o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1994, possui vários dos seus livros traduzidos e lançados no Brasil, a exemplo do seu Não matem o bebé (Civilização, 1994), Dias tranquilos (Difel, 1995), Um eco do céu (Difel, 1998), Uma Questão Pessoal (Companhia das Letras, 2003), Jovens de um Novo Tempo, Despertai!.(Companhia das Letras, 2006) e 14 Contos (Companhia das Letras, 2011). A mais importante das suas obras é Uma questão pessoal (Companhia das Letras, 2003), e dela trazemos os seguintes excertos: Lá estava o mapa da África, em exposição no mostruário. Vistoso, belo como um cervo africano. Bird deixou escapar um suspiro abafado. Enfiadas em uniformes e com as partes expostas do corpo arrepiadas de frio, as vendedoras da livraria não lhe deram atenção. Entardecia. Como o corpo de um gigante recém-falecido, a atmosfera em volta da Terra fora perdendo aos poucos o calor daquele início de verão e se resfriara por completo. As pessoas pareciam querer recuperar das sombras do subconsciente a memória do calor do dia, cujo resquício a pele ainda retinha, e suspiravam desoladas. Junho, seis e meia da tarde. Ninguém mais suava na cidade. Exceto sua própria mulher, que àquela altura estaria transpirando intensamente por todos os poros do corpo desnudado. Estendida sobre um lençol de borracha e com os olhos fortemente cerrados, perdiz atingida em voo e em plena queda. Gemendo de dor, tomada de angústia e ansiedade. [...] Queria ver o próprio rosto refletido nos olhos do menino. De fato, pôde vê-lo no espelho dos olhos negros e cristalinos da criança, mas a imagem era tão minúscula que não lhe permitiu constatar as novas feições de seu rosto. Assim que chegasse em casa planejava se olhar no espelho. E, depois, consultar o dicionário que o repatriado Deltcheff  havia lhe dado, com a palavra esperança escrita na capa interna. Pretendia fazer sua primeira consulta nesse dicionário de um pequeno país da península balcânica. Buscaria a palavra paciência. Veja mais aqui.
Imagem sem título do escultor, desenhista e ator de performance pernambucano de Palmares, Antonio José de Barros de Carvalho e Mello Mourão, o Tunga.

DO UNDERWORLD, SNOW ANGELS & ET CÉTERA- O primeiro filme que assisti da atriz, modelo e garota de propaganda inglesa Kathrin Romary Beckinsale, simplesmente a linda e extraordinarimanete belíssima Kate Beckinsale, foi por acaso: Underworld (2003). O filme nunca fez nem faz o meu gênero, mas como eu estava na sala de cinema apenas para fazer companhia e, como nada no filme me prendia, a beleza dela me cativou. Depois, os filmes seguintes que ela fez do gênero, meus amigos colocavam para rodar – eu baixava o som e ficava esperando ela entrar em cena. Era aí que eu voltava, dava pausa e ficava fitando a sua performance: lindamente bela. Isso num bocado de filme dela que vi de todos os Underwoord que vieram, do tal do Van Helsing – meu primo Paulo Rogério era fã desse filme de assistir e reassistir direto -, do Whiteout, Contraband, Total Recall, Snow Angels e por aí vai. Ela, indubitavelmente faz parte do panteão das beldades homenageadas pela campanha todo dia é dia da mulher. Veja mais aqui.



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